segunda-feira, 16 de março de 2026

Ler jornais já não é saber mais (254): os malabarismos do jornal da SONAE

 




Idolatrado pelas mais variadas espécies da "esquerda" e da intelectualidade nacionais, o "Público", o jornal que a SONAE tem sustentado a preço de ouro, faz hoje dois extraordinários exercícios de malabarismo em matéria de política externa, mas com repercussão na política nacional, que abalariam a credibilidade de qualquer órgão de imprensa... onde ela ainda pudesse existir.

Na primeira página, tão significativa, o "Público" dá destaque a um "has been" do regime de Kiev, Dmitro Kuleba, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, mais conhecido pelo facto de atribuir a todos os russos um excesso de consumo de vodka do que por eventuais feitos de política externa. Kuleba saiu do governo em 2024 e, que se saiba, representa-se a ele próprio, o que, aliás, é de nula importância. E nem sequer é original: lá acena com o "ataque" da Rússia à NATO, da mesma Rússia que ele e os outros "pais" da inventona garantem estar debilitada e à beira da falência. 

Não se percebe, à partida, a relevância da criatura, pelo que será legítimo pensar no que poderá ter ganho o "Público" com a coisa. Salvo se Kuleba já esteja a lançar-se, ou a ser lançado, como putativo candidato contra o enlouquecido Zelensky, juntando-se a outros como Zaluzhny, Budanov e Arestovich. Será isso?

Além de Kuleba, o "Público" também faz outro malabarismo, ao atribuir de forma muito objectiva ao Irão o "caos na energia e no abastecimento de petróleo". 

Ou seja, não foi o ataque da coligação Israel/EUA ao Irão que criou esta situação de emergência mundial. Deve ter sido, talvez, o Irão que se bombardeou a si próprio. E, com isto, o "Público" acaba por branquear Trump, a quem tanto odiava. Quem diria, hem?!




(Imagens de fonte aberta de acesso público.)

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