... apagão às 2h39.
Porquê?
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
Imagino que esta correnteza de parvoíces tenha sido evacuada numa sala com ar condicionado...
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
Às 16h10. Foi breve, mas não deixou de ser um apagão. Gostava de saber porquê. Desde 16 de Abril que não registava nenhum.
É verdade: aproximam-se dele (e bem intimamente, em certos casos) e... perdem o poder político!
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
Duas ondas de calores só num mês (com uma cópula cúpula), "a ferver", seca... "É assustador!"
É compreensível a aflição. Mas parece que há remédio:
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
Escrevi isto, aqui, no dia 12 de Fevereiro deste ano:
Tinha passado menos de uma semana sobre a segunda volta das eleições presidenciais quando escrevi isto.
E hoje, quatro meses depois da segunda volta das eleições presidenciais, temos o primeiro sinal, e em dose dupla.
Comecemos pelo que se viu logo de manhã: uma sondagem no "Correio da Manhã" que põe o PS em primeiro lugar, o Chega em segundo e a AD em terceiro:
Note-se que é natural a queda da AD e do primeiro-ministro Luís Montenegro. Em matéria de governo, este Governo do PSD e do CDS é pobre de ideias,de gestão de infraestruturas do próprio Estado e de políticas que beneficiem realmente o eleitorado. E nem vale a pena falar no modo como, sem o conseguir, Montenegro se quis livrar do caso Spinumviva pelo recurso a eleições: ganhou as eleições, mas nada ficou esclarecido.
O segundo sinal tivemo-lo depois na Assembleia da República, quando a proposta de lei do Governo sobre assuntos laborais (o "pacote laboral") foi rejeitada pelo PS e pelo Chega. Era importante para io Governo, mas caiu pela combinaçáo de votos das oposições que numericamente contam: o PS e o Chega.
Foi como se o PS e o Chega se tivessem guiado pela sondagem da manhã. Qualquer um destes partidos está pronto para ir para eleições e as suas direcções precisam de eleições nacionais para controlar as oposições internas (em especial no caso do PS).
E esse processo (para já, a perspectiva de novas eleições legislativas) já começou. O PSD (e esqueçam o CDS) dificilmente conseguirá recuperar, salvo se começar a atirar dinheiro, que não tem, para o eleitorado. E o PS e o Chega já sabem que, com este PSD e este primeiro-ministro, podem ganhar eleições.
Sobre eles paira também, como escrevi, a sombra do Presidente da República, de que tanto gostaram os eleitores do PSD. Ansioso por devolver o Governo ao seu PS.
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
Pode haver pior, por cá, em matéria de manipulação de informação e de desinformação, mas a CNN nacional é o meio de comunicação social que as pratica em maior escala, pelo menos no que se refere ao conflito na Ucrânia.
Dois exemplos, claríssimos:
Interessa pouco que os danos no Mosteiro das Cavernas de Kiev, registados durante um ataque russo a infraestruturas ucranianas, sejam muito claramente superficiais. Um míssil, dos dois modelos que a Rússia usou neste ataque (Iskander e Zirkon), teria destruído partes do próprio edifício. Tal como aconteceria com um drone carregado de explosivos.
A "silly season" da imprensa, agora, é isto: o sensacionalismo climático.
No "Observador"regressa em grande estilo a Agatha Christie da meteorologia sensacionalista, sempre excitada e, nesta época, cheia de calores.
Secaram-se-lhe, por ora, os fluxos dos "rios atmosféricos", não vê passar os "comboios de tempestades", fugiram-lhe as "gotas frias" e... que lhe resta senão transformar o pobre Verão em mais uma época de calor sempre "extremo", "histórico" ou histérico, talvez mesmo climactérico...