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sexta-feira, 4 de março de 2016

Quiseram, não foi? Agora não se queixem

Janeiro de 2015: o CDS/PP, o MVC e, à sua maneira, o PS 
passaram um cheque em branco ao PSD caldense

Foi em Janeiro do ano passado que, contentinhos da Silva, os representantes do CDS/PP e do MVC votaram a favor da "entrega" do património termal de Caldas da Rainha à respectiva câmara municipal.
Nessa reunião da Assembleia Municipal o PS absteve-se e o PCP votou contra. O PSD, maioritário, votou a favor e ganhou. O que neste concelho, em termos políticos, passa por "oposição" não se apercebeu do disparate do cheque em branco que deu à Câmara. (Mais pormenores aqui.)
Há pouco mais de um mês, um luzido grupo da dita oposição foi (pela primeira vez!) ver por dentro o hospital termal e os famosos pavilhões do parque. Ficaram boquiabertos e "indignados" com o que viram. Ou seja: compraram sem ver.
Há coisa de uma semana, o CDS/PP, o MVC e o PS e o PCP voltaram a indignar-se, desta vez porque o PSD recusou, na Assembleia Municipal, uma proposta de constituição de uma comissão de acompanhamento do património termal. Bem podem limpar as mãos à parede, no entanto.
O voto em branco que deram ao PSD caldense e à sua câmara municipal para ficarem com o património termal legitimou todos os comportamentos do grupo que dirige a Câmara.
É certo que um voto contra de toda essa oposição, nessa reunião da Assembleia Municipal, não teria impedido a coisa devido à maioria detida pelo PSD. Mas teria mostrado que a Câmara ficaria sozinha, mesmo que moralmente, a fazer as suas asneiras neste domínio.
Não acredito, até pelos montantes envolvidos, que a Câmara Municipal da "Nova Dinâmica" tenha algum projecto, plano, intenções, parceiro(s) para reabilitar o património termal. Pode fazer algumas flores no próximo ano, por conta da campanha eleitoral, mas não tem capacidade, engenho ou qualquer tipo de massa crítica para ir mais longe. E só pode ser esta a explicação para a recusa do PSD de uma comissão municipal. Nem era difícil de antever.
 
 
Milhões, milhões...
 
Só em medidas de curto prazo, travar a degradação só dos pavilhões do Parque exigirá obras entre os 400 e os 500 mil euros. Para uma intervenção de fundo já serão necessários 9,8 milhões de euros.
É a conta que começa a chegar, apresentada em projecto pela empresa A2P à Assembleia Municipal. O projecto (um "diagnóstico") custou 12 mil euros à Câmara.
Supõe-se que os partidos da oposição hão de ter engolido em seco e pensado, cada um com os seus botões, que felizmente nunca conseguirão chegar à gestão camarária.
O pior é o resto, claro, quando começarem, como todos nós, a receber a conta em casa. 
 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Distâncias


Vivo há mais de dez anos no interior profundo do concelho de Caldas da Rainha, numa zona rural que fica a cerca de 11 quilómetros da capital do concelho, distância que se percorre numa duração que oscila entre os 15 a 20 minutos.
Não é muito. Mas, para quem vive no interior rural e na cidade que é capital do concelho, é uma distância quase comparável àquela que separa a Terra de Plutão.
Há, na cidade de Caldas da Rainha, um sector social, político e económico que constitui uma verdadeira "nomenklatura" à escala local. Os seus membros vivem e circulam na cidade ("as Caldas" é só a capital do concelho e não o concelho), fazem aí as suas políticas e politiquices e parecem ter verdadeiro horror ao resto do concelho.
Um dos membros dessa "nomenklatura" deixou de residir em Caldas da Rainha há, pelo menos, oito meses. Hoje vive também "no interior profundo" mas noutro concelho. Eis o que escreveu numa rede social:
«Vivo há 7 meses no interior profundo de Portugal. Desde então, tenho conhecido melhor a realidade do mundo rural e da interioridade. Devo dizer que, do ponto de vista económico, o que se vê é uma tristeza. Há todo um potencial de riqueza e emprego que foi abandonado há 40 anos e que está longe de se conseguir aproveitar, Exceptuando as plantações de eucaliptos, os campos estão quase abandonados e o desemprego grassa entre a população do interior, sem que se vislumbrem os investimentos necessários.
Os programas de desenvolvimento rural que conheço, têm mais de burocracia e de afastamento e desconhecimento da realidade, do que de viabilidade e contributo eficaz para o referido desenvolvimento. Os técnicos do Min. da Agricultura fazem incursões às sedes dos concelhos, para desaparecerem de seguida com um percebido "até nunca". As câmaras municipais, por seu lado, dão mais atenção à cidade do que às freguesias rurais, faltando aproveitamento dos campos e conservação das bermas das estradas, das valetas, das ribeiras, etc. Antigamente, havia práticos agrícolas, guarda-rios, cantoneiros e outros homens de terreno que apoiavam, orientavam e fiscalizavam as populações. O que há agora?
»
Tudo o que o autor destas linhas citadas escreve podia, pode e poder-se-á aplicar à situação das freguesias rurais de Caldas da Rainha.
Foi pena que tivesse de ir para longe ver com o mundo com outros olhos para chegar à mesma conclusão a que eu cheguei.
 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Idiotas

 
Depois de, na prática, liquidarem uma freguesia rural, enfiando na capital do concelho a respectiva junta de freguesia, acham, passados mais de dois anos, que a cretinice se resolve com uma reunião de órgão autárquico na sede histórica da ex-freguesia, transportados os oficiantes de cu tremido em veículo colectivo e já noite escura (não devem conhecer o caminho), todos a cantarem unitariamente hossanas e crentes de que a população que resta e a que quer aí residir os receberá de cócoras como se eles fossem enviados divinos. 
E se se fossem fundir como fundiram as freguesias? 

sábado, 12 de setembro de 2015

Um post que até pode ter uma leitura política (2)

 
A "nova dinâmica" gosta de brincar. Talvez devesse esforçar-se por trabalhar um pouco mais e com um mínimo de competência.
 
 
 
 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Preço da água, Hospital Termal, obras e a desistência das oposições em Caldas da Rainha


1 - Há três anos houve um aumento nos preços do fornecimento de água praticados pelos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Caldas da Rainha que, pelo efeito multiplicador das várias taxas, fez com que o custo pago pelos consumidores subisse para o dobro.
O mau serviço prestado pelos Serviços Municipalizados não melhorou. Alguns protestos e queixas individuais não tiveram eco na oposição ao PSD municipal: o PS, o CDS, o PCP, o que ainda restava do BE e, fora da Assembleia Municipal, o futuro MVC aceitaram os aumentos. Agora estão nas calhas mais aumentos e, segundo o PS, nada o justifica. Pelo contrário. Mas a maioria do PSD na Câmara e na Assembleia Municipais pode impor esses aumentos.
 

O aumento do preço da água não serviu para investir na rede de abastecimento



2 - Para a financeiramente pouco sólida Câmara de Caldas da Rainha, o ónus do atraso na ansiada entrega do Hospital Termal está agora no Tribunal de Contas, que lhe pediu "um conjunto de esclarecimentos".
Não se sabe se, entre esses esclarecimentos, está a certeza de que a câmara consegue evitar cair no buraco financeiro decorrente das responsabilidades com o Hospital Termal que quer levianamente assumir.
As oposições, que infelizmente se dividiram nesta matéria na Assembleia Municipal, deviam fazer-se ouvir. Mas não é o caso. Estão mudas e quedas. E, entretanto, vai avançando o processo das termas no concelho vizinho de Óbidos. Alguém sinceramente acredita que, com termas já em funcionamento mesmo ao lado, um hospital termal na cidade de Caldas da Rainha tem alguma hipótese?!




"Gazeta das Caldas", 28.08.15




3 - Numa das entradas da capital do concelho (que talvez seja a entrada principal para quem se desloca pela A8) há obras interrompidas há várias semanas. O trânsito faz-se com dificuldade, o aspecto é ofensivo. Mas impera o silêncio.
 


Obras paradas: nada de novo neste concelho


Estes três temas não esgotam a crítica que se esperaria que fosse feita à gestão PSD da Câmara Municipal de Caldas da Rainha por uma oposição de que eu (e se calhar não só eu) esperava muito mais: mais resistência, mais intervenção, menos complacência e menos passividade. E um pouco mais de cultura política.
À excepção do PS (e, mesmo assim, em regime de "serviços mínimos"), a oposição caldense desistiu, cansou-se, ou distraiu-se do seu papel. Ou foi de férias. Ou mudou-se.
Em termos partidários, o PS e o CDS têm feito as suas provas de vida embora o CDS, coligado com o PSD a nível nacional, tenha optado por hostilizar pouco o PSD a nível local.  O MVC (Movimento Viver o Concelho), cuja intervenção me iludiu, e o PCP andam entretidos com as eleições nacionais.
Nada disto, no entanto, serve de desculpa para a falta de comparência das oposições. O pedido dos votos aos eleitores pressupõe um compromisso de intervenção política regular, persistente, coerente e pública. Não é o que se vê em Caldas da Rainha.
E se o PSD caldense fosse suficientemente arguto e inteligente para ter sentido de humor, bem podia começar a escolher os principais dirigentes oposicionistas  para os condecorar no próximo 15 de Maio pelos relevantes contributos que andam a dar para a glória das extraordinárias criaturas da "nova dinâmica". 

domingo, 6 de setembro de 2015

Caldas da Rainha





O futuro do concelho de Caldas da Rainha e da sua capital está metido num beco por uma gestão municipal incompetente.
Começam-se obras que depois ficam por acabar. A sujidade reina.
As oposições vivem na ilusão de que, um dia, o poder lhes cairá nos braços e de que lhes basta terem fé para que isso aconteça.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A Câmara Municipal de Caldas da Rainha está a financiar a "Gazeta das Caldas"?

 
A "Gazeta das Caldas" garantiu que Fernando Costa, o ex-presidente da Câmara, fez qualquer coisa que não deveria ter feito (e que envolve o actual presidente da Câmara). Fernando Costa, em carta ao mesmo jornal publicado esta semana, diz que não fez. A "Gazeta" garante que fez mesmo.
Mas, pelo meio, escreve o ex-presidente: "[...] Mesmo que a 'Gazeta' se sinta muito agradecida por, agora, a Câmara proporcional receitas de publicidade três vezes superior, isto não justifica este tipo de jornalismo".
Sobre isto, no entanto, a "Gazeta" já não se pronuncia. O que, no mínimo, é estranho...

sábado, 22 de agosto de 2015

"Gazeta das Caldas": meia realidade é meia verdade

 
 A "Gazeta das Caldas" dedica esta semana seis páginas, num trabalho interessante, às 34 infraestruturas desportivas do concelho de Caldas da Rainha que, representando investimentos de valor diverso mas de qualquer modo investimentos públicos, se encontram subaproveitadas ou mesmo abandonadas.
Este trabalho jornalístico tem mérito mas faltam-lhe duas coisas: uma é saber quem foram as criaturas responsáveis pela criação dessas infraestruturas e depois pela sua manutenção; a outra é o facto de nele faltar uma infraestrutura que está bem à vista de toda a gente e na capital do concelho.
Trata-se do complexo desportivo da própria cidade, a que aqui já me referi várias vezes e que está no estado, ou pior agora, que estas fotografias (publicadas neste mesmo blogue) registaram:







 
 
Ao ignorar esta situação, como tem acontecido, a "Gazeta" está a contar apenas parte da história.
O jornalismo é mais do que isso.
 
 



sábado, 8 de agosto de 2015

17 minutos

 
Foi o tempo de que precisei para entrar, visitar e sair ontem da Expoeste, nas "Tasquinhas" de Caldas da Rainha e ficar com a roupa a cheirar a fritos.
O certame, de que toda a gente gosta, continua a funcionar como um conjunto gigantesco de restaurantes improvisados, bons, medíocres e assim-assim, num pavilhão onde não existe um sistema de extracção de ar adequado ao fumo que sai das cozinhas igualmente improvisadas. E que já não frequento há dois anos porque nunca gostei de sair de um restaurante com a roupa a cheirar a comida.
Talvez este ano haja mais pavilhões e mais preenchidos, mas continuam a faltar algumas empresas de onde saem queijo (Flor do Vale, por exemplo), produtos hortícolas e vinho e produtos em cerâmica e artesãos diversos.
Feita a ronda, o que trouxe, além do cheiro a cozinha, foi um queijo e três farinheiras do Sabugueiro (Guarda). Teria preferido comprar alguma coisa produzida no concelho.


Um símbolo perfeito da idiota fusão de freguesias perpetrada neste concelho: o vazio absoluto

E se as várias freguesias do concelho estão representadas em expositores, a "união de freguesias" que resultou da anexação da freguesia rural de Serra do Bouro pela freguesia urbana de Santo Onofre estava assim: vazia de conteúdo... como sempre esteve vazia de significado. 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Como a oposição se transforma em "situação" e o PSD caldense confirma a sua incompetência


Não há um cano roto, uma rua esburacada, uma sequela que seja das obras que devastaram a capital do concelho; as ruas e as estradas estão um brinquinho; o Hospital Termal é assunto para daqui a alguns anos quando alguém reparar que continua sem funcionar; as dragagens na Lagoa de Óbidos não interessam; o lixo é rei.
Ou seja: não se passa nada. A oposição à Câmara Municipal do PSD calou-se, em geral. E reina a ordem em todo o concelho de Caldas da Rainha
Repare-se bem: o PS continua activo mas a meio gás; o CDS anda calado por obrigação à coligação nacional com o PSD e porque o seu chefe Manuel Isaac deve andar a ultimar assuntos de antes de férias nos milhentos postos de trabalho que mantém (como a "Sábado" revelou); o PCP desinteressou-se mesmo de Caldas da Rainha em nome do combate ao "pacto de agressão". E o MVC, essa esperança perdida das eleições locais de 2013, continua cada vez mais dedicado às eleições presidenciais, talvez convicto de que mais vale um pequeno lugar no Palácio de Belém do que um grande lugar na câmara municipal de um concelho praticamente irrelevante. (E do BE nem vale a pena falar porque não existe.)
A oposição caldense faz cada vez mais parte da "situação".
E o PSD local ainda nem deve ter percebido a sorte que está a ter, confirmando mais uma vez a sua incompetência pela incapacidade de aproveitar a capitulação objectiva dos seus opositores políticos para canalizar votos para as eleições legislativas e para a coligação governamental.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Hospital Termal: adeus, até ao meu regresso?





Os factos:
 
- Em Janeiro deste ano a Câmara Municipal de Caldas da Rainha levou ao Governo hipótese de ficar a gestão do Hospital Termal da capital do concelho e dos terrenos adjacentes, numa concessão que duraria 50 anos, que implicaria muitas obras e que iria custar ao município um milhão de euros por ano.
- A Assembleia Municipal de Caldas da Rainha disse que sim, batendo bem com a cabeça no chão, com o CDS/PP e o MVC a votarem a favor, o PS a abster-se, o PCP a votar contra e o PSD do presidente da Câmara a votar a favor.
- Até agora nada se sabe do negócio, apesar de algumas "flores" propagandísticas que a Câmara fez. A oposição, praticamente, também não perguntou nada.
- Mas esta semana ficou-se a saber que o primeiro-ministro "não sabe quando é que o Hospital Termal" passa para a Câmara (é revelador o título da "Gazeta": o resto do concelho e a sua população não existem, o que conta é "a cidade"); que o processo parece que está entre o Ministério das Finanças e o Tribunal de Contas e que antes das eleições (Outubro) não deve estar nada fechado. E depois... dependerá do governo seguinte.
- Para todos os efeitos, o que o PSD caldense andou a apregoar (a gestão municipal do Hospital Termal) não existe. A oposição não dá por isso.
 
O que se diz em alguns meios:
 
- Ninguém no Governo acredita na capacidade (técnica e orçamental) de uma Câmara Municipal desacreditada e que começa a entrar numa situação financeira duvidosa, pelo que não há pressa em fazer andar o processo.
- O Tribunal de Contas deve expressar reservas.
- Fernando Costa, o ex-presidente da Câmara que não vê motivos para andar satisfeito com o seu herdeiro (que anda a pôs a "sua" Câmara Municipal em maus lençóis), tem movido a sua influência para criar entraves à passagem do Hospital Termal para a Câmara... agora. Até 2017 tem tempo para encontrar parceiros para ser ele próprio a relançar o Hospital Termal, como recém-regressado presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha.
- Se o PS ganhar as eleições legislativas, o processo poderá ficar mesmo bloqueado até ao momento em que uma candidatura autárquica do PS em Caldas da Rainha anuncie, como certeza, a concessão do Hospital Termal... a tempo e com a solidez de que o PS precisa para conquistar a Câmara.
 
O que se pode ver neste momento:
 
- O Hospital Termal continua fechado. As oposições e os cidadãos que, de uma forma ou de outra, defenderam a continuidade do termalismo em Caldas da Rainha, estão em silêncio. A Câmara Municipal também. As eleições de Outubro deste ano podem ser vencidas pelo PS ou pela coligação PSD/CDS.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Muito gosta esta Câmara Municipal da porcaria! (4)

 
Eis outra situação que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha ignora e que objectivamente estimula: a proliferação dos plásticos a anunciar eventos comerciais que são pendurados por essas estradas fora (publicidade que não paga qualquer tipo de taxa) e que depois ficam pendurados até vir o bando de porcalhões seguinte que arranca os plásticos e os deita para o chão para pôr os seus (mais lixo, portanto).
Não era difícil controlar isto e, protegendo o ambiente, aumentar as receitas municipais, à conta de multas bem merecidas.
Mas esta Câmara Municipal gosta do lixo. Nas mentes distorcidas de quem manda é assim que se promove um concelho que vai morrendo, afogado num mar de lixo e de incompetência.



Serra do Bouro, 27 de Maio de 2015: lixo pendurado dos postes e deixado pelo chão

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Tinta Ferreira, que não quer "matar o pai", em guerra contra Fernando Costa, o "Pinóquio das câmaras"


O presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, está mesmo a tentar "matar o pai", como escreve um dos seus óbvios apoiantes, Jorge Varela, hoje na "Gazeta das Caldas". Negando-o, claro, embora cite a famosa expressão, a propósito do anterior presidente, Fernando Costa.
Tinta Ferreira, diz Varela, por outras palavras, é o máximo, é o expoente da "Nova Dinâmica" (a frase de campanha do PSD caldense de 2013 que, pelo ridículo da prática, se tornou um motivo de gozo).
Há, reconhece Varela, "a sombra de Fernando Costa" mas o sucessor deste "tem adoptado a posição inteligente de afirmar-se pela positiva sem nenhuma necessidade edipiana de 'matar o pai'".
"Excluir Fernando Costa do futuro das Caldas" é que não, claro, jura Varela, chamando-lhe "presidente emérito" e considerando que a Medalha de Honra do município já é suficiente.

 
 
"O Presidente" da "Nova Dinâmica" contra o "Presidente Emérito"

 
Nesta guerra do PSD dominante de Caldas da Rainha contra o seu chefe distrital e ex-presidente de Câmara há mais um tiro de aviso, claro que também na "Gazeta das Caldas", de novo da autoria do desenhador que já garantira que "um homem com barriga grande só faz sombra aos seus pés e um homem grande faz sombra a muitas barrigas!", numa alusão pouco elegante, respectivamente, a Fernando Costa e a Tinta Ferreira.
Desta vez, o desenhador mimoseia Fernando Costa com os seguintes epítetos: "007 da política", "Steve Jobs da JSD", "Pinóquio das câmaras", "Siza Vieira dos garrafões de vinho" e "fantasma da ópera".
Não deixam de ser interessantes, em especial, a alusão à personagem das histórias infantis a quem cresce o nariz quando mente e ao vinho em garrafão...
 
Fernando Costa é, portanto, o "Pinóquio das câmaras" e o "Siza Vieira dos garrafões de vinhos"?
 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Um desafio ao PS, CDS e MVC de Caldas da Rainha: querem derrotar o PSD?


Um desafio ao PS, ao CDS e ao MVC de Caldas da Rainha: se querem mesmo derrotar o PSD nas eleições de 2017, façam uma coligação de boas vontades.
É que, de outro modo, talvez nem valha a pena a votar.
O meu artigo de opinião no "Jornal das Caldas" de hoje e, em baixo, a sua versão mais legível.










Uma aliança de boas vontades para as eleições de 2017
Desde que há mais de dez anos comecei a vir para o concelho de Caldas da Rainha, e onde acabei por me fixar, que assisto, com alguma estupefação a uma degradação cada vez maior da cidade de Caldas da Rainha e a um abandono também cada vez maior das freguesias do interior.
A situação tornou-se inquietantemente mais visível desde há dois anos, com a nova gestão autárquica do PSD saída das eleições de 2013.
A Câmara Municipal lançou obras simultâneas em toda a capital do concelho que ainda nem sequer estão concluídas. Investiu milhões em obras desnecessárias (alargamento de passeios e um estacionamento subterrâneo inútil) e desinvestiu em obras básicas de manutenção e de reabilitação (das passagens de peões às infraestruturas de saneamento básico). Apostou num projecto megalómano como a posse do Hospital Termal e do parque anexo onde já sabe que vai ter de gastar mais um milhão de euros por ano. Deixou chegar a 2,1 milhões de euros o resultado negativo do seu orçamento de 2014. Fechou os olhos ao alastramento do lixo nas vias urbanas e fora da capital do concelho. E abandonou de vez qualquer visão de conjunto que pudesse aproveitar o potencial turístico da costa atlântica e do interior rural do concelho.
Este executivo mostrou uma incompleta incapacidade de gerir a Câmara Municipal a favor da população do concelho, chegando a preferir não molestar as empresas de construção que lhe furaram várias vezes os prazos das obras e preferindo dificultar a vida aos caldenses. Nem a população pode estar satisfeita nem tão pouco o poderá estar o anterior presidente da Câmara, que vê os seus “herdeiros” darem-lhe cabo da obra (e talvez seja por isso que se diz que poderá querer voltar).
A oposição (nomeadamente, o PS, o Movimento Viver o Concelho e o CDS) também mostra sinais crescentes de insatisfação, promovendo com frequência várias iniciativas onde denunciam a gestão ruinosa do actual executivo.
E esta insatisfação poderá transformar-se numa alternativa, nas eleições autárquicas de 2017? Se o quiserem, pode. Mas terão de dar passos bem diferentes dos que deram até agora para que isso aconteça.
E o primeiro desses passos é perceberem qual é o adversário principal que têm em comum e qual deve ser a sua principal preocupação. O adversário comum é o PSD e a sua principal preocupação deve ser o progresso perdido do concelho de Caldas da Rainha. Os interesses partidários devem, agora, submeter-se ao bem comum.
Nas eleições de 2013 o PSD ganhou com vantagem a Câmara Municipal e a Assembleia Municipais relativamente aos restantes partidos. Mas a vantagem só existe devido à proliferação do voto. Se olharmos para os resultados eleitorais no quadro junto, vemos que só 514 votos separaram o PSD (9203 votos) do total obtido pelo conjunto PS/CDS/MVC (8689 votos) nas eleições para a Câmara Municipal. Nas eleições para a Assembleia Municipal (onde tem menos peso o carácter pessoal do cabeça-de-lista), o resultado é bastante diferente: o conjunto dos três partidos obteve 8830 votos enquanto o PSD se ficou pelos 8603, ou seja, menos 227 votos. Foi uma derrota. E nem se contam aqui os votos do PCP e do BE, entre cujos eleitores se encontram de certeza pessoas muitas vezes mais preocupadas com os assuntos das suas terras do que com a política nacional.
 
 
PSD
PS
MVC
CDS
PCP
BE
AM
8603
4766
2078
1986
1146
786
CM
9203
4866
1856
1967
1089
601
Fonte: Comissão Nacional de Eleições (eleições autárquicas de 2013)
 Nesta situação, que tende sempre a piorar, o PS, o CDS e o MVC têm a obrigação político-moral de encontrarem pontos comuns, numa perspectiva não partidarizada, que lhes permita formarem uma aliança de boas vontades e determinação política que possa ganhar as duas eleições, ou uma delas, nas eleições autárquicas de 2017.
Sem vedetismos e sem complicações, devem assentar em dois cabeças-de-lista consensuais, de grande prestígio e dispostos a trabalhar, para a Câmara Municipal e para a Assembleia Municipal e numa distribuição de lugares que respeite os resultados obtidos nas eleições de 2013, com uma eventual extensão às Assembleias de Freguesia onde o PSD ganhou nesse ano.
Se a situação do concelho já começa a ser de emergência, como será em 2017, e depois, se a oposição não conseguir encontrar consensos e unir esforços? Sozinhos, os partidos da oposição não podem ganhar.










quarta-feira, 15 de abril de 2015

É assim que se faz oposição (e com perspectivas correctas)



Da 1.ª página do "Jornal das Caldas", hoje

Eis uma boa iniciativa, correcta e certeira: apontar o que esteve, está e continuará a estar mal nas obras que começaram há dois anos a devastar a capital do concelho de Caldas da Rainha... e que ainda não terminaram.
O CDS de Caldas de Rainha fez um livro (cujo conteúdo, ao pormenor, não se fica a conhecer pela notícia de hoje do "Jornal das Caldas") sobre aquilo que a Câmara Municipal pomposamente intitulou "Obras de Regeneração Urbana", passando em revista os vários erros e manifestações de arrogância e de falta de estratégia de planeamento, de falta de rigor e o esbanjamento de recursos destas obras a que, atendendo às suas características superficiais, chama "de repavimentação urbana".
Os atrasos constantes e permanentes, as ruas que continuam devastadas e sem prazo de abertura (a Rua de Camões é o exemplo mais escandaloso), a inutilidade do arranjo da Praça da Fruta e da Praça da República (com o seu estacionamento subterrâneo supletivo que será, diz o CDS como eu próprio aqui já escrevi, "um buraco financeiro") e a manutenção dos contentores de lixo à superfície em vez da recolha localizada de lixo (também já aqui escrevi que muito deve esta Câmara Municipal gostar de exibir os emporcalhados contentores verdes por tudo quanto é sítio) são os principais aspectos destacados pelo CDS, que é também o primeiro partido da oposição a fazer um balanço das obras que decorrem, sem fim à vista, desde 2013.
Era bom que sobre isto, e tudo o resto, a restante oposição também se pronunciasse e com carácter sistemático.
Aliás, ainda há muita coisa a dizer sobre o assunto, desde o impacto financeiro da "degeneração urbana" até ao modo como as várias empresas de construção foram poupadas pela Câmara Municipal, apesar dos atrasos que nunca foram verdadeiramente explicados...


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Mais do mesmo, entre atrasos e silêncios


A imagem de marca de Caldas da Rainha vai ser um buraco numa praça...
 
... Até podemos citar a insuspeita "Gazeta das Caldas", de hoje: as obras começaram em Dezembro de 2013 e deviam estar concluídas em Julho de 2014; em Setembro de 2014 o presidente da Câmara Municipal garantiu que ficariam concluídas no final de Novembro; em Dezembro dizia que era em Janeiro; em Janeiro dizia que era em Fevereiro.
Agora, parece, o presidente da Câmara já nem diz nada.
Isto é a tal "obra do regime" (um parque estacionamento subterrâneo, ou seja, um buraco) de um presidente camarário que garantia ser a "nova dinâmica", responsável pelo lançamento de um plano de obras públicas que esventrou a capital do concelho e que só parece beneficiar as empresas privadas que as fazem, que não presta contas do que se faz e não faz, que não esclarece os motivos dos atrasos de obras onde, praticamente, não se vêem progressos semana após semana.
E o interessante é que aqueles que são rápidos a pedir a demissão de dirigentes do Estado por dá cá aquela palha nem se mostram indignados com isto. Será porque já se acomodaram?
 
 
Um estranho critério jornalístico - Mesmo sabendo-se da amizade que parece unir o director da "Gazeta das Caldas", Almeida Silva, e o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, é grotesco que, destacando o jornal na primeira página mais este atraso nas obras de "degeneração urbana" de Tinta Ferreira, acabe por ignorá-lo na pouco consensual "Semana do Zé Povinho". Onde, por exemplo, ataca o vice-presidente, Hugo Oliveira, por outra matéria (a contratação de "jotas", igualmente pouco abonatória para o visado) que tem um destaque jornalístico do mesmo nível: as páginas centrais e uma chamada na primeira.
 
 
 
 

domingo, 18 de janeiro de 2015

Até contra eles próprios conseguem ser incompetentes!

 
Já escrevi aqui sobre a inutilidade dos orçamentos privativos, pelo menos em Caldas da Rainha, onde só servem para tapar os muitos buracos que a incompetência municipal vai deixando a descoberto em termos de planeamento.
A essa inutilidade, hostil aos projectos realmente sociais que não estão nas obrigações da Câmara Municipal e das juntas de freguesia, junta-se a revelação da sua impraticabilidade: segundo noticia a "Gazeta das Caldas", dos 13 projectos dos orçamentos participativos aprovados para 2013 e para 2014 só três é que estão, em termos oficiais, "praticamente concluídos".
Ou seja, este poder autárquico que soube tornar reféns seus os orçamentos participativos nem sabe depois levá-los à prática.
Até nisto, que só a favoreceria, a "nova dinâmica" do PSD caldense consegue mostrar-se incompetente!
 
 
Não se arranjam uns trocos no orçamento privativo para um cursilho de boa gestão municipal?
 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Como a "Gazeta" demitiu a ministra da Justiça

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, já deve ter apresentado neste momento a sua evidente demissão ao primeiro-ministro e ao Presidente da República, já deve estar a preparar-se para se justificar copiosamente à Assembleia da República e nas televisões e consta também que acabou de sair do Ministério da Justiça o director do jornal regional caldense "Gazeta das Caldas", chamado pela ministra de emergência a Lisboa que lhe quis dar uma justificação, em primeiríssima mão, reconhecendo assim a sapiência, a presciência, a capacidade política e a objectividade de raciocínio de José Luiz de Almeida Silva, para quem o Chefe do Estado prepara uma inevitável comenda e um obrigatório convite para o Conselho de Estado.
Tudo isto porque o excelentíssimo director da "Gazeta" demitiu hoje, para todo o sempre, a ora ex-ministra da Justiça, ao proclamar nesta edição, e de uma postura ainda mais alcandorada do que o professor Marcelo, o comendador Mendes, o misericordioso Santana e o venerando Soares, que "não lhe reconhece capacidade para gerir" o Ministério da Justiça, frase lapidar que só pode, vinda de quem vem, liquidar um ministro, um primeiro-ministro, um Chefe de Estado, de Portugal ou mesmo de qualquer país, seja ele qual for.
É, sem a menor dúvida, uma manhã de agitação na política nacional.
Mas nas gloriosas catacumbas do seu parque de estacionamento (que imortalizará para sempre a cidade-Estado de Caldas da Rainha), o precioso presidente da Câmara Municipal rebola-se de satisfação por ter do seu lado uma personalidade tão influente, capaz de demitir ministras e de ajudar tanto presidentes camarários que, não demonstrando "capacidade" para cumprir prazos, mostra ter "capacidade" para, mesmo retrospectivamente, transformar a capital do seu pequeno império na melhor cidade em versão pescada: antes de o ser já o era.

 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Uma treta, um embuste e uma fralda

Escrevi aqui, justificando-o, que o Orçamento Participativo de Caldas da Rainha não passava de uma treta.
A decisão final quanto ao uso a dar aos 150 mil euros magnanimamente oferecidos pela Câmara Municipal para a coisa, agora conhecida, confirma-o: bicicletas para a população usar, placas com "sinaléctica bordaliana" (a propósito: que é feito da "rota bordaliana"?), "percursos acessíveis" para deficientes motores e um parque de merendas.
Tudo isto cabe nas atribuições de uma câmara municipal, e sobretudo de uma câmara municipal que gasta milhões de euros em obras faraónicas (sem sequer conseguir cuidar das passadeiras de peões...).
Nada disto devia utilizar o dinheiro do Orçamento Participativo, que devia, isso sim, ser canalizado para iniciativas e propostas que não coubessem nas atribuições camarárias. Só que, infelizmente, essas iniciativas e propostas foram desprezadas e rejeitadas.
O Orçamento Participativo é por isso também um embuste (porque o dinheiro vai servir para cobrir obrigações camarárias) e, de certo modo, uma fralda (porque serve para absorver o desinteresse da Câmara Municipal de Caldas da Rainha relativamente aos cidadãos e ao concelho).