quinta-feira, 2 de julho de 2026

Ele é mais festas, porque serviço público e cumprimento das leis fiscais é que não é com ele

O Sr. Nuno Aleixo Santos, mais conhecido por Nuno Aleixo e autoproclamado "ilustre" presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, deve ser uma excelente pessoa. Não sei, porque não o conheço. Mas na qualidade de presidente da dita união de freguesias, onde é considerado "ilustre", deixa muito a desejar. Não admira porque, como já se viu, ele é mais festas... do que trabalho municipal em prol da população.


Esta sua imagem, retirada do Facebook e relativa a uma festa na cidade (na "sua" freguesia de Santo Onofre, porque a Serra do Bouro não lhe interessa), é reveladora. Mas a atenção que dá às festas e festarolas, em detrimento do resto, revelou-se já em 15 de Agosto de 2023 quando protagonizou, com grande entusiasmo, uma inauguração, com bênção e tudo, de um mamarracho na Serra do Bouro. E a "sua" União de Freguesias até decretou, nessa altura, que ele era uma "ilustre presença".


"Vá, ponham lá que eu sou ilustre".



Nuno Aleixo, já sabemos, gosta de festas. Quanto ao resto... vamos a este lindo exemplo do seu mau trabalho como presidente de junta, partindo destas três fotografias actualíssimas.








É difícil de perceber o que as imagens mostram, não é? E o que significa o círculo amarelo. Para perceber melhor, é necessário recuar a Setembro de 2023 e a estas outras fotografias que tirei no mesmo sítio e que aqui publiquei:







São estas manilhas que a vegetação oculta e que se encontram soterradas. Foram postas na base de um caminho na Serra do Bouro que, tendo sido artificialmente coberto com entulho a fazer de conta que era rua, foi rasgado pelas chuvas muito fortes de 1 de Janeiro desse ano de 2023.

Porém, como aliás se pode ver com toda a clareza, estes tubos dificilmente conseguiriam conter a água que pudesse voltar a escorrer... salvo se essa água pudesse ser convencida a desviar-se para o lado e, como um animal amestrado, ir enfiar-se nas manilhas de Nuno Aleixo. Acho que ninguém de bom senso acreditaria nessa possibilidade. Mas ele pode ter achado que sim. 

E, sem chuva que pudesse corresponder ao devaneio de Nuno Aleixo, o certo é que a tubagem ficou como agora se vê: soterrada. Serviu para alguma coisa? Não, nunca, salvo para confortar a carteira de funcionários dos Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha e de uma forma que não me parece nada regular.

A certa altura resolvi inquirir a União de Freguesias sobre o assunto. Vejamos o que aconteceu, nas imagens (reproduzidas deste meu blogue) que se seguem. As perguntas foram feitas por mim e as poucas respostas que recebi foram dadas pelo presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro. Ou seja, por Nuno Aleixo, o "ilustre".



"Não foi necessário qualquer projecto de engenharia"... Pois, mas talvez tivesse sido necessário um engenheiro para explicar ao "ilustre" presidente da junta que as manilhas ficariam cheias de entulho e soterradas e que a água da chuva não corre por onde nós possamos querer que ela corre. Embora qualquer pessoa capaz de raciocinar lhe pudesse ter explicado estas particularidades da natureza.

Depois desta afirmação, Nuno Aleixo explicou, candidamente, como é que a sua junta de freguesia pagou a obra. Pagou uma quantia indefinida aos "funcionários da Câmara Municipal" e, não se sabe a quem, os "materiais utilizados".




A resposta é demasiado vaga e eu quis saber mais. Até porque estão em causa recursos e dinheiros públicos. E perguntei:






Nuno Aleixo não quis responder-me. 

Ora, em Portugal, e segundo as leis fiscais, quem recebe pagamento por um serviço tem de emitir um recibo. Se é a entidade (do sector privado ou público) a cujos quadros pertence, como é neste caso a Câmara Municipal de Caldas da Rainha, o serviço prestado, objecto de pagamentos regulares, dispensa o recibo.

Só que, neste caso, é o próprio presidente da União de Freguesias que paga, como confessa, aos "funcionários da Câmara Municipal", ou seja, ao pessoal que está vinculado a outra entidade. E como?
 
Sejamos práticos: se o pagamento pelos serviços prestados obedecesse às normas legais, Nuno Aleixo teria respondido. O facto de não responder leva a pensar que estes pagamentos são irregulares e não estão conforme as leis fiscais. Ou seja, há aqui uma evidente infracção fiscal, que até pode ser crime, porque, sendo o pagamento feito à margem da lei, não há, onde for aplicável, retenção de IRS e/ou de IVA cuja entrega é devida ao Estado. É a Lei n.º 15/2001, de 5 de Junho, que estabelece o Regime Geral das Infracções Tribitárias. Ou seja, é um crime fiscal.

Da irregularidade fiscal (e será caso único?) à decisão de fazer uma obra absolutamente inútil, temos aqui um retrato do que é o "ilustre" presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro.

Nuno Aleixo foi eleito em 2021 e reeleito em 2025 para esse cargo. Vinha com a bandeira do partido político unipessoal que é o Vamos Mudar. 

Pode ser que venhamos a descobrir que não é caso único...



Mudaram, pois. Para muito pior!














terça-feira, 30 de junho de 2026

Atrasadito, o "JN" antecipa-se já ao apocalipse... dos 40 graus










A criatividade da imprensa, hoje, está nisto: é sempre possível fazer pior.

Hoje, atrasado, o "Jornal de Notícias", saloio como sempre foi, atira com mais uma previsão apocalíptica: "uma onda de calor inédita".

Com, claro, temperaturas tão "inéditas" como 40 graus e 25 graus. No Verão, que é também coisa "inédita".

Andará o ar condicionado a enlouquecer esta gente?












(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

domingo, 28 de junho de 2026

Doença?


Que patologia é que estará na origem destes disparates alucinados que não favorecem nem a criatura que os escreve nem o órgão de imprensa que os publica num dia de Verão?





















(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

quinta-feira, 25 de junho de 2026

O sensacionalismo a escorregar para a loucura

Imagino que esta correnteza de parvoíces tenha sido evacuada numa sala com ar condicionado... 



































(Imagens de fontes abertas de acesso público.)

quarta-feira, 24 de junho de 2026

EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (139): outro apagão

Às 16h10. Foi breve, mas não deixou de ser um apagão. Gostava de saber porquê. Desde 16 de Abril que não registava nenhum. 










terça-feira, 23 de junho de 2026

"O mato no cume cresce"

 


No alto daquele cume
Plantei uma roseira.

O vento no cume bate.
A rosa no cume cheira.

Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem,
Formigas no cume entram,
Abelhas do cume saem.

Quando cai a chuva grossa
A água do cume desce.
O barro do cume escorre,
O mato no cume cresce.



Acho divertido este poema (um conjunto de versos cantados pelo cantor brasileiro Falcão), que é mais bem apreciado quando lido em voz alta. E podia, se não me regessem outros critérios, reproduzi-lo 120 vezes em 120 páginas e publicá-lo em livro.

E quando digo "publicá-lo", não quero com isso dizer que, irracionalmente, enviasse as 120 páginas para uma editora (para uma editora a sério, saliente-se) e que alguém, menos racional do que eu, pudesse decidir publicá-lo. 

Estou a dizer que poderia contactar (e contratar) uma de entre as muitas (muitas, mesmo, parece-me) empresas que publicam livros. Livros, chamemos-lhes assim apenas pelo formato que assume a divulgação dos textos que publicam, pagos pelas pessoas que escrevem os textos. 




Pagar por vaidade


Este fenómeno, acho que agora massificado (são mato, como se costuma dizer), terá mais de dez anos em Portugal. Com uma lógica muito simples: qualquer pessoa pode publicar aquilo que quiser, desde que pague a uma dessas empresas. 

E estas empresas estão, desse modo, dispensadas de assumir riscos. Já não têm de se preocupar se o livro não se vender, porque a edição está paga à cabeça... pelo autor. Podem incorrer em algumas despesas (da impressão à distribuição, passando pelos direitos de autor), mas tudo o que vão gastar está coberto pelo pagamento do autor. E não só não correm riscos como têm o lucro garantido. Se todo o processo de edição é financeiramente sustentado pelo autor da coisa, o que sobra, mesmo que encenem o pagamento de direitos de autor, é receita e lucro.

Não há aqui, atenção, a tradicional edição de autor, paga pelo próprio mas sem a capa de uma editora. É aquilo que, nos EUA, se designa por "vanity publishing": qualquer pessoa pode assumir a vaidade de se considerar escritora, apresentando o nome e dezenas de páginas cheias de qualquer coisa entre capas e contracapas que parecem ser de editoras a sério.

A situação é mais grave noutro aspecto: não há filtros. A qualidade do escrito é irrelevante, desde que o autor dele pague as despesas. É diferente de uma editora a sério, onde, em teoria, haverá um profissional que avalia a obra e que dialoga com o autor para conseguir que o texto saia ainda melhor. E para a qual trabalham revisores, que asseguram a adequação do texto às normas da gramática e do bom senso. Não é o que acontece nas empresas que se limitam a publicar o que os autores dos textos lhes pagam para publicarem.

[A respeito disto, quatro notas pessoais: fui um dos destinatários de uma pequena colectânea de poemas de Fernando Assis Pacheco, feita em edição de autor no final dos anos oitenta, que a qualidade dos poemas só dignificou; passei três manhãs a debater com a escritora Maria do Rosário Pedreira, na sua qualidade de editora, a versão final do meu primeiro romance, "Crimes Solitários", aprendi muito e o texto saiu muito melhor; tive, episodicadamente, a possibilidade de publicar histórias minhas numa editora que co-dirigi e nunca o quis fazer por falta desse filtro de avaliação e de revisão; tive, mais recentemente, a surpresa de receber uma resposta da respeitável editora Aletheia a uma proposta de publicação que fiz... e em que me foi solicitado que pagasse a edição.]
 


O Dan Brown das Caldas


Foi deste universo empresarial, em que qualquer pessoa se pode declarar "escritor" se tiver dinheiro para pagar a publicação do que escreve, que emergiram dois "romances" de mais um "escritor". 

A pessoa em questão chama-se Jorge Varela e tem um currículo colorido: é professor no Instituto Politécnico de Leiria, é advogado, foi presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro (numa carreira política marcada por três fracassos) e conseguiu voltar à política no concelho de Caldas da Rainha num extraordinário segundo lugar da lista do PSD nas eleições autárquicas de 2025. 

Tive alguns embates, à distância, com ele, fui objecto de uma contra-ordenação ilegal que ele me quis atirar, escrevi pormenorizadamente sobre ele aqui e, quando nos cruzamos ainda hoje, ele desvia-se e começa a afastar-se com assinalável rapidez. Não sei de que tem medo.




















Este ex-presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro apareceu agora como "romancista" e "escritor" com dois títulos, um atrás do outro: "O Monstro da Lagoa" e "A Relíquia da Rainha". As duas coisas metem mistérios vagamente sobrenaturais e personagens estereotipadas e o mesmo intermediário entre o dinheiro de Varela e a sua notoriedade "cultural" pública: uma empresa chamada Cordel d'Prata. Os anúncios que faz são uma ofensa a quem, de uma forma ou de outra, trabalha ou trabalhou no sector editorial a sério.

Procurei, entre a Wook e a dita Cordel, qualquer excerto dos dois "romances", tendo alguma curiosidade em conhecer o texto, e, felizmente!, não encontrei nada. Mas, num jornal local, lá apareceu o relato entusiástico de uma apresentação pública de um dos livros e fiquei a saber, pela intervenção de um destacado militante comunista que gosta de "abanar a anca" ao poder político do concelho, que Varela é... um segundo Dan Brown! 

Se já tinha a minha opinião devidamente formada sobre Varela, digamos que não é esta comparação que a melhora. Mas ela suscita-me uma dúvida: se as coisas escritas por Varela são assim tão "Dan Brown", por que carga de água é que elas não foram parar às editoras a sério? Ou foram e...?

E a propósito de Dan Brown: detestei "O Código Da Vinci" e, em 2007, traduzi um romance de intitulado "Das fünfte Evangelium", do autor alemão Phillipp Vandenberg ("O Quinto Evangelho", ed. Quid Novi). Este "Quinto Evangelho" tinha sido publicado em 1993 e é muito, mas muito, parecido com "O Código Da Vinci". Que só foi publicado em 1994!












A Maldição Zelensky: e já vão 20!

É verdade: aproximam-se dele (e bem intimamente, em certos casos) e... perdem o poder político! 
















(Imagens de fontes abertas de acesso público.)



domingo, 21 de junho de 2026

Calores

Duas ondas de calores só num mês (com uma cópula cúpula), "a ferver", seca... "É assustador!"





É compreensível a aflição. Mas parece que há remédio:











(Imagens de fontes abertas de acesso público.)


sexta-feira, 19 de junho de 2026

Já começou


Escrevi isto, aqui, no dia 12 de Fevereiro deste ano:




Tinha passado menos de uma semana sobre a segunda volta das eleições presidenciais quando escrevi isto.

E hoje, quatro meses depois da segunda volta das eleições presidenciais, temos o primeiro sinal, e em dose dupla.

Comecemos pelo que se viu logo de manhã: uma sondagem no "Correio da Manhã" que põe o PS em primeiro lugar, o Chega em segundo e a AD em terceiro:



Note-se que é natural a queda da AD e do primeiro-ministro Luís Montenegro. Em matéria de governo, este Governo do PSD e do CDS é pobre de ideias,de gestão de infraestruturas do próprio Estado e de políticas que beneficiem realmente o eleitorado. E nem vale a pena falar no modo como, sem o conseguir, Montenegro se quis livrar do caso Spinumviva pelo recurso a eleições: ganhou as eleições, mas nada ficou esclarecido.

O segundo sinal tivemo-lo depois na Assembleia da República, quando a proposta de lei do Governo sobre assuntos laborais (o "pacote laboral") foi rejeitada pelo PS e pelo Chega. Era importante para io Governo, mas caiu pela combinaçáo de votos das oposições que numericamente contam: o PS e o Chega.

Foi como se o PS e o Chega se tivessem guiado pela sondagem da manhã. Qualquer um destes partidos está pronto para ir para eleições e as suas direcções precisam de eleições nacionais para controlar as oposições internas (em especial no caso do PS).

E esse processo (para já, a perspectiva de novas eleições legislativas) já começou. O PSD (e esqueçam o CDS) dificilmente conseguirá recuperar, salvo se começar a atirar dinheiro, que não tem, para o eleitorado. E o PS e o Chega já sabem que, com este PSD e este primeiro-ministro, podem ganhar eleições.

Sobre eles paira também, como escrevi, a sombra do Presidente da República, de que tanto gostaram os eleitores do PSD. Ansioso por devolver o Governo ao seu PS.





(Imagens de fontes abertas de acesso público.)