Pedro Garcia Rosado
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
O meu voto contra o PS
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Uma história eterna de abandono e de desprezo… mesmo na desgraça
![]() |
| Imagem retirada da aplicação Google Earth |
![]() |
| Imagem retirada da rede social Facebook |
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Pensem lá nisto...
O exagero histérico dos "avisos" coloridos, replicados a esmo e de forma pornográfica por uma imprensa sensacionalista, não contribui para que a população se vá desinteressando desse tipo de alertas e da sua própria percepção dos riscos meteorológicos?
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (129): a grande cagada
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Um homem sem palavra: o telefonema que António José Seguro não me fez
Há cerca de vinte e sete anos, numa terça-feira de Abril de 1999, o então secretário de Estado António José Seguro prometeu que me telefonaria nessa semana. Não telefonou.
Quando, antes dessa data, fui jornalista, na área da política educativa, estava Seguro como chefe da Juventude Socialista (entre 1990 e 1994). Falei, várias vezes, com ministros e secretários de Estado da área da educação e com protagonistas partidários do sector. Mas não me recordo de ter tido alguma conversa relevante com o dirigente máximo da JS.
António José Seguro foi isto, para mim: uma irrelevância, um homem sem palavra, e sem palavras.
Mas foi coerente... no seu apagamento. Nunca mudou de rumo. Nunca fez ondas. Da JS passou para o Governo, nessa altura como uma espécie de delfim de António Guterres. Como secretário de Estado não se lhe conhece obra.
E o certo é que, talvez por haver na política algum horror ao vazio, Seguro acabou por chegar a secretário-geral do PS. Curiosamente, nunca reparou nas particularidades do "lifestyle" de José Sócrates, recusou-se a partilhar com Pedro Passos Coelho as dificuldades de aplicação do programa de resgate financeiro da "troika" e foi depois apeado, sem honra nem glória, por António Costa, obviamente mais esperto do que ele.
Saído da política, Seguro foi fazer de empresário na área do turismo. Bebi um vinho tinto dos que fazia uma empresa sua e era bom. Mas, também, soube-me a "poucochinho". Acho que não irei à procura desses vinhos.
Talvez Seguro devesse ter-se ficado por essa actividade e aperfeiçoado a sua intervenção empresarial. Em querendo voltar à política, teria ficado bem como presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha (onde reside, com a empresária farmacêutica que é a sua mulher), o que teria evitado a morte do PS neste concelho e lhe teria dado alguma experiência política acrescida. Consta que insistiram com ele.
Dizem-nos que foi ele a tomar a decisão de se candidatar a Presidente da República, cuja 1.ª volta ganhou. Mas eu não acredito na espontaneidade da sua candidatura. Seguro não era, nem é, pessoa para se arriscar sem rede. E a rede foi, naturalmente, o melancólico estado do seu partido, o PS, que estava desesperado por não ter um candidato presidencial.
Pelas regras comuns da experiência, não posso deixar de acreditar que a sua candidatura foi negociada entre ele e o PS, e directamente com o seu secretário-geral, Carneiro. De outro modo, não se compreende o envolvimento do aparelho do PS na campanha e o modo como no PS se silenciaram reservas e dúvidas perante o político a que Costa colou o rótulo de “poucochinho”. De repente, o PS, todo ele, ganhou a possibilidade de chegar de novo ao poder. E, não é coisa pouca, a começar pela chefia do Estado.
É por isso que, recordando-me do submisso secretário de Estado de Guterres, me repugna uma candidatura como esta.
Por outro lado, nada no currículo político de Seguro permite alimentar a expectativa de um exercício politicamente respeitável, responsável e frutuoso como Presidente da República. Seguro, como os candidatos da 1.ª volta (e como o seu adversário directo na 2.ª volta), não tem a experiência, a determinação e a iniciativa políticas que considero necessárias para a função. Como empresário não se notabilizou, como secretário-geral do PS foi um fracasso, como secretário de Estado não deixou nada que se visse, como secretário-geral da JS não influenciou políticas educativas ou de juventude.
É talvez isso que explica que a sua campanha, uma verdadeira cruzada dos "bons" contra o "mau", seja feita não pela positiva, mas pela negativa, em função do outro.
O que quer Seguro para o País? Não quer Ventura. O que quer Seguro fazer como Presidente da República? Não quer Ventura. O que querem os seus apoiantes para o País? Não querem Ventura.
A política não pode ser uma cruzada, dos "bons" contra os "maus". Já tivemos essa experiência em Portugal: a União Nacional, de Salazar. Eram os "bons" contra os "maus", os da "oposição" e os "comunistas" e "subversivos".
Esta União Nacional de Seguro faz-me lembrar esses tempos. Com nuances: António José Seguro vai ser um Presidente da República como o foi Américo Thomaz, à espera de um presidente do Conselho de Ministros (como era designado, nessa altura, o primeiro-ministro) que mande mais do que ele, que seja algo como um novo Salazar que encabece o governo que Seguro e o seu PS se esforçarão por impor ao País depois de derrubado o actual governo de Montenegro. Talvez Costa, de novo, que há de saber fugir a tempo do "Titanic" que é a actual liderança política da União Europeia.
![]() |
| Uma grande dupla: Seguro como Presidente da República e Costa como primeiro-ministro. Como Thomaz e Salazar. |
O unanimismo bovino, em especial na política, enoja-me. E este unanimismo, e aquilo que nele se esconde, enoja-me ainda mais.
Escrevi aqui, e assim fiz, que não votaria nestas eleições. Não fui votar na 1.ª volta. Mas quando olho para esta cruzada, para esta coligação dos ansiosos pela manutenção dos favores do Estado, fico com vontade de ir votar na 2.ª volta. Contra Seguro e contra o PS.
Como é que farei?
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
A nova União Nacional
António José Seguro vai ser o presidente Américo Thomaz da União Nacional do PS.
E o seu presidente do Conselho, o seu António de Oliveira Salazar, será António Costa, depois de sair pela porta baixa da chefia da União Europeia.
E Seguro só arrebitará se o seu António tiver também algum acidente que o faça sair de cena.
| Um ilustre antecessor do candidato "moderado" |
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Criancices
A infantilidade da imprensa é confrangedora.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Agora a CNN tuga até já mente descaradamente
-> Em 9 de Janeiro as forças russas
efectuaram um ataque com o sistema de mísseis balísticos hipersónicos Oreshnik,
paralisando a fábrica estatal de reparação aeronáutica de Lviv.
-> O Ministério da Defesa
especificou que a empresa reparava e fazia a manutenção em aeronaves do
exército ucraniano, incluindo caças F-16 e MiG-29 fornecidos por países
ocidentais. Produzia também drones de ataque de longo e médio alcance,
utilizados em ataques contra instalações civis no interior da Rússia.
-> Além disso, o ataque com o Oreshnik atingiu instalações de produção, armazéns com produtos acabados (drones) e as infraestruturas do aeródromo da fábrica.
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Não foi Seguro quem ganhou. Foi o PS!
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
domingo, 18 de janeiro de 2026
Ler jornais já não é saber mais (251): a criatividade jornalística anda delirantemente imparável!
No "Correio da Manhã":































