quinta-feira, 23 de abril de 2026

O jornalismo "de causas" está à rasca



A imprensa oficial odeia Trump.

Por outro lado, apesar de os seus líderes "supremos" serem crentes em vários domínios (numa reversão filosófica que não deixa de ser interessante), abomina um regime político teocrático e parlamentar como o do Irão, apesar de este ter uma base de apoio popular determinante.

O jornalismo "de causas" fica enrascado, e encurralado, num dilema tão terrívelcomo este: sentindo-se sempre obrigado a "lutar" por uma "causa" ou por um símbolo ou ícone inspiradores e politicamente correctos, deixa ainda mais de pensar pela sua própria cabeça e não sabe o que há de fazer. Trump?! O Irão?! Que horror, o que há de escrever?! Já não lhe ocorre que o jornalismo nem sempre precisa de jornalistas ansiosos por opinarem...

E há de ser por isto que o noticiário sobre a crise no Médio Oriente é tão exíguo em Portugal, esbatendo-se numa zona de sombra que, curiosamente, corresponde aos interesses da embaixada de Israel em Lisboa.









(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Patadas na língua, patadas no jornalismo (10): títulos estranhos

 

Convencionou-se, quando os jornais eram comprados por quem os queria ler, que os títulos de primeira página deviam ser sucintos, rapidamente compreensíveis e apelativos, para justificarem a compra.

A situação mudou e já poucos leitores de jornais devem restar que os comprem, movidos por alguma curiosidade pelo que possam ter lido nas primeiras páginas. Talvez a consciência desse fracasso económico justifique a negligência com que muitos títulos parecem ter sido concebidos. 

Negligência, ou pior, que depois se generaliza. 



Na CNN:










Quem escreve, não lê o que acabou de escrever; talvez não tenham revisores; 
talvez sejam mesmo assim, talvez pensem mesmo assim...








No "Diário de Notícias":




É preciso ler mais do que uma vez para perceber o significado de cada uma destas frases.








No "Jornal de Notícias":



O que é que foi "em tempo recorde"? A "recuperação" ou o furto?




No Observador:




Quais serão as qualificações das pessoas que escrevem frases tão estranhas como estas?






No "Público":

Nem uma vírgula?!







(Imagens de fonte aberta de acesso público.)


domingo, 19 de abril de 2026

Ler jornais já não é saber mais (259): Zelensky já tomou Moscovo...

... com exércitos de drones, conseguindo um feito histórico que nem os fracotes Napoleão e Hitler conseguiram.

É o que, decerto, a CNN tuga vai proclamar em breve. 

Não precisa, claro, de saber se é verdade ou não, se os "factos" são "verificados", ou mesmo se há outras informações a considerar. 

Está tudo bem à vista nesta "notícia" (podem lê-la aqui): "Os detalhes da operação são escassos. As forças armadas ucranianas, que geralmente são rápidas a partilhar imagens de operações militares com sucesso, desta vez não o fizeram. A única fonte de informação é o próprio presidente ucraniano". 



Para a CNN tuga, o querido líder Zelensky é grande
e qualquer um dos seus coloridos comentadores é um seu profeta




*


O esforço da CNN tuga é, aliás, praticamente diário. E não há pingo de jornalismo neste alinhamento de "notícias", inquestionavelmente fiel ao governo de Kiev:








E só se pode perguntar uma coisa: este atropelo das regras do jornalismo é feito por convicção, por dinheiro ou pelos dois motivos?








(Imagens de fonte aberta de acesso público.)



terça-feira, 14 de abril de 2026

A derrota de Trump explicada aos pequeninos


Os EUA estão, pelo menos até agora, objectivamente derrotados, porque:

1 - Trump não conseguiu a mudança de regime no Irão.

2 - Trump não vergou o povo do Irão.

3 - Trump não destruiu os meios militares do Irão.

4 - Trump não se arrisca a deslocar as forças militares dos EUA para as imediações do Irão.

5 - Trump desbaratou mísseis de ataque e de defesa aérea do seu arsenal a ponto de precisar de poupá-los.

6 - Trump espatifou meios aéreos numa operação no solo que fracassou (para roubar o urânio iraniano).

7- Trump perdeu o uso das bases militares e de radares situadas nos países vizinhos do Irão.

8 - Trump não consegue fazer cumprir o bloqueio naval que anunciou. (Não tem meios militares suficientes na região, nem se arrisca a tê-los ao alcance dos mísseis iranianos, e serão os proprietários dos navios e as seguradoras a limitar as deslocações. E o Irão tem vias terrestres ao seu dispor.)

9 - Trump mostrou claramente que age a mando de outro país (Israel) por motivos que não são claros (e que podem ser bastante pessoais).

10 - Trump alienou aliados (na Ásia) e vassalos (na Europa).

11 - Trump enfraqueceu e abalou a NATO (e ainda bem!).

12 - Trump instabilizou a sua própria base política e eleitoral nos EUA.

     13 - Trump fez explodir uma crise económica mundial sem precedentes. 








segunda-feira, 13 de abril de 2026

It's a Mad, Mad, Mad, Mad World


Estreito de Ormuz: Trump bloqueia para desbloquear o que foi bloqueado depois de ele atacar, e que antes não estava bloqueado.




"Jesus Fucking Christ!"








(Imagem de fonte aberta de acesso público.)







sábado, 11 de abril de 2026

Lá tem de vir a conversa do costume...

Na Primavera há mais pólen no ar, há alterações de temperatura, há uma transição irregular para o tempo mais seco do Verão.

Isto acontece há milhares de anos?

Não, só acontece por causa das "alterações climáticas", conceito que, para a imprensa miserável que por cá subsiste, justifica tudo e mais alguma coisa, sabe-se lá porquê.



Título principal da primeira página do "Jornal de Notícias" de hoje













segunda-feira, 6 de abril de 2026

EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (138): para não termos saudades, tivemos mais apagões...




... à hora do jantar e até às 22h de hoje. Sobre eles, a mesma conversa da treta da e-Redes: sobre os primeiros já não podiam dizer nada porque, quando telefonei, já tinha passado mais tempo; sobre o das 22 horas, com telefonema feito ao momento, tinha havido um problema (não especificado) com "um cabo". E onde e o quê? Quem estava ao telefone, a atender-me, não dispunha de respostas e só foi dizendo que "equipa técnica já está no local".

E haveria condições extraordinárias de tempo? Ou passarinhos a poisar no tal cabo? Não, só estava a chover. E sem muita intensidade.






domingo, 5 de abril de 2026

138 idiotas perigosos




Deve existir, a funcionar em algum sítio de Lisboa ou do Porto, uma fábrica de ideias estúpidas. Quando se esgota uma, sai outra. Há sempre estúpidos que gostam de ideias estúpidas. E imprensa que, à míngua de outras coisas, engole e reproduz tudo sem cuidar de ver "prós" e "contras" e, já agora, a realidade.

Isto poderia explicar que tenha aparecido uma petição dirigida à Assembleia da República, neste momento com 138 apoiantes, a pedir que a carta de condução seja automaticamente interditada a quem fizer 75 anos.

Há mesmo quem, entre esses apoiantes, sugira que a carta de condução devia ser retirada no momento em que o seu detentor se reforma (sendo que, diz uma apoiante, a idade da reforma é aos 75 anos...). Há quem diga que, voluntariamente, deixou de conduzir automóveis aos 70 anos. E quem afiance que a culpa dos acidentes de viação é dos "reformados".

E aos 75 anos porquê? Porque quem diz "75" também pode dizer "70" (ou "69", sei lá...) ou "80" ou "65". E, já agora, dos muitos "observatórios" e "grupos de trabalho" e "peritos" e tal que vicejam por aí, haverá alguém que possa dizer, rigorosamente com base nas estatísticas reais (se existem...), quais são as idades mais "perigosas"?

Calculo que todos estes idiotas sejam de Lisboa ou do Porto, e que também pouco conheçam da realidade nacional. 

Não devem saber que há pessoas a residir fora dos centros urbanos, onde não chegam transportes públicos (quando eles existem) que liguem as pequenas e médias cidades do interior e os seus arredores. Não devem saber que o isolamento dos idosos não se resolve com a sua ostracização absoluta, mas com apoio que as entidades públicas não asseguram. E não devem saber que muitas pessoas nessas circunstâncias não têm dinheiro para utilizar serviços de táxi. E que as deslocações que fazem não são de recreio, mas motivadas pelas necessidades mais básicas (comida, medicamentos, consultas médicas, etc.)

Há, e eu vejo-o bem no concelho do interior onde resido, pessoas idosas que, muito obviamente, não estão em condições de conduzirem veículos automóveis, situação agravada pelo estádio precários dos carros que ainda têm. Mas há, e eu também os vejo, pessoas idosas que sabem conduzir e que o fazem com segurança, e em circunstâncias normais e em circunstâncias extraordinárias. [Não querendo personalizar a questão, não invoco a minha experiência.]

É fácil dizer que os idosos entram em contramão em autoestradas de entradas deficientemente assinaladas, porque serão a maioria. Mas passar disso para a proibição etária que querem impor é de uma facilidade só explicável pela estupidez.

A renovação da carta de condução, de dois em dois anos a partir dos 70 anos, é, e todos o sabemos, uma anedota. Não há uma verificação rigorosa do estado de saúde de quem quer renovar a carta... mas, também, como é que isso pode ser feito num serviço nacional de saúde tão pobre? É estúpido, e imoral, pensar que retirar a carta de condução resolve um problema básico, mas discreto, do serviço nacional de saúde.

Por outro lado, não compreenderão, quem imaginou a coisa e quem a assina, o carácter pouco legal da medida que defendem? Em termos legais, seria uma espécie de eugenia social, não muito diferente da condenação às câmaras de gás dos indivíduos que o regime nacional-socialista, na Alemanha, impunha a cidadãos considerados inaptos para a sua sociedade.

Estas 138 criaturas são, além de idiotas, potenciais nazis.





Ler jornais já não é saber mais (258): contas estranhas

 

"Notícias" da CNN tuga com uma hora de intervalo



O padrão repete-se: a Rússia ataca alvos na Ucrânia com um número determinado de drones e mísseis; há sempre estragos registados; a Ucrânia diz que abateu a maior parte dos drones e mísseis.

Neste caso, só não teriam sido abatidos 27 drones e 11 mísseis. Mas fizeram estragos que causaram "cortes de energia de emergência".

E temos todos de acreditar...






(Imagens de fonte aberta de acesso público.)