domingo, 31 de maio de 2026

Ler jornais já não é saber mais (262): a extrema-direita é má, mas os neonazis ucranianos são uns fofinhos


A extrema-direita, seja ela qual for (ou como for definida), é invariavelmente má, nunca se cansam de nos lembrar a CNN tuga e o "Observador", dois órgãos da imprensa nacional sempre dispostos a publicarem diatribes contra tudo o que denominam de "extrema-direita" ou "direita radical".

Mas, no seu cinismo, não têm depois qualquer escrúpulo em darem voz, credibilidade e acolhimento a outra figura de "extrema-direita", sem sequer a caracterizarem como tal. 

E essa figura, neste caso, é o ucraniano Andrij Biletsky. Também conhecido como "Führer Branco", Biletsky foum dos fundadores do grupo militar neonazi conhecido como Azov, grupo que, muito significativamente, foi integrado nas Forças Armadas da Ucrânia e que continua a ser um dos pilares e um dos patronos internos do governo de Kiev.

A apreciação que Biletsky faz do conflito não é, obviamente, isenta nem objectiva e corresponde à perspectiva do forte sector de extrema-direita que domina o Estado ucraniano. É uma opinião e vale o que vale: há "uma janela" e...  

O texto que tanto a CNN como o "Observador" publicam tem como fonte a agência Reuters. Mas, quando se reproduz um texto desses (e, o que é espantoso, há um jornalista do "Observador", cheio de empáfia, a assinar a notícia alheia!...), convirá pensar duas vezes e avaliá-lo, sobretudo quando ele se refere a uma situação de conflito, e de conflito armado. Curiosamente, a CNN até qualifica, e de modo bastante elogioso, o sector militar representado pelo "Führer Branco": "uma das forças mais respeitadas"!  

E nem há de ter sido alguma distração esta apologia dos neo-nazis ucranianos, porque é facílimo saber quem é Biletsky.

Vejam só:




Em cima, o texto da CNN, em baixo o do "Observador"
 



No Google, logo a abrir os resultados de uma pesquisa sobre Biletsky


Biletsky em jovem, já com o seu adorado símbolo dos nazis alemães (retirado de Events in Ukraine).







Mais do Google: tudo clarinho













(Imagens de fontes abertas de acesso público.)

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