Duas ondas de calores só num mês (com uma cópula cúpula), "a ferver", seca... "É assustador!"
É compreensível a aflição. Mas parece que há remédio:
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
Duas ondas de calores só num mês (com uma cópula cúpula), "a ferver", seca... "É assustador!"
É compreensível a aflição. Mas parece que há remédio:
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
Escrevi isto, aqui, no dia 12 de Fevereiro deste ano:
Tinha passado menos de uma semana sobre a segunda volta das eleições presidenciais quando escrevi isto.
E hoje, quatro meses depois da segunda volta das eleições presidenciais, temos o primeiro sinal, e em dose dupla.
Comecemos pelo que se viu logo de manhã: uma sondagem no "Correio da Manhã" que põe o PS em primeiro lugar, o Chega em segundo e a AD em terceiro:
Note-se que é natural a queda da AD e do primeiro-ministro Luís Montenegro. Em matéria de governo, este Governo do PSD e do CDS é pobre de ideias,de gestão de infraestruturas do próprio Estado e de políticas que beneficiem realmente o eleitorado. E nem vale a pena falar no modo como, sem o conseguir, Montenegro se quis livrar do caso Spinumviva pelo recurso a eleições: ganhou as eleições, mas nada ficou esclarecido.
O segundo sinal tivemo-lo depois na Assembleia da República, quando a proposta de lei do Governo sobre assuntos laborais (o "pacote laboral") foi rejeitada pelo PS e pelo Chega. Era importante para io Governo, mas caiu pela combinaçáo de votos das oposições que numericamente contam: o PS e o Chega.
Foi como se o PS e o Chega se tivessem guiado pela sondagem da manhã. Qualquer um destes partidos está pronto para ir para eleições e as suas direcções precisam de eleições nacionais para controlar as oposições internas (em especial no caso do PS).
E esse processo (para já, a perspectiva de novas eleições legislativas) já começou. O PSD (e esqueçam o CDS) dificilmente conseguirá recuperar, salvo se começar a atirar dinheiro, que não tem, para o eleitorado. E o PS e o Chega já sabem que, com este PSD e este primeiro-ministro, podem ganhar eleições.
Sobre eles paira também, como escrevi, a sombra do Presidente da República, de que tanto gostaram os eleitores do PSD. Ansioso por devolver o Governo ao seu PS.
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
Pode haver pior, por cá, em matéria de manipulação de informação e de desinformação, mas a CNN nacional é o meio de comunicação social que as pratica em maior escala, pelo menos no que se refere ao conflito na Ucrânia.
Dois exemplos, claríssimos:
Interessa pouco que os danos no Mosteiro das Cavernas de Kiev, registados durante um ataque russo a infraestruturas ucranianas, sejam muito claramente superficiais. Um míssil, dos dois modelos que a Rússia usou neste ataque (Iskander e Zirkon), teria destruído partes do próprio edifício. Tal como aconteceria com um drone carregado de explosivos.
A "silly season" da imprensa, agora, é isto: o sensacionalismo climático.
No "Observador"regressa em grande estilo a Agatha Christie da meteorologia sensacionalista, sempre excitada e, nesta época, cheia de calores.
Secaram-se-lhe, por ora, os fluxos dos "rios atmosféricos", não vê passar os "comboios de tempestades", fugiram-lhe as "gotas frias" e... que lhe resta senão transformar o pobre Verão em mais uma época de calor sempre "extremo", "histórico" ou histérico, talvez mesmo climactérico...
O "Público", como tantas vezes se tem feito na imprensa nacionaç, publica hoje, ao que percebo, duas entrevistas (ou algo parecido) que têm chamadas de primeira página com frases que, supõe-se, serão retiradas das conversas mantidas com os repórteres deste jornal.
Até aqui, muito bem. É o que mandam as regras: destacar uma frase para prender a atenção do leitor e do eventual comprador.
Mas falta uma coisa: quem são estas pessoas? Porque as frases selecciondas ("Há este grande medo dos homens que é o de serem vistos como mulheres"e "A complexidade é o signo [sic] da época em que estamos a viver") estão entre o lugar-comum e a vacuidade. Qualquer época será complexa, convenhamos. E o "medo" citado seria relevante se fosse sustentado por qualquer estudo ou investigação ou análise factual e, de preferência, de autoria de algum psicanalista, psicólogo ou especialista em "saúde mental".
A primeira página não diz quem são estas pessoas, o que ajudaria a enquadrar melhor o significado das suas afirmações. Quando a vi, também não fui à procura de saber quem são. Agora, depois de consultar o Google, já sei.
João Marecos é advogado e Irene Vallejo é escritora. As suas funções, que não são de imediato reconhecíveis, ajudam à relevância do que dizem? Não. E se posso pensar que as entrevistas até ajudam a reforçar as suas opiniões expressas sobre o "medo dos homens" e a "complexidade" como "signo" de uma época, também deverei pensar que, nas entrevistas, nada foi encontrado que pudesse ser mais substancial. O que, afinal, não dirá muito sobre a relevância de João Marecos e de Irene Vallejo.
(Imagem de fontes abertas de acesso público.)
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| O blogue "Events in Ukraine" é uma das fontes de informação sobre o que acontece na Ucrânia e sobre a própria história desse país |
Esta cidade forma, com as cidades de Kramatorsk e Slaviansk, uma espécie de último reduto dos militares de Kiev no Donbass. Kostiantynivka, Kramatorsk e Slaviansk situam-se na região de Donetsk e a sua conquista pelas forças militares russas até pode ser mais rápida do que se pensa. Quando Kostiantynivka cair, o caminho russo fica praticamente aberto para Kramatorsk e Slaviansk... e para o controlo absoluto de Donetsk.
Bem podem os dirigentes do regime de Kiev garantir que nunca abrirão mão do Donbass, porque a Rússia também não está à espera disso. Já "libertou", para usar a denominação oficial russa, Lugansk, e já só falta Donetsk para o Donbass russófono ficar ligado à Rússia sem temer mais actos de violência de Kiev.
O que se passa com a falta de notícias sobre Kostiantynivka já aconteceu, há poucos meses, com Pokrovsk, outra cidade que era ucraniana. Já a Rússia a controlava por inteiro e ainda ganhava força a narrativa ucraniana de que os russos quase já tinham sido obrigados a recuar.
O silenciamento dos avanços russos equivale a uma forma pervertida de censura. Não é, sequer, a Ucrânia que esconde as informações. É, sim, o conjunto da imprensa oficial. Nela vigora ainda a narrativa oficial de que a Rússia não consegue avançar e de que a Ucrânia está a resistir com êxito. É o que o presidente de Kiev, Zelensky, anda a dizer, para justificar os eternos pedidos de dinheiro. Enquanto houver guerra, o seu "cash flow" não pára. E não esconde, apenas conta uma história diferente... que a imprensa oficial sorve, e serve, com entusiasmo.
Será interessante recordar que, noutra guerra, a guerra colonial portuguesa (1961 - 1974) a imprensa oficial até conseguia manter algum distanciamento.
Se era impossível encontrar um posicionamento crítico no "Diário de Notícias", já era possível perceber que outros jornais (já extintos, como o "República" e o "Diário de Lisboa") eram críticos do regime e só não publicavam notícias desfavoráveis para o regime sobre a guerra colonial porque a censura (do Estado) não o permitia. Havia uma intervenção do Governo que limitava a liberdade de expressão e de informação.
E, nessa altura, o que estava mais ao alcance de quem queria informar-se eram as emissoras estrangeiras, da BBC inglesa à Rádio Moscovo soviética, passando pelas emissoras de grupos da oposição. Era aí que nos podíamos informar.
E hoje, para sabermos o que se passa nas frentes de batalha (tanto na frente militar como na frente política) da Ucrânia, é necessário, como antes do 25 de Abril, procurar fontes estrangeiras.
Regressemos ao caso de Kostiantynivka. Sou seguidor, e subscritor, de um blogue da plataforma Substack simplesmente intitulado "Events in Ukraine". O seu trabalho mais recente ("Fortress Falls") é sobre Kostiantynivka e as fontes que o próprio autor usa são... blogues e jornais da própria Ucrânia e os comentários, análises e notícias que estas fontes publicam.
Por exemplo, o jornal "hromadske", onde aparece esta notícia: "Será que Kostiantynivka sobreviverá até ao final do ano?"(neste link).
Não é na imprensa oficial que encontraremos informações e notícias fidedignas e não é nela que procuro informar-me. Além de diversos podcasts, do já citado "Events in Ukraine" e de outro blogue designado por "Simplicius's Garden of Knowledge" (também no Substack), consulto também o jornal independente ucraniano Strana.Today. E considero-me muito bem informado.
A imprensa já pode estar limitida e restringida pelos mecanismos de censura do Estado (como aconteceu em Portugal). Não precisa, além disso, de criar mecanismos de controlo censório para tomar dores alheias e virar costas a qualquer tipo de trabalho independente. E, quando o faz, perde credibilidade.
Os jornais portugueses saíram, de certa forma, ilesos do obscurantismo estatal do Estado Novo e com a sua crediblidade intacta. Não é o que está a acontecer agora. Não é o que vai acontecer quando acabar a crise ucraniana, cuja gravidade e contornos esta imprensa nunca quais estudar e compreender. No primeiro caso, tiveram de aceitar a censura. No segundo, optaram por ela.
E a auto-censura da imprensa oficial no nosso país e no conjunto dos Estados-membros da União Europeia acaba por mostrar, com toda a clareza, que é verdade aquilo que a Rússia tem dito: a guerra em curso é um conflito entre a NATO e a Rússia com o governo da Ucrânia a agir a mando da NATO... "até ao último ucraniano". E, nesta perspectiva, podemos concluir que a censura é, afinal, apenas mais do mesmo: os governos dos países da NATO só querem as notícias que acham "boas" e que justificam a destruição dos recursos dos próprios países nos campos da batalha da guerra perdida na Ucrânia.
*
Convém, e muito a propósito, não esquecer que a imprensa oficial (por exemplo, e sem preocupações de hierarquização: CNN, "Expresso", "Público", "Diário de Notícias", "Observador", "Correio da Manhã") não noticiou (ou seja: escondeu) os ataques ucranianos a uma instituição de ensino e a um autocarro que transportava civis e que causaram dezenas de mortos, há poucas semanas.
Nada de novo, verifica-se: quando os EUA atacaram o Irão, mataram cerca de 150 pessoas (entre as quais 120 crianças e jovens) numa escola em Minab, massacre este que também foi ocultado pela imprensa oficial; quando em Dezembro de 1972 o Exército português matou quase quatrocentas pessoas na povoação de Wiriamu, em Moçambique, no que ficou conhecido como "massacre de Wiriamu", a imprensa oficial portuguesa ocultou o acontecimento (por opção própria e, num caso ou noutro, porque a isso foi obrigada).
A isto chama-se censura.
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
Calcula-se que o planeta Terra exista há 4,54 mil milhões (4 540 000 000) de anos.
Este é um daqueles posts que podia ilustrar com um grande número de títulos e de excertos de textos ("notícias" e notícias) da CNN portuguesa. Seria fácil, mas fastidioso. O tema é a crise ucraniana e o conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia. Ou, melhor dito, entre a Rússia e o eixo Ucrânia/NATO/UE.
Com a Rússia a ter agora toda a iniciativa na frente de batalha, tem havido uma verdadeira enxurrada de "notícias" a dizerem o contrário e a garantirem que é a Ucrânia que está a vencer. E quem mais se destaca é a CNN.
São afirmações em títulos que não encontram sustentação nos textos, com a reprodução fiel e sem dúvida ou contraditório do que dizem entidades com interesse directo no conflito e que apoiam a Ucrânia (o Instituto para o Estudo da Guerra dos neo-cons ou o MI6), são o "diz que" da Rússia e as certezas reiteradas de que tudo o que a Ucrânia diz é verdade, são as omissões de acontecimentos sinistros (o ataque ucraniano a uma instalação escolar de Starobelsk que matou 21 adolescentes), é a aceitação de que a Ucrânia consegue abater sempre 90 por cento dos drones russos sem que ninguém se interrogue sobre a origem dos estragos causados pelos drones "abatidos", é a sucessão de notícias que são sempre negativas para a Rússia (sem verificação posterior), é a incapacidade de apreciar com solidez os avanços e recuos (e as "zonas cinzentas") na frente de batalha... É um rol sem fim numa campanha de desinformação como nunca vi.
Por este andar, ainda vamos ter a CNN nacional a garantir que a Ucrânia já venceu quando a Rússia acabar por ocupar Kiev...
Em Março de 2022 tinha o serviço de internet, televisão e telefone da MEO. Nesse mês, durante cinco dias, a MEO desapareceu, numa avaria que nunca me foi explicada. As várias tentativas feitas para tentar perceber o que se passava e quais eram as previsões foram em vão, porque não havia quem me atendesse O contacto com a MEO foi impossível.
A decisão de mudar de operadora foi rápida e fácil. Aguentei os sete meses do período de fidelização e mudei-me para a NOS.
Gostei do serviço da NOS, da assistência técnica, da facilidade de contacto. Até agora.
Em Março houve uma avaria que durou dois dias e o contacto começou a ser difícil. No mês passado houve nova avaria, que também se prolongou por dois dias. E o contacto foi impossível. E ridículo: resolvida a avaria, consegui ser atendido por uma "assistente" (que se expressava num português difícil de compreender). Mas o "sistema" estava avariado, ou "em baixo". Numa empresa de telecomunicações!
O período de fidelização da NOS, que foi capciosamente prolongado por várias vezes, termina em Dezembro de 2027. A decisão já está, no entanto, tomada: vou mudar de operadora.
Há quem diga que procedem todas do mesmo modo e, recentemente, li uma queixa sobre a Vodafone e sobre a impossibilidade de falar com alguém da empresa durate uma avaria. Será a Vodafone a nova escolha? Ou a nova Digi conseguirá ser melhor?
Veremos. Infelizmente, tenho tempo suficiente para ir à procura. Salvo se resolver mesmo anular o contrato, pagar os mais de 300 euros a que estarei obrigado e livrar-me, antecipadamente, da incompetência da NOS. Vontade não me falta...