Apagões às 19h43 (ontem). Às 9h17 e às 10h20 de hoje.
Sem que nunca se saiba porquê.
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
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| Frontispício da lista dos livros proibidos em Portugal, publicado em 1581, e exemplo de um corte da censura do Estado português em 1970 num texto jornalístico: vai ser pior |
A União Europeia, e é pena que a imprensa e os políticos capazes de raciocinarem o ocultem, transformou-se numa versão trágica de tudo aquilo que caracteriza os regimes políticos mais autoritários, concentrando decisões judiciais pró-fascistas nas suas cúpulas e deixando os mecanismos repressivos mais directos para os Estados-membros.
Censura à imprensa? Bem, a imprensa já a faz, internamente. Censura cultural? Não faltam instituições privadas e públicas e animadores culturais, mesmo cultos e inteligentes, a fazerem-na. Proibição de acesso aos meios de informação externos ao dogma oficial? Já está. Represálias contra os inconformistas? Já existem, sem sequer precisarem do mecanismo dos tribunais de excepção (como em Portugal, no caso dos tribunais plenários a que a PIDE/DGS levava as suas vítimas).
A inspiração é óbvia: a Inquisição. Que, aliás, se limitou a aplicar todas as expressões de violência decorrentes das perversões humanas (nunca mudaram...) aos seus objectivos de política religiosa. O herege, informista, era atirado a um rio com pedras presas ao corpo e seria prova de inocência, aos olhos de Deus, se conseguisse flutuar, sendo prova de culpa o seu afogamento.
As lideranças da União Europeia, por motivos que hão de ser mais materiais e racionais do que simples expressões espirituais de pânico ou de fúria perante um vizinho poderoso (a Rússia), estão a enveredar por esse caminho.
Não se vê, na cena política portuguesa, quem se oponha ao desvario e as vozes que se erguem contra ele ainda são isoladas. Custa a perceber a muitos, que se dizem democratas, que ainda vamos ficar pior do que estivemos no Estado Novo. E de que no horizonte está o fim da democracia no que tem sido sempre considerado o berço da moderna democracia.
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Sobre este tema, é obrigatório reter o que diz o major-general Carlos Branco num artigo intitulado "O crescente autoritarismo de Bruxelas", publicado no "Jornal Económico" e que pode ser lido na íntegra aqui:
O Sr. Nuno Aleixo Santos, mais conhecido por Nuno Aleixo e autoproclamado "ilustre" presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, deve ser uma excelente pessoa. Não sei, porque não o conheço. Mas na qualidade de presidente da dita união de freguesias, onde é considerado "ilustre", deixa muito a desejar. Não admira porque, como já se viu, ele é mais festas... do que trabalho municipal em prol da população.
Esta sua imagem, retirada do Facebook e relativa a uma festa na cidade (na "sua" freguesia de Santo Onofre, porque a Serra do Bouro não lhe interessa), é reveladora. Mas a atenção que dá às festas e festarolas, em detrimento do resto, ficou bem à vista em 15 de Agosto de 2023 quando protagonizou, com grande entusiasmo, uma inauguração, com bênção e tudo, de um mamarracho na Serra do Bouro. E a "sua" união de freguesias até decretou, nessa altura, que ele, o próprio presidente desta união de freguesias, era uma "ilustre presença".
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| "Vá, ponham lá que eu sou ilustre". |
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| Mudaram, pois. Para muito pior! |
Hoje, atrasado, o "Jornal de Notícias", saloio como sempre foi, atira com mais uma previsão apocalíptica: "uma onda de calor inédita".