A extrema-direita, seja ela qual for (ou como for definida), é invariavelmente má, nunca se cansam de nos lembrar a CNN tuga e o "Observador", dois órgãos da imprensa nacional sempre dispostos a publicarem diatribes contra tudo o que denominam de "extrema-direita" ou "direita radical".
Mas, no seu cinismo, não têm depois qualquer escrúpulo em darem voz, credibilidade e acolhimento a outra figura de "extrema-direita", sem sequer a caracterizarem como tal.
E essa figura, neste caso, é o ucraniano Andrij Biletsky. Também conhecido como "Führer Branco", Biletsky foi um dos fundadores do grupo militar neonazi conhecido como Azov, grupo que, muito significativamente, foi integrado nas Forças Armadas da Ucrânia e que continua a ser um dos pilares e um dos patronos internos do governo de Kiev.
A apreciação que Biletsky faz do conflito não é, obviamente, isenta nem objectiva e corresponde à perspectiva do forte sector de extrema-direita que domina o Estado ucraniano. É uma opinião e vale o que vale: há "uma janela" e...
O texto que tanto a CNN como o "Observador" publicam tem como fonte a agência Reuters. Mas, quando se reproduz um texto desses (e, o que é espantoso, há um jornalista do "Observador", cheio de empáfia, a assinar a notícia alheia!...), convirá pensar duas vezes e avaliá-lo, sobretudo quando ele se refere a uma situação de conflito, e de conflito armado. Curiosamente, a CNN até qualifica, e de modo bastante elogioso, o sector militar representado pelo "Führer Branco": "uma das forças mais respeitadas"!
E nem há de ter sido alguma distração esta apologia dos neo-nazis ucranianos, porque é facílimo saber quem é Biletsky.
Vejam só:
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| Em cima, o texto da CNN, em baixo o do "Observador" |
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| No Google, logo a abrir os resultados de uma pesquisa sobre Biletsky |
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| Biletsky em jovem, já com o seu adorado símbolo dos nazis alemães (retirado de Events in Ukraine). |
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| Mais do Google: tudo clarinho |
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)






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