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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O PS de Caldas da Rainha a dar-me razão


Três dias depois de eu aqui ter escrito que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha "comprou" o património termal sem ver, e que só agora se descobriu o seu estado de degradação, o PS local veio dar-me razão, criticando (como eu) a gestão camarária:
 
 
A constatação do PS não deixa só mal a câmara e o seu presidente da "nova dinâmica" mas também quem, na Assembleia Municipal, apoiou a coisa.  Sem a verem, claro.
E, estranhamente, sem que a ninguém ocorresse verificar todos os pormenores do que estavam a "comprar".
Esta situação é mais um retrato exemplar da irresponsabilidade camarária, mais no meio de tantas trapalhadas, não abona igualmente a favor da responsabilidade das oposições, que nem terão compreendido bem a questão em cima da mesa.
Incluindo naturalmente o PS que, como tantas vezes acontece, tarde piou.
 
 

 
A votarem  a favor do que nem sequer quiseram conhecer, todos contentinhos da Silva
 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A Câmara de Caldas da Rainha também vai ajudar as famílias numerosas no IMI?

 
Era bom saber-se se a Câmara Municipal de Caldas da Rainha (onde a gestão anterior de Fernando Costa conseguiu baixar a incidência de alguns impostos) também vai ajudar as cerca de 900 mil famílias com filhos a pagar menos IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis).
Desconfio de que não, dado o estado financeiramente muito mau a que a actual gestão da "nova dinâmica" do PSD local conduziu a câmara...

PS e CSD/PP não querem o aumento da água em Caldas da Rainha. E o PCP e o MVC?

 
Não se sabe o que pensam o PCP e o MVC. Ou porque não sabem que há a intenção da Câmara Municipal de Caldas da Rainha de aumentar o preço da água ou porque, simplesmente, andam entretidos com outras coisas e mandaram às urtigas os seus eleitores.
O PS já se pronunciou contra e o CDS (hoje no "Jornal das Caldas" e com grande pormenor) também faz saber da sua oposição.
Não há, segundo os dois partidos, qualquer motivo para um aumento do custo da água a não ser (e parece ser esse o problema) o estado financeiramente débil da câmara e dos seus serviços municipalizados, que nunca foram capazes de fazer uma gestão correcta da rede de abastecimento de água.
É pena que não haja nisto, que é essencial, uma frente comum de toda a oposição que, podendo perder nas votações (onde este incompetente PSD caldense tem maioria absoluta), poderia mobilizar a população contra este novo assalto aos seus bolsos.
Até porque não é só o preço da água que aumenta mas de todas as outras "taxas e taxinhas", que aumentam sempre em proporção e que conseguem ser o equivalente a metade do valor da factura.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Preço da água, Hospital Termal, obras e a desistência das oposições em Caldas da Rainha


1 - Há três anos houve um aumento nos preços do fornecimento de água praticados pelos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Caldas da Rainha que, pelo efeito multiplicador das várias taxas, fez com que o custo pago pelos consumidores subisse para o dobro.
O mau serviço prestado pelos Serviços Municipalizados não melhorou. Alguns protestos e queixas individuais não tiveram eco na oposição ao PSD municipal: o PS, o CDS, o PCP, o que ainda restava do BE e, fora da Assembleia Municipal, o futuro MVC aceitaram os aumentos. Agora estão nas calhas mais aumentos e, segundo o PS, nada o justifica. Pelo contrário. Mas a maioria do PSD na Câmara e na Assembleia Municipais pode impor esses aumentos.
 

O aumento do preço da água não serviu para investir na rede de abastecimento



2 - Para a financeiramente pouco sólida Câmara de Caldas da Rainha, o ónus do atraso na ansiada entrega do Hospital Termal está agora no Tribunal de Contas, que lhe pediu "um conjunto de esclarecimentos".
Não se sabe se, entre esses esclarecimentos, está a certeza de que a câmara consegue evitar cair no buraco financeiro decorrente das responsabilidades com o Hospital Termal que quer levianamente assumir.
As oposições, que infelizmente se dividiram nesta matéria na Assembleia Municipal, deviam fazer-se ouvir. Mas não é o caso. Estão mudas e quedas. E, entretanto, vai avançando o processo das termas no concelho vizinho de Óbidos. Alguém sinceramente acredita que, com termas já em funcionamento mesmo ao lado, um hospital termal na cidade de Caldas da Rainha tem alguma hipótese?!




"Gazeta das Caldas", 28.08.15




3 - Numa das entradas da capital do concelho (que talvez seja a entrada principal para quem se desloca pela A8) há obras interrompidas há várias semanas. O trânsito faz-se com dificuldade, o aspecto é ofensivo. Mas impera o silêncio.
 


Obras paradas: nada de novo neste concelho


Estes três temas não esgotam a crítica que se esperaria que fosse feita à gestão PSD da Câmara Municipal de Caldas da Rainha por uma oposição de que eu (e se calhar não só eu) esperava muito mais: mais resistência, mais intervenção, menos complacência e menos passividade. E um pouco mais de cultura política.
À excepção do PS (e, mesmo assim, em regime de "serviços mínimos"), a oposição caldense desistiu, cansou-se, ou distraiu-se do seu papel. Ou foi de férias. Ou mudou-se.
Em termos partidários, o PS e o CDS têm feito as suas provas de vida embora o CDS, coligado com o PSD a nível nacional, tenha optado por hostilizar pouco o PSD a nível local.  O MVC (Movimento Viver o Concelho), cuja intervenção me iludiu, e o PCP andam entretidos com as eleições nacionais.
Nada disto, no entanto, serve de desculpa para a falta de comparência das oposições. O pedido dos votos aos eleitores pressupõe um compromisso de intervenção política regular, persistente, coerente e pública. Não é o que se vê em Caldas da Rainha.
E se o PSD caldense fosse suficientemente arguto e inteligente para ter sentido de humor, bem podia começar a escolher os principais dirigentes oposicionistas  para os condecorar no próximo 15 de Maio pelos relevantes contributos que andam a dar para a glória das extraordinárias criaturas da "nova dinâmica". 

domingo, 6 de setembro de 2015

Caldas da Rainha





O futuro do concelho de Caldas da Rainha e da sua capital está metido num beco por uma gestão municipal incompetente.
Começam-se obras que depois ficam por acabar. A sujidade reina.
As oposições vivem na ilusão de que, um dia, o poder lhes cairá nos braços e de que lhes basta terem fé para que isso aconteça.

domingo, 16 de agosto de 2015

Cidade-fantasma


Cidade de Caldas da Rainha, sexta-feira à noite: o "maior restaurante do Oeste" (o que devia ser uma mostra do produção regional, do artesanato e da gastronomia não passa disso, como reconheceu a "Gazeta das Caldas" e eu já escrevi há três anos) pode estar cheio mas o panorama no resto da capital do concelho é desolador.
Tomemos o que pode ser considerado um dos "centros" ou "zonas históricas" de Caldas da Rainha: a zona que fica entre a famosa Praça da Fruta e o Parque/Hospital Termal.
Com o cair da noite, as lojas (e são várias as que vendem peças de cerâmica característica do concelho) fecham-se, as pastelarias e café (que anunciam as "cavacas das Caldas") vão pelo mesmo caminho, um ou dois restaurantes mantêm-se a funcionar e com visitantes portugueses e estrangeiros, a Praça da Fruta fica deserta, a Rua de Camões (onde a crise e obras intermináveis destruíram o comércio, é o melhor símbolo de uma cidade-fantasma e no largo do Hospital Termal (desactivado enquanto tal) sobressai uma das mais estúpidas soluções de bloqueio do estacionamento que é possível imaginar.
Como já aconteceu no verão passado, o concelho encheu-se de turistas nacionais e estrangeiros. Grande parte desses visitantes pernoita no concelho. Mas a sua capital fecha-se, à noite, à actividade comercial, ao turismo, aos "estrangeiros" nacionais e internacionais.
As autoridades locais e a sua legião de simpatizantes, activos e passivos, podem excitar-se com as "tasquinhas" da Expoeste e com as festas e festarolas do "jet set" do concelho. Mas a realidade é esta: no seu centro existe uma cidade-fantasma.
 
 


Por todo o lado, nesta cidade, há obras em curso, intermináveis, nunca concluídas.
A imagem é de desleixo absoluto




Na calçada portuguesa, invadida pelos carros, foram espetadas estas dezenas de floreiras.
Servem para impedir o estacionamento mas alguns pilaretes num perímetro bem delineado teriam sido suficientes, sem criar este estúpido ruído visual
 

A Rua de Camões, com as suas lojas fechadas e passeios desproporcionadamente largos para multidões inexistentes, é o melhor símbolo de uma cidade que à noite se transforma em cidade-fantasma

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Mais obras intermináveis e paradas em Caldas da Rainha


A Câmara Municipal de Caldas da Rainha não consegue fazer obras que acabem de vez, ou que não fiquem paradas a meio, ou que se vão arrastando para prejuízo de toda a gente... menos dos construtores, que vão ganhando sempre o "seu".
Foi o que aconteceu durante quase dois anos. E veja-se o estado em que se encontra uma das entradas da cidade há várias semanas.
Prejudica quem aí passa e mora e é um desastrado cartão de visita para os visitantes que venham pela A8, para a capital do concelho ou para as praias.
 

Nesta rotunda, onde existe um monumento discutível, grande parte do pavimento não existe.



No local é raro verem-se pessoas ou máquinas a trabalhar.


Há várias semanas que desapareceu parte do asfalto junto ao passeio.  

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Muito gosta esta Câmara Municipal da porcaria! (1)

 
A Avenida 1.º de Maio foi um dos campos de batalha das obras de destruição urbana lançadas pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha.
Alargaram-se os passeios, sem que se perceba para quê, e até se enterraram contentores de lixo.
Mas se há coisa de que esta Câmara gosta é do lixo e dos contentores verdes de aspecto geralmente nojento.
Pouco tempo depois das obras feitas, lá estavam eles outra vez, mais ou menos por onde calhassem.
 
 

 


Os contentores subterrâneos que não parecem servir para recolher lixo
 

Há dois dias foi escavado o chão da avenida e começada a construir uma estrutura rectangular. Para servir de churrasqueira popular? Para funcionar como bebedouro de equídeos e de muares? Não. Parece que para resguardar... os caixotes de lixo de que eles tanto gostam.

Há dois dias, a coisa nasceu assim... (foto de José Rafael Nascimento)
 
 
Mas, depois de vários protestos (e a estrutura cortava a visibilidade aos condutores), a Câmara resolveu encolher a altura, como se podem ver na fotografia de baixo.
A solução deve ter-lhes agradado: os maravilhosos contentores até ficam a ver-se melhor.
A dúvida que subsiste é se há algum enquadramento legal para esta obra (que deve violar o projecto original, sem nada de positivo lhe acrescentar. Mas que importa. Neste mundo de "amigos", a altura diminui, os automobilistas já se vêem uns aos outros, a estrutura não é tão ofensiva e... ficamos por aqui, em nome da harmonia social.
E em nome da preservação da porcaria.
 
 
Obras de remendo depois das obras sem sentido, de uma Câmara que muito obra...

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Uma questão de barriga?

Tinta Ferreira (actual presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha): "Aquele Fernando Costa já me anda a irritar! Agora deu em aparecer a fazer comentários sobre as nossas decisões na Câmara. Qualquer dia ainda pensam que se vai candidatar outra vez..."
Fernando Costa (ex-presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha): "Eu ouvi muito bem o que disseste ! Está descansado que não vou voltar porque já voltei! Sou o D. Sebastião das Caldas. Podem chamar-me D. Turquião!"
"Zé Povinho": "É tudo uma questão de sombra! Um homem com barriga grande só faz sombra aos seus pés e um homem grande faz sombra a muitas barrigas!" 
 
São estes os diálogos da caricatura "Caldastoon", da edição de hoje da "Gazeta das Caldas", com uma caricatura de Tinta Ferreira que o faz mais alto do que o barrigudo Fernando Costa.
Mesmo que se diga que o "Zé Povinho" do "Caldastoon" tem cara de alarve (que tem), o que lhe é colocado na boca é significativo: o actual presidente da Câmara receia um eventual regresso do anterior e já lhe faz guerra, sendo "grande" quando o outro é "barrigudo".
 
 
Fernando Costa: "Sou o D. Sebastião das Caldas"

Tinta Ferreira (à esquerda): "Aquele Fernando Costa já me anda a irritar!"
 

Uma perguntinha que se calhar até parece mal...

 
 
 
Porque é que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha gasta milhões de euros num estacionamento subterrâneo que, claramente, não era necessário e não atende a problemas tão reais e tao graves que podem mesmo pôr em perigo vidas humanas?
 
 

Um parque que nem com uma hora grátis se enche...



... e uma ponte, usada por muita gente, que um dia pode vir abaixo
(1.ª página do "Jornal das Caldas", de 1.04.15)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Não acertam uma: já não encontram meio-termo entre o disparate e a irresponsabilidade


Talvez fosse melhor não mexerem para não estragarem...
 
A Câmara Municipal de Caldas da Rainha vai gastar 200 mil euros para um projecto para alterar o perfil da zona de praia e de confluência com a Lagoa de Óbidos da Foz do Arelho. Para começar. Depois quer gastar mais cinco milhões de euros.
No palavreado que justifica a coisa percebe-se que o essencial do tal projecto (cuja concretização custará cinco milhões de euros) é a mudança dos bares da zona para um ponto qualquer em cima da areia, ou quase. É necessário, segundo os termos de referência do projecto, "retirar o tráfego automóvel da frente dos equipamentos".
É mais uma "requalificação" que vai dar asneira e que já se caracteriza por um cortejo de irresponsabilidades em que convergem o anterior presidente da câmara e os herdeiros que eclodiram dos ovos que andou a chocar.
Repare-se só:
 
1 - Quando há preocupações legítimas sobre o avanço do mar (e já houve episódios neste local), é tudo menos inteligente ponderar a transferência da meia-dúzia de simpáticos bares da Foz do Arelho para mais perto do mar, sendo ele, aliás, como é nesta zona. Basta reparar como se abre e fecha a "aberta" da Lagoa de Óbidos para perceber a instabilidade do Oceano Atlântico aqui onde toca na terra. Quanto aos carros, são quase sempre de clientes.
2 - Os bares estão aparentemente, em situação ilegal, e há muito tempo. Funcionam com licenças provisórias e estão condenados pelo Plano de Ordenamento da Orla Costeira. Não se percebe como é que a sua mudança para um local mais perigoso os legalizaria. E não é com um erro que se corrige outro erro.
3 - O anterior presidente da Câmara Municipal, que não só foi presidente da câmara durante mais de trinta anos como até é jurista, manifesta hoje no "Jornal das Caldas" uma posição de estarrecer: os bares, diz, "estão legalizados porque encontram-se aqui instalados há algum tempo e toda a gente sabe que eles estão aqui". Se não está a invocar o usucapião, era bom que fosse mais claro. Dito assim, e com a autoridade que ainda tem, o advogado Fernando Costa está a induzir em erro os proprietários.
4 - Os cinco milhões de euros seriam de alguma forma arranjados através de fundos comunitários (que parecem continuar a servir para tudo...). E se não forem? Segundo o "Jornal das Caldas", o vice-presidente da câmara, que é uma das crias do anterior presidente, será o município a pagar. É mais uma despesa de vulto para os cofres cheios que Fernando Costa terá deixado... e que facilmente se esvaziarão, com estes e outras despesas.
 
A gestão camarária que saiu das eleições de 2013 (e a que, num misto de auto-crítica e de ironia, o próprio PSD chamou "nova dinâmica") tem-se caracterizado pela tendência para estragar (e para deixar estragado) tudo aquilo em que toca.
No caso da Foz do Arelho podiam limitar-se a arranjar alternativa aos feios contentores de lixo (que são para eles, uma espécie de coqueluche). Saía mais barato, era mais útil e, com sorte, poderia não ser pior.
 
 
 
Para a Câmara Municipal de Caldas da Rainha,
estes lindos caixotes de lixo devem ser "bordalianos"...
 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Quanto é que nos vai custar o vazio?










 
Estas imagens foram recolhidas hoje à tarde, entre as 14h e as 14h30, no parque de estacionamento subterrâneo da cidade de Caldas da Rainha, que custou 3,6 milhões de euros.
O piso -1 (imagem de cima) é destinado ao público em geral e nem sequer é pago na primeira hora. Nem um terço do espaço estaria ocupado.
O piso -2 (imagem de baixo) é destinado a residentes e outros "assinantes". Nem um terço do espaço estaria também ocupado.
Nunca acreditei na necessidade de um parque de estacionamento desta natureza para o centro "político" (Câmara Municipal, Finanças, Tribunal) desta cidade. Tudo indica que, na realidade, não era necessário e que continuará às moscas.
Como não se conhecem (o que é estranho, repito, como é estranho que as oposições não exijam esse esclarecimento) estudos, modelo de exploração da obra e a relação custos/benefícios, não custa a crer que a Câmara Municipal venha a cobrar a loucura do estacionamento subterrâneo aos munícipes quando ficar evidente o buraco que este duvidoso empreendimento vai provocar nas contas camarárias. 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Quem não é por eles é contra eles...



 
"Acabam as obras e eu vou criticar o quê? Não há o mínimo de respeito para com aqueles que se dedicam a criticar tudo e mais alguma coisa!..."
É assim que se lamenta uma das personagens do "cartoon" publicitário da edição de hoje da "Gazeta das Caldas", perfilhando uma crítica de alguns dos apoiantes da gestão camarária do PSD caldense (entre os quais a "Gazeta" também se insere, em primeiro lugar por via do seu director).
Ou seja, e mesmo que as obras sejam perfeitas (não são, pela falta de rigor, de planeamento e de necessidade, para já não falar no dinheiro literalmente nelas enterrado), a piadinha aos que criticam passa em branco tudo o resto: um complexo desportivo com um espaço exterior que é uma vergonha (na fotografia), as passagens de peões desaparecidas, os buracos das ruas tapados com remendos, o lixo que se acumula por todo o lado, a completa perda de relevância de Caldas da Rainha, a ameaça da instabilidade financeira que paira sobre o município. Além dos "casos" silenciados e do sonho tolo de um hospital termal que a câmara não conseguirá suportar.
Numa lógica de "quem não é por nós, é contra nós", as críticas são sobre "tudo e mais alguma coisa" e as obras de degeneração urbana são o Paraíso.
Não deixa de ser interessante...

segunda-feira, 2 de março de 2015

O buraco do presidente da Câmara




O que interessa, para esta gente, é o que está enterrado debaixo disto tudo
 
Talvez fosse uma obra arquitectónica extraordinariamente inovadora, um monumento impressionante de arte contemporânea, um intransponível objecto de culto capaz de atrair turistas de todo o mundo, algo que rivalizasse com as maravilhas do mundo inteiro. Ou, mesmo, comparável em termos de composição visual, com as paredes de algumas estações do Metropolitano de Lisboa, numa perspectiva evidentemente modesta. 
Mas não. O parque de estacionamento subterrâneo que demorou quase dois anos a construir no centro da cidade de Caldas da Rainha é um "parking" tristonho, decorado a trinchas de tinta, enterrado numa praça que agora até consegue ser mais pequena.
Se já não se percebia a necessidade de enterrar dinheiro numa obra desnecessária (a capital do concelho de Caldas da Rainha não tinha problemas de estacionamento), menos se percebe ainda o melancólico ratinho que foi parido pela montanha de ambições pessoais e outras e de evidentes cumplicidades da "nova dinâmica".
Depois, o que se vê debaixo do chão é isto que as imagens documentam.
Às três da tarde de hoje, primeiro dia útil de funcionamento da coisa e completamente grátis, o modesto primeiro piso estava cheio. O segundo estava praticamente deserto.
Vamos ver como vai ser quando o parque for pago.
Eu não sei, como suponho que todos nós não sabemos, se há algum plano de exploração do parque que compense o dinheiro nele enterrado pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha. Mas, havendo ou não, não acredito que a obra se pague por si.
E nesse caso... seremos todos nós a pagar o buraco que o presidente quis deixar na "sua" praça, talvez a pensar que é assim que se atinge a glória no municipalismo português. Mas, como já é costume, anda enganado ou alguém o enganou.
 
 

O primeiro dos dois pisos encheu-se em dia de estacionamento grátis...
 

... mas o segundo ficou vazio, apesar da "borla"


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Rua de Camões: a culpa é do Juncker, que deu cabo das lojas locais...








aqui escrevi sobre os vergonhosos atrasos nas obras (que, verdadeiramente, também não se percebe para que servem... mas que já em 295 mil euros) na Rua de Camões, em Caldas da Rainha.
A "Gazeta das Caldas" dedica ao assunto duas páginas na sua edição de hoje, com um título significativo na primeira página "Obras na Rua de Camões são mais um caso de desorganização". Note-se: "mais um caso". Há outros casos, portanto. Ainda bem que a "Gazeta" sabe disso.
E a culpa, sabiam?, é de Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.
Vem na última página, na pouco esclarecedora coluna "A Semana do Zé Povinho", com críticas acerbas a este político a quem o jornal, num pormenor de elevação, chama "sonso", com referências aos "cadáveres de empresas que não aguentaram tão drástico tratamento"... Devem ser as da Rua de Camões que não conseguiram sobreviver às obras que, como é costume, lá vão levando meses de atraso com pretextos e argumentos pouco dignificantes

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Qual é a situação económica e financeira da Câmara Municipal de Caldas da Rainha?


José Rafael Nascimento, do Movimento Viver  o Concelho, de Caldas da Rainha, fez ontem, quarta-feira, uma pergunta pertinente no Facebook: 
 
O senhor presidente da Câmara afirmou [na reunião da Assembleia Municipal de Caldas da Rainha], com grande veemência, que não tem dinheiro para obras urgentes, como é o caso do asfaltamento de ruas e estradas da cidade e das freguesias.
Mas o que vimos no último ano? A gastar dinheiro a rodos para comprar terrenos e edifícios, para financiar carnavais e eventos privados, para oferecer subsídios discricionários a associações e colectividades, para contratar fotógrafos e outros serviços que a autarquia pode/deve realizar, para enterrar dinheiro em projectos falhados, etc, etc, etc.
O Dr. Tinta Ferreira herdou uma autarquia com uma situação financeira que se dizia em bom estado. Como terminará 2015 e o seu mandato?
 
Não há resposta ou, se há, não a teve José Rafael Nascimento no seu espaço do Facebook. E isso, como aliás já é notório, tende a ser preocupante.
A cidade de Caldas da Rainha foi transformada há quase dois anos num estaleiro de obras faraónicas que custam milhões de euros (e se há fundos comunitários para as pagar, o certo é que compete ao Estado-membro beneficiado entrar com uma parte).
Mas tudo o resto que afecta mais directamente as pessoas (das pinturas das passagens de peões às reparações de ruas e estradas, passando pela rede de abastecimento de água) está por fazer, tanto na capital do concelho como nas desprezadas freguesias do "interior".
Já defendi aqui, há um ano, que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha devia prestar contas (contas políticas e contas económico-financeiras) aos munícipes sobre estas obras e sobre tudo o que, em termos contabilísticos, lhes está associado.
O presidente da câmara, Tinta Ferreira, e o seu vice-presidente, Hugo Oliveira, nunca o quiseram fazer.
E essa recusa objectiva de prestar contas permite que se levantem todas as dúvidas, todas as suspeitas e todas as desconfianças sobre a situação real de uma câmara municipal que, na anterior gestão municipal (também do PSD), se orgulhava de ter dinheiro e de poder manter os impostos baixos. 
A situação tende a ser tanto mais grave quanto a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal decidiram ficar com as despesas decorrentes da reabilitação do Hospital Termal.
É um negócio que custará aos caldenses um milhão de euros por ano e que, confessadamente, assusta o próprio presidente da câmara. 
E se é estranha a recusa deste poder municipal de prestar contas, talvez mais estranho seja que as oposições (e vamos dizer que com excepção do MVC, atendendo à intervenção de José Rafael Nascimento) não levantem problemas nem interroguem, publicamente, a gestão autárquica de Tinta Ferreira e de Hugo Oliveira: não se lê, não se ouve nem se vê da parte do CDS/PP, do PS e do PCP qualquer tipo de preocupação pela defesa dos interesses dos contribuintes caldenses.
 
 
*
 
Na véspera da abertura de um parque de estacionamento subterrâneo que é absolutamente desnecessário, e que o mais certo é nunca vir a ter movimento que pague a sua construção e a sua exploração, é útil recordar tudo o que aqui escrevi sobre o buraco que pode vir a tornar-se a única imagem de marca, e símbolo, de Caldas da Rainha.
É possível que o previsível descalabro da situação económica e financeira da Câmara Municipal de Caldas da Rainha tenha muito a ver com esta obra delirante.
 
 
Expliquem-se, senhor presidente e senhor vice-presidente...
 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Como se mata uma cidade




 

 

 



















A Rua de Camões, em Caldas da Rainha, já foi uma rua de comércio. Hoje pouco resta (e é nela que ainda sobrevive a Pastelaria Machado, que faz o melhor bolo-rei que já comi até hoje). Era o principal acesso ao Hospital Termal e, a pé, a melhor via de entrada no Parque D. Carlos I.
As obras municipais (que alguém, só por sarcasmo, designou por "regeneração urbana") fecharam a rua há alguns meses e o pavimento é hoje uma espécie de pântano. Ontem à tarde estavam dois homens no meio das obras e a ninguém poderia parecer que estivessem de facto a trabalhar.
Na rotunda que lhe está pegada, misturam-se umas pindéricas decorações natalícias (ausentes da Rua de Camões) com a melancólica estátua da Rainha D. Leonor e os inevitáveis caixotes de lixo verdes e de ostensivo mau aspeto a que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha tem tanto amor.
As obras faraónicas onde esta Câmara Municipal tem estado a enterrar milhões de euros servem, muito objectivamente, para isto: para matar a cidade.
 

Há males que vêm por bem

 
Um bom pretexto... (© "Gazeta das Caldas")
A conclusão do parque de estacionamento que, pelos vistos (esqueçam lá as coisas bordalianas...), vai ser a imagem de marca da cidade de Caldas da Rainha, anda a ser adiada de mês para mês, porque chove ou porque não chove ou por mais isto ou menos aquilo.
E com esses argumentos a valerem cada vez menos, o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha teve direito a um "presente de Natal": a queda, no local, de uma grua da empresa construtora. Numa feliz e curiosa lógica de 2 em 1: não só não houve danos pessoais mas já há um pretexto mais sólido do que as condições meteorológicas para mais adiamentos porque, como o próprio se apressou a declarar, a obra fica mesmo suspensa.



... para mais um adiamento nas obras "coreanas"
do "grande líder" da "nova dinâmica" (© Mais Oeste Rádio)




quarta-feira, 23 de abril de 2014

O silêncio dos culpados

A Câmara Municipal de Caldas da Rainha tem consigo há vinte dias, pelo menos, a proposta governamental sobre o Hospital Termal de Caldas da Rainha. O que vai, ou não, fazer? O que pensam os partidos além da facção do PSD que gere a câmara? Silêncio absoluto. O assunto interessa? Não.
 
As obras de paulatina destruição da cidade de Caldas da Rainha continuam praticamente paradas. O que pensam os partidos além da facção do PSD que gere a câmara? Silêncio absoluto. O assunto interessa? Não.
 
Os azougados gestores políticos da Câmara Municipal de Caldas da Rainha autorizaram três dias de touros à solta num parque histórico urbano que já foi um "ex libris" da cidade, em jeito de imperadores romanos. Os partidos balbuciam. A população vai acorrer, a destruição do terreno estará, por definição, assegurada. O assunto interessa? Pouco.
 
A praia da Foz do Arelho tornou-se uma extensão da Lagoa de Óbidos. Esta tem cada vez menos água e cada vez mais areia e terra. A praia ficou mais pequena. O que pensam os partidos? Silêncio absoluto. O assunto interessa? Não. 
 
Há uma empresa que factura mais de um milhão de euros para obras que não faz. O que pensam os partidos? Silêncio absoluto. O assunto interessa? Não.
 
As eleições autárquicas foram há sete meses.

domingo, 20 de abril de 2014

E se fossem "abraçar" a Câmara?

Algumas almas bem intencionadas estão a promover um "abraço" em forma de cordão humano no próximo sábado ao Hospital Termal de Caldas da Rainha, que está a "marinar" no caldo da incapacidade camarária. Não seria melhor irem "abraçar" a Câmara Municipal ou a Assembleia Municipal, para as estimular a serem mais rápidas na decisão sobre este processo?
Já houve uma iniciativa do género em Fevereiro de 2012 em redor do hospital (o Centro Hospitalar Oeste Norte) e não parece ter dado muitos frutos...