segunda-feira, 9 de março de 2026

EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (135): a culpa é dos pássaros, obviamente

Portanto, as aves e os pássaros pousam nos fios da electricidade e temos apagões. É o que dizem as brilhantes mentes da e-Redes, a tentarem justificar o injustificável!









A CNN de Kiev


Interessa pouco se é verdade, ou se não é, ou se fica a meio caminho. Interessa é dar voz a um homem enlouquecido e completamente divorciado da realidade.

A CNN nacional mostra, muitas vezes com excesso de zelo, como cumpre a agenda do governo de Kiev. Por convicção? Por pensamento mágico? Por ilusão? Porque lhe pagam para isso? Tudo é possível.









(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (134): apagões de guerrilha

Entre as 5h50 e as 7 horas houve, hoje, mais uma série de apagões, em forma de guerrilha... como se a e-Redes (que confessa a sua incapacidade tecnológica, como demonstrarei) estivesse a fazer pontaria à nossa paciência e à capacidade de resistência dos electrodomésticos.

Mas a culpa é dos passarinhos...






sábado, 7 de março de 2026

Ler jornais já não é saber mais (253): não há como uma crise assim para estimular a criatividade jornalística!

 



























































































... E em dose dupla, o que é mais extraordinário. A banalidade do verbo "disparar" aparece por duas vezes nestas primeiras páginas do "Correio da Manhã" e do "Expresso". Que criatividade tão grande!













(Imagens de fonte aberta de acesso público.)

quarta-feira, 4 de março de 2026

O "Público" a fazer auto-avaliação?




O "Público" garante hoje que 368 mil pessoas em Portugal vão sofrer de demência em 2050. 

Ou é adivinhação (típica de um jornalismo de caca) ou é uma simulação baseada na própria avaliação das criaturas que fazem o jornal da Sonae.

Ao ver o que escrevem, e fico-me só pela primeira página, acho que é isto: eles sabem como estão a ficar, e vão ficar, dementes.







(Imagem de fonte aberta de acesso público.)



segunda-feira, 2 de março de 2026

domingo, 1 de março de 2026

Donald Trump (6): decepção absoluta

A expectativa de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pudesse contribuir para alguns factos positivos na política internacional esfumou-se decisivamente. 

Escrevi aqui, há seis meses, que Trump mostrava ser, afinal, um "presidente de guerra". Hoje apetece-me escrever pior, e com uma ressalva: os críticos mais impenitentes de Trump, cegos pelas percepções e indiferentes à realidade, nem sequer acertaram no alvo.

As conversas, mais do que negociações, em torno do que poderia ser o processo de pacificação da Ucrânia, o rapto de um presidente de outro país (Venezuela) e, agora, o ataque ao Irão, em obediência aos sionistas de Israel, mostram o que de pior tem este homem, de quem poderá ser legítimo pensar que tem um problema cognitivo sério e talvez relacionado com a sua idade avançada. Diferente da demência do seu antecessor, Biden, mas talvez mais perigoso.

Trump, de quem nunca fui apoiante (não voto nos EUA, já agora) mas em cuja boa-fé acreditei, é, com esta guerra que fez eclodir no Médio Oriente, uma decepção absoluta. 

E, se não for obrigado a recuar pelos iranianos, espero que sofra (politicamente, claro) com uma desejável derrota eleitoral nas eleições legislativas e com o processo de "impeachment" que pode ser desencadeado contra ele, por se lançar numa guerra sem autorização do Congresso.


Nesta fotografia (de Daniel Torok/Getty Images) tirada na Casa Branca já no decurso do ataque ao Irão, os semblantes sombrios dos presentes (a começar pelo presidente) não condizem com o tom loucamente optimista do presidente







sábado, 28 de fevereiro de 2026

EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (132): o circo dos apagões

Como já aqui escrevi, estive a sofrer com os apagões da miserável e-Redes numa sucessão de cinco dias.

Na passada segunda-feira, dia 23, depois de mais um apagão, apresentei uma reclamação à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e à própria e-Redes.

A única resposta que tive foi uma visita de dois homens que não se identificaram, num veículo descaracterizado, que se mostraram muito interessados no meu contador e que proferiram, sem mais pormenores, o enigmático veredicto: "Isto vai continuar enquanto não mexerem na média".

Nessa mesma terça-feira, na quarta-feira e anteontem, quinta-feira, não houve apagões. Mas ontem, sexta-feira, talvez para compensar, houve três: dois por volta das 9h30 e um pelas 15h45. 

Pelo telefone, num processo entediante que nunca é fácil, fiquei a saber... pouco. Que havia "uma avaria" na "média tensão", sem qualquer perspectiva de hora, e dia, para a dita avaria ser reparada.

E esta madrugada, pela meia-noite e um quarto, houve outro apagão. A pessoa que me atendeu na e-Redes disse que não havia nenhuma informação sobre "avarias". 

Não saímos, está visto, deste absurdi circo de apagões em que a e-Redes é mestra de cerimónias e nós, os clientes à força desta empresa lamentável, somos os palhaços. Sem qualquer informação credível, sem qualquer esclarecimento, numa verdadeira escalada de incompetência.

Gostava tanto de lhes atirar com isto...!:





Não merecem menos...


*


Por volta das 10 horas voltam a aparecer-me dois sujeitos que não se identificam, num veículo não identificado, que mostram grande interesse pelo contador. 

Pergunto-lhes se têm alguma coisa a dizer-me e um deles, com ar de gozo, responde-me: "Não tinha energia, agora tem." É facto: quando telefonei para a e-Redes não tinha electricidade e neste momento (10 horas, 28.02.2026) tenho. 

E de onde são? É preciso insistir para que me digam que estão "ao serviço" da e-Redes e, depois, que são da empresa Canas. 

E depois vão-se embora.




(Continua)





sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

"Kuloka, kuloka, kuloka, kuloka, kuloka..."

Foi o que ouvi, há poucos dias, da boca de uma avó para uma sua pequena neta numa loja de frutas e legumes. "Kuloka, kuloka, kuloka...", dizia ela à criança, indicando-lhe que devia pôr aquilo em que estivesse a mexer ou no sítio onde o produto se encontrava ou num saco, para ela levar e pagar.

Pensando ela que estaria a dizer "coloca" em vez de "põe", "Kuloka" foi o que lhe ouvi. E é, da boca dos portugueses, o que lhe ouço quando estão a pronunciar o verbo que agora está na moda e que é "colocar". E que substitui tudo, ou quase: ainda não perdi a esperança de ouvir dizer "kulukar a mesa" ou "a galinha kulukou o ovo". Em vez de "pôr a mesa" ou "a galinha pôs o ovo".

Quem já ouviu um brasileiro pronunciar o dito verbo, ouve, na sua voz quase cantada, a palavra "colocar", com os ós bem abertos e pouco peso posto nos dois cês. Mas, pronunciado por um português, os ós oscilam entre o som de "u" e um ó pouco firme e os cês ganham o peso demesurado com que essa letra aparece na palavra "cu", por exemplo.

Há, infelizmente, nesta população que não lê e que aprendeu mal na escola, a tendência para usar palavras que parecem mais próprias das elites que vêem na televisão, como se isso a fizesse subir de nível. Não faz, nem essas elites o são, descontando o facto de poderem ter mais dinheiro e notoriedade.





quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Não se cria um grupo de trabalho, mas faz-se um "estudo"

Cada vez gosto menos deste governo que, como os governos do PS, vai vogando ao sabor do marketing político e da comunicação, numa lógica de dizer o que o seu chefe pensa que o eleitorado quer ouvir.

Este é um exemplo, e dos mais estúpidos: aquilo de que o País necessita é de infraestruturas de jeito, resistentes e protegidas de todos os acontecimentos naturais de maior risco. De acção, pura e simples, que permita, e o mais depressa possível, tirar os cabos eléctricos dos postes e de enterrá-los ou, onde não for possível, começar a criar estruturas realmente resistentes.





Quem olhar para os postes onde tudo acaba por ser ligado (electricidade, telecomunicações, o que calha) percebe que não precisamos de "estudos", nem de ter um governo lamentavelmente desastrado a invocar "alterações climáticas" e "fenómenos extremos" só para justificar dezenas de anos de negligência reincidente. Até agora, para evitar resolver um problema difícil de resolver criava-se um grupo de trabalho. Agora, fazem-se "estudos".

Consta que o Marquês de Pombal disse, depois do sismo de 1755, que era necessário cuidar dos vivos e enterrar os mortos. Luís Montenegro diria, decerto, que seria necessário "avançar" com um "estudo" para saber se era melhor enterrar os vivos e cuidar dos mortos ou cuidar dos vivos e enterrar os mortos.


(Imagem de fonte aberta de acesso público.)