domingo, 26 de abril de 2026

A propósito de uma imagem obscena


E se, no fundo, tudo se resumir a um simples exercício de prazer comprado, com o dinheiro dos outros, por uma pessoa que, sem ser eleita, conseguiu subir ao topo da escala política, escapar ilesa por entre as suspeitas de irregularidades graves e acreditar que é ela que manda no mundo? 











(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

quinta-feira, 23 de abril de 2026

O jornalismo "de causas" está à rasca



A imprensa oficial odeia Trump.

Por outro lado, apesar de os seus líderes "supremos" serem crentes em vários domínios (numa reversão filosófica que não deixa de ser interessante), também abomina um regime político teocrático e parlamentar como o do Irão, apesar de este ter uma base de apoio popular determinante.

E, por isso, ficou entalada na guerra lançada pelos EUA e por Israel contra o Irão.

O jornalismo "de causas" não sabe como lidar com um dilema tão terrível como este: sentindo-se sempre obrigado a "lutar" por uma "causa" ou por um símbolo ou ícone inspiradores e politicamente correctos, deixa ainda mais de pensar pela sua própria cabeça e não sabe o que há de fazer. Trump?! O Irão?! Que horror, o que há de escrever?! Quem é que há de apoiar?! Já não lhe ocorre que o jornalismo nem sempre precisa de jornalistas ansiosos por opinarem...

E há de ser por isto que o noticiário sobre a crise no Médio Oriente é tão exíguo em Portugal, esbatendo-se numa zona de sombra que, curiosamente, corresponde aos interesses da embaixada de Israel em Lisboa.









(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Patadas na língua, patadas no jornalismo (10): títulos estranhos

 

Convencionou-se, quando os jornais eram comprados por quem os queria ler, que os títulos de primeira página deviam ser sucintos, rapidamente compreensíveis e apelativos, para justificarem a compra.

A situação mudou e já poucos leitores de jornais devem restar que os comprem, movidos por alguma curiosidade pelo que possam ter lido nas primeiras páginas. Talvez a consciência desse fracasso económico justifique a negligência com que muitos títulos parecem ter sido concebidos. 

Negligência, ou pior, que depois se generaliza. 



Na CNN:










Quem escreve, não lê o que acabou de escrever; talvez não tenham revisores; 
talvez sejam mesmo assim, talvez pensem mesmo assim...








No "Diário de Notícias":




É preciso ler mais do que uma vez para perceber o significado de cada uma destas frases.








No "Jornal de Notícias":



O que é que foi "em tempo recorde"? A "recuperação" ou o furto?




No Observador:




Quais serão as qualificações das pessoas que escrevem frases tão estranhas como estas?






No "Público":

Nem uma vírgula?!







(Imagens de fonte aberta de acesso público.)


domingo, 19 de abril de 2026

Ler jornais já não é saber mais (259): Zelensky já tomou Moscovo...

... com exércitos de drones, conseguindo um feito histórico que nem os fracotes Napoleão e Hitler conseguiram.

É o que, decerto, a CNN tuga vai proclamar em breve. 

Não precisa, claro, de saber se é verdade ou não, se os "factos" são "verificados", ou mesmo se há outras informações a considerar. 

Está tudo bem à vista nesta "notícia" (podem lê-la aqui): "Os detalhes da operação são escassos. As forças armadas ucranianas, que geralmente são rápidas a partilhar imagens de operações militares com sucesso, desta vez não o fizeram. A única fonte de informação é o próprio presidente ucraniano". 



Para a CNN tuga, o querido líder Zelensky é grande
e qualquer um dos seus coloridos comentadores é um seu profeta




*


O esforço da CNN tuga é, aliás, praticamente diário. E não há pingo de jornalismo neste alinhamento de "notícias", inquestionavelmente fiel ao governo de Kiev:








E só se pode perguntar uma coisa: este atropelo das regras do jornalismo é feito por convicção, por dinheiro ou pelos dois motivos?








(Imagens de fonte aberta de acesso público.)



terça-feira, 14 de abril de 2026

A derrota de Trump explicada aos pequeninos


Os EUA estão, pelo menos até agora, objectivamente derrotados, porque:

1 - Trump não conseguiu a mudança de regime no Irão.

2 - Trump não vergou o povo do Irão.

3 - Trump não destruiu os meios militares do Irão.

4 - Trump não se arrisca a deslocar as forças militares dos EUA para as imediações do Irão.

5 - Trump desbaratou mísseis de ataque e de defesa aérea do seu arsenal a ponto de precisar de poupá-los.

6 - Trump espatifou meios aéreos numa operação no solo que fracassou (para roubar o urânio iraniano).

7- Trump perdeu o uso das bases militares e de radares situadas nos países vizinhos do Irão.

8 - Trump não consegue fazer cumprir o bloqueio naval que anunciou. (Não tem meios militares suficientes na região, nem se arrisca a tê-los ao alcance dos mísseis iranianos, e serão os proprietários dos navios e as seguradoras a limitar as deslocações. E o Irão tem vias terrestres ao seu dispor.)

9 - Trump mostrou claramente que age a mando de outro país (Israel) por motivos que não são claros (e que podem ser bastante pessoais).

10 - Trump alienou aliados (na Ásia) e vassalos (na Europa).

11 - Trump enfraqueceu e abalou a NATO (e ainda bem!).

12 - Trump instabilizou a sua própria base política e eleitoral nos EUA.

     13 - Trump fez explodir uma crise económica mundial sem precedentes. 








segunda-feira, 13 de abril de 2026

It's a Mad, Mad, Mad, Mad World


Estreito de Ormuz: Trump bloqueia para desbloquear o que foi bloqueado depois de ele atacar, e que antes não estava bloqueado.




"Jesus Fucking Christ!"








(Imagem de fonte aberta de acesso público.)







sábado, 11 de abril de 2026

Lá tem de vir a conversa do costume...

Na Primavera há mais pólen no ar, há alterações de temperatura, há uma transição irregular para o tempo mais seco do Verão.

Isto acontece há milhares de anos?

Não, só acontece por causa das "alterações climáticas", conceito que, para a imprensa miserável que por cá subsiste, justifica tudo e mais alguma coisa, sabe-se lá porquê.



Título principal da primeira página do "Jornal de Notícias" de hoje













segunda-feira, 6 de abril de 2026

EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (138): para não termos saudades, tivemos mais apagões...




... à hora do jantar e até às 22h de hoje. Sobre eles, a mesma conversa da treta da e-Redes: sobre os primeiros já não podiam dizer nada porque, quando telefonei, já tinha passado mais tempo; sobre o das 22 horas, com telefonema feito ao momento, tinha havido um problema (não especificado) com "um cabo". E onde e o quê? Quem estava ao telefone, a atender-me, não dispunha de respostas e só foi dizendo que "equipa técnica já está no local".

E haveria condições extraordinárias de tempo? Ou passarinhos a poisar no tal cabo? Não, só estava a chover. E sem muita intensidade.