terça-feira, 23 de junho de 2026

"O mato no cume cresce"

 


No alto daquele cume
Plantei uma roseira.

O vento no cume bate.
A rosa no cume cheira.

Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem,
Formigas no cume entram,
Abelhas do cume saem.

Quando cai a chuva grossa
A água do cume desce.
O barro do cume escorre,
O mato no cume cresce.



Acho divertido este poema (um conjunto de versos cantados pelo cantor brasileiro Falcão), que é mais bem apreciado quando lido em voz alta. E podia, se não me regessem outros critérios, reproduzi-lo 120 vezes em 120 páginas e publicá-lo em livro.

E quando digo "publicá-lo", não quero com isso dizer que, irracionalmente, enviasse as 120 páginas para uma editora (para uma editora a sério, saliente-se) e que alguém, menos racional do que eu, pudesse decidir publicá-lo. 

Estou a dizer que poderia contactar (e contratar) uma de entre as muitas (muitas, mesmo, parece-me) empresas que publicam livros. Livros, chamemos-lhes assim apenas pelo formato que assume a divulgação dos textos que publicam, pagos pelas pessoas que escrevem os textos. 




Pagar por vaidade


Este fenómeno, acho que agora massificado (são mato, como se costuma dizer), terá mais de dez anos em Portugal. Com uma lógica muito simples: qualquer pessoa pode publicar aquilo que quiser, desde que pague a uma dessas empresas. 

E estas empresas estão, desse modo, dispensadas de assumir riscos. Já não têm de se preocupar se o livro não se vender, porque a edição está paga à cabeça... pelo autor. Podem incorrer em algumas despesas (da impressão à distribuição, passando pelos direitos de autor), mas tudo o que vão gastar está coberto pelo pagamento do autor. E não só não correm riscos como têm o lucro garantido. Se todo o processo de edição é financeiramente sustentado pelo autor da coisa, o que sobra, mesmo que encenem o pagamento de direitos de autor, é receita e lucro.

Não há aqui, atenção, a tradicional edição de autor, paga pelo próprio mas sem a capa de uma editora. É aquilo que, nos EUA, se designa por "vanity publishing": qualquer pessoa pode assumir a vaidade de se considerar escritora, apresentando o nome e dezenas de páginas cheias de qualquer coisa entre capas e contracapas que parecem ser de editoras a sério.

A situação é mais grave noutro aspecto: não há filtros. A qualidade do escrito é irrelevante, desde que o autor dele pague as despesas. É diferente de uma editora a sério, onde, em teoria, haverá um profissional que avalia a obra e que dialoga com o autor para conseguir que o texto saia ainda melhor. E para a qual trabalham revisores, que asseguram a adequação do texto às normas da gramática e do bom senso. Não é o que acontece nas empresas que se limitam a publicar o que os autores dos textos lhes pagam para publicarem.

[A respeito disto, quatro notas pessoais: fui um dos destinatários de uma pequena colectânea de poemas de Fernando Assis Pacheco, feita em edição de autor no final dos anos oitenta, que a qualidade dos poemas só dignificou; passei três manhãs a debater com a escritora Maria do Rosário Pedreira, na sua qualidade de editora, a versão final do meu primeiro romance, "Crimes Solitários", aprendi muito e o texto saiu muito melhor; tive, episodicadamente, a possibilidade de publicar histórias minhas numa editora que co-dirigi e nunca o quis fazer por falta desse filtro de avaliação e de revisão; tive, mais recentemente, a surpresa de receber uma resposta da respeitável editora Aletheia a uma proposta de publicação que fiz... e em que me foi solicitado que pagasse a edição.]
 


O Dan Brown das Caldas


Foi deste universo empresarial, em que qualquer pessoa se pode declarar "escritor" se tiver dinheiro para pagar a publicação do que escreve, que emergiram dois "romances" de mais um "escritor". 

A pessoa em questão chama-se Jorge Varela e tem um currículo colorido: é professor no Instituto Politécnico de Leiria, é advogado, foi presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro (numa carreira política marcada por três fracassos) e conseguiu voltar à política no concelho de Caldas da Rainha num extraordinário segundo lugar da lista do PSD nas eleições autárquicas de 2025. Tive alguns embates, à distância, com ele, fui objecto de uma contra-ordenação ilegal que ele me quis atirar, escrevi pormenorizadamente sobre ele aqui e, quando nos cruzamos ainda hoje, ele desvia-se e começa a afastar-se com assinalável rapidez. Não sei de que tem medo.

Este ex-presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro apareceu agora como "romancista" e "escritor" com dois títulos, um atrás do outro: "O Monstro da Lagoa" e "A Relíquia da Rainha". As duas coisas metem mistérios vagamente sobrenaturais e personagens estereotipadas e o mesmo intermediário entre o dinheiro de Varela e a sua notoriedade "cultural" pública: uma empresa chamada Cordel d'Prata. Os anúncios que faz são uma ofensa a quem, de uma forma ou de outra, trabalha ou trabalhou no sector editorial a sério.

Procurei, entre a Wook e a dita Cordel, qualquer excerto dos dois "romances", tendo alguma curiosidade em conhecer o texto, e, felizmente!, não encontrei nada. Mas, num jornal local, lá apareceu o relato entusiástico de uma apresentação pública de um dos livros e fiquei a saber, pela intervenção de um destacado militante comunista que gosta de "abanar a anca" ao poder político do concelho, que Varela é... um segundo Dan Brown! 

Se já tinha a minha opinião devidamente formada sobre Varela, digamos que não é esta comparação que a melhora. Mas ela suscita-me uma dúvida: se as coisas escritas por Varela são assim tão "Dan Brown", por que carga de água é que elas não foram parar às editoras a sério? Ou foram e...?

E a propósito de Dan Brown: detestei "O Código Da Vinci" e, em 2007, traduzi um romance de intitulado "Das fünfte Evangelium", do autor alemão Phillipp Vandenberg ("O Quinto Evangelho", ed. Quid Novi). Este "Quinto Evangelho" tinha sido publicado em 1993 e é muito, mas muito, parecido com "O Código Da Vinci". Que só foi publicado em 1994!












A Maldição Zelensky: e já vão 20!

É verdade: aproximam-se dele (e bem intimamente, em certos casos) e... perdem o poder político! 
















(Imagens de fontes abertas de acesso público.)



domingo, 21 de junho de 2026

Calores

Duas ondas de calores só num mês (com uma cópula cúpula), "a ferver", seca... "É assustador!"





É compreensível a aflição. Mas parece que há remédio:











(Imagens de fontes abertas de acesso público.)


sexta-feira, 19 de junho de 2026

Já começou


Escrevi isto, aqui, no dia 12 de Fevereiro deste ano:




Tinha passado menos de uma semana sobre a segunda volta das eleições presidenciais quando escrevi isto.

E hoje, quatro meses depois da segunda volta das eleições presidenciais, temos o primeiro sinal, e em dose dupla.

Comecemos pelo que se viu logo de manhã: uma sondagem no "Correio da Manhã" que põe o PS em primeiro lugar, o Chega em segundo e a AD em terceiro:



Note-se que é natural a queda da AD e do primeiro-ministro Luís Montenegro. Em matéria de governo, este Governo do PSD e do CDS é pobre de ideias,de gestão de infraestruturas do próprio Estado e de políticas que beneficiem realmente o eleitorado. E nem vale a pena falar no modo como, sem o conseguir, Montenegro se quis livrar do caso Spinumviva pelo recurso a eleições: ganhou as eleições, mas nada ficou esclarecido.

O segundo sinal tivemo-lo depois na Assembleia da República, quando a proposta de lei do Governo sobre assuntos laborais (o "pacote laboral") foi rejeitada pelo PS e pelo Chega. Era importante para io Governo, mas caiu pela combinaçáo de votos das oposições que numericamente contam: o PS e o Chega.

Foi como se o PS e o Chega se tivessem guiado pela sondagem da manhã. Qualquer um destes partidos está pronto para ir para eleições e as suas direcções precisam de eleições nacionais para controlar as oposições internas (em especial no caso do PS).

E esse processo (para já, a perspectiva de novas eleições legislativas) já começou. O PSD (e esqueçam o CDS) dificilmente conseguirá recuperar, salvo se começar a atirar dinheiro, que não tem, para o eleitorado. E o PS e o Chega já sabem que, com este PSD e este primeiro-ministro, podem ganhar eleições.

Sobre eles paira também, como escrevi, a sombra do Presidente da República, de que tanto gostaram os eleitores do PSD. Ansioso por devolver o Governo ao seu PS.





(Imagens de fontes abertas de acesso público.)






quarta-feira, 17 de junho de 2026

A manipulação da informação e a desinformação da CNN nacional


Pode haver pior, por cá, em matéria de manipulação de informação e de desinformação, mas a CNN nacional é o meio de comunicação social que as pratica em maior escala, pelo menos no que se refere ao conflito na Ucrânia.

Dois exemplos, claríssimos:






Interessa pouco que os danos no Mosteiro das Cavernas de Kiev, registados durante um ataque russo a infraestruturas ucranianas, sejam muito claramente superficiais. Um míssil, dos dois modelos que a Rússia usou neste ataque (Iskander e Zirkon), teria destruído partes do próprio edifício. Tal como aconteceria com um drone carregado de explosivos.

Os danos que a CNN mostra são mais condizentes com a queda de destroços de drones (russos ou ucranianos) ou, como também já se aventou, com interceptor "Patriot" que tenha falhado o alvo.

Mesmo contra a evidência, a CNN manipula a informação e o que daí resulta é desinformação em estado puro.

No segundo exemplo, repare-se no contraste entre o que se afirma no título e o que está depois no texto.








A CNN manipula a informação, pondo no título o que é contraditado pelo próprio texto, e o que daí resulta é desinformação em estado puro.

E decerto que a CNN, para não estragar a narrativa, não reproduzirá o que o "Daily Telegraph" descobriu: o pai de um dos acusados garante que o filho ama a Ucrânia e odeia Putin.















(Imagens de fontes abertas de acesso público.)

O sensacionalismo climático... e climactérico

A "silly season" da imprensa, agora, é isto: o sensacionalismo climático.

No "Observador"regressa em grande estilo a Agatha Christie da meteorologia sensacionalista, sempre excitada e, nesta época, cheia de calores.

Secaram-se-lhe, por ora, os fluxos dos "rios atmosféricos", não vê passar os "comboios de tempestades", fugiram-lhe as "gotas frias" e... que lhe resta senão transformar o pobre Verão em mais uma época de calor sempre "extremo", "histórico" ou histérico, talvez mesmo climactérico...







*


Já na CNN nacional falta a literatura mas sobra a formulação. No título fica uma sugestão ameaçadora que depois, no texto, é alegremente desfeita.

















(Imagem de fontes abertas de acesso público.)



domingo, 14 de junho de 2026

Ler jornais já não é saber mais (263): a promoção da irrelevância

 

O "Público", como tantas vezes se tem feito na imprensa nacionaç, publica hoje, ao que percebo, duas entrevistas (ou algo parecido) que têm chamadas de primeira página com frases que, supõe-se, serão retiradas das conversas mantidas com os repórteres deste jornal.



Até aqui, muito bem. É o que mandam as regras: destacar uma frase para prender a atenção do leitor e do eventual comprador.

Mas falta uma coisa: quem são estas pessoas? Porque as frases selecciondas ("Há este grande medo dos homens que é o de serem vistos como mulheres"e "A complexidade é o signo [sic] da época em que estamos a viver") estão entre o lugar-comum e a vacuidade. Qualquer época será complexa, convenhamos. E o "medo" citado seria relevante se fosse sustentado por qualquer estudo ou investigação ou análise factual e, de preferência, de autoria de algum psicanalista, psicólogo ou especialista em "saúde mental". 

A primeira página não diz quem são estas pessoas, o que ajudaria a enquadrar melhor o significado das suas afirmações. Quando a vi, também não fui à procura de saber quem são. Agora, depois de consultar o Google, já sei. 

João Marecos é advogado e Irene Vallejo é escritora. As suas funções, que não são de imediato reconhecíveis, ajudam à relevância do que dizem? Não. E se posso pensar que as entrevistas até ajudam a reforçar as suas opiniões expressas sobre o "medo dos homens" e a "complexidade" como "signo" de uma época, também deverei pensar que, nas entrevistas, nada foi encontrado que pudesse ser mais substancial. O que, afinal, não dirá muito sobre a relevância de João Marecos e de Irene Vallejo.







(Imagem de fontes abertas de acesso público.)

sábado, 13 de junho de 2026

Duas guerras, duas censuras e o descrédito da imprensa

O blogue "Events in Ukraine" é uma das fontes de informação sobre o que acontece na Ucrânia
e sobre a própria história desse país


Não vou estar, sequer, agora à procura, porque acredito nisto com base no que tenho visto ao longo deste tempo todo: ninguém encontrará na imprensa portuguesa (e refiro-me ao que designo por imprensa oficial) notícias que mostrem que a Rússia está, como sempre tem globalmente estado, a ganhar terreno na Ucrânia. Por exemplo, em Kostiantynivka. 

Esta cidade forma, com as cidades de Kramatorsk e Slaviansk, uma espécie de último reduto dos militares de Kiev no Donbass. Kostiantynivka, Kramatorsk e Slaviansk situam-se na região de Donetsk e a sua conquista pelas forças militares russas até pode ser mais rápida do que se pensa. Quando Kostiantynivka cair, o caminho russo fica praticamente aberto para Kramatorsk e Slaviansk... e para o controlo absoluto de Donetsk.

Bem podem os dirigentes do regime de Kiev garantir que nunca abrirão mão do Donbass, porque a Rússia também não está à espera disso. Já "libertou", para usar a denominação oficial russa, Lugansk, e já só falta Donetsk para o Donbass russófono ficar ligado à Rússia sem temer mais actos de violência de Kiev. 

O que se passa com a falta de notícias sobre Kostiantynivka já aconteceu, há poucos meses, com Pokrovsk, outra cidade que era ucraniana. Já a Rússia a controlava por inteiro e ainda ganhava força a narrativa ucraniana de que os russos quase já tinham sido obrigados a recuar.

O silenciamento dos avanços russos equivale a uma forma pervertida de censura. Não é, sequer, a Ucrânia que esconde as informações. É, sim, o conjunto da imprensa oficial. Nela vigora ainda a narrativa oficial de que a Rússia não consegue avançar e de que a Ucrânia está a resistir com êxito. É o que o presidente de Kiev, Zelensky, anda a dizer, para justificar os eternos pedidos de dinheiro. Enquanto houver guerra, o seu "cash flow" não pára. E não esconde, apenas conta uma história diferente... que a imprensa oficial sorve, e serve, com entusiasmo.

Será interessante recordar que, noutra guerra, a guerra colonial portuguesa (1961 - 1974) a imprensa oficial até conseguia manter algum distanciamento. 

Se era impossível encontrar um posicionamento crítico no "Diário de Notícias", já era possível perceber que outros jornais (já extintos, como o "República" e o "Diário de Lisboa") eram críticos do regime e só não publicavam notícias desfavoráveis para o regime sobre a guerra colonial porque a censura (do Estado) não o permitia. Havia uma intervenção do Governo que limitava a liberdade de expressão e de informação.

E, nessa altura, o que estava mais ao alcance de quem queria informar-se eram as emissoras estrangeiras, da BBC inglesa à Rádio Moscovo soviética, passando pelas emissoras de grupos da oposição. Era aí que nos podíamos informar.

E hoje, para sabermos o que se passa nas frentes de batalha (tanto na frente militar como na frente política) da Ucrânia, é necessário, como antes do 25 de Abril, procurar fontes estrangeiras.

Regressemos ao caso de Kostiantynivka. Sou seguidor, e subscritor, de um blogue da plataforma Substack simplesmente intitulado "Events in Ukraine". O seu trabalho mais recente ("Fortress Falls") é sobre Kostiantynivka e as fontes que o próprio autor usa são... blogues e jornais da própria Ucrânia e os comentários, análises e notícias que estas fontes publicam.

Por exemplo, o jornal "hromadske", onde aparece esta notícia: "Será que Kostiantynivka sobreviverá até ao final do ano?"(neste link). 




Não é na imprensa oficial que encontraremos informações e notícias fidedignas e não é nela que procuro informar-me. Além de diversos podcasts, do já citado "Events in Ukraine" e de outro blogue designado por "Simplicius's Garden of Knowledge" (também no Substack), consulto também o jornal independente ucraniano Strana.Today. E considero-me muito bem informado.

A imprensa já pode estar limitida e restringida pelos mecanismos de censura do Estado (como aconteceu em Portugal). Não precisa, além disso, de criar mecanismos de controlo censório para tomar dores alheias e virar costas a qualquer tipo de trabalho independente. E, quando o faz, perde credibilidade. 

Os jornais portugueses saíram, de certa forma, ilesos do obscurantismo estatal do Estado Novo e com a sua crediblidade intacta. Não é o que está a acontecer agora. Não é o que vai acontecer quando acabar a crise ucraniana, cuja gravidade e contornos esta imprensa nunca quais estudar e compreender. No primeiro caso, tiveram de aceitar a censura. No segundo, optaram por ela.

E a auto-censura da imprensa oficial no nosso país e no conjunto dos Estados-membros da União Europeia acaba por mostrar, com toda a clareza, que é verdade aquilo que a Rússia tem dito: a guerra em curso é um conflito entre a NATO e a Rússia com o governo da Ucrânia a agir a mando da NATO... "até ao último ucraniano". E, nesta perspectiva, podemos concluir que a censura é, afinal, apenas mais do mesmo: os governos dos países da NATO só querem as notícias que acham "boas" e que justificam a destruição dos recursos dos próprios países nos campos da batalha da guerra perdida na Ucrânia.


*


Convém, e muito a propósito, não esquecer que a imprensa oficial (por exemplo, e sem preocupações de hierarquização: CNN, "Expresso", "Público", "Diário de Notícias", "Observador", "Correio da Manhã") não noticiou (ou seja: escondeu) os ataques ucranianos a uma instituição de ensino e a um autocarro que transportava civis e que causaram dezenas de mortos, há poucas semanas. 

Nada de novo, verifica-se: quando os EUA atacaram o Irão, mataram cerca de 150 pessoas (entre as quais 120 crianças e jovens) numa escola em Minab, massacre este que também foi ocultado pela imprensa oficial; quando em Dezembro de 1972 o Exército português matou quase quatrocentas pessoas na povoação de Wiriamu, em Moçambique, no que ficou conhecido como "massacre de Wiriamu", a imprensa oficial portuguesa ocultou o acontecimento (por opção própria e, num caso ou noutro, porque a isso foi obrigada).

A isto chama-se censura.








(Imagens de fontes abertas de acesso público.)


quinta-feira, 11 de junho de 2026

O segundo Maio mais quente de 4 540 000 000 Maios





Calcula-se que o planeta Terra exista há 4,54 mil milhões (4 540 000 000) de anos.

No ano 45 a.C. foi estabelecido pelo imperador romano Júlio César o actual calendário, reajustado em 1582 pelo Papa Gregório XIII.

O mês de Maio, assim designado em homenagem à deusa romana Maia, foi criado nesse ano de 45 a.C.

Mas esse período temporal, de transição de uma época temporal para outra, já existia há muito, muito tempo.

E, como todos sabemos, os actuais "especialistas" e "peritos" já cá andavam a estudar o clima há 4,54 mil milhões de anos, podendo estabelecer quais os meses (antes de os meses serem meses) mais quentes e mais frios.

A imprensa é que a sabe toda...







(Imagem de fontes abertas de acesso público.)