quinta-feira, 28 de maio de 2026

Ler jornais já não é saber mais (261): o auto-retrato da irrelevância


 

O declínio da imprensa nacional está todo neste título do "Diário de Notícias" (um fracasso de vendas em banca): a evocação histórica do "28 de Maio" é transformada numa miragem sobre o que a "direita radical" (é o quê? o sempre temido Chega?) "pode tentar resgatar".

Já não basta o "pode" (tudo pode e não pode, verdadeiramente) que se tornou um lugar-comum deste jornalismo moribundo, há ainda o "tentar". Não é certo, talvez possa ser, mas será sempre uma tentativa, etc.

E é com isto que querem que as pessoas comprem jornais? Acho que a maioria nem os quer ler. Se é que sabem ler, na realidade, coisa com que a decadente imprensa portuguesa também não se preocupa...


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E, já agora, ao escrever isto, não estou a pronunciar-me sobre o "28 de Maio". É um acontecimento da História portuguesa que teve, obviamente, uma importância fundamental na definição da política nacional, a partir desse dia de Maio de 1926 e, sobretudo, a partir de 1933. 

Só por curiosidade: o meu bisavô paterno Tomaz António Garcia Rosado, general (1864 - 1937), terá participado no "28 de Maio", embora com reservas dada a orientação marioritariamente republicana dos dirigentes militares, que chocava com a sua fé monárquica.





(Imagens de fonte aberta de acesso público.)

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