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| Passem das palavras aos actos: vão para os campos de batalha! |
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
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| Passem das palavras aos actos: vão para os campos de batalha! |
Chama-se Espaço Verde Relaxe 4 Patas e é, muito simplesmente, uma excelente ideia e uma iniciativa bem gerida. Abriu há dois anos nos arredores da cidade de Caldas da Rainha, como hotel para cães e gatos e na valência de creche (sem crianças, claro, mas com cães em jeito de recreio permanente durante o dia).
Se os meus cães nunca passaram noites fora de casa (salvo em internamento, em circunstâncias demasiado dolorosas), já a creche do Espaço Verde Relaxe 4 Patas tornou-se um local recorrente para os deixar enquanto nos dedicamos a actividades diurnas mais prolongadas, em que deixá-los sozinhos em casa seria em tudo contra-indicado.
E o certo é que o jovem Alex, ansioso por poder brincar com outros cães, se tornou um frequentador entusiástico da creche, de onde regressa exausto.
Este vídeo, enviado pelos dinamizadores do Espaço Verde Relaxe 4 Patas, numa prática habitual, mostra como ele (o Kleiner Münsterländer de pelagem preta e branca e cauda em arco) não pára. Já a sénior Elsa, agora mais habituada a estar neste espaço que até nem fica longe do seu território, não alinha nas brincadeiras dos outros e, querendo saber o que se passa ao seu redor, já arranjou local próprio onde se acoita. Mas fica tranquila.
Trovejou, embora pouco na região onde vivo, e regressam os apagões. Nas tentativas de contacto telefónico com a incompetentíssima e-Redes, é ao terceiro telefonema que me dão esta resposta extraordinária: há trovões, falta a electricidade! Em 2026!...
A e-Redes é mesmo isto:
Em 2022, numa fase auspiciosa da sua ressurreição que durou pouco tempo, o semanário "Tal&Qual" contou uma história pouco edificante: o investimento de um grupo ligado aos negócio da droga na América do Sul na aquisição de terrenos no litoral alentejano e o consequente encerramento ao público de extensões de terreno que não pareciam ter saído do domínio público.
As reportagens do "Tal&Qual" lançaram também suspeitas, nunca esclarecidas, sobre o modo como a Câmara Municipal de Grândola e o seu presidente à época (eleito pelo PCP) pareciam estar a facilitar a expansão do grupo, cujo centro de operações era Melides e que tinha como principal impulsionador Carlos Hank González, aliás ‘El Profesor’, um destacado político mexicano retratado na série televisiva "Narcos".
Apesar do silêncio dos outros órgãos de informação (que, tanto quanto me parece, só a revista "Sábado" terá quebrado, chegando a ir ao local), o "Tal&Qual" não desistiu. O impacto ambiental do empreendimento e o bloqueio dos acessos a algumas praias da costa de Melides, juntamento com a compra acelerada de casas já habitadas e de terrenos, continuaram a ser os pontos mais polémicos do empreendimento do "clã mexicano".
A contratação de um advogado muito especial, e irmão do então Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, também foi objecto de atenção do "Tal&Qual", que não deixou de ir acompanhando a expansão do grupo.
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)
O livro, nas suas exíguas 144 páginas, relatava casos, situações e comportamentos que foram menos visíveis nos tempos de grande vivacidade informativa, e desinformativa, que medearam entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975. E, de certo modo, sabia a pouco.
Foram precisos mais 21 anos para que "Excomungados de Abril" ganhasse nova dimensão e reaparecesse, agora com 312 páginas, muito mais material informativo, alguns apêndices úteis e um novo título: "Expropriados de Abril" (Clube do Autor).
Sem deixarem que o texto perdesse a vivacidade narrativa, os dois autores levam-nos agora aos meandros da política económica desenvolvida no PREC em várias versões, numa espécie de viagem tão frenética como o foram muitos desses dias e acontecimentos que muitos (como o autor destas linhas) viveram, mais perto ou, sem os perderem de vista, a uma maior distância.
O turismo nacional, seja de emigrantes ou de visitantes externos, no concelho de Caldas da Rainha é isto, em Julho e em Agosto: da praia (na Foz do Arelho) para o supermercado e do supermercado para a praia, as estradas cheias de condutores molengões e com poucas ideias quanto ao rumo que hão de seguir. Parecem moscas em dia de Verão muito quente.
Há museus e outros entretenimentos culturais, até há um parque na cidade, há ruas com lojas e há a Praça da Fruta (sem estacionamento!) na cidade e paisagens que podiam ser devidamente valorizadas para atrair os visitantes (a Estrada Atlântica e as zonas de floresta, as outras zonas de praia, a degradada Lagoa de Óbidos).
E se não me parece que as opções estejam devidamente assinaladas (um problema que a Câmara Municipal nunca quis resolver), também acredito que, mesmo que estivessem, não deixaríamos de ter as invasões diárias dos supermercados, em grupos familiares irritantemente numerosos e em regime de passeio. Situação que é agravada quando, o que é frequente, as manhãs podem nascer com o céu encoberto e, não indo para a praia, lá vão eles para o supermercado.
Já aqui escrevi sobre a empresa, que parece ser de distribuição, chamada Paack. E, só para recordar um dos aspectos mais grotescos, incluiu um risco que me foi apresentado como "prova", como assinatura minha, de que teria recebido uma encomenda... que não recebi.
A Paack é uma das muitas empresas que, correspondendo ao aumento das compras à distância, prestam um péssimo serviço a quem vende e a quem compra, vivendo, ao que tudo indica, de pessoal sem qualquer tipo de qualificações para o que está a fazer.
Voltei a apanhar com ela e, por acaso, a encomenda até me foi entregue. Mas não pude deixar de tropeçar nos termos de um e-mail que me enviaram a respeito deste serviço:
Acontece que a compra que fiz incluía entrega gratuita. E, sendo assim, não cabe à empresa distribuidora estar a tentar convencer os destinatários das encomendas que lhes são confiadas de que devem ir buscá-las. É certo que poderá haver quem o prefira fazer, por não estar em casa.
Mas seria preferível que à Paack não escorregasse a chinela para a hipocrisia, deixando um alibi ambiental igualmente dispensável.
Os "pontos de recolha" que "implementaram" têm como único fito poupar no pessoal e no combustível e não "reduzir o impacto ambiental". E o que lhes cabe fazer é entregarem com base nas instruções da empresa vendedora a partir do contrato de venda feita pelo consumidor.
Além disso, a Paack também erra na geografia: o "ponto de recolha" que põe à distância de 2,62 quilómetros do ponto de entrega fica, realmente, a 9 quilómetros! E nem fui ver os outros.
Preferia ver reduzida a incompetência desta gente do que o alegado "impacto ambiental"!...
A imprensa oficial (e a CNN tuga deve ser o exemplo mais claro) anda numa ilusão perigosa: enaltece os ataques limitados da Ucrânia a objectivos civis (e directamente contra civis) e esconde os ataques da Rússia a alvos militares na Ucrânia (e usados pelos militares ucranianos e da NATO).
Os primeiros não têm impacto nas operações militares russas e até servem para reforçar a "linha dura" russa, enquanto os segundos já levaram ao encerramento dos portos de Odessa e ao estrangulamento da economia ucraniana, desgastando ainda mais o pouco que resta da máquina de guerra da Ucrânia e da NATO. E a questão fundamental é essa.
Quem acredita nos títulos da imprensa oficial vai ter uma surpresa quando isto acabar, e quando a Ucrânia acabar, o que é uma possibilidade cada vez menos remota. Quanto aos próprios que escrevem estas coisas... bem, não sei se será, realmente, uma surpresa, ou se já sabem.
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| A CNN tuga a ajudar a Ucrânia a ganhar a guerra... da desinformação desesperada |
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)
Gostam de estar lá fora, e o "lá fora" é apenas o terreno que rodeia a casa e que está vedado, mas quando o calor aperta... o melhor é estar em casa, ao fresco.
A Elsa (em primeiro plano, uma pastora da Anatólia que terá 11 anos) e o Alex (um Kleiner Münsterländer, uma raça alemã de cães de caça, de 2 anos) são "cães de trabalho" que acolhemos e adoptámos mas o trabalho somos nós que o temos em troca da companhia e do afecto que estes seres de quatro penas nos oferecem e que, todos os dias, nos fazem bem.
E não vivem lá fora. Vão lá fora quando querem e podem, e dormem em casa. Protegidos e acarinhados.
Passava já das seis da tarde quando o dia começou hoje a ficar menos claro. Duas horas depois regressou a claridade do lusco-fusco. Pelo meio, e por entre nuvens, ainda foi possível ver a imagem do sol desprovida do equivalente a uma talhada.
O eclipse de hoje, o tal "espectáculo do século" ou coisa que o valha, foi isto, na simpática vila de Esmoriz (em Ovar) onde me encontro. Ao arrepio da histeria mediática, eu e os outros três adultos (e três cães) não ficámos de cabeça no ar e dedicámo-nos aos prazeres da mesa, mais relevante do que o "prato do dia" mediático.
Compreendo bem a triste lógica da imprensa que temos, mas, mesmo assim, ainda me custa a perceber a relevância dada a este acontecimento astronómico que, contra o que se afirmou e escreveu, não mergulhou o País na escuridão. A escuridão do País, digamos assim, é mais política do que astronómica.
O "Jornal de Notícias", por uma vez, acertou no alvo com a sua manchete: andou tudo de cabeça no ar. Incluindo o deslavado Presidente da República, que quis dar um ar da sua graça. A fotografia, retirada do Facebook (sem indicação de autoria), é, na realidade, a de um eclipse. Mas não do Sol.
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)