No passado domingo, dia 23, tive de apanhar com vários apagões até ao começo da noite. Nada de novo, infelizmente. Há mais de vinte anos, pelo menos, que a EDP/e-Redes não consegue assegurar o fornecimento regular de electricidade nesta região.
No domingo tinha chovido, embora pouco, e aonda ouvi alguns trovões esporádicos e longínquos.
Telefonei para a e-Redes (800 506 506) e, à terceira tentativa, porque as duas primeiras chamadas caíram, , estranhamente, foi-me dito que havia trovoada. Era a justificação para os apagões. Depois deste telefonema, feito às 19h48, não houve mais apagões, o que é uma coincidência interessante.
Fiz também, nessa altura, uma reclamação para a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e a resposta da e-Redes chegou anteontem, quarta-feira.
E qual foi a explicação? Adeus, trovões! Foram os pássaros. É, agora, a nova justificação da e-Redes para os apagões todos:
Não se percebe, porque a esse grau de efabulação já não chegam, como é que a "avifauna" pode causar os apagões.
Porque os pássaros e as aves pousam nos cabos, é?
Se é isso, o que nunca explicam (e eu não vejo, aliás), convém ter presente que os muitos pássaros, de várias espécies, existentes nesta região não devem pesar mais do que 30 gramas. Quanto a outras espécies de aves, as rolas podem pesar até 240 gramas, os melros podem pesar até 125 gramas e os gaios, que podem ir aos 200 gramas. Há aqui aves de rapina, mas as maiores (as águias) não devem pesar mais de 7 quilogramas. E com tantas árvores, é raro ver os pássaros mais pequenos pousados nos cabos. Será que os cabos da e-Redes não resistem ao peso?!
A desculpa da "avifauna" é ridícula e é, claramente, inventada por quem não conhece a realidade. E que nem sabe do que está a falar. Mas o certo é que fala em nome da e-Redes. E que insiste no disparate. Para uma empresa de grande dimensão, ter gente assim... bem, é um pouco estranho.
Além disso, quando troveja ou está tempo de chuva, quando está mais escuro, quando ainda é de manhã muito cedo e está escuro ou já de noite (períodos do dia em que sempre tem havido apagões), é a "avifauna" que se manifesta e que causa os apagões?!
Quem inventa este tipo de respostas (a treta da "avifauna") ou usa de pouca inteligência ou acha que os prejudicados pelos apagões ficam com as mentes "apagadas".
Aliás, não é de agora este tipo de comportamento em que o padrão é fazer dos outros parvos.
Já houve uma vez em que a EDP (antes de ser e-Redes) justificou um apagão com o roubo de cobre dos postes de electricidade. Azar: perguntei à GNR e à PSP se tinha havido alguma participação desse tipo de roubos nesse dia... e não tinha havido. Da EDP responderam-me depois que se tinham esquecido de fazer a participação!
É difícil não ver neste comportamento uma imensa dose de irresponsabilidade e de incompetência. E a que nível? Dos técnicos? Dos burocratas a quem cabe arranjar respostas para as reclamações formais? Dos seus directores?
E quem manda saberá que isto existe? E, sabendo ou não, aceita este tipo de comportamento?
Vamos ver quem manda na e-Redes, ou quem a dirige.
Estes são os membros do conselho de administração, "que trabalha todos os dias para garantir o fornecimento de energia elétrica de qualidade"... quando a "avifauna" deixa, não é?
Não espero, naturalmente, que estas pessoas tenham conhecimento dos meus posts (144, contando com este) sobre a e-Redes, mas talvez queiram conhecê-los até porque, nesta altura, há mais de mil pessoas a verem os conteúdos deste blogue todos os dias.
Por isso, para lhes facilitar a vida, vou enviar este post ao serviço de imprensa da e-Redes (quererão mostrar a quem manda na e-Redes como os seus subordinados gostam da "avifauna"?). E, já agora, com conhecimento a um jornalista da imprensa nacional, que parece ser o jornalista preferido da e-Redes.
E espero alguma resposta? Não.
Mas o que está escrito fica escrito e a cantiga da "avifauna" fica aqui bem exposta. Para vergonha da e-Redes, das "aves" que nela existem e de quem superiormente dirige a coisa. Mal, como é evidente.

























