Não gosto do partido PAN - Pessoas, Animais, Natureza e dos seus exageros em alguns domínios. Mas a iniciativa que tiveram de levar à Assembleia da República a tentativa de aprovação de uma lei que proibisse o acorrentamento de animais foi meritória.
As denúncias sobre o estado de degradação física e de autêntica morte em vida de muitos cães (que passam anos acorrentados muitas vezes sem comida nem água, sem cuidados médicos e obrigados a viver em cima das suas próprias fezes) dão um retrato do País e dos seus habitantes que é repelente.
Esperar-se-ia que a proposta do PAN fosse aprovada, mesmo que com abstenções. Não foi, segundo parece, e o PSD, o CDS e a IL destacaram-se, segundo o PAN, na rejeição da sua proposta.
Não consigo perceber os critérios que levaram estes deputados do PSD, do CDS e da IL, aparentemente pessoas civilizadas e bem formadas, a votarem, na prática, pelo acorrentamento de animais.
Mereciam, como este deputado que se destacou com uma intervenção vergonhosa, ter a mesma sorte de tantos cães: passarem anos acorrentados, muitas vezes sem comida nem água, sem cuidados médicos e obrigados a viver em cima das suas próprias fezes. E não na gaiola dourada onde conseguiram chegar, completamente livres e com benefícios acumulados. Como animais que são, mas com vidas de luxo.

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