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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Como o PS oferece a câmara de Caldas da Rainha ao PSD


O PS já divulgou hoje o seu candidato à presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha: Luís Patacho, advogado e ex-dirigente local do PS.
É o primeiro nome do conjunto dos partidos da oposição a avançar contra o presidente, do PSD, que manteve a maioria absoluta nas eleições de 2013.
Ao fazer avançar o seu candidato partidário, o PS marcou posição, é certo, mas confirmou a fragmentação da oposição e o seu desinteresse em afastar o PSD caldense da gestão camarária. Sendo o maior partido da oposição, o PS (se quisesse realmente afastar a "nova dinâmica") podia ter tomado a iniciativa de procurar um candidato único que pudesse reunir os votos socialistas, do CDS, do PCP e do MVC. Não o fez e avançou sozinho.
Tinta Ferreira, o chefe da incompetente "nova dinâmica" do grupo dominante do PSD local, já venceu as eleições do Outono de 2017. Agora só lhe ficava bem, e ao seu grupo, agradecer ao PS e, claro, aos restantes oposicionistas que tanto gostam do "31 de boca".



A ajudinha do PS ao PSD local (da 1.ª página do "Jornal das Caldas")

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Independentes dos actuais partidos ou dependentes de um futuro partido?

Os independentes deixam de o ser
quando se ligam a movimentos organizados
de âmbito nacional


Maria Teresa Serrenho foi candidata à presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha em Setembro de 2013 por um grupo razoavelmente organizado de "independentes", que se intitulou Movimento Viver o Concelho (MVC).
O MVC teve uma votação apreciável nas eleições locais. Mas, menos de dois anos depois, com a actividade local do MVC praticamente extinta, Maria Teresa Serrenho juntou-se à campanha de um dos candidatos à Presidência da República, sem abandonar (nem suspender) o cargo de presidente do MVC.
Na prática, o MVC pegou nos votos que teve e levou-os para o candidato presidencial. Que, felizmente, como era evidente, foi derrotado.
Recentemente, o MVC (de que pouco parece restar) deu sinais de querer voltar a intervir nas eleições autárquicas de Caldas da Rainha.
Recentemente, o candidato presidencial anunciou o lançamento de uma organização nacional, a que chamou "Frente Cívica".
Maria Teresa Serrenho tem, de novo, lugar de destaque neste emergente projecto megalómano. E continua como presidente do MVC.
Quem, nas eleições de Caldas da Rainha do próximo ano, for ainda votar no MVC, pensando que são um grupo local de cidadãos independentes, estará a votar num projecto político nacional que assume claramente o formato de embrião de um partido político.  

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Campanha eleitoral (autárquicas de 2017, Caldas da Rainha)


Esta semana não houve: o presidente e candidato a presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, do PSD, não teve nenhuma fotografia publicada nos dois jornais regionais, ao contrário do que tem acontecido nas últimas semanas.
Já quanto ao PS, ao CDS, ao PCP e ao MVC, continuam ausentes, pelo menos no que se refere a esta matéria.
Talvez ainda nem tenham percebido que há eleições autárquicas em Setembro de 2017.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Campanha eleitoral (autárquicas de 2017, Caldas da Rainha)

O presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, e candidato do PSD às eleições autárquicas de 2017, aparece sete (7) vezes na edição desta semana do "Jornal das Caldas".
Não são conhecidos outros candidatos à presidência da câmara. Nem se sabe se os haverá.
Mas, a haver, perdem (ainda mais) terreno a cada semana que passa.

domingo, 28 de agosto de 2016

E a campanha eleitoral continua...



"Gazeta das Caldas", 26.08.16

O PSD de Caldas da Rainha e o seu candidato à Câmara Municipal, e actual presidente, não perdem tempo: são as várias fotografias da criatura nos dois jornais regionais, são a cornucópia de obras que se anunciam, são as festas, é o incompreensível empréstimo bancário de dois milhões de euros... para obras previstas, certeiramente, para terminarem em 2017.
Agora é o complexo desportivo de Caldas da Rainha, degradado desde há vários (e aqui já me referi várias vezes a este lamentável caso): vai ter obras (com uma escultura que parece uma colher de sopa) que, claro, vão terminar... em 2017.
Perante isto, a oposição (ou oposições) mantém-se indiferente: o PS vai-se dividindo alegremente, o CDS vai tentando encontrar um rumo (ou um candidato a presidente), o PCP anda entretido com outras coisas e o grupo "independente" do MVC parece, talvez por receio de perder o que conquistou em 2013, andar a tentar negociar uma participação nas listas do PSD.  
Perante isto, quase se dispensavam as eleições.
O PSD caldense tem, cada vez mais, a vitória assegurada no próximo ano e, infelizmente, nem sequer o merece. E estou a falar de Caldas da Rainha.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ainda há vida inteligente no PSD de Caldas da Rainha

Já aqui me tinha referido ao extravagante empréstimo que os gestores do PSD da Câmara Municipal de Caldas da Rainha querem aprovar (Brincar à política à sombra de 2 milhões de euros), com uma certa complacência da oposição.
Há dois dias, o anterior presidente da câmara, Fernando Costa pronunciou-se no Facebook sobre a mesma situação e o que escreveu merece ser lido, e na íntegra.
Controverso, Fernando Costa foi, decididamente, melhor presidente do que o seu desastrado sucessor e herdeiro, demonstrando também que, apesar de tudo, ainda há vida inteligente no PSD caldense.

Eis o texto de Fernando Costa:


UM CONTRIBUTO PARA UMA MELHOR GESTÃO FINANCEIRA.
A Assembleia Municipal das Caldas Rainha vai votar a aprovação dum empréstimo de 2 milhões de euros, com um prazo de 10 anos. Antes, em 2014, contratou um outro de 2.4 milhões ...!!!!
Quem não conhecer a situação real financeira do Município, poderá pensar que estes empréstimos poderão resultar da situação financeira do anterior mandato: nada de mais errado.
De facto, a um de 1 de Junho,de 2013, dia em que deixámos a presidência da Câmara das Caldas, o Município contava com 5 milhões de euros em depósitos a prazo e 2.2 milhões de euros à ordem, dos quais ainda se conservam 3 milhões, em depósito a prazo..
Parece-nos errada a contratação deste empréstimo, nos seus diversos fundamentos, tanto mais que a taxa de juro que vai ser paga é três vezes mais alta do que a taxa de juro que a taxa de juro que o Município está a receber daquele depósito a prazo. !!!
Perante as dúvidas e perguntas que nos têm feito, e face a esta disparidade de taxas de juro, não podemos deixar de prestar este esclarecimento, convictos que estamos a defender os interesses dos Caldenses e ajudar a Câmara a fazer uma melhor gestão financeira.
A Câmara tem estado a aumentar a despesa corrente de forma preocupante , o que está obrigar ao recurso a empréstimos : é preciso muita atenção, pois os tempos são difíceis para os munícipes, que acabam por ter que pagar a factura !
LOURES e muitos outros municípios seguem em caminho contrário: reduzem a despesa corrente e a dívida para aumentar o investimento e baixar impostos aos munícipes .
Não se devem comprar terrenos por alto preço e vender outros muito baratos, geradores de desequilíbrios financeiros evidentes.!!!
Do mesmo modo, há que ter cuidado com os custos dos festivais, ainda que louváveis e, até, vantajosos para o concelho. Só um exemplo : aumentar em seis vezes o subsídio à organização privada do festival do Cavalo Lusitano, parece-me injustificável , ou seja de 12.500 euros( 2011) para 75.000 euros(2016), para não falar dum fotógrafo, em avença, que ganha perto de 100 euros por hora de efectivo trabalho...!
É preciso rigor e ponderação para evitar derrapagens:
É UMA OBRIGAÇÃO DE TODOS NÓS, AUTARCAS, DE TODOS OS PARTIDOS E EM TODOS OS MUNICÍPIOS .

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Campanha eleitoral (autárquicas de 2017, Caldas da Rainha)

Manchete do "Jornal das Caldas" de 10.08.16


O presidente, e candidato do PSD, da Câmara Municipal de Caldas da Rainha prossegue a sua campanha eleitoral para as eleições autárquicas do próximo ano, com a conivência objectiva dos outros partidos.
Na edição desta semana do "Jornal das Caldas" (onde se anuncia sem reservas nem dúvidas a reabertura do hospital termal no ano das eleições) aparece em três fotografias na primeira metade do jornal.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Porque é que o PSD vai ganhar as eleições autárquicas em Caldas da Rainha... sem o merecer


1 - O PSD vai ganhar as eleições autárquicas de 2017 no concelho de Caldas da Rainha. Mas não o merece. Ganhará pelas influências que move, pelas iniciativas eleitoralistas e pela absurda falta de comparência das oposições. Nunca por mérito. Em especial dos seus dois principais candidatos.

2 - O mote do PSD nas eleições autárquicas de 2013 foi "Uma nova dinâmica". Três anos depois, o slogan desapareceu. Dito pelos próprios seria uma anedota. Pode ter sido pensado para dizer que o novo candidato a presidente era "dinâmico" por comparação com o anterior, o "dinossauro" Fernando Costa. Mas a única "dinâmica" que se viu do burocrata iluminado que saiu do ovo posto pelo "dinossauro" foi a das duvidosas obras que paralisaram a capital do concelho e que culminaram com a grande "obra de regime" local: um parque de estacionamento subterrâneo numa pequena cidade sem constrangimentos de trânsito.

3 - O concelho de Caldas da Rainha é um concelho que, no que depende do poder camarário, se encontra estagnado. Não há um projecto, um plano, uma imagem de marca. Nem a promoção do turismo nem a criação de condições para, promovendo-o, lhe dar sustentabilidade. A ambição das termas, que tanto gostam de alardear os políticos caldenses, é isso mesmo: uma mera ambição palavrosa que oculta uma decepção, sem projecto nem dinheiro. E tudo o que podia ser bem feito fica mal feito.

4 - Apesar disso, já se sabe, o ano de 2017 vai ser festivo. Não faltarão festas, festarolas e inaugurações. O eleitorado, de memória curta, aceitará o incentivo. E pagará a diversão com votos.

5 - Podia haver oposição. A sério. Mas não há. Nem oposição nem oposições. O PS parece tolhido por problemas internos, depois da saída de cena do seu cabeça de lista de 2013. O CDS tem dias. O PCP preocupa-se sempre mais com os problemas de política geral (e engolindo os sapos do apoio ao governo vigente). O BE desapareceu em 2013, felizmente. E o MVC, que devia ter mantido uma intervenção política regular depois da sua pequena vitória de 2013, deu com os burrinhos na água.

6 - Já aqui demonstrámos, há mais de um ano, que bastaria a união dos apoios e dos eleitores de 2013 para lançar uma alternativa única (uma aliança de boas vontades com um programa mínimo) ao PSD caldense e conquistar a câmara. Já começa a ser tarde para isso e não se nota que haja alguém, nas fileiras da oposição, que o queira fazer. E note-se: esta é a única hipótese de vencer o PSD em Caldas da Rainha.

7 - O quadro é este: a repetição de uma vitória do PSD na eleições autárquicas de 2017 neste concelho. Não por mérito próprio mas por demérito alheio. É uma situação em que o voto se tornará inútil e onde a abstenção será, provavelmente, a melhor expressão de distanciação perante um leque de políticos sem mérito.


Tudo o que pode sair mal, sai mal: um mini-parque desportivo no centro da capital do concelho (saído dessa nuvem de confusão que é o Orçamento Participativo)
foi construído sem abrigos, para evitar a exposição solar, bem fonte de água.


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Campanha eleitoral

"Jornal das Caldas", edição de hoje, 29 de Maio: o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, candidato do PSD às eleições autárquicas de 2017, aparece em 4 fotografias; o seu vice-presidente, Hugo Oliveira, aparece em 1 fotografia.
Não se conhecem, nesta data, os candidatos dos restantes partidos.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Campanha eleitoral

"Jornal das Caldas", edição de ontem, 25 de Maio: o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, candidato do PSD às eleições autárquicas de 2017, aparece em 3 fotografias; o seu vice-presidente, Hugo Oliveira, também aparece em 3 fotografias.
Não se conhecem, nesta data, os candidatos dos restantes partidos.

sábado, 2 de abril de 2016

O 1 de Abril caldense de António José Seguro


Anuncia o jornal regional "Gazeta das Caldas" na sua edição do Dia das Mentiras: "Oposição caldense convida Seguro para a Câmara das Caldas".
O respectivo texto é bem construído e até indica que o ex-secretário-geral do PS "está a analisar o convite e promete que só por razões muito poderosas não o consideraria", com base numa candidatura "unitária" que incluiria, com destaque, o CDS, já que Seguro tem boas relações com Assunção Cristas e Nuno Melo.
A "Gazeta", que ainda vai respeitando a tradição do Dia das Mentiras (ao contrário da generalidade da imprensa nacional), marca pontos com a brincadeira que, no entanto, até poderia ser um desejo para muita gente.
António José Seguro, segundo se disse na altura, chegou a considerar uma candidatura à Câmara Municipal de Caldas da Rainha antes de chegar ao cargo de secretário-geral do PS. Agora seria decerto um bom candidato, capaz de, na realidade, unir o CDS, o PS, talvez o PCP e o que resta do MVC.
Aliás, só uma candidatura comum da oposição poderá afastar o execrável PSD da "nova dinâmica" da câmara caldense nas eleições autárquicas de 2017. (Ou, por hipótese, uma candidatura de Fernando Costa, claro. Mas, aparentemente, será necessário esperar para ver.)


António José Seguro: o cargo de presidente de câmara, por agora,
nem lhe assentaria mal

domingo, 20 de março de 2016

A política não é para amadores distraídos


Havia uma comissão na Assembleia Municipal para "acompanhar" a questão do património termal de Caldas da Rainha que, como se costuma dizer, "nunca saiu do papel".
Um ano depois é proposta uma segunda comissão com o mesmo objectivo. Os seus defensores (CDS/PP, MVC, PCP e PS) indignaram-se porque o PSD (a maioria) a recusou.
Ninguém (nem sequer os próprios proponentes da primeira comissão!) se lembrou de que ela já existia.
A política não é para amadores distraídos.
E os políticos caldenses, nesta trapalhada, revelaram bem as suas elevadas qualificações para a função, de uma ponta à outra do leque partidário.



A "Gazeta das Caldas" (18.03.16) comenta que é falta de memória.
Talvez seja mais acertado dizer que é falta de competência...

domingo, 6 de março de 2016

Os zombies da política caldense

 
Depois de um ano de ilusões presidencialistas, o MVC regressa morto-vivo
 
 
Num concelho como o de Caldas da Rainha, politicamente bloqueado por uma maioria absoluta incompetente (os herdeiros do PSD de Fernando Costa) e com uma oposição fragmentada, feita de apêndices regionais dos principais partidos e sem projectos adequados, justificava-se uma iniciativa externa aos partidos do "status quo" que pudesse, na melhor das hipóteses, introduzir uma dinâmica capaz de, pelo menos, mudar alguma coisa.
O Movimento Viver o Concelho (MVC), que começou a germinar antes das eleições autárquicas de 2013 com uma candidatura de cidadãos independentes e desagradados com os partidos existentes, corporizou essa esperança, teve um resultado interessante nessas mesmas eleições e depois... nada.
Os seus eleitos foram mantendo alguma intervenção, aparentemente descoordenada, mas o resto dissipou-se. A intervenção pública desapareceu.
Mas, pior do que isso foi o modo como as figuras de referência do MVC resolveram, há cerca de um ano, abraçar a causa caudilhista de um candidato às eleições presidenciais que também se reclamou da "independência" política para lançar uma das campanhas eleitorais mais demagógicas que houve em Portugal desde 1974 e que, merecidamente, lhe deu uma derrota estrondosa.
Esse desvio do MVC não colou apenas um movimento independente a uma espécie de proto-partido unipessoal. Ao fazê-lo, o MVC levou como reféns os votos que conseguira em Setembro de 2013.
Foi, durante um ano, o que fizeram. E, com isso, o MVC morreu politicamente.
Agora, como se nada tivesse acontecido, o MVC anuncia uma "jornada subordinada ao tema 'Pensar Independente-Caldas da Rainha 2017', tendo como objectivo a promoção de um debate alargado e aberto (...) e envolver pessoas sensíveis ao tema, que se preocupem com o desenvolvimento das suas terras e/ou do concelho. Tendo em vista a possível construção de uma opção independente para as próximas eleições autárquicas."
Não é assim que as coisas se fazem e esta iniciativa parece oscilar entre a ingenuidade e a desonestidade políticas.
O MVC transforma-se deste modo nos "walking dead" da política caldense.
 
 
 
Por uma aliança de boas vontades
 
Além disso, como já escrevi, qualquer esforço sectorial (venha ele do que resta do MVC, do PS, do CDS ou do PCP ou dessa pérola da asneira que é o BE) será uma inutilidade nas eleições autárquicas de 2017: nenhum destes partidos, por si, conseguirá ganhar a Câmara Municipal ao PSD.
Juntos, no entanto, poderão fazê-lo.
Os resultados eleitorais de 2013 são claros e não se compreenderá que o PS, que conseguiu formar uma aliança tão espúria para o governo da nação, não consiga federar para as eleições deste concelho uma aliança de boas vontades que vise reunir a soma dos votos da oposição e sobrepô-los aos votos concelhios do PSD.
Defendi-o neste blogue e no "Jornal das Caldas" (ver aqui) e não deixa de ser curioso verificar que há mais gente a pensar nisso.
Foi o caso, de certo modo indirectamente mas a chamar os bois pelos nomes, do apontamento publicado na passa sexta-feira passada pela "Gazeta das Caldas".
 
 
"Gazeta das Caldas", 4.03.16: o PSD local pode "cair na realidade"




A realidade

Para que não haja dúvidas, republicam-se aqui os resultados eleitorais de Setembro de 2013.
Os números são claríssimos: os votos conjuntos dos restantes partidos suplantam os do PSD. O afastamento do PSD da Câmara Municipal de Caldas da Rainha só se consegue pela aliança de toda, ou quase toda, a oposição
 
 
PSD
PS
MVC
CDS
PCP
BE
Assembleia Municipal
8603
4766
2078
1986
1146
786
Câmara Municipal
9203
4866
1856
1967
1089
601
Fonte: Comissão Nacional de Eleições (eleições autárquicas de 2013)


sábado, 20 de fevereiro de 2016

As aparências iludem

 
Na cidade de Caldas da Rainha já há posto de turismo (de luxo, inaugurado com pompa e circunstância), também há turistas (mas nem se sabe de onde, com que objectivo e se pode haver mais) e motivos de interesse turístico ainda vai havendo (mas não um hospital termal por abrir, ou fechado).
Não há é um "leit motiv" para o turismo, nem uma política de captação de turistas nem qualquer tipo de promoção organizada, metódica e digna, nem tão pouco uma imagem de marca.
Ou seja: as aparências iludem.
É precisamente o mesmo mal da política caldense e da sua "nomenklatura".
 


À espera de clientes...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Orçamento Participativo: o coelhinho foi com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo


Agita-se a "nomenklatura" de Caldas da Rainha com a ilusão do Orçamento Participativo: a Câmara Municipal reconhece que está praticamente tudo por concretizar mas que os maiores de 14 anos já podem participar (a sério...), as oposições acreditam que é a melhor maneira de nem se sabe bem o quê e até há algumas almas caridosas que se oferecem para ajudar a apresentar projectos e a votar como quem promove candidaturas aos fundos comunitários.
E todos fazem de conta que é uma grande coisa e que as pessoas devem votar.
Mas não é e o voto, neste caso, não serve para nada, se não houver projectos de matriz diferente.
O Orçamento Participativo tem sido utilizado para a Câmara e as juntas de freguesia se desresponsabilizarem de certas obrigações e os projectos realmente abrangentes e numa perspectiva complementar dos deveres municipais não avançam.
Já o escrevi: O Orçamento Participativo é uma treta, um embuste (porque o dinheiro vai servir para cobrir obrigações camarárias) e uma fralda (porque serve para absorver o desinteresse da Câmara Municipal de Caldas da Rainha relativamente aos cidadãos e ao concelho). Está tudo aqui.
Para as oposições, que vão na cantiga, é uma espécie de crença no Pai Natal mas a um nível muito básico, do género "o coelhinho foi com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo".
É por estas e por outras que as oposições não deixam de o (tentar) ser: oposições...
 


 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

IVA: ignorância ou demagogia?




Manuel Nunes, Emanuel Pontes, José Carlos Faria, Rui Gonçalves,
João Frade e Lino Romão (© "Jornal das Caldas")
 
Conta o "Jornal das Caldas" que, no âmbito do painel que promove com a Mais Oeste Rádio, juntou seis representantes da nomenklatura política de Caldas da Rainha para analisarem a descida do IVA para a restauração.
O relato é elucidativo: as seis criaturas estão de acordo, dizem que o aumento foi miserável e que até pode haver mais emprego. Parece a demagogia do costume a tentar flutuar nas águas da ignorância. 
Nenhuma das ilustres luminárias achou oportuno realçar que o IVA não é um imposto que o Estado vá cobrar, sem mais nada, à restauração. E uma delas até é dada como empresário.
Acontece que o IVA é pago pelos clientes (contabilisticamente, o preço de venda de cada produto é x + IVA) e os profissionais da restauração, com o imprescindível apoio dos contabilistas certificados que estão obrigados a ter, limitam-se a entregar esse valor, depois de deduzirem o que puderem, ao Estado.
É certo que nesta matéria o mau exemplo vem de cima (com o governo da tríade PS-EB-PCP) mas estas ilustres cabecinhas bem podiam usar de alguma seriedade.
Até porque podemos ficar a pensar que desconhecem em absoluto como funciona o IVA, o que, de qualquer modo, em nada favorece membros de assembleias municipais e candidatos à presidência da câmaras, ao revelar o seu desconhecimento de coisas tão básicas.
 
 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

4 perguntas sobre as eleições autárquicas de 2017 em Caldas da Rainha

1 - É verdade que o ex-presidente Fernando Costa anda mesmo a tentar formar uma lista (dentro ou fora do PSD) para correr com o actual presidente de câmara, e seu herdeiro, Tinta Ferreira (que o tem desconsiderado sempre que pode)?
 

Fernando Costa: de regresso?
 
2 - É verdade que o n.º 2 de Tinta Ferreira, Hugo Oliveira, estaria disposto com as suas hostes a juntar-se a Costa para assegurar, mais tarde, a ascensão à presidência da Câmara Municipal como novo herdeiro de Costa?
 
 
Tinta Ferreira e Hugo Oliveira: divórcio por Fernando Costa em 2017?
 
- Qual foi o verdadeiro motivo que levou ao afastamento de Rui Correia, o ex-n.º 1 do PS nas eleições de 2013?
 
4 - É verdade que há membros do (quase ex) Movimento Viver o Concelho a tentar negociar a sua entrada nas listas do PS?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

À noite é que é bom





Depois de vários dias e de muitos litros de água perdidos, de alguns avisos aos serviços e da deslocação de funcionários ao local (que não viram o que estava mesmo à frente do nariz de quem passava), os Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha vieram arranjar uma ruptura numa rua próxima da minha.
Mas à noite, por volta das 19 horas, numa jornada de trabalho que se prolongou até perto das 23 horas e com intervalo para jantar.
Já tinha acontecido uma coisa parecida há algum tempo, com uma reparação que também só se fez à noite.
Será que isto acontece porque o trabalho nocturno ou/e extraordinário é melhor remunerado do que o trabalho diurno e "normal"?
Há quem diga que sim, acrescentando uma explicação: é a melhor maneira de a Câmara da "nova dinâmica" manter o pessoal satisfeito, sobretudo quando há eleições daqui a menos de dois anos.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Um desastre


O hospital termal de Caldas da Rainha, o respectivo balneário e o parque e mata anexos estão, ao que parece, nas mãos da Câmara Municipal de Caldas da Rainha desde o passado dia 2, tendo sido transferidos da tutela da administração central para a tutela camarária, num período que oscila entre os 70 anos (os dois primeiros) e os 50 anos.
Esta decisão, que foi uma bandeira da desastrada gestão municipal, não foi consensual.
Houve quem, fora da esfera de poder do grupo do PSD que está na câmara, que se entusiasmasse com o significado da ideia. Houve quem se lhe opusesse. 
Poucas, no entanto, foram as vozes que indicaram o óbvio: esta gestão municipal não tem competência nem dinheiro para fazer alguma coisa do património termal.
Esta gestão municipal foi a que deixou arrastar as obras pela capital do conselho meses a fio, transformando a cidade num estaleiro, indiferente ao grau de incumprimento de prazos pelas empresas contratadas.
Esta gestão municipal é a que transforma em "jóia da coroa" um parque de estacionamento subterrâneo.
Esta gestão municipal é a que deixou degradar-se o concelho em todas as suas vertentes.
Esta gestão municipal é a que já apregoa que vai abrir o hospital termal e o balneário em 2017 (ano de eleições) com obras de 600 mil euros (e há dinheiro?...) a lançar "em breve".
Esta gestão municipal é a que, no poder há dois anos, não tem "ideias claras e propostas clarividentes" no domínio termal e turístico. E esta citação, note-se, não é de nenhuma das oposições, mas da voluntarista coluna de opinião  "A Semana do Zé Povinho", do jornal "Gazeta das Caldas", que tem sido de uma extraordinária candura para com o presidente da Câmara, com quem talvez já se tenha dado melhor.
Tudo se conjuga para que a entrega do património termal à Câmara Municipal de Caldas da Rainha, na sua fase mais sombria, se transforme num desastre.
E isso só não acontecerá se a necessidade de ganhar as eleições de 2017 (mesmo contra uma oposição objetivamente cúmplice) corresponder a uma sensação de desespero ou de medo por terem consciência de que não conseguem fazer nada de jeito.


Não gostam deles (e com razão) mas ainda vão ajudar a reelegê-los.
Porque será?

 



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A brincar com o fogo... e com o dinheiro

 
"Fazer investimentos de vulto só alavancados por fundos comunitários e assim mantemos um equilíbrio orçamental", acrescentou [o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha]. Destacou que, tendo em mãos a gestão do hospital termal e património do parque e mata, "será difícil dispersar investimentos para outras áreas".
 
"À exceção da Casa Museu Leopoldo de Almeida, que se promete estar concluída em 2016 (será mesmo?), na área da cultura há todo um grandioso conjunto de obras e eventos a concretizar a partir de 2017 que atingem o montante de quase 5 milhões de euros."
 
 
Estas duas passagens são retiradas da notícia "Assembleia Municipal na freguesia de Carvalhal Benfeito", publicada no "Jornal das Caldas" de hoje. As afirmações entre aspas do primeiro excerto são do presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha. A afirmação entre aspas do segundo excerto é de Edgar Ximenes, membro da Assembleia Municipal.
Estas duas passagens mostram o seguinte:
 
- a Câmara Municipal de Caldas da Rainha sabe que o quadro financeiro em que vai fazer (ou tentar fazer...) a gestão do hospital termal e do património anexo é tudo menos sólido;
- o ano de 2017 vai ser de "festa" para garantir a vitória do grupo do PSD local que venceu as eleições autárquicas de 2013 nessas eleições.
 
A oposição a esse grupo do PSD (que já nem insiste na designação de "nova dinâmica") anda, em versão bipolar, a brincar com o fogo... e a ajudar a "nova dinâmica" a brincar com o dinheiro alheio. Mais vale que nem se apresentem às eleições, por este andar.