quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Se não vão à praia, vão para o supermercado; depois da praia vão para o supermercado; onde estão bem é no supermercado... em bandos

O turismo nacional, seja de emigrantes ou de visitantes externos, no concelho de Caldas da Rainha é isto, em Julho e em Agosto: da praia (na Foz do Arelho) para o supermercado e do supermercado para a praia, as estradas cheias de condutores molengões e com poucas ideias quanto ao rumo que hão de seguir. Parecem moscas em dia de Verão muito quente.

Há museus e outros entretenimentos culturais, até há um parque na cidade, há ruas com lojas e há a Praça da Fruta (sem estacionamento!) na cidade e paisagens que podiam ser devidamente valorizadas para atrair os visitantes (a Estrada Atlântica e as zonas de floresta, as outras zonas de praia, a degradada Lagoa de Óbidos). 

E se não me parece que as opções estejam devidamente assinaladas (um problema que a Câmara Municipal nunca quis resolver), também acredito que, mesmo que estivessem, não deixaríamos de ter as invasões diárias dos supermercados, em grupos familiares irritantemente numerosos e em regime de passeio. Situação que é agravada quando, o que é frequente, as manhãs podem nascer com o céu encoberto e, não indo para a praia, lá vão eles para o supermercado.


A "Agenda do Município das Caldas da Rainha" é uma coisa grotesca: pôr como primeira imagem a Lagoa de Óbidos ("de Óbidos"!), que está num lamentável estado de degradação (e sem resolver esse problema), é de quem não sabe o que anda a fazer.














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