terça-feira, 29 de setembro de 2026

A loucura "meteorológica" do sensacionalismo da imprensa


Não há diferenças entre os vários jornais (e televisões): a meteorologia foi transformada pela imprensa, num vendaval de sensacionalismo, numa girândola louca de títulos alarmistas.

Até pode ser que quem dirige a imprensa oficial ache que estes títulos levam a que mais pessoas comprem, ou assinem, os vários títulos. Mas se o pensam, numa época de tanta oferta "meteorológica" amadora e vagamente profissional nas negregadas redes sociais... então a situação da imprensa é ainda pior do que se pode pensar.




















































(Imagens de fontes abertas de acesso público.)

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Um país miserável, um Estado miserável




Isto, que é de uma indignidade absoluta (e num país onde os poderes públicos fecham os olhos à tragédia dos sem-abrigo), devia envergonhar todos os dirigentes políticos, com funções e sem elas no aparelho de Estado de um Estado miserável.

Tanta conversa da treta e depois temos pessoas a viver abertamente do lixo dos outros (dos que suportam o aumento do PVP destes produtos e que dispensam a devolução dos 10 cêntimos por peça que lhes oferece o paraíso ambientalista), para conseguir juntar 10 cêntimos mais 10 cêntimos mais 10 cêntimos...





(Imagens de fontes abertas de acesso público.)

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Serra do Bouro (Caldas da Rainha): entregues às chamas

 


Esta região pertence, em grande parte, ao concelho de Caldas da Rainha. 

A ex-freguesia rural de Serra do Bouro, que há poucos anos foi "engolida" por uma freguesia da cidade de Caldas da Rainha, é, aproximadamente, o centro de uma região muito arborizada e está ligada por uma grande mancha florestal à Foz do Arelho.

O espaço, de mato e de floresta, da Serra do Bouro está, no Verão e no tempo seco, sob uma ameaça permanente de incêndios que as autoridades municipais ignoram.

Em Outubro de 2017 houve um incêndio enorme nesta região (no espaço identificado pelo rectângulo vermelho), que, em poucas horas, subiu para Norte e chegou a atingir habitações.


15 de Outubro de 2017: um incêndio que foi um espectáculo para quem o via de longe
e uma ameaça catastrófica para quem o sentiu de perto


Escrevi aqui sobre este incêndio.

Não há, nesta zona, limpeza de terrenos. Quem os tem, identificados ou não, não os limpa. Os outros, com ou sem proprietários, não são limpos. 

Há poucos dias entrei numa área de mato, por sinal perto de uma casa, e deparei-me com um acumulação de árvores, arbustos, canaviais e muita mais vegetação, tudo muito seco, que cria uma espécie de malha perigosa e de fácil combustão. Onde também continuam os restos de árvores, sobretudo pinheiros, derrubadas pela tempestade de 28 de Janeiro deste ano. 

Na imagem de baixo está identificada essa base de combustível de onde, se houver um incêndio e vento, as chamas podem partir ao assalto das casas que aqui existem.



Depois de perceber a extensão perigosa desta situação, contactei o gabinete da Protecção Civil da Câmara Municipal de Caldas da Rainha. Não era com eles, mas sim com o Gabinete Técnico Florestal (acho que é este o nome). Um seu funcionário tentou explicar-me, muito cordialmente, por que motivo é que não podiam (nem a Câmara Municipal nem a GNR, pelo menos) intervir e fazer alguma coisa para reduzir o risco de incêndio. Não consegui perceber a fundamentação. 

Não fiquei convencido de que seja impossível prevenir o risco de uma catástrofe que pode acarretar a perda de casas e de vidas humanas.

E ontem, dia 23 de Setembro, ao começo da noite, houve mais um incêndio nesta região. Parece ter sido dominado rapidamente, com as chamas a serem empurrradas pelo vento para o lado do mar.

Mas se o vento estivesse voltado para dentro, para o interior, como é que seria? 



*

Uma nota à margem: a publicação deste meu post no Facebook, num grupo específico dedicado a esta região, foi criticada por estar, por outras palavras, a mostrar aos potenciais incendiários onde devem ir acender os seus fogos. 

Há quem não goste da liberdade de expressão, nem da exposição dos podres de uma sociedade fechada.



segunda-feira, 21 de setembro de 2026

O pântano está bem e recomenda-se

 



A imprensa oficial ferve, esta manhã, num frenesim pantanoso.

É a “extrema-direita” que continua a crescer nas preferências do eleitorado alemão, com a CDU a afundar-se num "desastre" mas o chanceler (mais uma vítima da “maldição Zelensky”…) não larga o osso do poder.

Na Rússia houve eleições (“teatro”, garante o “Expresso”) e, credo!, ganhou “o partido de Putin”. É estranho, claro, porque quem está no poder nunca vence eleições. Já na Ucrânia não há eleições, mas isso não tem importância. 

O regime de Kiev atirou mais de 2000 drones e mísseis contra Moscovo e arredores, 1954 unidades destas foram abatidas e os russos, esses malandros, não se assustaram; se o modelo mais barato dos drones utilizados custa cerca de 50 mil dólares, terão desperdiçado 100 milhões de dólares. Mas isso também não faz mal, mesmo tratando-se do nosso dinheiro que para lá vai à fartazana.

De França, dizem-nos que a Rússia vai atacar a Europa já não em 2030 mas no próximo ano, numa guerra com hora marcada, à Solnado; mas continuam a dizer-nos que a Rússia está cada vez mais enfraquecida, sem nos explicarem como é que um país enfraquecido vai atacar vinte e tal países que, pelos vistos, estão cheios de força e de vitalidade.

Uma jovem finlandesa que foi primeira-ministra anda em tournée pela imprensa oficial a queixar-se dos drones russos (“Expresso”, CNN, “Diário de Notícias”…). É preciso ir pesquisar para perceber que o motivo de tanta entrevista é um seu livro em edição portuguesa de uma sucedânea da Porto Editora que se anuncia, de forma excitante, como sendo “memórias sobre coragem e liderança”. Curiosamente, a coisa é omitida nas entrevistas, talvez por falta de fé na bondade do produto.

E, finalmente, do alfobre dos “has been” da política nacional reergue-se, tipo Monstro do Pântano, o ex-várias coisas Augusto Santos Silva para elogiar e defender Luís Neves.

Que excitação!









(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

domingo, 20 de setembro de 2026

Uma notícia proibida: a Ucrânia sofre 27 mil baixas por mês

 

Eis mais uma daquelas notícias que a imprensa oficial ignora, ou esconde: a declaração, feita pelo primeiro-ministro polaco Donald Tusk, no parlamento do seu país, de que a Ucrânia está a ter ter perdas mensais no campo de batalha (mortos e feridos) que chegam aos 27 mil homens por mês.

É uma expressão do desastre em que se encontra o que resta deste país numa guerra que continua a ser furiosamente impulsionada pelos dirigentes políticos da União Europeia. 

Este número de 27 mil perdas, que podem naturalmente oscilar de mês para mês, significa que, por ano, a Ucrânia perderá 324 mil dos seus combatentes. 





A imprensa ucraniana ("Censor.net", em cima, e "Strana", em baixo) deu a notícia. Mas a imprensa oficial europeia escondeu-a.









Donald Tusk não é um opositor do regime de Kiev e diz mesmo que este número (o dos 27 mil) lhe foi dado pelas autoridades ucranianas. 

É um número que, de certa forma, é complementado por uma afirmação do chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, Zelensky, que há um mês dizia que deviam ser mobilizados 30 mil homens todos os meses para compensar as faltas.







E é um número que contrasta com uma das muitas afirmações fantasiosas do próprio Zelensky que, há dois meses, dizia que, desde 2022, a Ucrânia só tinha tido... 50 mil baixas.







Segundo as estatísticas do Banco Mundial/ONU, ainda havia mais de 18 milhões de homens na Ucrânia em 2025. Portanto, o regime de Kiev ainda tem à sua disposição muita "carne para canhão". E interessa pouco que uma percentagem significativa da população masculina ucraniana seja composta por pensionistas, jovens e crianças. Enquanto houver corpos vivos para atirar para a guerra, vale tudo.














(Imagens de fontes abertas de acesso público.)

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (146): incompetência e má-criação



Ontem, dia 16, por volta das 20h10, ficámos às escuras. Sem electricidade. 

Num contacto telefónico com a e-Redes, que demorou a ser atendido, fui informado de que haveria de novo electricidade às 22h30. Por acaso, foi às 20h30. Curiosamente, cerca de 12 minutos depois de eu ter telefonado.

Foi mais um apagão, das dezenas ou centenas que aqui ocorrem. O céu estava limpo, havia pouca humidade, não se ouviam trovões nem se viam relâmpagos. Não imagino que outros “fenómenos meteorológicos”, coisa normalmente invocada pela e-Redes, pudesse haver que provocassem o apagão.

Quanto à “avifauna”, outra desculpa também oferecida pela e-Redes, estaria a dormir nessa altura. E nas árvores. Talvez os mochos já estivessem despertos. Por sinal, já vi um ou dois, à noite, fugidiamente. E nunca pousados nos cabos.

Os “fenómenos meteorológicos” e a “avifauna” continuam a ser as desculpas da e-Redes e, por uma estranha coincidência, chegou há seis dias uma pormenorização ligeiramente mais refinada, dessa extraordinária desculpa com asas:
 

Parece que com a e-Redes só se consegue comunicar por intermédio do Livro de Reclamações
e da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos



É tentador pensar que o apagão de ontem foi deliberado, para sustentar esta desculpa, até porque o de ontem acabou poucos minutos depois do meu telefonema.

Mas não é o que penso. Aquilo em que penso é que a explicação dos apagões só pode ser a espantosa incompetência da e-Redes. Basta andar por aqui para ver como se cruzam cabos e frios e sei lá que mais em postes públicos. Pôr uma cidade às escuras é embaraçoso deixar que proliferem os apagões em zonas rurais deve ser, para a e-Redes, o menor dos males. Poupa-se sempre na manutenção.

O certo é que, com isto, a e-Redes gera uma situação de desconforto, de ansiedade e de insegurança. Há danos morais e psicológicos (danos não patrimoniais) nesta situação de apagões constantes. 

Quanto é que eles custariam em indemnizações à e-Redes num processo judicial?

Há cerca de vinte dias, em 28 de Agosto, pedi à e-Redes, mas não pelo canal que parece ser mais conveniente que é o Livro de Reclamações Online, que justificasse a invocação da “avifauna”, que justificasse a referência à “avifauna”.

Fi-lo para os endereços de correio electrónico do serviço de imprensa (ou relações públicas), para os funcionários que aí existem, para os quatro administradores e com conhecimento a um jornalista que parece estar confortavelmente bem informado sobre a e-Redes.


Nominalmente, os destinatários foram estes:



José Ferrari Careto (Conselho de Administração)

Carlos Alves Pereira (Conselho de Administração)

Hália Oliveira (Conselho de Administração)

























José Martins Carvalho (Conselho de Administração)



Catarina Craveiro (gestora de Comunicação e Marca)



Pedro Faria Gomes (director de comunicação)



Catarina Machado (assessoria de imprensa)




Miguel Prado (jornalista)




Ninguém respondeu.

A esta atitude chama-se má-criação. É gente malcriada, portanto, aquela que, de uma maneira ou de outra, dá a cara pela e-Redes.







(Imagens de fontes abertas de acesso público.)