Não consigo defender um Estado chefiado por uma filosofia religiosa intolerante (como já o foram o cristianismo e o catolicismo), como o Irão é, apesar de ele se definir como república ("república islâmica") e de ter mecanismos semelhantes aos da democracia tal como ela tem sido definida politicamente na maioria dos países, com presidente e parlamento eleitos, e com um regime apoiado pela maioria esmagadora da sua população.
Mas também não consigo defender, antes pelo contrário, a intervenção desajeitada, brutalista e sanguinária dos EUA e de Israel, ou de Israel e dos EUA.
Nenhum país tem o direito de forçar uma mudança de regime político pela força noutro país, em especial quando o país atacado não representa uma ameaça directa ao país que ataca. O Irão não tem fronteiras com os EUA e não terá, e ninguém o afirma, capacidade para atingir Washington ou outras cidades norte-americanas com os seus mísseis.
Os EUA, sob a chefia de mais um homem mentalmente desequilibrado (Trump, depois de Biden), estão de novo a agir irresponsavelmente e espero que sejam punidos por isso, e no campo de batalha da guerra que quiseram criar.



























