quarta-feira, 22 de abril de 2026

Patadas na língua, patadas no jornalismo (10): títulos estranhos

 

Convencionou-se, quando os jornais eram comprados por quem os queria ler, que os títulos de primeira página deviam ser sucintos, rapidamente compreensíveis e apelativos, para justificarem a compra.

A situação mudou e já poucos leitores de jornais devem restar que os comprem, movidos por alguma curiosidade pelo que possam ter lido nas primeiras páginas. Talvez a consciência desse fracasso económico justifique a negligência com que muitos títulos parecem ter sido concebidos. 

Negligência, ou pior, que depois se generaliza. 



Na CNN:










Quem escreve, não lê o que acabou de escrever; talvez não tenham revisores; 
talvez sejam mesmo assim, talvez pensem mesmo assim...








No "Diário de Notícias":




É preciso ler mais do que uma vez para perceber o significado de cada uma destas frases.








No "Jornal de Notícias":



O que é que foi "em tempo recorde"? A "recuperação" ou o furto?




No Observador:




Quais serão as qualificações das pessoas que escrevem frases tão estranhas como estas?






No "Público":

Nem uma vírgula?!







(Imagens de fonte aberta de acesso público.)


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