Pedro Garcia Rosado
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
sábado, 12 de setembro de 2026
O primado das percepções na narrativa do País das Maravilhas
domingo, 6 de setembro de 2026
7 vacuidades e 1 relevância
Suponho que a lógica, no jornalismo nacional que ainda vai existindo, continuará a ser ainda esta: uma personalidade relevante é entrevistada para ser melhor apresentada ao público, para expor as suas ideias ou para desenvolvê-las ou para fazer uma declaração que tenha impacto na vida pública.
Depois, há uma passagem significativa do que diz a pessoa entrevistada que tem um destaque na primeira página, no caso da imprensa escrita. Esse destaque servirá para atrair a atenção do público para o que diz a pessoa levando à comprar de um exemplar do jornal por parte de quem quer saber mais. O domínio da primeira página é da direcção e/ou chefia, cargos que deverão ser preenchidos por alguém com experiência e autoridade bastantes para decidir de modo que favoreça a expansão do jornal (e a compra dos seus exemplares pelo público).
Isto é a teoria e era a prática noutros tempos. Talvez ainda seja. Mas os exemplos que a seguir cito sugerem que já não é bem assim. As primeiras páginas dão-nos uma frase da pessoa entrevistada, mas nem essa frase é relevante nem, sem apresentação dela, são relevantes a pessoa entrevistada e a entrevista.
Relativamente aos poucos exemplos que aqui juntei (e com uma excepção) não só não conheço as pessoas citadas como nem vejo qualquer interesse no destaque da primeira página nem tive vontade de comprar o jornal. E, por essa absoluta falta de interesse, também não fui tentar saber mais sobre as pessoas entrevistadas.
Vamos à matéria de facto.
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)
sábado, 5 de setembro de 2026
600 000 000 000
Ou seja: 600 mil milhões. Estamos a falar de dólares. Em euros, são 516 209 545 140. Mais de 516 mil milhões de euros.
É esta a soma da totalidade do dinheiro que já foi atirado para a Ucrânia pelos países europeus e pelos EUA, segundo disse o conselheiro presidencial russo Anton Kobyakov durante uma conferência de imprensa no Fórum Económico Oriental em Vladivostok. Dinheiro esse que é nosso, dos nossos impostos e que não não serviu para nada. Salvo para prolongar a guerra e para forrar os bolsos de alguns dirigentes ucranianos, no que deve ser o país mais corrupto do mundo.
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Como a UE explora e prejudica os seus cidadãos: um caso bem concreto
Na origem, até achei a União Europeia uma boa ideia. Mas o resultado, hoje, é uma arrepiante cagada. Com muitos mais prejuízos económicos para os seus cidadãos do que benefícios.
Acreditando que elas existam, não vi nenhuma análise na imprensa portuguesa sobre o péssimo resultado que foi a imposição de taxas alfandegárias (tipo tarifas de Trump, quase) a produtos comprados fora da União Europeia que, de um momento para o outro, ficaram estupidamente mais caros.
Mas já vi, directamente, o que aconteceu à relação dos consumidores portugueses com uma revista de cinema do Reino Unido, a "Empire".
Em 31 de Julho recebi este aviso:
Até então pagava por ano 57€ pela assinatura da "Empire", que tinha há vários anos, o que fazia com que cada número me ficasse por 4.75€.
Mas, a partir dessa data, e se não quisesse ter apenas a edição digital, a minha assinatura anual iria passar para 178€, ficando-me cada número da revista a 14.8€.
Anulei a assinatura e passei a comprar a "Empire" em banca, por importação, na simpática papelaria Vogal, de Caldas da Rainha, onde compro outras publicações. E passo a pagar, por cada exemplar, o valor de 10.5€.
Ou seja, as tarifas idiotas dos burocratas da União Europeia obrigam-me (só neste caso) a gastar mais 5.75€ por mês.
A UE ainda é, portanto, uma boa ideia?! Não.
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Ler jornais já não é saber mais (267): a lavandaria do "Expresso" a branquear um ministro de coisas estranhas
O "Expresso" tem sido um dos jornais que mais têm ajudado a branquear o cortejo de coisas estranhas que acompanham o chefe da Administração Interna que já foi chefe da Polícia Judiciária. E, ao mesmo tempo, um dos jornais que mais combatem o Chega (e que, por essa via, promovem este partido).
Não admira que, neste caso e na sua função de lavandaria especializada em branqueamento, o "Expresso" adopte a linha de defesa do ministro Neves e, com ela, faça de conta que esse cortejo de coisas estranhas, e de estranhas irregularidades, não existe.
É curioso, ainda, que, para um jornal que se quer eminentemente político e de análise político, façam de conta que não vêem que esta bizarra afirmação de poder individual, num órgão que devia ser colegial como o Conselho de Ministros, está a arrastar para este lamaçal político o próprio presidente do Conselho de Ministros, Montenegro.
O ministro Neves pode não se demitir e conseguir, sabe-se lá porquê, não ser demitido. Mas quando sair, e há de sair, talvez leve com ele o lamentável primeiro-ministro que ainda temos.
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)
domingo, 30 de agosto de 2026
EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (145): a "informação aos clientes" é... um erro!
Vê-se e, caramba, nem se acredita.
Mas o certo é que quando, em modo de pesquisa, associei no Google "e-Redes" e "dever de informação", o Google remeteu-me para o link https://www.e-redes.pt/pt-pt/informacao-aos-clientes.
E o que se vê não dá lugar a dúvidas: erro 404, "a página solicitada não foi encontrada".
Portanto, para a e-Redes, que culpa a "avifauna" pelos seus apagões, o dever de informar os seus clientes é um erro.
sábado, 29 de agosto de 2026
Convém que saibam
Comecei este blogue em 2011, há 15 anos. O número de visualizações tem aumentado, de forma muito nítida, de mês para mês. Estes são os números às 9h35 de hoje.
As pessoas e entidades que aqui são criticadas deviam percebê-lo.
As outras, que eu elogio (e digo porquê, com inteira liberdade), também podem regozijar-se com a audiência que aqui lhes garanto. E ainda bem que a têm!
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (144): como os pássaros servem para encobrir a incompetência em lidar com alguns trovões
No passado domingo, dia 23, tive de apanhar com vários apagões até ao começo da noite. Nada de novo, infelizmente. Há mais de vinte anos, pelo menos, que a EDP/e-Redes não consegue assegurar o fornecimento regular de electricidade nesta região.
No domingo tinha chovido, embora pouco, e aonda ouvi alguns trovões esporádicos e longínquos.
Telefonei para a e-Redes (800 506 506) e, à terceira tentativa, porque as duas primeiras chamadas caíram, , estranhamente, foi-me dito que havia trovoada. Era a justificação para os apagões. Depois deste telefonema, feito às 19h48, não houve mais apagões, o que é uma coincidência interessante.
Fiz também, nessa altura, uma reclamação para a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e a resposta da e-Redes chegou anteontem, quarta-feira.
E qual foi a explicação? Adeus, trovões! Foram os pássaros. É, agora, a nova justificação da e-Redes para os apagões todos:
Não se percebe, porque a esse grau de efabulação já não chegam, como é que a "avifauna" pode causar os apagões.
Porque os pássaros e as aves pousam nos cabos, é?
Se é isso, o que nunca explicam (e eu não vejo, aliás), convém ter presente que os muitos pássaros, de várias espécies, existentes nesta região não devem pesar mais do que 30 gramas. Quanto a outras espécies de aves, as rolas podem pesar até 240 gramas, os melros podem pesar até 125 gramas e os gaios, que podem ir aos 200 gramas. Há aqui aves de rapina, mas as maiores (as águias) não devem pesar mais de 7 quilogramas. E com tantas árvores, é raro ver os pássaros mais pequenos pousados nos cabos. Será que os cabos da e-Redes não resistem ao peso?!
A desculpa da "avifauna" é ridícula e é, claramente, inventada por quem não conhece a realidade. E que nem sabe do que está a falar. Mas o certo é que fala em nome da e-Redes. E que insiste no disparate. Para uma empresa de grande dimensão, ter gente assim... bem, é um pouco estranho.
Além disso, quando troveja ou está tempo de chuva, quando está mais escuro, quando ainda é de manhã muito cedo e está escuro ou já de noite (períodos do dia em que sempre tem havido apagões), é a "avifauna" que se manifesta e que causa os apagões?!
Quem inventa este tipo de respostas (a treta da "avifauna") ou usa de pouca inteligência ou acha que os prejudicados pelos apagões ficam com as mentes "apagadas".
Aliás, não é de agora este tipo de comportamento em que o padrão é fazer dos outros parvos.
Já houve uma vez em que a EDP (antes de ser e-Redes) justificou um apagão com o roubo de cobre dos postes de electricidade. Azar: perguntei à GNR e à PSP se tinha havido alguma participação desse tipo de roubos nesse dia... e não tinha havido. Da EDP responderam-me depois que se tinham esquecido de fazer a participação!
É difícil não ver neste comportamento uma imensa dose de irresponsabilidade e de incompetência. E a que nível? Dos técnicos? Dos burocratas a quem cabe arranjar respostas para as reclamações formais? Dos seus directores?
E quem manda saberá que isto existe? E, sabendo ou não, aceita este tipo de comportamento?
Vamos ver quem manda na e-Redes, ou quem a dirige.
Estes são os membros do conselho de administração, "que trabalha todos os dias para garantir o fornecimento de energia elétrica de qualidade"... quando a "avifauna" deixa, não é?
Não espero, naturalmente, que estas pessoas tenham conhecimento dos meus posts (144, contando com este) sobre a e-Redes, mas talvez queiram conhecê-los até porque, nesta altura, há mais de mil pessoas a verem os conteúdos deste blogue todos os dias.
Por isso, para lhes facilitar a vida, vou enviar este post ao serviço de imprensa da e-Redes (quererão mostrar a quem manda na e-Redes como os seus subordinados gostam da "avifauna"?). E, já agora, com conhecimento a um jornalista da imprensa nacional, que parece ser o jornalista preferido da e-Redes.
E espero alguma resposta? Não.
Mas o que está escrito fica escrito e a cantiga da "avifauna" fica aqui bem exposta. Para vergonha da e-Redes, das "aves" que nela existem e de quem superiormente dirige a coisa. Mal, como é evidente.
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Ucrânia: a dependência antes do fim
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| Passem das palavras aos actos: vão para os campos de batalha! |
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Na creche do Espaço Verde Relaxe 4 Patas
Chama-se Espaço Verde Relaxe 4 Patas e é, muito simplesmente, uma excelente ideia e uma iniciativa bem gerida. Abriu há dois anos nos arredores da cidade de Caldas da Rainha, como hotel para cães e gatos e na valência de creche (sem crianças, claro, mas com cães em jeito de recreio permanente durante o dia).
Se os meus cães nunca passaram noites fora de casa (salvo em internamento, em circunstâncias demasiado dolorosas), já a creche do Espaço Verde Relaxe 4 Patas tornou-se um local recorrente para os deixar enquanto nos dedicamos a actividades diurnas mais prolongadas, em que deixá-los sozinhos em casa seria em tudo contra-indicado.
E o certo é que o jovem Alex, ansioso por poder brincar com outros cães, se tornou um frequentador entusiástico da creche, de onde regressa exausto.
Este vídeo, enviado pelos dinamizadores do Espaço Verde Relaxe 4 Patas, numa prática habitual, mostra como ele (o Kleiner Münsterländer de pelagem preta e branca e cauda em arco) não pára. Já a sénior Elsa, agora mais habituada a estar neste espaço que até nem fica longe do seu território, não alinha nas brincadeiras dos outros e, querendo saber o que se passa ao seu redor, já arranjou local próprio onde se acoita. Mas fica tranquila.
































