... E em dose dupla, o que é mais extraordinário. A banalidade do verbo "disparar" aparece por duas vezes nestas primeiras páginas do "Correio da Manhã" e do "Expresso". Que criatividade tão grande!
(Imagens de fonte aberta de acesso público.)
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
... E em dose dupla, o que é mais extraordinário. A banalidade do verbo "disparar" aparece por duas vezes nestas primeiras páginas do "Correio da Manhã" e do "Expresso". Que criatividade tão grande!
(Imagens de fonte aberta de acesso público.)
Não saímos desta merda. Depois de dia
e meio sem apagões, tivemos hoje direito a dois: ao meio-dia e às 17h18.
A expectativa de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pudesse contribuir para alguns factos positivos na política internacional esfumou-se decisivamente.
Escrevi aqui, há seis meses, que Trump mostrava ser, afinal, um "presidente de guerra". Hoje apetece-me escrever pior, e com uma ressalva: os críticos mais impenitentes de Trump, cegos pelas percepções e indiferentes à realidade, nem sequer acertaram no alvo.
As conversas, mais do que negociações, em torno do que poderia ser o processo de pacificação da Ucrânia, o rapto de um presidente de outro país (Venezuela) e, agora, o ataque ao Irão, em obediência aos sionistas de Israel, mostram o que de pior tem este homem, de quem poderá ser legítimo pensar que tem um problema cognitivo sério e talvez relacionado com a sua idade avançada. Diferente da demência do seu antecessor, Biden, mas talvez mais perigoso.
Trump, de quem nunca fui apoiante (não voto nos EUA, já agora) mas em cuja boa-fé acreditei, é, com esta guerra que fez eclodir no Médio Oriente, uma decepção absoluta.
E, se não for obrigado a recuar pelos iranianos, espero que sofra (politicamente, claro) com uma desejável derrota eleitoral nas eleições legislativas e com o processo de "impeachment" que pode ser desencadeado contra ele, por se lançar numa guerra sem autorização do Congresso.
Como já aqui escrevi, estive a sofrer com os apagões da miserável e-Redes numa sucessão de cinco dias.
Na passada segunda-feira, dia 23, depois de mais um apagão, apresentei uma reclamação à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e à própria e-Redes.
A única resposta que tive foi uma visita de dois homens que não se identificaram, num veículo descaracterizado, que se mostraram muito interessados no meu contador e que proferiram, sem mais pormenores, o enigmático veredicto: "Isto vai continuar enquanto não mexerem na média".
Nessa mesma terça-feira, na quarta-feira e anteontem, quinta-feira, não houve apagões. Mas ontem, sexta-feira, talvez para compensar, houve três: dois por volta das 9h30 e um pelas 15h45.
Pelo telefone, num processo entediante que nunca é fácil, fiquei a saber... pouco. Que havia "uma avaria" na "média tensão", sem qualquer perspectiva de hora, e dia, para a dita avaria ser reparada.
E esta madrugada, pela meia-noite e um quarto, houve outro apagão. A pessoa que me atendeu na e-Redes disse que não havia nenhuma informação sobre "avarias".
Não saímos, está visto, deste absurdi circo de apagões em que a e-Redes é mestra de cerimónias e nós, os clientes à força desta empresa lamentável, somos os palhaços. Sem qualquer informação credível, sem qualquer esclarecimento, numa verdadeira escalada de incompetência.
Gostava tanto de lhes atirar com isto...!:
Não merecem menos...
*
Por volta das 10 horas voltam a aparecer-me dois sujeitos que não se identificam, num veículo não identificado, que mostram grande interesse pelo contador.
Pergunto-lhes se têm alguma coisa a dizer-me e um deles, com ar de gozo, responde-me: "Não tinha energia, agora tem." É facto: quando telefonei para a e-Redes não tinha electricidade e neste momento (10 horas, 28.02.2026) tenho.
E de onde são? É preciso insistir para que me digam que estão "ao serviço" da e-Redes e, depois, que são da empresa Canas.
E depois vão-se embora.
(Continua)
Foi o que ouvi, há poucos dias, da boca de uma avó para uma sua pequena neta numa loja de frutas e legumes. "Kuloka, kuloka, kuloka...", dizia ela à criança, indicando-lhe que devia pôr aquilo em que estivesse a mexer ou no sítio onde o produto se encontrava ou num saco, para ela levar e pagar.
Pensando ela que estaria a dizer "coloca" em vez de "põe", "Kuloka" foi o que lhe ouvi. E é, da boca dos portugueses, o que lhe ouço quando estão a pronunciar o verbo que agora está na moda e que é "colocar". E que substitui tudo, ou quase: ainda não perdi a esperança de ouvir dizer "kulukar a mesa" ou "a galinha kulukou o ovo". Em vez de "pôr a mesa" ou "a galinha pôs o ovo".
Quem já ouviu um brasileiro pronunciar o dito verbo, ouve, na sua voz quase cantada, a palavra "colocar", com os ós bem abertos e pouco peso posto nos dois cês. Mas, pronunciado por um português, os ós oscilam entre o som de "u" e um ó pouco firme e os cês ganham o peso demesurado com que essa letra aparece na palavra "cu", por exemplo.
Há, infelizmente, nesta população que não lê e que aprendeu mal na escola, a tendência para usar palavras que parecem mais próprias das elites que vêem na televisão, como se isso a fizesse subir de nível. Não faz, nem essas elites o são, descontando o facto de poderem ter mais dinheiro e notoriedade.
Cada vez gosto menos deste governo que, como os governos do PS, vai vogando ao sabor do marketing político e da comunicação, numa lógica de dizer o que o seu chefe pensa que o eleitorado quer ouvir.
Este é um exemplo, e dos mais estúpidos: aquilo de que o País necessita é de infraestruturas de jeito, resistentes e protegidas de todos os acontecimentos naturais de maior risco. De acção, pura e simples, que permita, e o mais depressa possível, tirar os cabos eléctricos dos postes e de enterrá-los ou, onde não for possível, começar a criar estruturas realmente resistentes.
Quem olhar para os postes onde tudo acaba por ser ligado (electricidade, telecomunicações, o que calha) percebe que não precisamos de "estudos", nem de ter um governo lamentavelmente desastrado a invocar "alterações climáticas" e "fenómenos extremos" só para justificar dezenas de anos de negligência reincidente. Até agora, para evitar resolver um problema difícil de resolver criava-se um grupo de trabalho. Agora, fazem-se "estudos".
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)
Quarta-feira, dia 18, às 10h32.
Sexta-feira, dia 20, às 8h29.
Depois, parando e avançando mais devagar, sem conseguirmos perceber se vem mais algum carro pela direita ou pela esquerda, lá se consegue ver que é um objecto fixo e (estupidamente!) iluminado.
Quem aqui mora (na Serra do Bouro, Caldas da Rainha) já sabe o que é: iluminaram a base do mamarracho que, com pompa, circunstância e missa, foi pousado no centro da rotunda (Rotunda da Granja).
Se a coisa, só por si, já é horrorosa (e eu escrevi sobre o objecto aqui), à noite a ofensa visual torna-se um perigo, porque a atenção e a visão de quem tem de passar por aqui de carro ficam perturbadas pelo excesso de luz e pela quase impossibilidade de perceber se estão outros veículos prestes a entrarem na rotunda.
É uma imprudência imbecil. E eu gostava de saber quem terá sido o autor desta triste ideia. Eu e qualquer pessoa que se veja envolvida num acidente por falta de visibilidade...
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)