Recordando: em 2 de Março recebi uma “resposta” da e-Redes a mais uma reclamação minha contra os apagões, quase diários, que se verificavam há mais de um mês. A “resposta”, como aqui dei conta, remetia a causa dos apagões para os “fenómenos atmosféricos” e para a “avifauna”.
No dia 9, uma semana depois, a luz apagou-se às 5h50 e só às 7 horas é que acabou o apagão. O dia, ainda escuro, estava húmido e nublado. Eram estes os “fenómenos atmosféricos” visíveis. E quanto à “avifauna”, não havia um único pássaro à vista.
Nesse dia fiz nova reclamação contra a e-Redes. E fiquei à espera.
Poucos dias depois, no dia 14, houve um apagão às 16 horas. Telefonei para a e-Redes a perguntar o que se tinha passado. “Avifauna”? “Fenómenos atmosféricos”? Não. Tinha havido “contingências”…
Onze dias depois disto, chegou a “resposta” da e-Redes à reclamação do dia 9. Precisaram de 16 dias para produzir esta coisa, um pouco mais rebuscada do que a história dos pássaros:
Mantêm, é claro, "a informação anterior sobre o assunto", ou seja, a "explicação" dos passarinhos. Mas alguém deve ter percebido que é uma versão tão volátil como um pardal. E por isso até insistem que que há "fiabilidade", que há "ações sistemáticas de vigilância e manutenção" (andam a ver se os passarinhos pousam nos cabos?...) e que há "agentes de agressão externa" (ainda hão de dizer que são russos...).
E responsabilidade, a sério, têm? Claro que não.
Como, aliás, está patente nesta situação que já descrevi.
Desde 28 de Janeiro (e já passaram dois meses...) que na Estrada do Vale (Serra do Bouro, aqui na região) se mantém o estado de degradação dos cabos da e-Redes. Isto é negligência.
E, perante este estado de negligência, é possível acreditar naquilo que a e-Redes diz?
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Em suma:





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