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segunda-feira, 4 de abril de 2016

50 cêntimos de demagogia





O governo actual deu-me uma "borla" de 50 cêntimos.
Na consulta regular que tenho numa estrutura de saúde pública paguei 4.50 euros em vez dos 5 euros da "taxa moderadora" que antes pagava. 
Mas senti-me insultado pela "borla", pela demagogia e pela facilidade deste governo.
Em vez deste 50 cêntimos, preferia ver a competentíssima médica de família que me assiste instalada num gabinete melhor e mais digno. Preferia ver uma sala de espera para todas as pessoas se poderem sentar. Preferia ver um sistema tecnicamente mais eficaz de atendimento.
Mesmo que para isso tivesse de pagar mais 50 cêntimos. Ou mais 5 euros.
A demagogia da "borla" dispenso-a. E este governo ainda mais.

domingo, 3 de abril de 2016

Filha-da-putice em letras pequeninas

Em Janeiro deste ano paguei a conta da água (Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha) pelo "homebanking". Ou seja, não paguei. Porque, por lapso, não completei a operação. E a conta ficou por pagar.
Seria normal, como acontece por exemplo nas telecomunicações, que essa quantia passasse para o mês seguinte.  Foi, aliás, a informação que me deram quando telefonei para os Serviços Municipalizados (SM).
A factura seguinte veio com uma soma maior e paguei-a. Devo ter pensado, sem ver, que a conta em falta estava incluída. A seguir veio outra factura, que também paguei.
Esta semana tive uma surpresa: uma intimação (penhora de bens, juros e mora e custos da execução) para pagar a tal conta. Que quase triplicou o valor inicial.
Verificadas as duas facturas anteriores, lá estava o aviso: "Nesta data existe uma fatura já enviada em dívida. Esta situação que pode resultar de esquecimento é regularizável nos nossos balcões." Em letras pequeninas, sem mais pormenores, sem ameaças, até com uma palmadinha nas costas ao falar em "esquecimento".
Mas, na prática, a dizer isto: "Não te preocupes, quando puderes vens cá, a gente logo fala... e quanto mais tarde vieres, melhor, porque mais te fodemos."

*

Não admira, claro, num serviço onde não se liga às rupturas da rede de água, onde as reparações públicas passam para o horário pós-laboral quando já se pagam horas extraordinárias, onde as taxas aplicadas ao preço da água mais do que duplicam o valor da água consumida, onde atirar alcatrão e terra para cima de buracos mal tapados deve ser considerado um trabalho de excelência.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Uma mosca em Alfeizerão


Impávida e serena, a deliciar-se (ou a pôr os ovos?) no açúcar da arrufada, numa pastelaria de bom tom e boa qualidade, na tarde desta sexta-feira.


domingo, 15 de novembro de 2015

Lixo




O espectáculo, que há de ter sido decerto muito interessante, foi há dois meses e meio mas os respectivos cartazes de plástico continuam pendurados, uns inteiros e outros rasgados, nas árvores e nos postes à beira da estrada.
Quem os pôs não os tira. As autoridades municipais (e de uma junta de freguesia que se mudou para a capital do concelho, que é o que está a dar...) fazem vista grossa.
Mas os seus representantes devem ter passado por aqui quando, há duas ou três semanas, vieram de autocarro à noite fazer uma reunião da Assembleia Municipal em formato de "show", mas ou não repararam ou já estão habituadas à porcaria. Que, note-se, não é só a dos nojentos contentores verdes que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha adora espalhar pelo concelho.
 
a

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Adeus a Lee Child

 
Li o primeiro livro de Lee Child em 2002, penso que "The Killing Floor", comprado autografado numa livraria do centro comercial Apolo 70, e gostei de imediato da personagem de Jack Reacher.
Li praticamente todos os seus livros desde então e só posso elogiar o modo como Child construiu a imagem física do seu herói e a fez entrar em histórias bem escritas e bem contadas.
No entanto, não gostei mesmo nada de saber que o actor Tom Cruise se apropriou da personagem de Jack Reacher (num filme de 2012) e até pensei que a tolice se resumiria a um único episódio. Cruise terá 1,70 de altura e Jack Reacher tem dois metros. Pela descrição, a presença física de Reacher é impressionante. Cruise não é. É como ter um carapau em lugar do tubarão branco que é a estrela do "Tubarão" de Spielberg.
Porque é possível alterar uma personagem mas não uma personagem que foi sendo desenvolvida e estruturada ao longo de quase vinte anos e cuja dimensão corporal é quase sempre fundamental para os segmentos mais importantes da narrativa.
Fiquei a saber agora que Cruise vai voltar a ser Jack Reacher (o segundo filme estreia-se no próximo ano).
Lee Child, que andou tantos anos à espera de ver as suas histórias no cinema, não terá sabido resistir ao disparate (e ao dinheiro, muito provavelmente). E pelo andar da coisa ainda começa a encolher Jack Reacher, cortando-lhe os trinta centímetros que o separam de Cruise. É um pouco como uma antiga anedota em que figura Bocage e em que intervém um periquito.
Por isso, desisto de Lee Child.
Pode ser que releia alguns dos seus livros a.C. (antes de Cruise) mas tenho tantas outras coisas para ler que até me parece que nem terei tempo...

terça-feira, 28 de julho de 2015

Cheira a merda em Caldas da Rainha





... E não, não tem a ver com o gosto que a Câmara Municipal tem pelo lixo e pelos nojentos contentores verdes que gosta de espalhar por todo o lado, e a que aqui me tenho referido.
Tem, sim, a ver com o cheiro que paira em zonas próximas de entradas da capital do concelho, uma a noroeste na freguesia do Campo e a outra na zona industrial, perto de uma das entradas (e saídas) da A8.
O cheiro provém de grandes extensões cultivadas e é de supor que tenha a ver com a estrumagem das terras. As nuvens mais baixas, o calor, o vento e o tempo seco ajudam à festa, expandindo o odor pelos campos e pelas casas mais próxima, sem que ninguém lhes escape nessas redondezas.
Curiosamente, o PS local referiu-se ao assunto no início deste mês, chegando a pedir explicações à Câmara Municipal. Talvez não fosse causa para tanto e só demonstra aquilo que ando a dizer há muito tempo: os políticos locais pouco se aventuram fora cidade porque, percorrendo as estradas vizinhas, teriam percebido rapidamente o que se passava.
Não sendo obviamente agradável, este cheiro a merda é um sinal positivo do dinamismo da actividade agrícola do concelho.
O mesmo já não se pode dizer, claro, do lixo que a Câmara Municipal vai deixando espalhar por tudo quanto é sítio e cujo cheiro, felizmente, não se espalha como o do estrume. Pelo menos, por enquanto, claro.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Como se dá cabo do ambiente em Caldas da Rainha







 
Estas fitas de plástico vermelhas e brancas são anónimas.
Não se sabe quem as pôs, nem se sabe para que servem... apenas se percebe que servem para destruir ainda mais o que vai restando da natureza no concelho de Caldas da Rainha. O padrão é quase sempre o mesmo: põem as fitas e depois deixam-nas ficar a degradar-se porque tirá-las requer um esforço imenso.
Devem fazer o mesmo em casa, atirando o lixo para o chão na esperança de que ele um desapareça por si.
Este tipo de actividade nociva pode ser difícil de controlar porque se desenrola com frequência no interior que os senhoritos da capital do concelho votam ao desprezo. Mas também não há quem, como a Câmara Municipal, dê o exemplo ou se dê ao respeito.
 

 
 
Esta segunda fotografia foi tirada há uma semana e as fitas amarelas, identificadas, diziam respeito a uma prova de BTT que se realiza todos os anos nestas zonas.
As fitas já foram retiradas, se não todas pelo menos quase todas, e isso só significa que o grupo promotor (que não gostava do que eu escrevia sobre o assunto) já não perde tempo a limpar o terreno por onde passa.
Se os critiquei antes, elogio-os agora. Até pelo contraste com os outros, que nem sequer se identificam.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Muito gosta esta Câmara Municipal da porcaria! (5)

 
O lixo tem mesmo um lugar cativo no coração da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, como se pode ver por estas fotografias, tiradas hoje à tarde na Avenida 1.º de Maio, no centro da capital do concelho.


Um dos problemas destes maravilhosos contentores de que a Câmara tanto gosta
 é a sua tampa falível.
Ou talvez faça parte da estética.
 
 

O sistema subterrâneo parece não servir para nada.
E o garrafão terá o quê? Urina ou óleo?


O sistema de recolha de lixo subterrâneo (da segunda fotografia) foi instalado quando a avenida esteve em obras e de pouco serviu. De tal modo que, fechando os olhos ao lixo, os seus entusiastas na Câmara resolveram recuperar os jeitosos contentores verdes, de que tanto gostam, que chegaram a instalar numa espécie de "ninho colorido".
O resultado, mais uma vez, está à vista: os contentores têm tampas que podem ficar completamente escancaradas (óptimo para a disseminação do cheiro, da porcaria e das moscas) e há coisas que continuam a ser simplesmente largadas ao lado dos outros contentores.
Se esta Câmara Municipal fosse capaz de perceber que o lixo é uma porcaria e tem de ser adequadamente tratado, não facilitaria a vida a quem também gosta da porcaria (e assim se sente incentivado a fazê-la) e juntaria a fiscalização à pedagogia.
E, já agora, se as oposições fossem um pouco mais atentas estariam, depois de uns balbucios quando o "ninho" foi construído, a verificar se a brilhante solução camarária tem alguma utilidade. Mas devem andar distraídas.
(Já agora: é assim que se faz oposição. Se precisarem, posso explicar com mais pormenores.)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Muito gosta esta Câmara Municipal da porcaria! (4)

 
Eis outra situação que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha ignora e que objectivamente estimula: a proliferação dos plásticos a anunciar eventos comerciais que são pendurados por essas estradas fora (publicidade que não paga qualquer tipo de taxa) e que depois ficam pendurados até vir o bando de porcalhões seguinte que arranca os plásticos e os deita para o chão para pôr os seus (mais lixo, portanto).
Não era difícil controlar isto e, protegendo o ambiente, aumentar as receitas municipais, à conta de multas bem merecidas.
Mas esta Câmara Municipal gosta do lixo. Nas mentes distorcidas de quem manda é assim que se promove um concelho que vai morrendo, afogado num mar de lixo e de incompetência.



Serra do Bouro, 27 de Maio de 2015: lixo pendurado dos postes e deixado pelo chão

domingo, 24 de maio de 2015

Muito gosta esta Câmara Municipal da porcaria! (3)

 
Antes que os defensores, convictos e por omissão, da gestão camarária de Caldas da Rainha comecem a resmungar ou a dar urros, convirá dizer que não alimento a ilusão de que a Câmara Municipal desta terra controle a propensão para o lixo de alguns dos seus habitantes. No que acredito é que a Câmara Municipal pode e deve dar o exemplo e tomar medidas dissuasoras. 
Só desse modo se impedirão coisas destas: o depósito de lixo proveniente de obras nos recantos de uma paisagem natural que merecia gestores municipais e habitantes, ou visitantes, melhores do que estes.





Entulho proveniente de obras despejado à sorrelfa no meio do campo...
 
 
... e, mais à frente, bocados de palmeiras que já deviam ser muito antigas
 
 
 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Até parece que estamos na Coreia do Norte

 
O "Jornal das Caldas" de hoje até parece a "Gazeta das Caldas": o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha aparece em 10 (dez) fotografias, a propósito do feriado municipal, disto, daquilo e de mais um par de botas. Um enjoo!
E a "Gazeta"? Conseguirá suplantar este número? Acredito que sim...

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Muito gosta esta Câmara Municipal da porcaria! (2)

 
Agora é que sim: os inestéticos e emporcalhados contentores verdes de lixo que foram postos numa avenida "requalificada" de Caldas da Rainha, já depois de ter sido instalado um sistema subterrâneo de recolha de lixo, ficaram bonitinhos, enquadrados por uma espécie de ninho multicolorido.
Ou seja, o lixo continua à superfície, a porcaria alastra livremente e o cheiro lá se vai espalhando... mas fica tudo disfarçado.
Como não faz nada para ter uma cidade (e muito menos um concelho) salubre, a "Nova Dinâmica" do PSD caldense cede à facilidade e ao poder do desmazelo. E viva o progresso, portanto.




E, bem a propósito, note-se como a estúpida decisão camarária de alargar os passeios desta avenida não só não serviu para uso dos peões como não impede os carros de estacionarem em segunda fila. E se, apesar disso, antes passavam dois carros ao mesmo tempo, agora passa um de cada vez.







segunda-feira, 4 de maio de 2015

O lixo a cores fica mais bonito...

Ficou mesmo linda esta nova composição arquitectónica erguida na Avenida 1.º de Maio, de Caldas da Rainha, que parece destinada a ser uma espécie de cama para os três contentores do lixo que se vêem no outro da rua onde, note-se, até foi montado um sistema subterrâneo de recolha de lixo..
O estilo Benetton da coisa faz pensar que deve ter saído da imaginação obviamente colorida de alguma adolescente, ou de alguém com mente adolescente.
Note-se como o tratamento carinhoso que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha dá aos sebosos e nojentos contentores verdes (tão em evidência no que devia ser uma das artérias nobres da cidade) é correspondido com a deposição de um saco de lixo bem atado e acondicionado junto ao contentor da extrema-direita.
A estrutura multicolorida vai ajudar, no entanto, porque manterá os sacos do lixo mais aconchegadinhos.
 
Mesmo à medida dos contentores do lixo para a porcaria ficar toda aconchegada



Pôr o lixo no lixo, pois claro!


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Muito gosta esta Câmara Municipal da porcaria! (1)

 
A Avenida 1.º de Maio foi um dos campos de batalha das obras de destruição urbana lançadas pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha.
Alargaram-se os passeios, sem que se perceba para quê, e até se enterraram contentores de lixo.
Mas se há coisa de que esta Câmara gosta é do lixo e dos contentores verdes de aspecto geralmente nojento.
Pouco tempo depois das obras feitas, lá estavam eles outra vez, mais ou menos por onde calhassem.
 
 

 


Os contentores subterrâneos que não parecem servir para recolher lixo
 

Há dois dias foi escavado o chão da avenida e começada a construir uma estrutura rectangular. Para servir de churrasqueira popular? Para funcionar como bebedouro de equídeos e de muares? Não. Parece que para resguardar... os caixotes de lixo de que eles tanto gostam.

Há dois dias, a coisa nasceu assim... (foto de José Rafael Nascimento)
 
 
Mas, depois de vários protestos (e a estrutura cortava a visibilidade aos condutores), a Câmara resolveu encolher a altura, como se podem ver na fotografia de baixo.
A solução deve ter-lhes agradado: os maravilhosos contentores até ficam a ver-se melhor.
A dúvida que subsiste é se há algum enquadramento legal para esta obra (que deve violar o projecto original, sem nada de positivo lhe acrescentar. Mas que importa. Neste mundo de "amigos", a altura diminui, os automobilistas já se vêem uns aos outros, a estrutura não é tão ofensiva e... ficamos por aqui, em nome da harmonia social.
E em nome da preservação da porcaria.
 
 
Obras de remendo depois das obras sem sentido, de uma Câmara que muito obra...

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Idiotice em dose dupla

 
Os plásticos pendurados nas árvores a anunciar festas, festarolas e bailes são uma das piores pragas da região: quem os pendura é rápido a fazê-lo mas depois tirá-los... nunca dá jeito.
As autoridades municipais estão-se nas tintas. Quanto às autoridades policiais, há de haver um motivo qualquer para que ignorem a porcaria.
Porque é mesmo de porcaria que se trata. Os plásticos ficam a apodrecer nas árvores e nos postes, durante semanas, meses, anos, até que um acaso os leve. Acabam transformados em lixo, em detritos, em porcaria que as terras não absorvem. É possível que quem os concebe, faz e pendura tenha o mesmo tipo de procedimento em casa.
Neste caso, o acto é duplamente idiota.
Aos plásticos que, passada a festa (comercial, pelo que parece), vão ficando junta-se a ocultação de um sinal de trânsito. É um cruzamento com estradas que vão em vários sentidos e onde eram comuns os acidentes. Até à colocação dos sinais de stop.
Como este, tão diligentemente encoberto.
 
 

 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O galheteiro pessoal

 
Num restaurante popular a que vou com alguma frequência (e a sua modéstia não lhe retira dignidade) vejo às vezes alguns homens de boné enfiado na cabeça. 
Pelo aspecto, são de origens diversas e estatutos sociais diferentes mas convergem no mesmo: usam um boné enfiado na cabeça como se já fizesse parte do organismo e mantêm-no no sítio durante toda a refeição. Pela aparência devem viver com o boné na mona durante as vinte e quatro horas do dia e nem no banho (se é que o tomam...) o retiram.
Agora, no ginásio que frequento, já é a segunda vez que me deparo com um sujeito que também não larga o boné. Ou tem vários iguais ou então é sempre o mesmo. O boné, que até fica a matar com os dentes de cima tipo tira-cápsulas, também não lhe deve sair nunca da cabeça. 
A avaliar pelo cheiro que também rodeia estas criaturas, penso que a explicação para o uso  maníaco do boné é afinal relativamente simples. Eles empregam os bonés como galheteiros pessoais, espremendo-lhes um cantinho para conseguirem extrair do seu tecido um elemento natural: o óleo necessário para temperarem as suas saladas.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Coisas privadas

 
 
Foi quase comovente assistir ontem, num programa televisivo, ao conúbio oral entre o actual secretário de Estado da Cultura (uma criatura arrogante, sobre a qual já tinha lido mas que nunca tinha visto em movimento) e o actual presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (com a arrogância de quem acredita que já fez esquecer figuras menos felizes de outros tempos) a propósito do imposto da "cópia privada".
Há coisas que, sendo privadas, não deviam ser feitas à vista de toda a gente.
 
 
Uma aliança contra o consumidor e os não cantantes


 
 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Um imposto soviético feito à medida da SPA

O novo imposto sobre os equipamentos electrónicos, empurrado com a barriga pelo até agora malquisto secretário de Estado da Cultura, não vai beneficiar os autores, em geral. Vai apenas, e só, beneficiar a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), que não representa os criadores culturais.
É um imposto feito à medida de uma associação a que nenhum autor é obrigado a pertencer e que andava há muito tempo a pedir ajuda ao Estado devido à situação financeira, que ainda se deve ressentir da gestão de Luiz Francisco Rebello e que tem a ver com a sua estrutura mastodôntica e verdadeiramente soviética, a que preside o "cantautor" José Jorge Letria.
António Costa quis apresentar uma mancheia de intelectuais na sua campanha e o Governo quis mostrar se pode ser mais directo. Vai tudo dar ao mesmo. 
Vamos a ver se a partir de agora se ouvem mais os lamentos dos cantores "desgostosos" e as críticas da esquerda baixa à Secretaria de Estado da Cultura...