terça-feira, 27 de outubro de 2026

Porque é que não nos dizem o que realmente aconteceu entre a Conceição e o Vítor?

Conceição Henriques, quando os seus "amanhãs que cantam" estavam no Vamos Mudar


Parece que tudo começou às 2h47 do passado dia 10 de Outubro quando Conceição recebeu uma mensagem por WhatsApp em que Vítor a convocava para uma reunião nesse mesmo dia, sábado. 

Foi nessa altura que Conceição Henriques, vereadora da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, terá sido informada por Vítor Marques, presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, de que ficava sem os seus pelouros. "Andas por aqui a arrastar-te", terá dito Vítor a Conceição. Ausente do País, parece que ainda em representação do município, a vereadora foi publicamente afastada na reunião da câmara no dia 12.

O que levou a essa decisão, mais de duas semanas depois, continua a ser um enigma que ninguém explica. 

Das notícias do "Jornal das Caldas" e da "Gazeta das Caldas" só se consegue inferir que o presidente da câmara não estava a gostar do trabalho da vereadora, depois de quatro anos no primeiro mandato e, agora, depois de apenas um ano desde a eleição de Outubro de 2025. Mas por que motivo?



Os títulos do "Jornal das Caldas" e da "Gazeta das Caldas" nas notícias desenvolvidas que publicaram (e que podem ser lidas nos links indicados acima)

Quando informou a Câmara Municipal da sua decisão a respeito da vereadora e depois num comunicado, o presidente não entra em pormenores, limitando-se a sugerir a existência de um problema funcional. 

Por seu turno, a vereadora (agora sem pelouros) reagiu, com uma intervenção pública extensa em que se mostrou ressentida com o comportamento (funcional) do presidente da câmara, também sem adiantar críticas ou explicações. E, declarando que sai do Vamos Mudar, nem se refere aos pontos programáticos, ou apenas de retórica, com que o Vamos Mudar se apresentara às eleições de Outubro do ano passado. Esta omissão só pode significar que não serão eventuais divergências políticas que estiveram na origem do desaguisado entre Conceição e Vítor.

E, no entanto, a ruptura não pode deixar de ter óbvias consequências políticas.

Vítor Marques era, e é, o chefe (e o criador) do Vamos Mudar. O seu número dois, que continua como vice-presidente da câmara, é Joaquim Beato. E o número três era Conceição Henriques. O Vamos Mudar tinha, na câmara, três lugares. Com Conceição Henriques como vereadora independente, passa a ter dois lugares. O PSD mantém três lugares e o Chega um. Portanto, de um momento para o outro, o Vamos Mudar (que ganhou as eleições) fica em minoria na câmara. 

Vítor Marques e o Vamos Mudar não perderam, verdadeiramente, a legitimidade política que ganharam com a vitória manca de Outubro do ano passado. Mas o certo é que, em termos práticos, a situação alterou-se agora e o Vamos Mudar poderá já não estar em condições de aplicar o programa com que foi eleito. E, por outro, digamos que é pouco ético querer manter a situação como se nada se tivesse alterado.

Portanto, a situação não está esclarecida. E as dúvidas agravam-se, se tomarmos em conta um pormenor bizarro: ainda mal se sabia que Vítor Marques afastara Conceição Henriques e já Conceição Henriques desaparecia do Facebook. O seu perfil, preenchido com dezenas de posts, até com forte grau de emoção, sobre o Vamos Mudar e Vítor Marques, já não existe desde essa altura. Como se Conceição quisesse renegar tudo o que escrevera. Ou como se sentisse agora algum acanhamento relativamente a tudo isso.

O que faz pensar que os verdadeiros motivos da ruptura não serão funcionais ou políticos, mas muito pessoais e, por isso, envoltos neste silêncio estranho. E se são muito pessoais, e íntimos, impossibilitando por agora o escrutínio das consequências funcionais e políticas, bem podemos terminar, nesta altura, com uma citação do escritor inglês William Congreve (1670 - 1729): "Não há no céu fúria comparável ao amor transformado em ódio, nem há no inferno ferocidade como a de uma mulher desprezada."


Vítor Marques e Conceição Henriques


Vítor Marques e Teresa Xavier, sua mulher








(Imagens de fontes abertas de acesso público.)

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

O monstro que o "Público" quer na primeira página

 


Isto, na primeira página do "Público", hoje, é deonestamente ridículo.

Indicar um "estudo" sem pai nem mãe visíveis, numa situação em que há "estudos" para todos os gostos e a que os jornalistas reverenciam sem critério, é pior do que um simples acto de desonestidade intelectual.


*

E se é necessário dizê-lo, à atenção dos polícias do pensamento que vivem do "saudosismo" e da "nostalgia" da PIDE e de outros filhos da puta similares: não sou eleitor, militante, dirigente ou simpatizante do Chega. Nem "saudosista" ou "nostálgico" do Estado Novo.









(Imagem de fontes abertas de acesso público.)

sábado, 24 de outubro de 2026

Sobre a eterna estupidez da "mudança da hora"


Estou fartinho da treta contra-natura da mudança da hora e da triste mansidão com que esta merda é generalizamente aceite pelos políticos cobardes, pela imprensa submissa e pela população subjugada aos lugares-comuns!















sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Conversa de merda


Quando o tabloide inglês "Daily Mail" garante que há "agentes russos" a defecarem nas casas de políticos finlandeses, está bem explicada a conversa de merda sobre a "guerra híbrida" da Rússia!







(Imagem de fontes abertas de acesso público.)

terça-feira, 20 de outubro de 2026

A literatura e o cinema


"A literatura estimula-nos a vermos; o cinema não nos permite outra opção" (no original, "Writing urges you to see; movie leaves you no choice").

A frase é do crítico de cinema David Thompson, num livro magistral que escreveu sobre a história do cinema, "A Sudden Flicker of Light - A Revisionist History of the Movies", que todos os cinéfilos deviam ler. Mas não em português, porque não me parece que venha a ser publicado em Portugal.










domingo, 18 de outubro de 2026

Serviços mínimos?...

 



Conta-nos o "Jornal de Notícias", hoje, que a Polícia Judiciária apanha, "todos os meses", um número redondo de "criminosos estrangeiros escondidos em Portugal": vinte (20).

Lê-se isto e dá vontade de perguntar se a PJ não podia esforçar-se um pouco mais e apanhar mais do que 20 criminosos por mês? Ou se a PJ tem alguma quota a cumprir e têm de ser mesmo 20 por mês?! Ou se são serviços mínimos em que a PJ pára, quando chega aos 20 num mês?...






(Imagem de fontes abertas de acesso público.)


sábado, 17 de outubro de 2026

A nova arma da "guerra híbrida"...

 ... são os peidos.

Os russos são, realmente, um perigo terrível!










(Imagem de fontes abertas de acesso público.)



quinta-feira, 15 de outubro de 2026

"Cherchez la femme"


A zanga entre o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Vítor Marques, e a sua vereadora Conceição Henriques (a quem retirou os pelouros) parece ser de explicação problemática, como se estivessem em jogo mais emoções do que política.

O presidente da câmara não se pronuncia e Conceição Henriques "desapareceu" do Facebook, levando com ela as dezenas de posts em que declarava a sua ilimitada devoção ao chefe.


Conceição Henriques


Vítor Marques








(Imagens de fontes abertas de acesso público.)




terça-feira, 13 de outubro de 2026

A pelintrice do "Observador"

Que pelintrice: para cativar com mais nível os seus assinantes, o "Observador" bem podia oferecer melhor do que uma garrafa de vinho que, na sua versão "magnum", custa menos de 16€.







*


O Facebook, onde também publiquei esta nota com as mesmas imagens, achou que eu estava a fazer a promoção de "drogas".

Nem eu diria tanto, relativamente ao "Observador"...











quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Só me ocorre, não sei porquê, o título...


... português de um filme que, aliás, nem vi: "Amor em Tempos de Guerra" (de Joseph Ruben, de 2017). O título original é "The Ottoman Lieutenant" e o IMDB descreve-o como "uma história de amor entre uma enfermeira americana idealista e um oficial turco durante a Primeira Guerra Mundial". 

"... Eh, pá, era deste tamanho!"











(Imagens de fontes abertas de acesso público.)