terça-feira, 27 de junho de 2023

O presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha...

 

... bem pode demitir-se e sair pela porta pequena, e rapidamente, depois disto.

Não é de excluir que a sua guerrilha pela construção do novo hospital no concelho de Caldas da Rainha tenha ajudado o Governo a tomar esta decisão.




sábado, 24 de junho de 2023

Ler jornais já não é saber mais (184): jornalismo falso


O "Expresso" de ontem, dia 23, publicou um texto que, em tudo, é um exemplo de jornalismo falso. 


 


É-o, em primeiro lugar, porque este texto, que tem como assinatura Catarina Maldonado Vasconcelos, é uma cópia, truncada, de outro texto já publicado noutro meio de comunicação, em 15 de Junho de 2023.

O outro jornal (digital) é o "Transcontinental Times", uma publicação com base em Madrid e direccionada para um público espanhol e indiano. Das citações às situações citadas, é tudo igual.  A isto costuma chamar-se "plágio".

O "print screen" do "Transcontinental Times" está aqui e o texto pode ser lido, na íntegra, aqui: 

https://www.transcontinentaltimes.com/zaluzhny-ukraine-counter-offensive/








Em segundo lugar, o texto do "Expresso" é um exemplo de falso jornalismo porque, fazendo uma referência a "histórias" sobre a actual situação de Zaluzhny, não esclarece o que está em causa (e a que aqui me referi): o general ucraniano teria sido ferido gravemente num ataque russo, tendo sofrido lesões no cérebro. E poderia estar a ser tratado numa clínica especializada estrangeira, talvez na Alemanha.

O mau jornalismo teve sempre a tentação para, ignorando a realidade, fazer de conta que ela não existe. Mas, neste caso, ela existe. E a realidade é a dúvida, mais do que legítima, sobre o que poderá ter acontecido a Zaluzhny. 

Aliás, e a propósito, vale a pena citar aqui outro jornal, o "Asia Times", de Hong Kong, onde é publicado um vídeo oficialmente divulgado pelo governo de Kiev onde aparece Zaluzhny... ou alguém por ele, porque há diferenças, e que pode ser visto aqui. Isto, sim, é jornalismo.






*


Actualização (27.06.23)

O director do "Expresso" esclareceu o assunto do seguinte modo:

A maior parte do texto da jornalista Catarina Maldonado Vasconcelos consiste em declarações de especialistas com quem ela falou diretamente e que não surgem no jornal que menciona. Aliás, na redação do Expresso, desconhecíamos a existência desse título mesmo tendo nós editado durante anos o Courrier Internacional.

 

Há coisas no texto da Catarina que de facto aparecem nos dois textos. E coisas que não são originais dela. Mas essas estão atribuídas, julgo que corretamente, à BBC. Texto esse que é de fácil acesso e que, relevantemente, foi publicado um dia antes do texto do Transcontinental Times. Se calhar esse titulo inspirou-se no que foi publicado na BBC.

 

Outras coisas que aparecem no texto do Expresso e que não são originais nossos são, contudo, lugares-comuns e dados do domínio público. Por exemplo, que Moscovo contava tomar Kiev em três dias, ou a citação puxada para título no online, de que Zaluzhny "não acende a luz, apaga a escuridão", surgiu no TikTok, popularizou-se na Ucrânia e já foi reproduzida em variadíssimos meios e sites, antes da peça em causa.

 

Salvo melhor opinião, não encontramos motivos que justifiquem qualquer acusação de plágio, nem sequer de citação não atribuída. Alertámos contudo a jornalista que deve ser mais explícita em atribuir a conversas com o Expresso e as citações que faz das fontes com quem falou diretamente para evitar este tipo de confusões e valorizar o seu trabalho.

 


Não havendo possibilidade prática de fazer réplica, nem me apetecendo estar a perder tempo com essa impossibilidade, acrescento ao texto enviado pelo director do "Expresso" (cujo gesto digno assinalo, discordando do conteúdo e das conclusões que me transmite) o convite a quem me lê para comparar os dois textos.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

“Quem não é por nós é contra nós”: como o pensamento único dominou a pandemia e domina a crise ucraniana


Não sei como aqui chegámos, mas sei quando chegámos: em Março de 2020. Três anos depois, a situação agravou-se. E não há solução à vista.

"Quem não é por nós é contra nós" foi, em termos práticos, o princípio adoptado pelos governos, quase unanimemente, para lidar com a mais sobrevalorizada de todas as epidemias que afectaram a humanidade: a do vírus SARS-CoV-2/doença covid-19. 

Três anos depois, e apesar da insistência dos saudosistas do palco mediático e dos avençados das farmacêuticos, percebe-se com toda a clareza que o alarme, à escala que foi, não se justificava. A epidemia evoluiu, muito naturalmente, para pandemia e depois para endemia e o vírus e a sua doença fazem hoje parte do património clínico da humanidade.

Numa perspectiva benévola, podemos pensar que tudo nasceu com o dramatismo encenado pelas autoridades chinesas e com a tentativa de a Organização Mundial de Saúde querer recuperar a capacidade perdida que revelara em pandemias anteriores, em modo "antes a mais do que a menos"). Numa perspectiva menos benévola, podemos pensar que a indústria farmacêutica viu nesta pandemia uma oportunidade de ouro: vender vacinas à escala mundial, com lucros à mesma escala. 


Os quatro pilares


O modelo em que se cristalizou a imposição prática do princípio de "Quem não é por nós é contra nós" nasceu assim: os políticos, acobardados perante o eleitorado, foram buscar técnicos e cientistas de discurso catastrofista (a pandemia era o Apocalipse que aí vinha...) que sustentassem, na sua qualidade de "especialistas", as políticas repressivas que queriam impor. Os confinamentos, as mordaças (além da negregada máscara clínica), a suspensão da democracia e dos direitos civis... tudo lhes serviu para tentarem conter um vírus com o mesmo rigor de quem tenta conter moscas com uma rede de capoeira. 

Aos políticos, montados nos "especialistas", juntaram-se os beneficiários líquidos das restrições (além dos fabricantes das vacinas, os importadores e fabricantes nacionais de máscaras e álcool-gel e outros dispositivos) e, num volte-face de vergonha, a imprensa. Jornalistas (?) e outros conseguiram ser mais restritivos e ocultar, silenciar e insultar as opiniões divergentes. E as realidades que não lhes convinham: veja-se como a Suécia, onde não vigorou o fascismo sanitário da maioria dos restantes países, desapareceu das notícias durante meses a fio.

Este procedimento assentou em quatro pilares:

1. O mundo só começa quando uma autoridade superior, nacional ou internacional, intervém - Nada existe até esse momento, não há particularidades, contextos ou evoluções históricas. Há um momento a partir do qual se impõem regras, que nada têm a ver com a democracia, e o que aconteceu antes deixa de ser considerado.

2. Há um só discurso, há um só pensamento - Não se pode pensar, dizer ou escrever alguma coisa que vá contra as normas vigentes. Não se podem expressar dúvidas porque as normas têm uma abrangência quase sobrenatural e nelas estão todas as soluções para o mal do momento. O que é imposto pelas normas tem de ser seguido custe o que custar, sejam quais forem os danos para a pessoa ou para a sociedade, porque é nelas que está a salvação. E quem o contesta pode ser livremente insultado.

3. Há uma autoridade superior articulada que tudo comanda - Os "especialistas" dizem ao Governo o que tem de fazer, estando suspensa a democracia; o Governo decreta o que lhe é proposto por esses "especialistas"; os dirigentes políticos (todos eles, os do Governo e das oposições, numa fase inicial) estão de acordo; a imprensa (que recebe dinheiro do Governo) reproduz, e dá-lhes ênfase, as regras definidas de cima. [Vale a pena recordar aqui como o professor de Direito e jurista Marcelo Rebelo de Sousa, que nunca usaria opiniões anónimas nos seus pareceres e na sua doutrina, ter invocado oficialmente "especialistas" sem nome numa sua nota de Presidente da República para insistir nos confinamentos.]

4. O que vale num dia vale para sempre - A realidade não muda. O "fica em casa" era apoiado pela falsa calendarização dos "quinze dias para achatar a curva". A realidade só poderia mudar quando os "especialistas" o decretassem. Mas os "especialistas" oficiais, claro, porque os outros continuavam a ser silenciados. 

 

A crise ucraniana


Se olharmos agora para a crise ucraniana, vemos que o modelo é exactamente o mesmo.

O mundo começa, neste capítulo, apenas em Fevereiro de 2022. Não há História anterior, não há antecedentes, não há contexto, não há outras particularidades.

A "invasão"/"operação militar especial" da Federação Russa não teve justificação, nem foi objecto de aviso, nem decorreu num contexto em que a presença militar da NATO e dos seus principais países já estavam na Ucrânia, vista sempre como um território único e sem diferenças internas.

A partir daí vigorou, de imediato, o modelo dos quatro pilares:

1. O mundo só começa quando uma autoridade superior, nacional ou internacional, intervém - A origem da crise, ou da "guerra", está na "invasão"/"operação militar especial". Não havia um único problema, antes.

2. Há um só discurso, há um só pensamento - Da liderança política da União Europeia aos políticos da oposição, com excepções marginais, ninguém põe em causa o discurso da "invasão" e tudo se subordina a ele. Ninguém o deve fazer. Porque, onde não são silenciados, os que têm opiniões contrárias são insultados. É o exemplo mais claro do "quem não é por nós é contra nós". A informação publicada é só a de uma das partes (o governo de Kiev). A outra parte é silenciada ou censurada. Basta ver a imprensa nacional para perceber como o ponto de vista da Federação Russa é ignorado. 

3. Há uma autoridade superior articulada que tudo comanda - O actual presidente dos EUA, a NATO, os governos da União Europeia, os "think tanks" e os "especialistas" dizem como tem de ser. Não há contraditório ao mesmo nível.

4. O que vale num dia vale para sempre - Cessar-fogo com negociações? Não podia ser, em Fevereiro ou em Março de 2022, enquanto os russos não parassem a sua invasão e mesmo enquanto ainda dominavam pouco terreno. Cessar-fogo, agora? Não pode ser enquanto os russos não se retirarem. Não interessam as vidas perdidas e tudo o que foi e está a ser destruído, porque só é possível iniciar negociações depois. Mas os como os russos, obviamente, não desistem... não pode haver negociações.


A repressão policial


A afirmação do pensamento único ao nível do Estado implica uma decisão coerente: é preciso impô-lo por via da repressão, mais ou menos suave. Ou mesmo policial.

Se regressarmos à época dos confinamentos, podemos ver como agentes da PSP e da GNR castigaram com multas pessoas que, mesmo involuntariamente, desobedeceram às regras impostas, mesmo quando o fizeram sem dolo.

Foi um idoso multado por se sentar num banco (esses perigosos instrumentos de transmissão do vírus...). Foi uma mulher multada por estar a comer, isoladamente, no seu carro. Foram as pessoas que, nas praias, eram obrigadas a estar em movimento, sendo dissuadidas de estarem paradas, ou sentadas... porque, por motivos que ninguém quis, ou conseguiu, explicar, o vírus só afectavas as pessoas imóveis.


A repressão na época dos confinamentos


O Estado repressivo nunca desiste. Há sempre mais um instrumento para pôr as pessoas a cumprir as regras, por mais absurdas ou ilegais que sejam. E o mecanismo de protecção da sociedade que é a fiscalização da constitucionalidade das leis funciona de modo tardio.

E se foi o que foi, na época dourada do fascismo sanitário, como será se a crise ucraniana se agudizar ainda mais e as lideranças políticas da União Europeia, por exemplo, começarem a limitar o direito que os cidadãos da União Europeia têm de se expressarem livremente.

Quando se acabarem o dinheiros e as armas que os políticos ocidentais têm oferecido ao governo de Kiev, o que irá a seguir? Pessoas, para combaterem no teatro de operações? De Portugal, de França, de Espanha... de todos os países da União Europeia?

E se não quisermos que isso aconteça? Teremos as autoridades policiais a limitarem as nossas opiniões sobre o assunto?

O pensamento único, agora como doutrina não oficial dos Estados do Ocidente, recorrerá à força das armas para se impor e silenciar quem pensa de maneira diferente? É que esses, como "quem não é por nós é contra nós", serão também os inimigos de quem manda.


domingo, 18 de junho de 2023

Dizem que o karma é lixado...


O cartaz não é, esteticamente, muito inspirado. Mas... "racista", como se queixou o primeiro-ministro caricaturado? 

Ao fazê-lo, o primeiro-ministro caricaturado sabia o que estava a fazer: deu um destaque ao acto que serviu para pôr logo a bem comportada imprensa a apoiá-lo com a convicção de costume.





Mas o País não é a imprensa ordeira do regime e houve quem quisesse ir mais longe. E rapidamente surgiram, nas tão incómodas redes sociais, outras caricaturas. 

E estas, sim, já têm um gosto estético mais apurado.







É por estas e por outras que se diz que o karma é lixado...








segunda-feira, 12 de junho de 2023

Tirar o cavalinho da chuva


A isto chama-se, em linguagem popular tradicional, "tirar o cavalinho da chuva". Ou seja: desistir. Acautelando os seus próprios interesses.





Tinta Ferreira, o então presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha e candidato do PSD derrotado nas eleições municipais de 2021, deixa de ser vereador e passa a presidente de uma fundação criada pela Associação Nacional de Municípios. 

Na despedida ainda diz que pode regressar como candidato... mas é uma afirmação frouxa.

Porque, ao longo destes quase dois anos de poder da fraude política que foi o "Vamos Mudar", Tinta Ferreira e o PSD, na prática, saíram de cena e não quiseram ser oposição ao pior presidente de Caldas da Rainha das últimas décadas. Não o querendo ser, e talvez nem o sabendo fazer, já terão chegado à conclusão de que perderiam de novo as eleições municipais de 2025. Portanto... adeus.

É possível que Vítor Marques, o criador do projecto político de poder unipessoal que é o "Vamos Mudar" ganhe outra vez em 2025. Infelizmente. E, pela desistência, antes esboçada e agora concretizada, Tinta Ferreira e o PSD tê-lo-ão ajudado. Tal como a restante "oposição", que também não sabe, ou não quer ser, oposição.

Mas esses é que não têm amigos para os levarem para outros voos... 



domingo, 11 de junho de 2023

De quem é a culpa?

Há uma tese, que me parece bastante ajustada, segundo a qual a dificuldade da população escolarizada em lidar com a matemática e a generalidade das "ciências exactas" tem a ver com a formação dos professores do 1.º ciclo do ensino básico (a antiga "primária"): os alunos dos cursos de formação de professores, por opção própria ou por dificuldades conjunturais, tinham rejeitado a matemática. Não a aprendiam no curso superior que frequentavam e não precisavam de a ensinar quando iam dar aulas. As minudências da matemática ficavam reservadas para o restante ensino básico, com professores por áreas. Ou seja: o mal estava feito de raiz.

Mas isso é a matemática e, por necessária que seja (mesmo a nível do raciocínio), há sempre máquinas de calcular por todo o lado e de uso imediato, no computador e no telemóvel.

E quanto à escrita? O problema é mais complexo e talvez fosse útil um novo estudo sobre a literacia (como o que foi feito pela socióloga Ana Benavente e outros colegas seus em 1994) para termos uma noção mais realista do que se passa. Mas talvez não seja exagerado dizer que a situação deve ser catastrófica e que, em termos práticos, a população não sabe escrever.

A culpa será dos professores, mais recentes e menos recentes? Ou dos programas escolares? Ou do predomínio da comunicação digital? Ou da ausência do contacto directo com a escrita mais escorreita (e mais correcta), que só os livros (a começar pela ficção) oferecem? 

Ou da familiaridade acrítica com línguas quase predominantes, como o inglês, o português do Brasil e o português de África? Ou do desaparecimento dos revisores?

O exemplo mais significativa, e mais medonho, desta verdadeira incompetência de escrita está hoje visível (legível e audível) na comunicação social, na imprensa escrita e falada.

Quem hoje escreve coisas na melancólica imprensa que temos (e não, não consigo, de boa fé, chamar-lhes jornalistas...) não sabe escrever português. Das legendas aos destaques dos telejornais, das notícias escritas às intervenções orais, o panorama oferece, diariamente, exemplos que cheguem. 

Tomemos dois exemplos, daqueles de bradar aos céus. O primeiro é da CNNPortugal:



Não consigo, naturalmente, fornecer uma explicação para este "fazer questões" da CNN tuga que deverá supor-se, com boa vontade, que quer dizer "fazer perguntas". 

Mas é provável que venha directamente de um mau conhecimento da língua inglesa e do seu "make questions". E digo que o conhecimento é mau porque o bom conhecimento de uma língua estrangeira pressupõe o bom conhecimento da própria língua. E é facto que esta gente não conhece a língua portuguesa.

E, a propósito, registemos um esclarecimento do meritório Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, que é de 16 de Junho de 2006:





Um outro aspecto é a utilização caótica das vírgulas e, muito em especial, nos títulos. Na maior parte das vezes não existem... mas dá vontade de dizer que, quando existem, são mal postas.

Como aqui, no jornal on line "Eco": a vírgula separa as duas componentes da frase. E o título dá-nos duas frases distintas. Uma é "Nas ondas", o que nada significa. E a outra é "existe energia suficiente para abastecer o mundo". Existe, pois, mas onde?... 




Não sei como é que se resolve o conflito, óbvio, entre quem escreve na imprensa e a língua em que devem expressar-se. 

Mas sei como eu fazia enquanto fui tradutor profissional e quando escrevo, seja lá o que for (histórias, neste blogue, no Facebook, até mensagens privadas): consultava, e consulto, dicionários (dois, em geral) e o Cíberdúvidas. Pelo menos. Apesar de, no caso dos livros, contar com o trabalho de revisores e de editores para que os textos que saíssem das minhas mãos estivessem em harmonia com a língua portuguesa.

Se as secções de revisão desapareceram da medíocre imprensa nacional, os profissionais, ou os que o querem ser, podiam esforçar-se, individualmente, para serem melhores. Ou nem isso. Talvez devessem esforçar-se para serem apenas bons. Ou não querem? Ou também haverá alguém a quem culpar pela falta de vontade de o serem?...


quinta-feira, 8 de junho de 2023

Basta um fósforo...

aqui o escrevi: a área florestal da freguesia da Serra do Bouro, em Caldas da Rainha, está por limpar na sua quase totalidade. 

Não há proprietários (se houver), GNR, Protecção Civil, Câmara Municipal, junta de freguesia (União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro) que façam uma limpeza, seja porque a lei o determina, seja por simples bom senso.




Deve imperar aqui o princípio manhoso de "longe da vista, longe do coração", válido, para começar, para esta caterva de entidades oficiais cujas prioridades são das mais discutíveis que se possam imaginar.

Basta um fósforo, neste tempo seco (e a chuva de hoje acaba por ser irrelevante), para haver aqui um incêndio como aquele que, em Outubro de 2017, só não matou pessoas e destruiu casas porque o vento ia noutra direcção.

Será disso que estão à espera?