Esta região pertence, em grande parte, ao concelho de Caldas da Rainha.
A ex-freguesia rural de Serra do Bouro, que há poucos anos foi "engolida" por uma freguesia da cidade de Caldas da Rainha, é, aproximadamente, o centro de uma região muito arborizada e está ligada por uma grande mancha florestal à Foz do Arelho.
O espaço, de mato e de floresta, da Serra do Bouro está, no Verão e no tempo seco, sob uma ameaça permanente de incêndios que as autoridades municipais ignoram.
Em Outubro de 2017 houve um incêndio enorme nesta região (no espaço identificado pelo rectângulo vermelho), que, em poucas horas, subiu para Norte e chegou a atingir habitações.
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| 15 de Outubro de 2017: um incêndio que foi um espectáculo para quem o via de longe e uma ameaça catastrófica para quem o sentiu de perto |
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| Escrevi aqui sobre este incêndio. |
Não há, nesta zona, limpeza de terrenos. Quem os tem, identificados ou não, não os limpa. Os outros, com ou sem proprietários, não são limpos.
Há poucos dias entrei numa área de mato, por sinal perto de uma casa, e deparei-me com um acumulação de árvores, arbustos, canaviais e muita mais vegetação, tudo muito seco, que cria uma espécie de malha perigosa e de fácil combustão. Onde também continuam os restos de árvores, sobretudo pinheiros, derrubadas pela tempestade de 28 de Janeiro deste ano.
Na imagem de baixo está identificada essa base de combustível de onde, se houver um incêndio e vento, as chamas podem partir ao assalto das casas que aqui existem.
Depois de perceber a extensão perigosa desta situação, contactei o gabinete da Protecção Civil da Câmara Municipal de Caldas da Rainha. Não era com eles, mas sim com o Gabinete Técnico Florestal (acho que é este o nome). Um seu funcionário tentou explicar-me, muito cordialmente, por que motivo é que não podiam (nem a Câmara Municipal nem a GNR, pelo menos) intervir e fazer alguma coisa para reduzir o risco de incêndio. Não consegui perceber a fundamentação.
Não fiquei convencido de que seja impossível prevenir o risco de uma catástrofe que pode acarretar a perda de casas e de vidas humanas.
E ontem, dia 23 de Setembro, ao começo da noite, houve mais um incêndio nesta região. Parece ter sido dominado rapidamente, com as chamas a serem empurrradas pelo vento para o lado do mar.
Mas se o vento estivesse voltado para dentro, para o interior, como é que seria?








































