terça-feira, 31 de março de 2026

EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (137): mas alguém consegue acreditar nestas tretas?!

 

Recordando: em 2 de Março recebi uma “resposta” da e-Redes a mais uma reclamação minha contra os apagões, quase diários, que se verificavam há mais de um mês. A “resposta”, como aqui dei conta, remetia a causa dos apagões para os “fenómenos atmosféricos” e para a “avifauna”.







No dia 9, uma semana depois, a luz apagou-se às 5h50 e só às 7 horas é que acabou o apagão. O dia, ainda escuro, estava húmido e nublado. Eram estes os “fenómenos atmosféricos” visíveis. E quanto à “avifauna”, não havia um único pássaro à vista.

Nesse dia fiz nova reclamação contra a e-Redes. E fiquei à espera.

Poucos dias depois, no dia 14, houve um apagão às 16 horas. Telefonei para a e-Redes a perguntar o que se tinha passado. “Avifauna”? “Fenómenos atmosféricos”? Não. Tinha havido “contingências”…

Onze dias depois disto, chegou a “resposta” da e-Redes à reclamação do dia 9. Precisaram de 16 dias para produzir esta coisa, um pouco mais rebuscada do que a história dos pássaros:






Mantêm, é claro, "a informação anterior sobre o assunto", ou seja, a "explicação" dos passarinhos. Mas alguém deve ter percebido que é uma versão tão volátil como um pardal. E por isso até insistem que que há "fiabilidade", que há "ações sistemáticas de vigilância e manutenção" (andam a ver se os passarinhos pousam nos cabos?...) e que há "agentes de agressão externa" (ainda hão de dizer que são russos...). 

E responsabilidade, a sério, têm? Claro que não. 

Como, aliás, está patente nesta situação que já descrevi. 

Desde 28 de Janeiro (e já passaram dois meses...) que na Estrada do Vale (Serra do Bouro, aqui na região) se mantém o estado de degradação dos cabos da e-Redes. Isto é negligência. 

E, perante este estado de negligência, é possível acreditar naquilo que a e-Redes diz?





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Em suma:









sexta-feira, 27 de março de 2026

Afinal, nós, os "negacionistas", tínhamos motivos para desconfiar...


Quem levantava dúvidas sobre as vacinas anti-covid-19, fabricadas à pressa no meio de movimentações de muitos milhões de dólares e euros, que passavam por médicos, políticos e "peritos" sortidos, era "negacionista".

Agora, seis anos depois, temos isto. Sem que os acusadores e críticos fanáticos dos "negacionistas" mostrem qualquer sinal de arrependimento. 

Sem que se recorde que as vacinas "fast food" foram transformadas em instrumentos legais para condicionar (e coagir) a vida dos cidadãos, impedidos de se movimentarem se não as aceitassem... com o Estado a esconder os seus riscos e a impô-las em simultâneo.






(Acho que vou ter de comprar esta merda, para ler a coisa, o que me desagrada.)



quinta-feira, 26 de março de 2026

A isto chamava-se "emprenhar pelos ouvidos"

Ricardo Reis, colunista do "Expresso", é capaz de ser um excelente economista e, talvez por isso mesmo, presta pouca atenção àquilo que não é, directamente, da esfera económica. E a guerra movida pelos EUA e por Israel contra o Irão não é, directamente, da esfera económica.

Se estivesse mais atento, poderia ter reparado que a realidade desta guerra é diferente do quadro catastrofista que apresenta. E que é, em exclusivo, a visão de uma das partes do conflito (o eixo EUA/Israel).

Quase um mês depois do ataque inicial ao Irão, o que Ricardo Reis escreve (e que foi publicado há apenas uma semana) nada tem a ver com a realidade, segundo todas as informações que circulam sem desmentido.









terça-feira, 24 de março de 2026

Supergralha

 "Tal&Qual", edição de 18 de Março de 2026. Uma primeira página que parece normal...







... mas que tem uma "gralha" monumental. Tem graça, e não ofende.









(Imagens de fonte aberta de acesso público.)


segunda-feira, 23 de março de 2026

"De sempre"?






Imagino os homens das cavernas, antepassados dos cavernícolas do "Expresso", a medirem as temperaturas atmosféricas.

Ou mesmo os dinossauros, que como os dinossauros mediáticos do "Expresso" eram peritos na "crise climática", a debaterem as temperaturas da Terra desde que a Terra deixou de ser um calhau no espaço para ser um planeta habitado.







sábado, 21 de março de 2026

E os gajos? Ficam-se? Não têm vergonha de serem rebaixados?

Trump chamou-lhes cobardes, com todas as letras, e ameaçou, na prática, retirar-lhes a fralda que é a NATO. 

E eles, e elas, ficam-se, numa humilhação vergonhosa que, aliás, é bem merecida.



















(Imagens de fonte aberta de acesso público.)


sexta-feira, 20 de março de 2026

Ler jornais já não é saber mais (255): quando a falta de criatividade acasala com a histeria, o resultado é este...

 








































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Se esta histeria do uso do verbo "disparar" é comum a tudo o que resta da imprensa nacional, o jornal on line "Eco" esmera-se. É capaz de ser de uso obrigatório e talvez conste do "livro de estilo" deles. Vejam só a maluqueira:

































(Imagens de fontes abertas de acesso público.)

quarta-feira, 18 de março de 2026

O sensacionalismo terrorista meteorológico

Não sendo profeta da meteorologia, como tantos são hoje em dia, registo apenas como o texto de mais uma notícia quase sensacionalista sobre as previsões meteorológicas dá origem a um título tão terrorista, com fotografia de um barco de salvamento enfeitado com jornalistas televisivos tão sorridentes...











(Imagens de fonte aberta de acesso público.)

segunda-feira, 16 de março de 2026

Ler jornais já não é saber mais (254): os malabarismos do jornal da SONAE

 




Idolatrado pelas mais variadas espécies da "esquerda" e da intelectualidade nacionais, o "Público", o jornal que a SONAE tem sustentado a preço de ouro, faz hoje dois extraordinários exercícios de malabarismo em matéria de política externa, mas com repercussão na política nacional, que abalariam a credibilidade de qualquer órgão de imprensa... onde ela ainda pudesse existir.

Na primeira página, tão significativa, o "Público" dá destaque a um "has been" do regime de Kiev, Dmitro Kuleba, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, mais conhecido pelo facto de atribuir a todos os russos um excesso de consumo de vodka do que por eventuais feitos de política externa. Kuleba saiu do governo em 2024 e, que se saiba, representa-se a ele próprio, o que, aliás, é de nula importância. E nem sequer é original: lá acena com o "ataque" da Rússia à NATO, da mesma Rússia que ele e os outros "pais" da inventona garantem estar debilitada e à beira da falência. 

Não se percebe, à partida, a relevância da criatura, pelo que será legítimo pensar no que poderá ter ganho o "Público" com a coisa. Salvo se Kuleba já esteja a lançar-se, ou a ser lançado, como putativo candidato contra o enlouquecido Zelensky, juntando-se a outros como Zaluzhny, Budanov e Arestovich. Será isso?

Além de Kuleba, o "Público" também faz outro malabarismo, ao atribuir de forma muito objectiva ao Irão o "caos na energia e no abastecimento de petróleo". 

Ou seja, não foi o ataque da coligação Israel/EUA ao Irão que criou esta situação de emergência mundial. Deve ter sido, talvez, o Irão que se bombardeou a si próprio. E, com isto, o "Público" acaba por branquear Trump, a quem tanto odiava. Quem diria, hem?!




(Imagens de fonte aberta de acesso público.)

sábado, 14 de março de 2026

Para que conste, sobre o ataque ao Irão

Não consigo defender um Estado chefiado por uma filosofia religiosa intolerante (como já o foram o cristianismo e o catolicismo), como o Irão é, apesar de ele se definir como república ("república islâmica") e de ter mecanismos semelhantes aos da democracia tal como ela tem sido definida politicamente na maioria dos países, com presidente e parlamento eleitos, e com um regime apoiado pela maioria esmagadora da sua população.

Mas também não consigo defender, antes pelo contrário, a intervenção desajeitada, brutalista e sanguinária dos EUA e de Israel, ou de Israel e dos EUA. 

Nenhum país tem o direito de forçar uma mudança de regime político pela força noutro país, em especial quando o país atacado não representa uma ameaça directa ao país que ataca. O Irão não tem fronteiras com os EUA e não terá, e ninguém o afirma, capacidade para atingir Washington ou outras cidades norte-americanas com os seus mísseis.

Os EUA, sob a chefia de mais um homem mentalmente desequilibrado (Trump, depois de Biden), estão de novo a agir irresponsavelmente e espero que sejam punidos por isso, e no campo de batalha da guerra que quiseram criar.