A imprensa oficial odeia Trump.
Por outro lado, apesar de os seus líderes "supremos" serem crentes em vários domínios (numa reversão filosófica que não deixa de ser interessante), também abomina um regime político teocrático e parlamentar como o do Irão, apesar de este ter uma base de apoio popular determinante.
E, por isso, ficou entalada na guerra lançada pelos EUA e por Israel contra o Irão.
O jornalismo "de causas" não sabe como lidar com um dilema tão terrível como este: sentindo-se sempre obrigado a "lutar" por uma "causa" ou por um símbolo ou ícone inspiradores e politicamente correctos, deixa ainda mais de pensar pela sua própria cabeça e não sabe o que há de fazer. Trump?! O Irão?! Que horror, o que há de escrever?! Quem é que há de apoiar?! Já não lhe ocorre que o jornalismo nem sempre precisa de jornalistas ansiosos por opinarem...
E há de ser por isto que o noticiário sobre a crise no Médio Oriente é tão exíguo em Portugal, esbatendo-se numa zona de sombra que, curiosamente, corresponde aos interesses da embaixada de Israel em Lisboa.
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

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