terça-feira, 9 de junho de 2026

CNN nacional, a rainha da desinformação

 

Este é um daqueles posts que podia ilustrar com um grande número de títulos e de excertos de textos ("notícias" e notícias) da CNN portuguesa. Seria fácil, mas fastidioso. O tema é a crise ucraniana e o conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia. Ou, melhor dito, entre a Rússia e o eixo Ucrânia/NATO/UE.

As "notícias", sempre favoráveis à Ucrânia, aparecem quase todos os dias e quem as quiser ler pode encontrá-las no site.

Com a Rússia a ter agora toda a iniciativa na frente de batalha, tem havido uma verdadeira enxurrada de "notícias" a dizerem o contrário e a garantirem que é a Ucrânia que está a vencer. E quem mais se destaca é a CNN.

São afirmações em títulos que não encontram sustentação nos textos, com a reprodução fiel e sem dúvida ou contraditório do que dizem entidades com interesse directo no conflito e que apoiam a Ucrânia (o Instituto para o Estudo da Guerra dos neo-cons ou o MI6), são o "diz que" da Rússia e as certezas reiteradas de que tudo o que a Ucrânia diz é verdade, são as omissões de acontecimentos sinistros (o ataque ucraniano a uma instalação escolar de Starobelsk que matou 21 adolescentes), é a aceitação de que a Ucrânia consegue abater sempre 90 por cento dos drones russos sem que ninguém se interrogue sobre a origem dos estragos causados pelos drones "abatidos", é a sucessão de notícias que são sempre negativas para a Rússia (sem verificação posterior), é a incapacidade de apreciar com solidez os avanços e recuos (e as "zonas cinzentas") na frente de batalha... É um rol sem fim numa campanha de desinformação como nunca vi.

Por este andar, ainda vamos ter a CNN nacional a garantir que a Ucrânia já venceu quando a Rússia acabar por ocupar Kiev...





sábado, 6 de junho de 2026

Depois da MEO, a NOS: bardamerda! Vou mudar de operadora

 

Em Março de 2022 tinha o serviço de internet, televisão e telefone da MEO. Nesse mês, durante cinco dias, a MEO desapareceu, numa avaria que nunca me foi explicada. As várias tentativas feitas para tentar perceber o que se passava e quais eram as previsões foram em vão, porque não havia quem me atendesse O contacto com a MEO foi impossível. 

A decisão de mudar de operadora foi rápida e fácil. Aguentei os sete meses do período de fidelização e mudei-me para a NOS. 

Gostei do serviço da NOS, da assistência técnica, da facilidade de contacto. Até agora. 

Em Março houve uma avaria que durou dois dias e o contacto começou a ser difícil. No mês passado houve nova avaria, que também se prolongou por dois dias. E o contacto foi impossível. E ridículo: resolvida a avaria, consegui ser atendido por uma "assistente" (que se expressava num português difícil de compreender). Mas o "sistema" estava avariado, ou "em baixo". Numa empresa de telecomunicações!

O período de fidelização da NOS, que foi capciosamente prolongado por várias vezes, termina em Dezembro de 2027. A decisão já está, no entanto, tomada: vou mudar de operadora.

Há quem diga que procedem todas do mesmo modo e, recentemente, li uma queixa sobre a Vodafone e sobre a impossibilidade de falar com alguém da empresa durate uma avaria. Será a Vodafone a nova escolha? Ou a nova Digi conseguirá ser melhor?

Veremos. Infelizmente, tenho tempo suficiente para ir à procura. Salvo se resolver mesmo anular o contrato, pagar os mais de 300 euros a que estarei obrigado e livrar-me, antecipadamente, da incompetência da NOS. Vontade não me falta...




terça-feira, 2 de junho de 2026

Tudo o que sempre quiseram saber sobre a guerra na Ucrânia e não tinham a quem perguntar

 



Aqui está, e sem deixar lugar a dúvidas: "Ucrânia - Variações de uma Guerra Inacabada" (ed. Colibri), o mais recente livro do major-general Carlos Branco, mostra como tudo começou.

Não em Fevereiro de 2022, quando a Rússia iniciou a sua operação militar especial pelos territórios ucranianos onde é maioritária a população de origem russa, mas quando foi lançado um golpe de Estado em Kiev, em 2014. Pelos EUA, por sectores políticos ucranianos ligados à extrema-direita e com o beneplácito da União Europeia.

Carlos Branco, militar que sabe mais de relações internacionais do que muitos políticos de carreira, reuniu nesta sua obra um conjunto de artigos de opinião que foi escrevendo sobre a crise ucraniana ao longo dos anos. E lidos agora em conjunto, salvos do esquecimento dos órgãos de comunicação social onde foram publicados, os seus textos dão-nos uma perspectiva global, estimulante e histórica e politicamente relevante sobre o que tem acontecido na Ucrânia

Com um bónus, acrescente-se. 

As críticas que por vezes têm visado Carlos Branco não conseguem incidir em factos ou divergências de opinião. Partem de argumentos políticos e reduzem-se, na prática, a declarar o autor como "putinista". Nada de novo, porque todos são "putinistas" (tal como eu sou, claro, apenas com base no que aqui tenhio escrito) quando discordam das "verdades" oficiais, das que nascem nas oficinas de comunicação política de Kiev, de Bruxelas, de Londres e de Washington. No espaço que Carlos Branco aqui lhes dedica, poucos são os que os criticam dessa maneira que saem ilesos do seu contra-ataque. Ficam também, desta maneira, imortalizados em livro os muitos disparates que têm proferido certos comentadores (que comentam muito e estudam pouco). É bom para o currículo deles. 

"Ucrânia - Variações de uma Guerra Inacabada", que tive o privilégio de ler antes da sua publicação, teve uma sessão de apresentação em Lisboa no passado dia 29, com uma grande e significativa afluência, e terá outra no Porto, no próximo dia 17, às 18 horas, no Teatro da Paz.




Imagens da sessão de lançamento em Lisboa,
onde "Ucrânia - Variações de uma Guerra Inacabada" foi apresentado por Miguel Szymanski





domingo, 31 de maio de 2026

Ler jornais já não é saber mais (262): a extrema-direita é má, mas os neonazis ucranianos são uns fofinhos


A extrema-direita, seja ela qual for (ou como for definida), é invariavelmente má, nunca se cansam de nos lembrar a CNN tuga e o "Observador", dois órgãos da imprensa nacional sempre dispostos a publicarem diatribes contra tudo o que denominam de "extrema-direita" ou "direita radical".

Mas, no seu cinismo, não têm depois qualquer escrúpulo em darem voz, credibilidade e acolhimento a outra figura de "extrema-direita", sem sequer a caracterizarem como tal. 

E essa figura, neste caso, é o ucraniano Andrij Biletsky. Também conhecido como "Führer Branco", Biletsky foum dos fundadores do grupo militar neonazi conhecido como Azov, grupo que, muito significativamente, foi integrado nas Forças Armadas da Ucrânia e que continua a ser um dos pilares e um dos patronos internos do governo de Kiev.

A apreciação que Biletsky faz do conflito não é, obviamente, isenta nem objectiva e corresponde à perspectiva do forte sector de extrema-direita que domina o Estado ucraniano. É uma opinião e vale o que vale: há "uma janela" e...  

O texto que tanto a CNN como o "Observador" publicam tem como fonte a agência Reuters. Mas, quando se reproduz um texto desses (e, o que é espantoso, há um jornalista do "Observador", cheio de empáfia, a assinar a notícia alheia!...), convirá pensar duas vezes e avaliá-lo, sobretudo quando ele se refere a uma situação de conflito, e de conflito armado. Curiosamente, a CNN até qualifica, e de modo bastante elogioso, o sector militar representado pelo "Führer Branco": "uma das forças mais respeitadas"!  

E nem há de ter sido alguma distração esta apologia dos neo-nazis ucranianos, porque é facílimo saber quem é Biletsky.

Vejam só:




Em cima, o texto da CNN, em baixo o do "Observador"
 



No Google, logo a abrir os resultados de uma pesquisa sobre Biletsky


Biletsky em jovem, já com o seu adorado símbolo dos nazis alemães (retirado de Events in Ukraine).







Mais do Google: tudo clarinho













(Imagens de fontes abertas de acesso público.)

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Tipo poesia

 









No "Jornal das Caldas", edição de 27.05.2016:





(Imagens de fonte aberta de acesso público.)

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Ler jornais já não é saber mais (261): o auto-retrato da irrelevância








 

O declínio da imprensa nacional está todo neste título do "Diário de Notícias" (um fracasso de vendas em banca): a evocação histórica do "28 de Maio" é transformada numa miragem sobre o que a "direita radical" (é o quê? o sempre temido Chega?) "pode tentar resgatar".

Já não basta o "pode" (tudo pode e não pode, verdadeiramente) que se tornou um lugar-comum deste jornalismo moribundo, há ainda o "tentar". Não é certo, talvez possa ser, mas será sempre uma tentativa, etc.

E é com isto que querem que as pessoas comprem jornais? Acho que a maioria nem os quer ler. Se é que sabem ler, na realidade, coisa com que a decadente imprensa portuguesa também não se preocupa...


*


E, já agora, ao escrever isto, não estou a pronunciar-me sobre o "28 de Maio". É um acontecimento da História portuguesa que teve, obviamente, uma importância fundamental na definição da política nacional, a partir desse dia de Maio de 1926 e, sobretudo, a partir de 1933. 

Só por curiosidade: o meu bisavô paterno Tomaz António Garcia Rosado, general (1864 - 1937), terá participado no "28 de Maio", embora com reservas dada a orientação marioritariamente republicana dos dirigentes militares, que chocava com a sua fé monárquica.





(Imagens de fonte aberta de acesso público.)

terça-feira, 26 de maio de 2026

A "qualidade" da NOS não dura dois meses

Há pouco mais de dois meses fiquei sem os serviços da NOS durante 30 horas. Hoje tenho novo apagão. Já estou com vontade de mudar de operadora. E houve uma altura em que até gostei da NOS...










segunda-feira, 25 de maio de 2026

Homicídio qualificado, com cúmplices






Starobelsk, Lugansk (Federação Russa): 21 adolescentes, com nomes russos e ucranianos, foram assassinados por um ataque de 16 drones deliberadamente lançados pelo governo de Kiev.

A imprensa oficial esconde o crime. Os políticos nacionais e da UE ignoram-no. Por omissão, e porque têm subsidiado o governo de Kiev, são cúmplices dos assassinos.

O Presidente da República português é um deles.









(Imagens de fonte aberta de acesso público.)

domingo, 24 de maio de 2026

Onde estão os animais

Não gosto do partido PAN - Pessoas, Animais, Natureza e dos seus exageros em alguns domínios. Mas a iniciativa que tiveram de levar à Assembleia da República a tentativa de aprovação de uma lei que proibisse o acorrentamento de animais foi meritória.

As denúncias sobre o estado de degradação física e de autêntica morte em vida de muitos cães (que passam anos acorrentados muitas vezes sem comida nem água, sem cuidados médicos e obrigados a viver em cima das suas próprias fezes) dão um retrato do País e dos seus habitantes que é repelente. 

Esperar-se-ia que a proposta do PAN fosse aprovada, mesmo que com abstenções. Não foi, segundo parece, e o PSD, o CDS e a IL destacaram-se, segundo o PAN, na rejeição da sua proposta. 

Não consigo perceber os critérios que levaram estes deputados do PSD, do CDS e da IL, aparentemente pessoas civilizadas e bem formadas, a votarem, na prática, pelo acorrentamento de animais. 

Mereciam, como este deputado que se destacou com uma intervenção vergonhosa, ter a mesma sorte de tantos cães: passarem anos acorrentados, muitas vezes sem comida nem água, sem cuidados médicos e obrigados a viver em cima das suas próprias fezes. E não na gaiola dourada onde conseguiram chegar, completamente livres e com benefícios acumulados. Como animais que são, mas com vidas de luxo.


Gostava de o ver acorrentado, num pátio imundo, sem comer e sem beber, 
em cima das próprias fezes!