segunda-feira, 14 de setembro de 2026

"Fauda": justificação e branqueamento do genocídio de Gaza

Gostei da série televisiva israelita "Fauda", lançada em 2018, quando comecei a vê-la. As peripécias de um punhado de agentes do serviço de segurança interna de Israel, o Shin Bet (também conhecido por Shabak), estavam bem contadas e o relacionamento entre Israel e o Hamas estava descrito num quadro de conflito militar onde se enfrentavam forças iguais.

A caminho da quinta temporada, os seus autores, Avi Issacharoff e Lior Raz (que também é o actor que personifica o "herói", Doron Kabilio), resolveram trocar o guião já escrito pela referência aos acontecimentos de 7 de Outubro de 2023, data da incursão das forças do Hamas no território controlado por Israel.

E fizeram-no, inevitavelmente, demonizando os palestinianos e o Hamas e glorificando ainda mais Doron Kabilio e os seus companheiros.

O alinhamento da série com a ideologia de Estado de Israel só fica descaradamente claro no sétimo episódio e foi aqui que eu parei e deixei de ver "Fauda".

Não condeno, só por si, a colagem ou submissão de um produto audiovisual de ficção à orientação governamental do seu país de origem. A qualidade pode ser salvaguardada, como o demonstra, por exemplo, "Alexander Nevsky", de Eisenstein. 

Mas o que aqui está em causa é o modo como, directa e indirectamente, "Fauda" acaba por servir de justificação e de branqueamento de um genocídio que nada justifica ou desculpa: a extinção da população palestiniana pelo Estado israelita e a destruição do seu país.

Por isso, repito, deixei de ver "Fauda". E nem sequer incluirei uma referência a esta série no balanço que faço das séries televisivas vistas em cada ano.



Não há justificação nem desculpa para o genocídio dos palestinianos em Gaza.







(Imagens de fonte aberta de acesso público.)

sábado, 12 de setembro de 2026

O primado das percepções na narrativa do País das Maravilhas



Um amigo de longa data (bem, talvez não fosse assim tão amigo) decidiu cortar relações comigo porque, em seu entender, eu sou de extrema-direita.

A., chamemos-lhe assim, encontrou prova da minha “deriva” na minha decisão de votar em André Ventura contra António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais.

A. não quis saber do que eu escrevi, e do que me levou a rejeitar o candidato António José Seguro (por o ter conhecido e por acreditar que ele vai ajudar o PS a regressar ao poder). Nem quis perceber que eu também poderia ter votado no Tino de Rans se fosse este o opositor da segunda volta, sem ter qualquer interesse em ser calceteiro. Aliás, durante mais de um ano nem sequer tivemos oportunidade de debater o assunto. Mas bastou-lhe esse meu voto para me classificar: sou de extrema-direita. Imagino que me deve ver vestido de SS a queimar judeus.

Se me refiro a este caso, tão pessoal, é porque tinha A. na conta de pessoa inteligente e capaz, mesmo contra o seu próprio sectarismo de marés diversas, de raciocinar com clareza. Mas foi uma ilusão minha e A. acabou por ser, para mim, o símbolo de uma das mais preocupantes consequências e uma das piores características da mixórdia que é a fusão do jornalismo televisivo dito “de causas” com uma perspectiva ilusória de um mundo de maravilhas que em nada tem a ver com a realidade e onde vigora, subliminarmente, o lema “Quem não é por mim, é contra mim”.

Nesta mixórdia (onde convergem gente da imprensa, políticos, indivíduos ideologicamente motivados e idiotas profissionais) não interessa a realidade. Nem a História. Nem o conhecimento da política. 

A ignorância e uma militância de secretária, de origem ou quando se instalam, são essenciais para acreditarem na narrativa que inventem ou a que aderem. E em que acreditam piamente, porque corresponde ao que querem ver. E quando não gostam do que imaginam estar a ver, acreditam que devem intervir e alterar aquilo a realidade que os incomoda e que lhes ameaça um mundo que acham que deve ser perfeito, à sua própria imagem.

A raiva contra o Chega, da imprensa nacional e de pessoas capazes e incapazes de raciocinarem, é um outro exemplo. 

Partido de debilidades diversas (e a falta de quadros e de opções claras não é a menor), o Chega foi admitido pelo Tribunal Constitucional no sistema político nacional, foi a votos várias vezes, é a terceira força política representada na Assembleia da República e... se for mais longe (Governo, por exemplo), bem podem os seus dirigentes e, em especial, André Ventura agradecer à imprensa nacional e aos militantes do Facebook o destaque lhe têm dado. 

Contra os que pensam, e praticam, que quem não pensa como eles está contra eles, devo, de passagem, dizer que não sou eleitor do Chega, e por vários motivos. Além das debilidades que citei, a sua opção, em termos de política internacional, é radicalmente oposta àquilo que defendo.

E se eu sei o que defende o Chega, pelo menos em parte, há quem não saiba. Ou que, de forma desonesta, faça que não sabe. Como o actual ministro português dos Negócios Estrangeiros que, às vezes, até parece ter os favores de parte da esquerda por motivos que não têm a ver com a política.





A pergunta que esta criatura faz, numa construção saloia, é retórica. Mas lá está, joga com as percepções.

Paulo Rangel, que já foi um dirigente partidário estimável, sabe que André Ventura e o Chega não gostam da Rússia e que estão bem na União Europeia e no seu parlamento. Mas, mesmo assim, prefere a demagogia. Sem hesitações.

Porque o outro partido a que se refere, o partido nacionalista alemão Alternativa para a Alemanha (Alternative für Deutschland, AfD, que saiu vitorioso de uma eleição parlamentar recente), mostra-se favorável ao retomar de laços com a Rússia (cujo gás natural ajudou ao desenvolvimento industrial da Alemanha até à loucura das sanções contra a Rússia, que só prejudicam a UE) e à saída da Alemanha da UE. E como o Chega se reclama de boas relações com o AfD, a narrativa do País das Maravilhas impõe que se atire tudo contra a "extrema-direita" em geral. 

Nunca é demais recordar este abominável paradoxo: o que gente como esta diz é que a "extrema-direita" que na Europa da União Europeia se submete ao voto popular é um perigo e que, por exemplo, a extrema-direita neonazi da Ucrânia já é uma coisa adorável e fofinha. Os Azov, e os outros, para eles, são como gatinhos que é maravilhoso ter no sofá a fazerem-lhes companhia. Sabe-se lá o que poderia dar uma fusão entre Rangel e Biletsky!

Não deixa de ser curioso, por outro lado ver como é a própria situação social e económica (no caso do AfD, a desindustrialização alemã e as suas consequências sociais) a impulsionar as escolhas do eleitorado de que os fanáticos das percepções não gostam. Tendo na sua origem, em grande medida, as fabulosas sanções à Rússia... que só prejudicam a UE.

Se os partidos nacionalistas continuarem a ganhar força na União Europeia, e é natural que assim aconteça, os paladinos desta narrativa ainda hão de querer pôr em prática a ironia de Bertoldt Brecht: o melhor é dissolver o povo e arranjar outro povo...






(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

domingo, 6 de setembro de 2026

7 vacuidades e 1 relevância


Suponho que a lógica, no jornalismo nacional que ainda vai existindo, continuará a ser ainda esta: uma personalidade relevante é entrevistada para ser melhor apresentada ao público, para expor as suas ideias ou para desenvolvê-las ou para fazer uma declaração que tenha impacto na vida pública. 

Depois, há uma passagem significativa do que diz a pessoa entrevistada que tem um destaque na primeira página, no caso da imprensa escrita. Esse destaque servirá para atrair a atenção do público para o que diz a pessoa levando à comprar de um exemplar do jornal por parte de quem quer saber mais. O domínio da primeira página é da direcção e/ou chefia, cargos que deverão ser preenchidos por alguém com experiência e autoridade bastantes para decidir de modo que favoreça a expansão do jornal (e a compra dos seus exemplares pelo público).

Isto é a teoria e era a prática noutros tempos. Talvez ainda seja. Mas os exemplos que a seguir cito sugerem que já não é bem assim. As primeiras páginas dão-nos uma frase da pessoa entrevistada, mas nem essa frase é relevante nem, sem apresentação dela, são relevantes a pessoa entrevistada e a entrevista.

Relativamente aos poucos exemplos que aqui juntei (e com uma excepção) não só não conheço as pessoas citadas como nem vejo qualquer interesse no destaque da primeira página nem tive vontade de comprar o jornal. E, por essa absoluta falta de interesse, também não fui tentar saber mais sobre as pessoas entrevistadas.

Vamos à matéria de facto.



Não sei quem é Paola d'Agostino. Pelo nome poderá ser italiana. E não sei o que haverá de relevante no facto de "nunca" ter pronunciado a palavra "mãe" em italiano. Deveria tê-lo feito? E porquê? E porque é que não a pronunciou? 









Depreende-se que Isabel Zuaa é actriz. Falando por algum colectivo ou empregando o plural majestático, Zuua diz-nos "sabe muito sobre o branco". Neste caso, "o branco" será o conjuntos dos "brancos" (por oposição ao "negro") no nosso país, no nosso mundo ou algures, por oposição à humanidade que pode ser designada por "negra"? A fórmula "saber sobre" é curiosa. Quererá dizer "conhecer" ou tem outro significado qualquer? Não tive curiosidade em ir comprar o jornal para saber mais.













Não sei quem é Federica Mogherini. Nem sei qual é a relevância do "último período de multilateralismo funcional", que também não sei a que corresponde e que ela "viveu" em jeito de "passagem". Calculo que a família dela deva saber. Clandestino como é, em termos de vendas, o "Diário de Notícias" deve ter sido impresso nesse dia a pensar na família de Mogherini.







Sei que Maria de Medeiros é actriz, com o Google a dizer-nos que também é realizadora e cantora. Mas já não sei a que "estado de vulnerabilidade" é que ela se refere. Mental? Físico? Performativo? Não fiquei com interesse nenhum em saber a que "vulnerabilidade" ela se refere e qual é a relevância disso.











Teria sido interessante que a escritora Luísa Costa Gomes dissesse como fez o pedido ao ChatGPT e qual foi, na realidade, a reacção dessa aplicação informática (e como é que uma aplicação informática se "assusta"). É possível que isso conste da entrevista, que também não fui procurar. Talvez nela pudesse também encontrar uma explicação para a importância que o "Público" atribui ao tema.













Daniela Melo há de ser, decerto, uma personalidade importante em matéria de ciência política para o "DN" destacar a sua frase sobre os candidatos radicais que, não sei onde, poderão obrigar os partidos de não sei que país a "moldarem" a respectiva "mensagem" relativa às eleições presidenciais não sei de que país. 











Haverá alguém interessado em comer Kelela e o R&B (será o nome completo?). Cuidado que, podendo ser "interessante", dá digestões difíceis!






*

Eis um exemplo um pouco diferente. Tiago Rodrigues, que julgo ser encenador e cujos pais eu conheci (o pai era jornalista e a mãe era médica), diz uma coisa que é relevante, mas perigosa: o teatro e a dança (e o cinema ou as artes plásticas?) têm muita qualidade mas são "mal apoiados", supõe-se que pelo Estado. 

Ou seja, a qualidade das artes dependerá, de forma quase automática, do apoio que tiver, do Estado ou de outras entidades, apoio esse que parece ser imprescindível. O que significa que, sem esse apoio, é difícil alcançar a qualidade. 

Sendo, de certa forma, elogiosa a apreciação dos "mal apoiados" de qualidade, ela também é negativa para todos aqueles que, sem qualquer apoio (numa situação que nem sequer é a dos "mal apoiados"), conseguem chegar a patamares de qualidade. Não sendo uma vacuidade, o que o entrevistado diz já é suficientemente polémico para ter esse destaque de primeira página. Onde não devia morrer.

















(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

sábado, 5 de setembro de 2026

600 000 000 000

Ou seja: 600 mil milhões. Estamos a falar de dólares. Em euros, são 516 209 545 140. Mais de 516 mil milhões de euros.

É esta a soma da totalidade do dinheiro que já foi atirado para a Ucrânia pelos países europeus e pelos EUA, segundo disse o conselheiro presidencial russo Anton Kobyakov durante uma conferência de imprensa no Fórum Económico Oriental em Vladivostok. Dinheiro esse que é nosso, dos nossos impostos e que não não serviu para nada. Salvo para prolongar a guerra e para forrar os bolsos de alguns dirigentes ucranianos, no que deve ser o país mais corrupto do mundo.













sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Como a UE explora e prejudica os seus cidadãos: um caso bem concreto


Na origem, até achei a União Europeia uma boa ideia. Mas o resultado, hoje, é uma arrepiante cagada. Com muitos mais prejuízos económicos para os seus cidadãos do que benefícios.

Acreditando que elas existam, não vi nenhuma análise na imprensa portuguesa sobre o péssimo resultado que foi a imposição de taxas alfandegárias (tipo tarifas de Trump, quase) a produtos comprados fora da União Europeia que, de um momento para o outro, ficaram estupidamente mais caros.

Mas já vi, directamente, o que aconteceu à relação dos consumidores portugueses com uma revista de cinema do Reino Unido, a "Empire".

Em 31 de Julho recebi este aviso:




Até então pagava por ano 57€ pela assinatura da "Empire", que tinha há vários anos, o que fazia com que cada número  me ficasse por 4.75€.

Mas, a partir dessa data, e se não quisesse ter apenas a edição digital, a minha assinatura anual iria passar para 178€, ficando-me cada número da revista a 14.8€.

Anulei a assinatura e passei a comprar a "Empire" em banca, por importação, na simpática papelaria Vogal, de Caldas da Rainha, onde compro outras publicações. E passo a pagar, por cada exemplar, o valor de 10.5€.

Ou seja, as tarifas idiotas dos burocratas da União Europeia obrigam-me (só neste caso) a gastar mais 5.75€ por mês. 

A UE ainda é, portanto, uma boa ideia?! Não.




quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Ler jornais já não é saber mais (267): a lavandaria do "Expresso" a branquear um ministro de coisas estranhas



O "Expresso" tem sido um dos jornais que mais têm ajudado a branquear o cortejo de coisas estranhas que acompanham o chefe da Administração Interna que já foi chefe da Polícia Judiciária. E, ao mesmo tempo, um dos jornais que mais combatem o Chega (e que, por essa via, promovem este partido).

Não admira que, neste caso e na sua função de lavandaria especializada em branqueamento, o "Expresso" adopte a linha de defesa do ministro Neves e, com ela, faça de conta que esse cortejo de coisas estranhas, e de estranhas irregularidades, não existe. 

É curioso, ainda, que, para um jornal que se quer eminentemente político e de análise político, façam de conta que não vêem que esta bizarra afirmação de poder individual, num órgão que devia ser colegial como o Conselho de Ministros, está a arrastar para este lamaçal político o próprio presidente do Conselho de Ministros, Montenegro.

O ministro Neves pode não se demitir e conseguir, sabe-se lá porquê, não ser demitido. Mas quando sair, e há de sair, talvez leve com ele o lamentável primeiro-ministro que ainda temos.





(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

domingo, 30 de agosto de 2026

EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (145): a "informação aos clientes" é... um erro!

 

Vê-se e, caramba, nem se acredita. 

Mas o certo é que quando, em modo de pesquisa, associei no Google "e-Redes" e "dever de informação", o Google remeteu-me para o link https://www.e-redes.pt/pt-pt/informacao-aos-clientes. 

E o que se vê não dá lugar a dúvidas: erro 404, "a página solicitada não foi encontrada".

Portanto, para a e-Redes, que culpa a "avifauna" pelos seus apagões, o dever de informar os seus clientes é um erro. 






sábado, 29 de agosto de 2026

Convém que saibam


Comecei este blogue em 2011, há 15 anos. O número de visualizações tem aumentado, de forma muito nítida, de mês para mês. Estes são os números às 9h35 de hoje.

As pessoas e entidades que aqui são criticadas deviam percebê-lo.

As outras, que eu elogio (e digo porquê, com inteira liberdade), também podem regozijar-se com a audiência que aqui lhes garanto. E ainda bem que a têm!








sexta-feira, 28 de agosto de 2026

EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (144): como os pássaros servem para encobrir a incompetência em lidar com alguns trovões


No passado domingo, dia 23, tive de apanhar com vários apagões até ao começo da noite. Nada de novo, infelizmente. Há mais de vinte anos, pelo menos, que a EDP/e-Redes não consegue assegurar o fornecimento regular de electricidade nesta região.

No domingo tinha chovido, embora pouco, e aonda ouvi alguns trovões esporádicos e longínquos. 

Telefonei para a e-Redes (800 506 506) e, à terceira tentativa, porque as duas primeiras chamadas caíram, , estranhamente, foi-me dito que havia trovoada. Era a justificação para os apagões. Depois deste telefonema, feito às 19h48, não houve mais apagões, o que é uma coincidência interessante.

Fiz também, nessa altura, uma reclamação para a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e a resposta da e-Redes chegou anteontem, quarta-feira.

E qual foi a explicação? Adeus, trovões! Foram os pássaros. É, agora, a nova justificação da e-Redes para os apagões todos:




Não se percebe, porque a esse grau de efabulação já não chegam, como é que a "avifauna" pode causar os apagões. 

Porque os pássaros e as aves pousam nos cabos, é? 

Se é isso, o que nunca explicam (e eu não vejo, aliás), convém ter presente que os muitos pássaros, de várias espécies, existentes nesta região não devem pesar mais do que 30 gramas. Quanto a outras espécies de aves, as rolas podem pesar até 240 gramas, os melros podem pesar até 125 gramas e os gaios, que podem ir aos 200 gramas. Há aqui aves de rapina, mas as maiores (as águias) não devem pesar mais de 7 quilogramas. E com tantas árvores, é raro ver os pássaros mais pequenos pousados nos cabos. Será que os cabos da e-Redes não resistem ao peso?!

A desculpa da "avifauna" é ridícula e é, claramente, inventada por quem não conhece a realidade. E que nem sabe do que está a falar. Mas o certo é que fala em nome da e-Redes. E que insiste no disparate. Para uma empresa de grande dimensão, ter gente assim... bem, é um pouco estranho.

Além disso, quando troveja ou está tempo de chuva, quando está mais escuro, quando ainda é de manhã muito cedo e está escuro ou já de noite (períodos do dia em que sempre tem havido apagões), é a "avifauna" que se manifesta e que causa os apagões?! 

Quem inventa este tipo de respostas (a treta da "avifauna") ou usa de pouca inteligência ou acha que os prejudicados pelos apagões ficam com as mentes "apagadas".

Aliás, não é de agora este tipo de comportamento em que o padrão é fazer dos outros parvos.

Já houve uma vez em que a EDP (antes de ser e-Redes) justificou um apagão com o roubo de cobre dos postes de electricidade. Azar: perguntei à GNR e à PSP se tinha havido alguma participação desse tipo de roubos nesse dia... e não tinha havido. Da EDP responderam-me depois que se tinham esquecido de fazer a participação!

É difícil não ver neste comportamento uma imensa dose de irresponsabilidade e de incompetência. E a que nível? Dos técnicos? Dos burocratas a quem cabe arranjar respostas para as reclamações formais? Dos seus directores?

E quem manda saberá que isto existe? E, sabendo ou não, aceita este tipo de comportamento?

Vamos ver quem manda na e-Redes, ou quem a dirige. 

Estes são os membros do conselho de administração, "que trabalha todos os dias para garantir o fornecimento de energia elétrica de qualidade"... quando a "avifauna" deixa, não é?










Não espero, naturalmente, que estas pessoas tenham conhecimento dos meus posts (144, contando com este) sobre a e-Redes, mas talvez queiram conhecê-los até porque, nesta altura, há mais de mil pessoas a verem os conteúdos deste blogue todos os dias.




Por isso, para lhes facilitar a vida, vou enviar este post ao serviço de imprensa da e-Redes (quererão mostrar a quem manda na e-Redes como os seus subordinados gostam da "avifauna"?). E, já agora, com conhecimento a um jornalista da imprensa nacional, que parece ser o jornalista preferido da e-Redes.






E espero alguma resposta? Não. 

Mas o que está escrito fica escrito e a cantiga da "avifauna" fica aqui bem exposta. Para vergonha da e-Redes, das "aves" que nela existem e de quem superiormente dirige a coisa. Mal, como é evidente.











quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Ucrânia: a dependência antes do fim

 




A Ucrânia é isto: uma mulher de Dnepropetrovsk, ajoelhada perante os agentes das equipas governamentais que andam a raptar homens pelas ruas, implora-lhes que não lhe levem o marido.

As vítimas do “busification”, se sobrevivem aos maus-tratos e às torturas e sem preparação militar, são atiradas para a guerra (que podia ter terminado logo na Primavera de 2022 em Istambul, se o Ocidente não tivesse bloqueado o acordo entre a Rússia e a Ucrânia) e servem, frequentemente, de carne para os primeiros embates.

A Ucrânia, nominalmente dirigida por um louco corrupto, está condenada à destruição como Estado. Há muito que perdeu a guerra. A bazófia dos “40 dias” esfumou-se.

Mas os países da NATO e as “províncias” da União Europeia insistem, atirando tudo o que têm e o que não têm (além do dinheiro que é fruto do trabalho dos seus povos) para os campos de batalha… e para os bolsos das várias “famílias” criminosas da Ucrânia.

A Ucrânia deixou de ser independente.

É, e está, dependente dos dirigentes políticos do Ocidente, hipócritas e cobardes que vivem numa ilusão talvez alimentada pelas comissões obtidas com os milhares de milhões de euros oferecidos às elites de Kiev.

Passem das palavras aos actos: vão para os campos de batalha!








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A "busificação" está bem documentada neste site: Busification. São vídeos e registos de mortes confirmadas. A imprensa oficial ignora-o.