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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Porque é que o PSD vai ganhar as eleições autárquicas em Caldas da Rainha... sem o merecer


1 - O PSD vai ganhar as eleições autárquicas de 2017 no concelho de Caldas da Rainha. Mas não o merece. Ganhará pelas influências que move, pelas iniciativas eleitoralistas e pela absurda falta de comparência das oposições. Nunca por mérito. Em especial dos seus dois principais candidatos.

2 - O mote do PSD nas eleições autárquicas de 2013 foi "Uma nova dinâmica". Três anos depois, o slogan desapareceu. Dito pelos próprios seria uma anedota. Pode ter sido pensado para dizer que o novo candidato a presidente era "dinâmico" por comparação com o anterior, o "dinossauro" Fernando Costa. Mas a única "dinâmica" que se viu do burocrata iluminado que saiu do ovo posto pelo "dinossauro" foi a das duvidosas obras que paralisaram a capital do concelho e que culminaram com a grande "obra de regime" local: um parque de estacionamento subterrâneo numa pequena cidade sem constrangimentos de trânsito.

3 - O concelho de Caldas da Rainha é um concelho que, no que depende do poder camarário, se encontra estagnado. Não há um projecto, um plano, uma imagem de marca. Nem a promoção do turismo nem a criação de condições para, promovendo-o, lhe dar sustentabilidade. A ambição das termas, que tanto gostam de alardear os políticos caldenses, é isso mesmo: uma mera ambição palavrosa que oculta uma decepção, sem projecto nem dinheiro. E tudo o que podia ser bem feito fica mal feito.

4 - Apesar disso, já se sabe, o ano de 2017 vai ser festivo. Não faltarão festas, festarolas e inaugurações. O eleitorado, de memória curta, aceitará o incentivo. E pagará a diversão com votos.

5 - Podia haver oposição. A sério. Mas não há. Nem oposição nem oposições. O PS parece tolhido por problemas internos, depois da saída de cena do seu cabeça de lista de 2013. O CDS tem dias. O PCP preocupa-se sempre mais com os problemas de política geral (e engolindo os sapos do apoio ao governo vigente). O BE desapareceu em 2013, felizmente. E o MVC, que devia ter mantido uma intervenção política regular depois da sua pequena vitória de 2013, deu com os burrinhos na água.

6 - Já aqui demonstrámos, há mais de um ano, que bastaria a união dos apoios e dos eleitores de 2013 para lançar uma alternativa única (uma aliança de boas vontades com um programa mínimo) ao PSD caldense e conquistar a câmara. Já começa a ser tarde para isso e não se nota que haja alguém, nas fileiras da oposição, que o queira fazer. E note-se: esta é a única hipótese de vencer o PSD em Caldas da Rainha.

7 - O quadro é este: a repetição de uma vitória do PSD na eleições autárquicas de 2017 neste concelho. Não por mérito próprio mas por demérito alheio. É uma situação em que o voto se tornará inútil e onde a abstenção será, provavelmente, a melhor expressão de distanciação perante um leque de políticos sem mérito.


Tudo o que pode sair mal, sai mal: um mini-parque desportivo no centro da capital do concelho (saído dessa nuvem de confusão que é o Orçamento Participativo)
foi construído sem abrigos, para evitar a exposição solar, bem fonte de água.


domingo, 20 de março de 2016

A política não é para amadores distraídos


Havia uma comissão na Assembleia Municipal para "acompanhar" a questão do património termal de Caldas da Rainha que, como se costuma dizer, "nunca saiu do papel".
Um ano depois é proposta uma segunda comissão com o mesmo objectivo. Os seus defensores (CDS/PP, MVC, PCP e PS) indignaram-se porque o PSD (a maioria) a recusou.
Ninguém (nem sequer os próprios proponentes da primeira comissão!) se lembrou de que ela já existia.
A política não é para amadores distraídos.
E os políticos caldenses, nesta trapalhada, revelaram bem as suas elevadas qualificações para a função, de uma ponta à outra do leque partidário.



A "Gazeta das Caldas" (18.03.16) comenta que é falta de memória.
Talvez seja mais acertado dizer que é falta de competência...

domingo, 6 de março de 2016

Os zombies da política caldense

 
Depois de um ano de ilusões presidencialistas, o MVC regressa morto-vivo
 
 
Num concelho como o de Caldas da Rainha, politicamente bloqueado por uma maioria absoluta incompetente (os herdeiros do PSD de Fernando Costa) e com uma oposição fragmentada, feita de apêndices regionais dos principais partidos e sem projectos adequados, justificava-se uma iniciativa externa aos partidos do "status quo" que pudesse, na melhor das hipóteses, introduzir uma dinâmica capaz de, pelo menos, mudar alguma coisa.
O Movimento Viver o Concelho (MVC), que começou a germinar antes das eleições autárquicas de 2013 com uma candidatura de cidadãos independentes e desagradados com os partidos existentes, corporizou essa esperança, teve um resultado interessante nessas mesmas eleições e depois... nada.
Os seus eleitos foram mantendo alguma intervenção, aparentemente descoordenada, mas o resto dissipou-se. A intervenção pública desapareceu.
Mas, pior do que isso foi o modo como as figuras de referência do MVC resolveram, há cerca de um ano, abraçar a causa caudilhista de um candidato às eleições presidenciais que também se reclamou da "independência" política para lançar uma das campanhas eleitorais mais demagógicas que houve em Portugal desde 1974 e que, merecidamente, lhe deu uma derrota estrondosa.
Esse desvio do MVC não colou apenas um movimento independente a uma espécie de proto-partido unipessoal. Ao fazê-lo, o MVC levou como reféns os votos que conseguira em Setembro de 2013.
Foi, durante um ano, o que fizeram. E, com isso, o MVC morreu politicamente.
Agora, como se nada tivesse acontecido, o MVC anuncia uma "jornada subordinada ao tema 'Pensar Independente-Caldas da Rainha 2017', tendo como objectivo a promoção de um debate alargado e aberto (...) e envolver pessoas sensíveis ao tema, que se preocupem com o desenvolvimento das suas terras e/ou do concelho. Tendo em vista a possível construção de uma opção independente para as próximas eleições autárquicas."
Não é assim que as coisas se fazem e esta iniciativa parece oscilar entre a ingenuidade e a desonestidade políticas.
O MVC transforma-se deste modo nos "walking dead" da política caldense.
 
 
 
Por uma aliança de boas vontades
 
Além disso, como já escrevi, qualquer esforço sectorial (venha ele do que resta do MVC, do PS, do CDS ou do PCP ou dessa pérola da asneira que é o BE) será uma inutilidade nas eleições autárquicas de 2017: nenhum destes partidos, por si, conseguirá ganhar a Câmara Municipal ao PSD.
Juntos, no entanto, poderão fazê-lo.
Os resultados eleitorais de 2013 são claros e não se compreenderá que o PS, que conseguiu formar uma aliança tão espúria para o governo da nação, não consiga federar para as eleições deste concelho uma aliança de boas vontades que vise reunir a soma dos votos da oposição e sobrepô-los aos votos concelhios do PSD.
Defendi-o neste blogue e no "Jornal das Caldas" (ver aqui) e não deixa de ser curioso verificar que há mais gente a pensar nisso.
Foi o caso, de certo modo indirectamente mas a chamar os bois pelos nomes, do apontamento publicado na passa sexta-feira passada pela "Gazeta das Caldas".
 
 
"Gazeta das Caldas", 4.03.16: o PSD local pode "cair na realidade"




A realidade

Para que não haja dúvidas, republicam-se aqui os resultados eleitorais de Setembro de 2013.
Os números são claríssimos: os votos conjuntos dos restantes partidos suplantam os do PSD. O afastamento do PSD da Câmara Municipal de Caldas da Rainha só se consegue pela aliança de toda, ou quase toda, a oposição
 
 
PSD
PS
MVC
CDS
PCP
BE
Assembleia Municipal
8603
4766
2078
1986
1146
786
Câmara Municipal
9203
4866
1856
1967
1089
601
Fonte: Comissão Nacional de Eleições (eleições autárquicas de 2013)


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A brincar com o fogo... e com o dinheiro

 
"Fazer investimentos de vulto só alavancados por fundos comunitários e assim mantemos um equilíbrio orçamental", acrescentou [o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha]. Destacou que, tendo em mãos a gestão do hospital termal e património do parque e mata, "será difícil dispersar investimentos para outras áreas".
 
"À exceção da Casa Museu Leopoldo de Almeida, que se promete estar concluída em 2016 (será mesmo?), na área da cultura há todo um grandioso conjunto de obras e eventos a concretizar a partir de 2017 que atingem o montante de quase 5 milhões de euros."
 
 
Estas duas passagens são retiradas da notícia "Assembleia Municipal na freguesia de Carvalhal Benfeito", publicada no "Jornal das Caldas" de hoje. As afirmações entre aspas do primeiro excerto são do presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha. A afirmação entre aspas do segundo excerto é de Edgar Ximenes, membro da Assembleia Municipal.
Estas duas passagens mostram o seguinte:
 
- a Câmara Municipal de Caldas da Rainha sabe que o quadro financeiro em que vai fazer (ou tentar fazer...) a gestão do hospital termal e do património anexo é tudo menos sólido;
- o ano de 2017 vai ser de "festa" para garantir a vitória do grupo do PSD local que venceu as eleições autárquicas de 2013 nessas eleições.
 
A oposição a esse grupo do PSD (que já nem insiste na designação de "nova dinâmica") anda, em versão bipolar, a brincar com o fogo... e a ajudar a "nova dinâmica" a brincar com o dinheiro alheio. Mais vale que nem se apresentem às eleições, por este andar.

O provincianismo parolo do PS caldense

Aflige-se o PS de Caldas da Rainha com a ausência, no Parlamento, de dois políticos caldenses do PSD e do CDS que o resultado das eleições (que deram a vitória à coligação nacional PSD/CDS) não chegou para eleger.
São lágrimas de crocodilo parolas de um partido provinciano que, tendo perdido as eleições, conseguiu ambiciosamente alcandorar-se ao governo do País graças a uma aliança com a extrema-esquerda e que nem parece querer perceber que pode fazer algo parecido, de outra maneira e com plena legitimidade acrescida, no seu próprio concelho. 
 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

O PS não gosta das opiniões alheias

 
O meu comentário, posto no blogue dos Vereadores do Partido Socialista de Caldas da Rainha 2013/2017 a propósito disto, não foi publicado.
Também parecem fazer o que criticam ao PSD local. 

domingo, 18 de outubro de 2015

Dois anos depois


«Abater a poderosa inércia que esmaga este executivo camarário. As centenas de ideias boas que aqui chegam acabam sempre, inexoravelmente, por nunca serem consistentemente seguidas e tudo se resume constantemente a arrebatamentos sortidos, cheios de boas intenções, que nunca conduzem a lado nenhum.» 

«Este município tem um armário cheio de esqueletos. Tem sido e continua a ser um trabalho intenso e difícil abrir as portas desse armário de par em par. A opacidade e complexidade das operações ilícitas, requer uma dedicação absoluta. As auditorias financeiras revelam, semestre após semestre, um contínuo e antigo atropelo processual que custou a este município milhões de euros e uma reputação sólida de falsidade e de impunidade.»

«Razão tinha a oposição ao longo de tantos anos em afirmar, não apenas as ilicitudes grosseiras que se cometeram e cometem nesta autarquia, mas também em denunciar como se deturpou conscientemente as contas para anunciar um equilíbrio que se revela repleto de esqueletos no armário financeiro da autarquia.»




Um presidente de câmara que está melhor fora da Câmara.


 
 
Estes excertos arrasadores para a gestão da Câmara Municipal de Caldas da Rainha são retirados do blogue dos vereadores do PS deste concelho no balanço que faz dos dois anos de gestão do grupo dominante no PSD local que ganhou as eleições de Setembro de 2013.
O PS foi o único partido da oposição, que eu saiba, a ter este tipo de intervenção que, na prática, é uma declaração de guerra ao PSD camarário.
Quanto aos restantes sectores representados na Assembleia Municipal, o panorama, infelizmente, é mau: o CDS remeteu-se agora ao silêncio, na melhor das hipóteses por estarmos ainda no rescaldo das eleições legislativas (em que se coligou com o PSD nacional); o PCP liga pouco aos problemas da região; e, por último, a grande esperança das eleições locais de 2013, o grupo de independentes do MVC está reduzido a... palestras sobre temas de saúde. 
Ao fazer esta declaração de guerra, mantendo ao mesmo tempo uma intervenção regular no seu blogue, o PS assume uma responsabilidade que não pode ficar apenas pelas palavras.
Já passaram dois anos sobre as eleições de 2013 e faltam dois anos para as eleições de 2017.
O PS, que sozinho, tão cedo, não conseguirá vencer as eleições autárquicas neste concelho, está finalmente em condições de tomar a iniciativa na congregação de todas as vontades que podem unir-se para mudar o rumo da Câmara Municipal de Caldas da Rainha numa candidatura abrangente e sólida.
Quererá fazê-lo?
E, realmente, mudar?
 


Está na altura de começar a trabalhar para os substituir.
Haverá quem realmente o queira fazer?




Nota: O meu elogio ao PS local não significa que eu esteja de acordo, vote favoravelmente ou apoie o que este partido tem andado a fazer, antes e depois das eleições legislativas de 4 de Outubro. A minha crítica, aqui e em todo este blogue, ao PSD de Caldas da Rainha e à sua "nova dinâmica" da treta, não é anulada pelo voto que dei à coligação de âmbito nacional entre o PSD e o CDS (Portugal à Frente) nas mesmas eleições.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

O direito de votar e o direito de não votar


É possível que a democracia, tal como a conhecemos, não seja o melhor regime político de todos os que saíram da história das ideias políticas da espécie humana. Mas não há melhor, até agora, e a liberdade de pensamento e de ação cívica e política (no respeito pela Constituição e pelo bom senso) faz parte da democracia.
E essa liberdade contempla a intervenção política, colectivamente organizada ou individual.
A expressão individual é a do voto. E o seu exercício é livre.
Não há nenhuma norma constitucional ou disposição legal autónoma que torne o voto obrigatório. Houve quem o quisesse tornar obrigatório e há países onde isso acontece mas é, para todos os efeitos, uma perversão.
Um cidadão com capacidade eleitoral pode não encontrar, num dado acto eleitoral, uma candidatura em que se reconheça, com que se identifique e cuja programa deseje ver aplicado. Sendo esse o caso, irá votar para quê? Para legitimar as opções dos outros?
Os defensores da obrigatoriedade do voto esgrimem duas outras opções que consideram redentoras: é possível votar em branco, é possível anular o voto. É uma forma de "participar", mesmo que sob o manto do anonimato e do silêncio. 
Mas qualquer destas opções é inútil: o voto em branco não indica uma preferência e até pode ser preenchido, o voto nulo nunca verá a luz do dia.
Há também um argumento que tentam tornar fatal: quem não vota, não tem o direito de se pronunciar sobre o País e sobre os resultados eleitorais. Quem defende uma coisa destas combate a liberdade e anda nas margens perigosas de um fascismo social que tende a tentar castigar os que não pensam como cada maioria conjuntural.
Defendo o voto como expressão da participação do cidadão na vida política e direito seu. Mas defendo também o direito de não ir votar e considero-o um direito inalienável do cidadão que, sendo exercido, não pode ser objecto de punição. Nem sequer pela afirmação tola de que quem não vota não pode sequer emitir uma opinião... sobretudo quando a "opinião", em certos casos, se assemelha a um chorrilho de asneiras.
Tenho exercido o meu direito de voto desde 1975 mas também tenho exercido o meu direito de não votar.
Nunca votei em branco nem anulei o voto. E não me sinto diminuído em capacidade nenhuma por não ter ido votar numa ou noutra eleição.
Disto isto, aqui fica o que penso, nesta perspectiva, relativamente a três actos eleitorais próximos.
 

4 de Outubro de 2015: eleições para a Assembleia da República

O meu voto vai para a coligação Portugal à Frente (a aliança PSD/CDS). Não vejo outra candidatura mais credível ou mais adequada aos tempos de incerteza em que ainda vivemos.
A evolução da economia portuguesa parece ser promissora e os indicadores são favoráveis. Mas um governo do PS (a única alternativa, com apoio directo ou indirecto do PCP e/ou do BE) introduziria uma ruptura com a estabilidade de que o País necessita. E, por outro lado, uma maioria relativa do PSD e do CDS, com a possibilidade de uma coligação PS/PCP/BE se transformar num bloqueio, daria origem a novas eleições daqui por um ano,
É significativo que mesmo um jornal alinhado com o PS, como o "Diário de Notícias", realce o valor da estabilidade e os riscos para a economia que trará um resultado eleitoral incerto.
Daí que considere essencial um governo PSD/CDS que seja a continuação do governo cessante com algumas correcções de rumo (para as quais sã aliás necessárias uma oposição responsável e com sentido de Estado de um PS cuja direcção possa cortar com a extrema-esquerda) e por isso votarei na coligação Portugal à Frente.
 
 

Janeiro de 2016: eleição do Presidente da República

Num cenário politicamente incerto (um governo sustentado por uma maioria relativa no Parlamento ou mesmo uma maioria absoluta) é essencial o papel do Presidente da República que vai ser eleito em Janeiro de 2016.
Deve ser uma figura prestigiada, com capacidade de diálogo e conhecimento aprofundado das leis.
Entre os possíveis candidatos e candidatos já assumidos que se perfilam para esta eleição, penso que o melhor Presidente da República será Marcelo Rebelo de Sousa, de quem se diz que será candidato mas que ainda não o disse,em absoluto e em especial para os tempos ainda conturbados que poderão esperar-nos, devido à eventual inexistência de uma maioria estável de governo no Parlamento e ao clima de crise económica que a instabilidade inevitavelmente gerará.
 
 
 
Setembro de 2017: eleição da Câmara Municipal, da Assembleia Municipal e da Assembleia de Freguesia em cada freguesia/concelho

No concelho onde resido (Caldas da Rainha) há uma gestão municipal incompetente, nas mãos de um PSD igualmente incompetente, que ganhou a maioria dos votos nas eleições autárquicas de 2013.
Como aqui recordei, no entanto, a soma dos votos obtida por aquilo que se poderá designar por "oposições" com representação na Assembleia Municipal (PS, CDS, PCP e um movimento independente, o MVC) é superior à do PSD.
As intervenções públicas destes três partidos e do MVC não contêm nenhuma divergência fundamental no que se refere aos interesses e às aspirações do concelho de Caldas da Rainha e convergem num sentido fundamental: na oposição ao PSD de Caldas da Rainha.
Não se vê, também, que haja incompatibilidades de fundo e de política entre o PS, o CDS, o MVC e o PCP.
Defendi aqui uma aliança de boas vontades, um pacto eleitoral entre o PS, o CDS, o MVC e o PCP para as eleições autárquicas de 2017. E chegar a esse objectivo nem se pode considerar complicado... se predominarem os interesses da população.
Sozinhos, o PS, o CDS, o MVC (ou o que dela resta) e o PCP nunca conseguirão derrotar o PSD caldense. Mas em aliança podem fazê-lo.
Isto significa que o voto no PS, no CDS, no MVC ou no PCP é perfeitamente inútil. Não serve para nada. É, lá está, um caso em que o voto em branco nada significa e o voto que se anula no momento significam zero.
Por isso, e exercendo o direito de não votar, se a situação não se alterar e não houver essa aliança de boas vontades do PS, do CDS e do MVC (que até poderia ser alargada ao PCP, embora os comunistas não a devam querer), não irei votar nas eleições autárquicas de 2017.
 
 

sábado, 19 de setembro de 2015

A oposição caldense encolheu: são mesmo só o PS e o CDS


Primeira página da "Gazeta das Caldas" de 18.09.15


É certo que a decisão, embora a "Gazeta das Caldas" não seja clara, parece referir-se apenas à Câmara Municipal, onde manda o PSD e onde só o PS e o CDS se encontram representados, mas não deixa de ser significativo que só o PS e o CDS sejam designados por "oposição".
Os dois partidos já divulgaram a sua oposição a mais um aumento do preço da água, que é realmente incompreensível e inaceitável, enquanto o PCP e o MVC (a associação de independentes que parecia muito promissora) se mantêm silenciosos.
O aumento (de que já aqui falámos) tem por base um prejuízo dos serviços municipalizados de Caldas da Rainha que a Câmara Municipal não consegue explicar (nem evitar, sequer) e fará com que a conta mensal aumente 3 por cento e as "taxas e taxinhas" 5 por cento.
É pena, mais uma vez, que ninguém proteste.
É pena, também, que os cerca de 3200 eleitores que deram os seus votos ao MVC e ao PCP estejam cada vez menos representados por estas organizações.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Preço da água, Hospital Termal, obras e a desistência das oposições em Caldas da Rainha


1 - Há três anos houve um aumento nos preços do fornecimento de água praticados pelos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Caldas da Rainha que, pelo efeito multiplicador das várias taxas, fez com que o custo pago pelos consumidores subisse para o dobro.
O mau serviço prestado pelos Serviços Municipalizados não melhorou. Alguns protestos e queixas individuais não tiveram eco na oposição ao PSD municipal: o PS, o CDS, o PCP, o que ainda restava do BE e, fora da Assembleia Municipal, o futuro MVC aceitaram os aumentos. Agora estão nas calhas mais aumentos e, segundo o PS, nada o justifica. Pelo contrário. Mas a maioria do PSD na Câmara e na Assembleia Municipais pode impor esses aumentos.
 

O aumento do preço da água não serviu para investir na rede de abastecimento



2 - Para a financeiramente pouco sólida Câmara de Caldas da Rainha, o ónus do atraso na ansiada entrega do Hospital Termal está agora no Tribunal de Contas, que lhe pediu "um conjunto de esclarecimentos".
Não se sabe se, entre esses esclarecimentos, está a certeza de que a câmara consegue evitar cair no buraco financeiro decorrente das responsabilidades com o Hospital Termal que quer levianamente assumir.
As oposições, que infelizmente se dividiram nesta matéria na Assembleia Municipal, deviam fazer-se ouvir. Mas não é o caso. Estão mudas e quedas. E, entretanto, vai avançando o processo das termas no concelho vizinho de Óbidos. Alguém sinceramente acredita que, com termas já em funcionamento mesmo ao lado, um hospital termal na cidade de Caldas da Rainha tem alguma hipótese?!




"Gazeta das Caldas", 28.08.15




3 - Numa das entradas da capital do concelho (que talvez seja a entrada principal para quem se desloca pela A8) há obras interrompidas há várias semanas. O trânsito faz-se com dificuldade, o aspecto é ofensivo. Mas impera o silêncio.
 


Obras paradas: nada de novo neste concelho


Estes três temas não esgotam a crítica que se esperaria que fosse feita à gestão PSD da Câmara Municipal de Caldas da Rainha por uma oposição de que eu (e se calhar não só eu) esperava muito mais: mais resistência, mais intervenção, menos complacência e menos passividade. E um pouco mais de cultura política.
À excepção do PS (e, mesmo assim, em regime de "serviços mínimos"), a oposição caldense desistiu, cansou-se, ou distraiu-se do seu papel. Ou foi de férias. Ou mudou-se.
Em termos partidários, o PS e o CDS têm feito as suas provas de vida embora o CDS, coligado com o PSD a nível nacional, tenha optado por hostilizar pouco o PSD a nível local.  O MVC (Movimento Viver o Concelho), cuja intervenção me iludiu, e o PCP andam entretidos com as eleições nacionais.
Nada disto, no entanto, serve de desculpa para a falta de comparência das oposições. O pedido dos votos aos eleitores pressupõe um compromisso de intervenção política regular, persistente, coerente e pública. Não é o que se vê em Caldas da Rainha.
E se o PSD caldense fosse suficientemente arguto e inteligente para ter sentido de humor, bem podia começar a escolher os principais dirigentes oposicionistas  para os condecorar no próximo 15 de Maio pelos relevantes contributos que andam a dar para a glória das extraordinárias criaturas da "nova dinâmica". 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O umbigo

 
Uma rua de comércio do centro da capital do concelho que pode, ou não, ser fechada ao trânsito, e que parece que o vai ser às vezes depois de já ter sido fechada e aberta; um movimento que ninguém parece compreender nem saber explicar entre a Câmara Municipal e os Serviços Municipalizados; o "estatuto do direito de oposição" de que as oposições parecem não gostar e cuja utilidade pode ser questionável quando as oposições funcionam intermitentemente; hora e meio de estacionamento à borla no magnífico estacionamento subterrâneo do centro da cidade aos domingos de manhã.
Foi esta a ementa da reunião da Assembleia Municipal de Caldas da Rainha de 23 de Junho segundo as duas páginas que a "Gazeta das Caldas" dedica ao assunto. 
A dimensão da reportagem deve sobretudo interessar aos distintos membros do órgão que se verão citados e fotografados (desta vez tudo ao molho e fé em Deus) para contento próprio e dos seus familiares porque, para a população em geral, para os residentes de todo o concelho, isto pouco interessa.
Quase dois anos depois das eleições locais de 2013 e a pouco mais de dois anos das eleições de 2017, a Assembleia Municipal parece estar a recuperar o papel de umbigo do mundo político local. E é pena.
 

domingo, 21 de junho de 2015

Amor com amor se paga?

 
O presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha tem forçosamente de estar grato ao Rei da Demagogia por este ter conseguido desviar as atenções de alguns dos críticos mais persistentes do PSD caldense.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Como a dependência é a perda da inocência dos "independentes"


Como a polémica, relativamente discreta, não terminou (e até há quem me acuse de querer que os "independentes" sejam "submissos"...), é conveniente retomar a minha crítica ao Movimento Viver o Concelho (MVC), a associação de "independentes" que, tendo tido uma boa estreia eleitoral em Setembro de 2013, se arrisca a nem sequer chegar às eleições de 2017.

A saber:
 
1 - O PCP tem uma estrutura partidária em Caldas da Rainha. A capacidade de intervir deste partido devia facilitar a obrigação dos seus militantes de intervirem a nível nacional mas também a nível local.
Ou seja: o PCP é obviamente livre de promover as suas campanhas (o "pacto de agressão", etc) no concelho de Caldas da Rainha as não devia descurar a crítica ao seu "inimigo principal" (a formulação leninista), que é a Câmara Municipal, do PSD. Mas enquanto faz uma coisa não faz a outra. 
O que está a acontecer ao MVC não é muito diferente: a sua intervenção no concelho diminuiu assinalavelmente e essa ausência faz-se tanto mais notar quanto mais aumenta o envolvimento dos seus principais animadores na campanha presidencial de um candidato que, no mínimo, não é consensual.
Eu, como eleitor, não quero o MVC "submisso". Quero é que o MVC que apoiei combata activamente o PSD caldense e tente lutar por uma alternativa em 2017.
Mas se os seus esforços vão para uma campanha presidencial, é natural que não o consigam fazer, mesmo que (ainda) o queiram.
 
2 - O MVC, que nasceu do "nada" político, teve mais de 2000 eleitores que lhe deram o seu voto em 2013. O MVC formou-se para concorrer às eleições locais de 2013 e, penso eu, para prosseguir esse combate e, recebendo o voto dos eleitores para esse efeito, conquistar os órgãos autárquicos.
O voto no MVC não é transferível, no entanto. Até porque, não existindo antes de 2013, o MVC não teve, como não tem, um programa que transcenda o concelho. Os votos que recebeu expressam um mandato claro e não são património do MVC como se pode aceitar que são os votos nos partidos tradicionais.
Nesta perspectiva, o MVC está a levar os votos que recebeu em 2013 para uma candidatura presidencial como se eles fossem coisa sua. E não são.
E os seus animadores podem dizer que o fazem a título individual (embora nada se note, em geral), o certo é que a presidente da associação que é o MVC e que, como dirigente do MVC, foi, e bem, candidata à Câmara Municipal de Caldas da Rainha, intervém na estrutura da campanha presidencial sem deixar de ser dirigente do MVC.
Quem não pode estar de acordo com essa candidatura presidencial (e ninguém é obrigado a apoiá-la, ou estarei enganado?) tem de guardar as distâncias relativamente também ao MVC porque vê agora esse movimento de "independentes" transformado num movimento "dependente" de um candidato presidencial.
 
3 - O candidato presidencial apoiado, objectivamente, pelo MVC pode perder as eleições em Janeiro de 2016.
Sampaio da Nóvoa é um candidato mais forte e com melhores apoios que "pesca" nas mesmas águas. Haverá um candidato à partida também mais forte apoiado pelo PSD e pelo CDS. Só por um milagre (e não divino...) é que esse candidato chegará a Presidente da República.
E essa derrota será uma derrota dos seus apoiantes. Se os seus apoiantes o fazem a título individual, a derrota é deles. Mas se arrastam com eles uma expressão colectiva, a derrota afecta toda a gente.
Ou seja: o nível de comprometimento do MVC fará com que a derrota eleitoral arraste o próprio MVC. Num movimento frágil como este é, será um revés grave para as eleições locais do ano seguinte.
Tendo entrado em alta na política caldense, a derrota do "seu" candidato empurrará para o fundo o MVC e fará com que muitos eleitores de 2013 se interroguem sobre o que fará o MVC ao seu voto depois de 2017.
(E, sendo fácil especular sobre o que poderiam ganhar alguns apoiantes com a vitória do candidato presidencial, nem o quero fazer.)
 
A questão fundamental é esta: os "independentes" tornaram-se dependentes de uma campanha política e, com a perda da sua "inocência" política, correm o risco de se perderem para sempre. 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Quem não é por eles, é contra eles

 
Parece que o MVC está zangado comigo. Falo do Movimento Viver o Concelho, o grupo de independentes que concorreu às eleições municipais de 2013 no concelho de Caldas da Rainha e que eu apoiei por considerar que seria a melhor alternativa ao "status quo" político vigente.
Não gostei de ver os seus principais animadores envolvidos na campanha presidencial de um caudilho demagogo, como se levassem com eles, como propriedade sua, os eleitores de Setembro de 2013, e escrevi-o. Ainda tive de esclarecer melhor a minha posição.
Foi quanto bastou para os mesmos que gostaram do meu apoio (e que até me pediram para intervir publicamente, o que fiz) desatarem a criticar-me, censurando-me, por exemplo, o facto de eu (intervindo até mais vezes e em assuntos bem concretos) o fazer "à distância". Ainda bem que nunca me convidaram para um lugar numa lista porque ainda me arriscaria, pelos vistos, a que me cobrassem a coisa.
Tive sempre o cuidado de lhes dizer que, entre os "independentes", talvez o mais independente fosse, eu porque estive sempre à vontade para dizer o que pensava. Foi o que fiz e agora há quem não goste.
Quando nesta altura assumem a posição de que quem não é por eles (e pelo demagogo que tanto os excita) é contra eles, só mostram que são iguais a todos os outros.
Apesar de tudo, tenho pena. Deles.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Tarda a Boa Nova

 
Tarda a Boa Nova por parte dos apóstolos do caudilho messiânico Paulo de Morais (o "de" é fundamental porque Morais há muitos e Paulos são mais do que as mães): se ele for eleito Presidente da República, vai demitir todos os presidentes das Câmaras Municipais que não acertam uma e que andam de cama e pucarinho com os interesses mais ocultos de todos.
Dava jeito, à falta de melhor...



terça-feira, 2 de junho de 2015

Os equivocados

 
Há, entre os "independentes" saídos das eleições autárquicas de 2013, quem pense (e muito de acordo com o princípio de que "quem não está connosco está contra nós") que a crítica que lhes é feita de se envolverem demais na política nacional se deve a qualquer rejeição da sua participação à dimensão nacional. 
Essa rejeição, no entanto, até seria um erro histórico porque qualquer partido (sobrevivente, triunfante ou perdido) começa por ser, em geral, um grupo de cidadãos formalmente "independentes".
O que porém está em causa na tentação "nacional" dos "independentes" é o desvio de esforços e de tempo para projectos que estão completamente fora do objectivo principal que os levou à luta política local e do compromisso com o eleitorado que lhes deu o destaque que lhes permite alcandorar-se ao que julgam não ser apenas "carne para canhão" de projectos de poder pessoal.
Os "independentes" podem gozar os seus tempos livres como quiserem.
Leiam livros, dediquem-se à jardinagem, cocem-se, sonhem com um "remake", ou vários, do PRD eanista em 2017. Façam o que quiserem. Mas, na sua actividade política, têm de dedicar-se por inteiro ao cumprimento do "contrato" com os seus eleitores. A nível local.
Qualquer outra opção é, para não dizer pior, um equívoco pessoal e uma manifestação de desinteresse por quem lhes deu o voto em 2013.

domingo, 17 de maio de 2015

A abstenção não legimita aventuras oportunistas

O aparecimento de partidos novos, que não só ambicionam chegar ao Parlamento como formar governo, e de candidatos (mesmo os mais duvidosos) à Presidência da República é por vezes defendido como uma forma de combater a elevada abstenção aos actos eleitorais.
É um pouco a perspectiva de atirar o barro à parede a ver se cola. É, em termos políticos, uma aventura oportunista.
Basta, no entanto, ter boa memória para perceber que, mal ou bem, os partidos novos e os candidatos marginais não conseguem ser mais do experiências fugazes, do PRD eanista ao aparente ocaso de Marinho e Pinto.
E, sem irmos aos números nacionais, até podemos pegar num concelho como o de Caldas da Rainha onde um candidato novo do mesmo partido dominante e uma oposição fragmentada (e animada, até, por um movimento de independentes) não conseguiram evitar, nas eleições autárquicas de Setembro de 2013, uma abstenção de 53,5 por cento.
Ou seja: dos 45 535 eleitores inscritos votaram (para a Câmara Municipal) 21 134, tendo-se abstido 24 401. E o partido dominante, o PSD, teve só 9 203 votos.
Num caso como este, a manutenção do mesmo xadrez partidário nas próximas eleições não servirá para combater a abstenção.
E, por absurdo que isso fosse, um novo movimento também não resolveria o problema. Uma aliança de boas vontades (como já aqui defendi) da maioria da oposição com objectivos bem concretos a nível do concelho já poderia chamar mais votantes, que iriam votar por saber que uma aliança desse género poderia alterar de uma vez por toda a situação vigente.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O pior e o melhor de 2014 em Caldas da Rainha


O pior










O presidente incumpridor


A cidade de Caldas da Rainha experimentou, com o presidente camarário eleito em Setembro de 2013, o que todo o concelho já vivia desde muito antes: obras que parecem ter sido concebidas, e executadas, de qualquer maneira, onde aparentemente ganham mais com elas as empresas que as fazem (e que nunca são penalizadas pelo que não fazem e deviam fazer) do que a população. A Câmara Municipal conseguiu prejudicar residentes e comerciantes, hostilizar visitantes, inviabilizar vias de circulação, deixar que todas as obras se atrasassem e desperdiçar dinheiro em empreitadas que servem para encher o olho em vez de cuidar do que realmente interessa. Como a repintura das passadeiras de peões, por exemplo. O presidente da Câmara, um diplomado da Universidade Autónoma que o "dinossauro" Fernando Costa foi retirar dos alfobres municipais, foi prometendo sempre o cumprimento de prazos enquanto ia deixando que as promessas desaparecessem da "nova dinâmica" das obras que só por ironia se podem chamar de "regeneração" urbana. Do que gosta é de ficar nas fotografias. Quanto ao resto...



















A porcaria


Caldas da Rainha é um concelho sujo. Despeja-se o lixo para o chão, penduram-se anúncios de plástico nas árvores e nos postes, que depois ficam a apodrecer. Na própria cidade reinam os velhos contentores verdes, bem emporcalhados, mesmo em ruas sujeitas às tais obras de encher o olho. A Lagoa de Óbidos transforma-se, a cada verão, num vazadouro a céu aberto onde há de tudo: os detritos e os excrementos dos caravanistas selvagens e mobiliário velho. Onde a fiscalização não chega (e quem manda, centralmente, está-se nas tintas) seria conveniente que vigorasse o civismo. Mas também não é de cima que vêm os bons exemplos: a " mensagem" transmitida pelos caixotes de lixo verdes numa cidade-estaleiro é a de que vale tudo. A começar pela porcaria.









O PCP

 
Se o PCP dedicasse aos problemas do concelho de Caldas da Rainha um décimo do esforço que, em vão, investiu na saída da Troika e no derrube do "governo de direita", as circunstâncias haviam decerto de serem melhores. Mas não é isso que acontece. As intervenções do PCP em Caldas da Rainha são acompanhadas pela gritaria que serve para ganhar títulos na imprensa nacional mas os problemas locais passam-lhes à margem. Acampam na Lagoa de Óbidos para exigir o fim do "pacto de agressão" e saudar as greves dos transportes públicos de Lisboa mas não ligam ao seu assoreamento ou à porcaria que se acumula no local. O PCP é um aliado objectivo da "política de direita" do PSD caldense, a começar pelo desinteresse e acabar pelos votos contra as baixas de impostos no concelho.



O melhor







Sinais de esperança


A entrada em cena do Movimento Viver o Concelho nas eleições autárquicas de 2013, apesar das suas hesitações, obrigou o PS e o CDS a "chegarem-se à frente" e a quebrarem a regra vigente na oposição concelhia de que era suficiente fazer apenas "prova de vida" entre as várias eleições autárquicas. Os dois partidos já se fizeram ouvir mais vezes, apesar de parecerem ter ainda dificuldade em distanciarem-se da gestão camarária do PSD caldense. E é de esperar que assim continuem. Sobretudo quando se percebe que seria objectivamente possível uma convergência efectiva, em torno de questões concretas, entre o PS, o MVC e o CDS, o que poderia ajudar o concelho de Caldas da Rainha a sair do "pântano" multifacetado onde os herdeiros de Fernando Costa o mergulharam.











Capacidade de resistência



Num concelho cuja capital deixou de ser convidativa para os turistas, e onde a elite política se fechou ao exterior, há quem continue a resistir contra todas as dificuldades. No centro da cidade, a papelaria Vogal sobreviveu às obras, diversificou a oferta e ligou-se mais à população. Noutro ponto da cidade, na zona nevrálgica do abandonado Parque D. Carlos I, a pastelaria Machado continua a fazer pela vida, quase perdida numa rua (a Rua de Camões) a que as obras municipais deram o golpe de misericórdia. Em Salir do Porto, uma zona virada ao Atlântico que tem todas as potencialidades turísticas que qualquer localidade ambiciona ter e a que a capital do concelho também virou costas, resiste o restaurante Naco na Pedra. São apenas três bons exemplos de capacidade de resistência e de afirmação pela positiva, que mostram a força que pode ter a iniciativa privada mesmo quando o Estado (neste caso, uma Câmara Municipal hostil e incompetente) em nada ajuda.


















Junta de Freguesia da Foz do Arelho


A verdadeira dinâmica autárquica é esta: ser capaz de ir avançando, com pequenos e grandes passos, das iniciativas populares (como a limpeza da praia) à delimitação geográfica da zona do cais para impedir o estacionamento das caravanas. A nova Junta de Freguesia da Foz do Arelho saída das eleições de 2013 tem demonstrado o que pode ser feito com capacidade de iniciativa, dinamismo e acompanhamento directo das situações. A Câmara Municipal e as restantes juntas de freguesia (mesmo aquelas da cidade que foram "engordadas" com a anexação idiota de freguesias rurais) bem podem pôr os olhos no que aqui se vai fazendo.






sábado, 27 de dezembro de 2014

3 coisas estranhas e 3 coisas factuais sobre as obras de degeneração urbana de Caldas da Rainha


Porque será que eles não prestam contas?

Três coisas estranhas:
 
- O presidente e o vice-presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha não prestam contas sobre as obras (valores e empresas contratadas).
- A Câmara Municipal de Caldas da Rainha não impõe penalizações às empresas que se vão atrasando nos prazos de conclusão das obras (que o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha vai sucessivamente anunciando e desmentindo, mês após mês).
- As obras começaram em grande coincidência com a campanha das eleições autárquicas de Setembro de 2013.
 
Três coisas factuais:
 
- Há fases das obras e obras no seu conjunto onde, dias a fio, não há trabalhos ou os trabalhos se desenrolam com mão-de-obra que é claramente insuficiente.
- Nenhum prazo das várias empreitadas foi cumprido.
- Estas obras ditas "de regeneração urbana" foram privilegiadas em vez das obras de menor dimensão que poderiam beneficiar de facto os habitantes (e os comerciantes) da cidade e do resto do concelho, desde vias de circulação a passadeiras de peões.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A irrelevância

 

Nas eleições autárquicas de Setembro de 2013, o Berloque de Esquerda extinguiu-se, eleitoralmente, em Caldas da Rainha, ao perder votos e presença na Assembleia Municipal.
O seu candidato esfumou-se, depois de vários "números", que incluíram um ataque reles ao autor deste blogue.
Hoje, em Caldas da Rainha, o BE é conhecido pelos elogios do seu novo/velho representante ao presidente da Câmara (PSD) e por uma pouco edificante cena de batatada.
É oportuno recordar isto (e que o então berloque-chefe prometeu tirar desforço da minha reação à sua pequena canalhice em Outubro... do ano passado) quando se vê o estado de degradação do BE e a agonia em que entrou.
De uma liderança bicéfala passou a uma coisa partida ao meio e já não parece conseguir impedir que os seus votos sejam absorvidos por alguns abutres políticos.
Não é uma surpresa. É só a confirmação da sua irrelevância.