terça-feira, 6 de outubro de 2026

Não há "cultura política" nem "futuro" quando há 21 mil milhões de euros a arder, ó senhor Presidente

Por um feliz acaso, e não acredito que tenha sido mais do que isso, o "Diário de Notícias" apresenta hoje na primeira página duas situações de bloqueio, uma de política e de finanças públicas, e a outra de postura política. 





Os bancos têm sido "ajudados" pelo Estado, apesar de serem um dos sectores mais poderosos da sociedade portuguesa. Mas a "ajuda", proveniente do dinheiro "dos contribuintes" (ou seja, dos nossos impostos), entra... e não sai. Ou sai a contra-gotas. 

São, neste caso, 21 mil milhões de euros, que poderiam dar algum jeito ao nosso "futuro" mas que estão nas mãos dos banqueiros. E que são bons para o "futuro" deles. Não é caso único, aliás. O nosso país é pobre mas é perdulário. Há sempre dinheiro para os amigos, os dos bancos e dos Kiev. E para todos os outros. Mas recuperar o que parecem ser empréstimos é que nada. Para nós, este dinheiro já ardeu. Pars os outros, é sempre um consolo para o futuro deles.

Perante esta e outras situações de bloqueio, que nenhuma da actual "cultura política" consegue romper (e nos últimos anos só um político é que mostrou ter coragem para pôr os bancos em sentido), temos um Presidente da República que se perde nos lugares-comuns, a usar frases feitas, numa espécie de discurso pantanoso que quer significar tudo e o seu contrário e que apenas protege o pântano em que nos atolámos. Mais um, numa linhagem que, essa sim, é que tem "futuro". Que não é o do País, claro.

Não me surpreende. Não esperava melhor do cidadão que agora é Presidente da República e, esperando até pior do que isto, não votei nele.  

Já agora, o que mais me surpreende, no entanto, é o modo como muito boa gente se manifesta neste altura arrependida por ter votado nele, inebriada pela mixórdia que foi essa espécie de União Nacional informal que nasceu em Janeiro. 

Chega a ser comovente... em especial quando estes que se lamentam já tinham, em Janeiro, idade para terem juízo. Digamos que estes também não dão mostras de ter grande "futuro"...








(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Três anos e meio depois, falta o hospital e abundam a cobardia e a falta de seriedade










Este desastrado Governo, que nos calhou na rifa da Spinumviva há cerca de ano e meio, anda a brincar à política, a fazer como fazia o hediondo Governo do PS de António Costa: em vez de tomar uma decisão, remete para os "especialistas".

A decisão de construir o novo hospital do Oeste no Bombarral foi tomada por esse governo do PS há três anos e meio. Tendo suspendido o processo, o PSD, três anos e meio depois, mostra-se incapaz de tomar uma decisão. Vai daí, num espantoso acto de cobardia, remete a coisa para um parecer externo. Da Ordem dos Engenheiros, nem mais. E dos engenheiros, porquê? Até podia ter pedido à Ordem dos Advogados.

O caminho dos pareceres, recorde-se, já tinha sido também utilizado como expediente político pelo actual presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, que (como aqui desenvolvidamente escrevemos) pediu o seu parecer a uma empresa de... geógrafos. Já com um acidente de percurso, que era inevitável: o parecer que o presidente da câmara quer iria estar pronto até ao final do mês de Setembro. Bem, já estamos em Outubro.

Isto não são políticos sérios, mas, respeitando a lei, nem vou escrever o que me apetece.







(Imagens de fontes abertas de acesso público.)

terça-feira, 29 de setembro de 2026

A loucura "meteorológica" do sensacionalismo da imprensa


Não há diferenças entre os vários jornais (e televisões): a meteorologia foi transformada pela imprensa, num vendaval de sensacionalismo, numa girândola louca de títulos alarmistas.

Até pode ser que quem dirige a imprensa oficial ache que estes títulos levam a que mais pessoas comprem, ou assinem, os vários títulos. Mas se o pensam, numa época de tanta oferta "meteorológica" amadora e vagamente profissional nas negregadas redes sociais... então a situação da imprensa é ainda pior do que se pode pensar.




















































(Imagens de fontes abertas de acesso público.)