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sábado, 20 de fevereiro de 2016

As aparências iludem

 
Na cidade de Caldas da Rainha já há posto de turismo (de luxo, inaugurado com pompa e circunstância), também há turistas (mas nem se sabe de onde, com que objectivo e se pode haver mais) e motivos de interesse turístico ainda vai havendo (mas não um hospital termal por abrir, ou fechado).
Não há é um "leit motiv" para o turismo, nem uma política de captação de turistas nem qualquer tipo de promoção organizada, metódica e digna, nem tão pouco uma imagem de marca.
Ou seja: as aparências iludem.
É precisamente o mesmo mal da política caldense e da sua "nomenklatura".
 


À espera de clientes...

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Onde comer em Caldas da Rainha (e arredores): as minhas recomendações


Naco na Pedra
Salir do Porto, Facebook, www.naconapedra.pt, tel. 262406147/936069473
O Naco na Pedra é, essencialmente, um restaurante de carnes, onde o vasto leque de variedades assenta numa escolha criteriosa e de qualidade segura. António Flores, chef com experiência e criatividade, orienta a cozinha e Cila Moreira também faz, e muito bem, as honras da casa. Tem evoluído ao longo dos anos, sempre para melhor, com um serviço simpatiquíssimo e ambiente agradável, tanto dentro de casa como na esplanada. A lista de vinhos, com renovação periódica, é magnífica (com muitos exemplares que podem ser encontrados na garrafeira Wine Store, perto do restaurante) e muito bem apresentada e a secção dos digestivos tem duas verdadeiras joias que, neste contexto, são de prova obrigatória: aguardentes de Valle Pradinhos e do Mouchão. E o enquadramento de Salir do Porto, uma povoação tranquila à beira da lagoa de São Martinho do Porto, ajuda à beleza da refeição. Não há melhor por aqui e os preços, acima da média, são mais do que justificados.
A minha classificação: Excelente.


















O Recanto
Caldas da Rainha (cidade), www.restauranterecanto.com,
tel. 262 282 559
É um pequeno restaurante de cariz popular, com um magnífico trabalho de cozinha num espaço exíguo onde arranjar lugar é às vezes tarefa impossível (eu costumo telefonar a reservar, à cautela). Há petiscos, pratos que convém encomendar e uma panóplia de pratos excelentes: as enguias (fritas e em ensopado), o cabrito assado (e é difícil fazer melhor!), a "dobradinha" e as iscas, saídas das mãos milagrosas de Maria Fialho, que manda na cozinha. O ambiente é simpático e o serviço é primoroso.  A lista de vinhos é pequena mas pode haver preciosidades na categoria do vinho recomendado e do vinho verde.
A minha classificação: Excelente.


 






O Melro - Pão Quente e Petiscos
Bairro Senhora da Luz, Óbidos, tel. 262 958 083, Facebook
Fica de certo modo na zona de "fronteira" entre Caldas da Rainha e Óbidos, relativamente perto da A8 e a qualidade justifica por inteiro o pequeno desvio. A entrada, de pastelaria, esconde uma sala de refeições acolhedora e de decoração simples mas eficaz, uma cozinha de grande qualidade e um óptimo saber-fazer em matéria de pão (a broa com frutos secos é memorável). Para quem gosta, os caracóis (na sua época) são inexcedíveis mas o melhor, no domínio das carnes grelhadas, são as postas de vitela e as peças de javali e de veado. é uma extraordinária posta de vitela grelhada, que merece todos os elogios, bem como o bife de veado. Há pratos de marisco para os apreciadores. Tem uma boa cerveja própria e uma lista de vinhos muito completa e bem organizada. O serviço é simpático e quase personalizado. Convém marcar.
A minha classificação: Muito bom.





Solar dos Amigos
Salir de Matos, Facebook, www.solardosamigos.com, tel. 262 877 135
A lista é vasta e o ambiente, em geral, é agradável mas o essencial do Solar dos Amigos é a sala grande (a Sala do Cavaleiro) com a lareira aberta onde se grelham as carnes e o bacalhau, e onde se está melhor no tempo mais frio. O bacalhau assado (Tiborna de Bacalhau), é imprescindível para os apreciadores deste peixe. As doses são enormes (pormenor a que convém tomar atenção na altura de pedir) e há vinho a jarro. O serviço é simpático, apesar de a afluência de clientes gerar, por vezes, uma impressão de confusão.
A minha classificação: Muito bom.























A Lareira
Rua da Lareira, n.º 35, Alto do Nobre, Nadadouro, 

A Lareira tem uma particularidade interessante: apresenta, tanto ao almoço como ao jantar, uma ementa de entradas, peixe, carne e sobremesa com alternativas, a um preço bastante moderado, funcionando à margem de uma carta fixa. A qualidade da cozinha é boa e afirma-se bem nesta ementa. A lista de vinhos é imensa, a precisar, no entanto, de ser actualizada e reforçada.  A decoração consegue ser simpática, apesar de alguns exageros neoclássicos. Em tempo mais ameno, A Lareira pode ter um encanto suplementar: uma pequena esplanada protegida, para estar antes ou depois do jantar a beber o café e os digestivos, se o tempo ajudar.
A minha classificação: Bom.


O Poço do Zé
Casais de Santa Helena, http://opocodoze.blogspot.com, tel. 262 949 222
Um restaurante "popular" com um bom serviço de grelhados, uma ementa pequena mas que tem o essencial, uma lista de vinhos esclarecedora e com preços razoáveis e, graças ao bom aproveitamento de uma grande janela, uma vista panorâmica para os campos verdejantes da região e para a Serra de Montejunto. O pessoal é simpático e despachado, atento e dialogante. A sala interior tem uma capacidade razoável mas a posição à janela, sobretudo ao jantar quando a noite chega mais tarde, é excepcional.
Convém reservar.
A minha classificação: Bom.















Taverna do Manelvina
Cruzes, Facebook, www.tabernadomanelvina.com tel. 262 870 014
Apresentando-se como "A casa do grelhado e do aficionado", tem uma sala pequena e uma cozinha duplamente grande, no espaço e na qualidade. Os grelhados, em jeito de rodízio, são realmente bem feitos e a salada com que recebe os clientes (de tomate, com um delicado tempero de ervas) é óptima. A entremeada é uma maravilha e a posta de vitela não lhe fica atrás. O serviço às vezes torna-se confuso, e a sala tem mesas a mais para ser completamente confortável, mas é pelo menos rápido. O vinho a jarro é bom e a refeição encerra com mimos sólidos e líquidos.
A minha classificação: Bom!






domingo, 5 de abril de 2015

Recordando algumas coisas elementares e uma ideia bondosa mal concretizada


 
 
O concelho de Caldas da Rainha tem uma área de 255,87 km2 e, segundo os números de 2011, uma população de 51 645 pessoas. Como se pode ver pelo mapa, toda a sua "fronteira" ocidental está voltada para o Oceano Atlântico.
É possível fazer todo o caminho entre a praia de São Martinho do Porto (que pertence ao concelho de Alcobaça) e a Lagoa de Óbidos sempre a olhar para o mar pela sua estrada panorâmica.
A Norte, Salir do Porto, colada a São Martinho do Porto, tem uma praia fluvial e uma piscina; há uma zona de praia razoavelmente vasta que vai do extremo norte da Foz do Arelho até parte da Lagoa de Óbidos.
E se há uma miserável falta de investimento municipal no turismo, o certo é que o potencial turístico do concelho, em especial na sua ligação ao mar, já é apoiado e mantido pela iniciativa individual que tem levado à criação de ofertas de qualidade de restauração e de alojamento.
O potencial turístico do concelho, se apoiado e estimulado, permitiria criar emprego e aumentar as receitas locais e dar um outro destaque ao concelho de Caldas da Rainha.
 
 
*
 
A relevância destes pormenores (que também servem para mostrar que o autor deste blogue não se limita a "dizer mal") justifica-se para recordar o que aqui escrevi há quase dois anos sobre o portal caldense GoCaldas.
Se, visualmente, melhorou, o que antes escrevi (e que tanto indispôs um dos seus animadores, que até me escreveu, a acenar com os seus graus académicos) mantém-se: o portal ocupa-se apenas da cidade que é capital do concelho e ignora tudo o resto, numa pecha comum às elites citadinas que vêem Caldas da Rainha quase como o centro do mundo. 
E é pena, porque a ideia (até por contraste com a falta de comparência da Câmara Municipal nesta matéria) até era bondosa.
 

domingo, 20 de julho de 2014

Tipo bairro de lata na Lagoa de Óbidos

 
 
 
Segundo percebi, o festival do conúbio ocupou o parque de caravanas situado entre a praia da Foz do Arelho e a Lagoa de Óbidos, o que não deixa de ser um péssimo princípio.
Mas não há de ter sido por isso que várias caravanas (e uma delas até já lá estava) foram parar mesmo à beira da Lagoa de Óbidos.
E o que se pôde ver este verdadeiro bairro de lata, montado num local público que, pelas suas características ecológicas e paisagísticas e de enorme potencial turístico, devia ser muito melhor protegido, dos azares da natureza e desta natureza de gente.




Um dia destes ainda metem aqui uma "rolote" de comes e bebes,
como a que ocupa, há anos, o miradouro da Estrada Atlântica


Até os caniços funcionam, com grande criatividade, como mobiliário urbano.
Só faltam os contraplacados

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Um ex-libris para esquecer



 
 

Suponho que a estação de comboios de Caldas da Rainha, que foi construída e aberta no final do século XIX, não é um monumento nacional.
Terá, para esta cidade, um valor patrimonial simbólico por ser a porta de entrada e de saída em Caldas da Rainha ao longo das muitas dezenas de anos em que a Linha do Oeste ligava diariamente o concelho ao resto do País e, nomeadamente, a Lisboa.
O edifício que tem azulejos tradicionais na parte traseira (que dá directamente para as linhas), nunca se destacou muito pelo seu porte modesto e pela perda de importância em termos de transportes públicos..
Com a Linha do Oeste praticamente moribunda e as ligações a fazerem-se pela A8, a estação perdeu importância prática.
Mas era, para todos os efeitos, um "ex-libris" caldense (que até teve direito a constar da colectânea "Ontem e Hoje", do jornal "Gazeta das Caldas"), uma imagem no final da Avenida 1.º de Maio que compunha um dos cantos da cidade, uma recordação de outras épocas.
Tudo isto, num país e numa cidade normais, poderia garantir à estação uma dimensão histórica, o que recomendaria a sua conservação e, esgotada a sua utilidade prática, um futuro mais congregador do que segregador.
Não o entendeu a Câmara Municipal de Caldas da Rainha e, aparentemente, mesmo os mais acérrimos defensores da Linha do Oeste terão achado que, como moda, a ligação ferroviária local também seria para esquecer.
E hoje o que temos é isto:
 



E "isto", esta espécie de tina enfeitada com azulejos de casa de banho que ainda nem parece estar terminada, menoriza e degrada a estação.
Sobrepõe-se ao largo fronteiro, que desapareceu, e, como rotunda, serve apenas para pôr o trânsito a andar mais depressa. Quem é que repara no vetusto edifício? Ninguém. Ninguém quer saber dele.
Segundo se sabe, a coisa destina-se à colocação de um chafariz.
Não sei qual será a altura, não sei se a água irá espirrar alto ou preencher todo o espaço da tina mas é possível fazer uma simulação.
E, em jeito de monólito negro (inspirado por Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick), ei-la:




Um chafariz, por modesto que seja (mas a perdulária mania das grandezas da "nova dinâmica" sugere precisamente o oposto), nunca será mais pequeno que o monólito negro que serve para este exercício. E depois haverá que acrescentar a água.
E o resultado?...
O resultado será, simplesmente, a sobreposição de um mamarracho ao simpático edifício da estação, ocultando-o da vista de todos, relegando-o para uma memória que os presidentes das câmaras gostam de ver arrasada para só eles ficarem para a História, perante o silêncio de apoiantes (sempre à procura de uma migalha) e de opositores de duvidosa genuinidade.
As elites da cidade de Caldas da Rainha detestam tanto o passado como têm medo do futuro.
 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Uma excelente ideia para valorizar o espaço público à beira da Lagoa de Óbidos


Não sei de quem foi a ideia mas foi muito bem imaginada: barreiras que limitam (a 2,2 metros) a altura dos veículos que têm acesso a uma zona pública que fica entre a praia da Foz do Arelho e a Lagoa de Óbidos.
Deste modo não entram nem os autocarros de turismo nem as caravanas (que têm um parque próprio mesmo ao lado). O espaço fica livre para uso de pessoas e veículos ligeiros.
Esta praça, aprazível, pode ser melhor aproveitada e merece mais do que agora têm, e este é um primeiro passo. Espero eu que seja, claro, e que a valorização deste espaço não termine aqui.


 

E os veículos indesejados ficam de fora



domingo, 6 de abril de 2014

Termas das Caldas: a proposta governamental põe de joelhos a Câmara Municipal

 
 
 
 
 
 
Já que a questão das termas (ou ex-termas) de Caldas da Rainha, no que se refere à proposta governamental, parece ter despertado poucas atenções, o que não deixa de ser estranho, regressemos ao tema.
A "Gazeta das Caldas" divulgou na sexta-feira passada as linhas gerais da proposta que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha já recebeu (sem no entanto indicar o remetente). Essencialmente, são estas, e tudo à conta da câmara:

- construção de um novo hospital termal, reservando as actuais instalações (fechadas) para actividades turísticas e culturais;
- cedência do Parque D. Carlos  I e da Mata Rainha D. Leonor à câmara;
- direitos de exploração de água mineral natural com a designação "Caldas da Rainha";
- um investimento (obras) de 12,7 milhões de euros no prazo de cinco anos.

A proposta é interessante, ao revelar um conceito que é vantajosamente mais abrangente do que apenas a recuperação do hospital termal já existente.   
Não é preciso ter-se uma licenciatura espanhola na área do turismo para perceber que uma estância termal, mais do que um simples hospital termal, ganharia com uma oferta mais global de hotelaria e cultural que passasse pela reabilitação das ruínas do parque e mesmo com uma água de marca como merchandising. O concelho ganha com mais visitantes, e com as compras de bens e de serviços que eles fazem se o actual hospital termal "ressuscitasse", mas ganharia muitíssimo mais se pudesse tornar mais vasta a sua oferta, com as termas por centro e pretexto.
Poderemos pensar que se o Governo achasse que teria dinheiro para este investimento fá-lo-ia. Não o tendo, passa-o para a câmara que, diga-se a verdade, nunca soube posicionar-se pela positiva.
Queria as termas mas não queria gastar dinheiro e disse-o abertamente. E como não está, neste caso, a discutir obras públicas (e eventuais contrapartidas de âmbito privado), teria sido melhor usar de maior discrição.
 
Um presidente impotente
 
Agora, como popularmente se diz, o presidente da câmara, Tinta Ferreira, ficou (mais uma vez) com as calças na mão.
Em vez de fazer contactos discretos com potenciais investidores e de tentar negociar objectivos concretos com o Governo, expôs-se a uma situação destas: ser confrontado na praça pública com a sua própria impotência.
Não vejo que Fernando Costa, por exemplo, a quem se podem (e devem) fazer muitas críticas, tivesse caído numa cilada destas. Mas, como já escrevi, o actual presidente optou por conversar com o porteiro e depois foi tratado de alto. 
Por outro lado, se a atracção por obras de fachada (como o alargamento de passeios) tivesse sido contida, talvez houvesse dinheiro para as termas.
Neste processo, o presidente da câmara não fica bem na "fotografia". Disse que andava a negociar com o Governo mas nunca disse o quê (e pode-se pensar que Tinta Ferreira já sabia o que aí viria). Mas alheou-se do problema. Alheou-se da concorrência que, agora, fica ainda mais forte. Envolveu-se em obras a serem feitas todas ao mesmo tempo e, por este andar, o que caracterizará os seus quatro anos de governo municipal serão as "obras de Santa Engrácia" da cidade (de retorno zero) e situações ainda mais incontroláveis fora da cidade.
Em circunstâncias normais, numa gestão municipal normal, esta situação levaria o presidente da câmara a explicar-se, e com urgência. Cada dia que passa é mais um dia que permite constatar a ineficácia e a falta de dinamismo do que, por estranha ironia, chegou a ser apresentado como "nova dinâmica" de um PSD sem rumo.
Porque, muito simplesmente, sem dinheiro (milhões de euros) não voltará a haver termas na cidade de Caldas da Rainha.
Não vale a pena pensar em peregrinações a Bruxelas (mais valia irem a Fátima...) ou em mais grupos de trabalho. Ou conversações agora maculadas por esta espécie de enxovalho que também atinge todos os sectores políticos do concelho. Qualquer negociação, a haver e seja lá com quem for, partirá sempre de uma posição de fraqueza política.
Depois disto, aliás, talvez nem valha a pena pensar numa plataforma de consenso, que só poderia ter sido útil se o presidente da câmara fosse um intérprete interessado e competente da vontade política, social e empresarial do concelho. Não foi nem muito provavelmente será.
Como era previsível, o hospital termal continuará fechado. Os equipamentos continuarão a degradar-se. Tal como os míticos "pavilhões do parque", tornar-se-á uma casa de fantasmas.
E, ao lado, abrirão as Termas das Gaeiras. O investimento privado voltará a ir para Óbidos e o investimento público aguardará melhores dias, ou anos.
 
*
 
O que já escrevi sobre este assunto pode ser lido aqui.
 
 
 

domingo, 30 de março de 2014

Hospital termal: entre o alargamento dos passeios e o Pai Natal enquanto se conversa com o porteiro

O hospital termal de Caldas da Rainha está fechado. É uma instituição que tem um valor histórico significativo e que poderia ter um valor económico importante para o concelho. Há dinheiro para alargar passeios mas para o hospital termal não, e toda a gente parece estar à espera do Pai Natal.
A situação foi abordada recentemente na Assembleia Municipal e a "Gazeta das Caldas" desta semana fornece elementos interessantes para permitir fazer um ponto de situação.
 
 
400 mil euros mas só para alargar passeios - A "ressurreição" do hospital custa, pelo menos, 400 mil euros numa perspectiva de alargamento e de melhoria da oferta. A sua tutela cabe, actualmente, ao Estado. Note-se que as obras que decorrem na Avenida 1.º de Maio (que consistiram, principalmente, no alargamento dos passeios e na criação de uma rotunda com um repuxo junto à moribunda estação ferroviária) custam, pelo menos, 400 mil euros. Por mais controversa que possa ser a comparação, é útil ponderar quais os benefícios que se tiram do alargamento de passeios numa avenida por onde pouca gente anda a pé e sem muito comércio e quais os benefícios de um hospital termal capaz de chamar à cidade e à região milhares de visitantes por ano.

Um presidente de câmara municipal tipo director-geral - A posição da Câmara Municipal de Caldas da Rainha e do seu presidente oscila entre o enfado e o desinteresse. A Câmara não quer "património" e, traduzindo por miúdos, não quer investir no que não é seu. A possibilidade de uma concessão por parte do Estado é matéria para umas conversações prolongadas (na lógica do "não é para se fazer mas para se ir fazendo") com a Direcção-Geral do Tesouro e já chega. Um presidente de câmara realmente interessado traria um ministro à capital do concelho e abriria um processo negocial. Mas este, possivelmente, não quer, não consegue, não sabe como se faz ou... não lhe passam cartão. A direcção-geral depende sempre do secretário de Estado, o secretário de Estado depende do ministro. Estar, neste caso, a falar com a Direcção-Geral do Tesouro ou com o porteiro do Ministério das Finanças na Praça do Comércio é perfeitamente igual. O presidente de câmara que nos calhou em desgraça ainda convidou Pedro Santana Lopes, na qualidade de presidente da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mas este não deu sinais de grande interesse. Facilmente se percebe que qualquer potencial investidor ficará sempre desconfiado quanto ao que se pretende fazer numa cidade esventrada, calamidade que deve ser caso único no país, e recomenda-se à vereação e presidente de Caldas da Rainha que leiam o que escreveu Santana Lopes na passada sexta-feira no "Correio da Manhã".

A desorientação dos partidos - Se, dispondo de meios, a câmara (PSD) não sabe o que há de fazer, os restantes partidos sabem ainda menos e o que se vê são lamentáveis manifestações de impotência, tanto mais vergonhosas quanto o PS, o CDS, o PCP e o BE estiveram, e têm estado, em posição, na câmara e na Assembleia Municipal, de evitar que as coisas chegassem a este ponto. Entre o PS, que quer ir em peregrinação a Bruxelas, e o CDS, que quer mais estudos, é o "venha o Diabo e escolha". Quanto a nós, só poderemos (voltar a) escolher em 2017.
 
Uma proposta pragmática do MVC - O MVC, o movimento independente que começou a alterar o xadrez político de Caldas da Rainha nas eleições de Setembro de 2013, foi mais pragmático e, pela voz de José Rafael Nascimento, propôs uma "carta de princípios, objectiva e consensual" como base para uma decisão, enquanto Edgar Ximenes, defendendo uma visão mais abrangente de Caldas da Rainha como cidade termal, punha o dedo na ferida: "Pior do que a 'legionella', a contaminação ideológica é que pode estragar tudo". E a contaminação ideológica tem esses sintomas: desorientação absoluta.

 
Um processo negocial com o Estado (e nunca a nível de direcção-geral...) e com potenciais investidores (num estabelecimento termal e no aproveitamento turístico dos pavilhões), com base numa "carta de princípios" urgente, é a única forma de recuperar muito do que se perdeu e de relançar o hospital termal, "sob pena de, por excessivo protelamento e eventual ruína, nunca mais o poder fazer", como salientou Edgar Ximenes.
A elite caldense, que objectivamente votou ao desprezo o hospital termal (e tudo o que possa trazer visitantes de fora ao concelho e à cidade), está ainda e tempo de seguir este rumo e de fazer o seu acto de contricção.
Pode ser que não o saibam mas não há nenhum Pai Natal que "ressuscite" o hospital termal. 

domingo, 23 de março de 2014

A propósito do hospital termal: como a elite caldense "orgulhosamente só" está a destruir Caldas da Rainha

Quem, em Lisboa, entra na A8 só sabe que esta auto-estrada vem dar a Caldas da Rainha alguns quilómetros antes da primeira saída para Caldas da Rainha.
O mesmo, parece-me, acontece no sentido Norte-Sul. É natural. Nada convida a visitar Caldas da Rainha, quer se trate da cidade (que pretende ser o concelho todo) ou do concelho.
Cerâmica, cultura, inovação nas artes, termalismo, museus, gastronomia, golfe, praias, artesanato, paisagens... nada existe (ou, ainda existindo, não é promovido) que possa trazer ao concelho visitantes externos. Visitantes que, em maior ou menor quantidade, deixariam dinheiro nas actividades económicas do concelho - o que ajudaria as empresas locais a crescer e faria diminuir o desemprego.
O que tem actualmente o concelho de Caldas da Rainha que seja capaz de atrair visitantes que, para isso, se desloquem de propósito ao concelho? Nada, á excepção da paisagem, de alguns bons restaurantes (muitos deles nem sequer reconhecidos pelos seus habitantes) e das obras, mal pensadas e pior concretizadas, que devastaram a cidade.
 
Termas e "spas" mas bem longe
 
O que poderia ter sido feito não foi e o que havia foi deixado morrer. Em doze anos, pelo menos o tempo do meu contacto mais directo, o concelho definhou, em termos de atracção.
Atendendo apenas ao que está mais perto, percebe-se (pela negativa) o que podia ter sido feito. Óbidos pegou no chocolate e fez um festival, que nada tem a ver com a imagem histórica do concelho. Foi um êxito.
Tal como foi um êxito o Mercado Medieval, que só poderia ser feito num local adequado ou artificialmente preparado para o efeito.
Caldas da Rainha não só não criou algo que valorizasse o concelho e a cidade como deixou morrer o hospital termal.
O que já se soube mostra-o com clareza: a Câmara Municipal diz que não mete um cêntimo na sua ressurreição sem garantias de ter a sua concessão.
As conversas a nível de direcções-gerais (quando estas coisas se tratam a nível de ministro...) não servem para nada e o apregoado interesse da Santa Casa da Misericórdia e de Pedro Santana Lopes parecem-se mais com gestos de diplomacia de quem espera não ficar com a criança nos braços sem ser pai dela.
E isto não deveria surpreender ninguém.
A elite política, que domina a câmara e a Assembleia Municipal e que ocupou os partidos tradicionais, do PSD ao BE, vive acantonada na cidade e parece ter horror a quem vem de fora. E talvez no seu íntimo trema de pânico perante a hipótese de ter uma espécie de leprosos a virem tratar-se no hospital termal. Como não precisa dele e tem dinheiro para outras termas e outros "spas" não lhe dá grande atenção. Nunca deu, não quer ter a maçada.
Aliás, viu-se como a atenção que deu a "causas" como a Linha do Oeste e o desaparecimento de valências do hospital para Torres Vedras.
Vale, politicamente, o tempo de um fósforo.
 
O ódio aos "estrangeiros"
 
Há poucos anos, um dos mais reaccionários, incompetentes e desonestos autarcas recorreu ao "quem está mal, muda-se" para atacar quem criticou os óbvios excessos da sua actividade, numa manifestação proto-fascista de ódio aos "estrangeiros".
É um dos melhores exemplo do "orgulhosamente sós" da elite endinheirada, pseudo-culta e dominadora que reina na cidade e que despreza o resto do concelho, cujos habitantes deve considerar camponeses incultos, malcheirosos e de unhas sujas.
De uma ponta à outra do espectro partidário do "status quo", todo ele feito da mesma argamassa social e política, julgam-se os senhores do mundo, tão mundanos na sua capacidade de se pronunciarem sobre tudo o que se passa em todo o mundo de acordo com o que a televisão lhes mostra e incapazes de olharem para a porcaria que fazem na sua própria casa. É por isso que gosta das tasquinhas da Expoeste para, uma vez por ano, se mostrar amiga do povo, considerando que isso é que é a grande mais-valia turística do concelho. Venham cá e enquanto não se livrarem do cheiro a fritos não hão de voltar...
A questão do hospital termal tem de ser vista a esta luz. A elite da cidade não precisa dele para nada. Observará, e até pode incentivar, algumas actividades públicas (o tal episódio caricato do vidro partido...) e fazer de conta que está interessada (e até pode acreditar que está porque convive bem com as suas ilusões) mas abomina a ideia de ele poder voltar a funcionar.
É isto que acontece seis meses depois do anúncio das Termas das Gaeiras, em Óbidos..

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Turismo em Caldas da Rainha: a "rolote" e a retrete

 
 
Uma rulote e uma retrete portátil - eis o que significa o turismo em Caldas da Rainha.
Esta imagem tão sugestiva encontra-se, com a dita rulote umas vezes aberta tipo esplanada e outras fechada, no único miradouro existente em toda a extensão da costa atlântica que, entre a baía de São Martinho do Porto e a praia da Foz do Arelho, forma a fronteira leste do concelho.
Do miradouro, que deve ter sido a única boa ideia de um presidente de junta que nada mais recomenda, vê-se a imensidão do Oceano Atlântico, parte das falésias e as Berlengas e, com sorte, até se avista Peniche.
Mas depois há este monumento ao mau gosto e à chico-espertice nacional, caracterizando bem o que a elite política da cidade de Caldas da Rainha, que desconhece e despreza o resto do concelho, pensa em matéria de turismo.
O mau gosto é a religião deles...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Cinco meses depois, a propósito de um vidro partido e do encerramento do hospital termal

 
Um vidro partido no Hospital Termal (fechado) de Caldas da Rainha deu origem a um episódio movimentado do tipo "agarrem-me senão eu bato-lhes".
A propósito, publico novamente o que escrevi há cinco meses com o título "As termas das Caldas acabaram" e que pode ser lido na íntegra aqui:
 
As termas e o hospital termal de Caldas da Rainha são, nesta altura, um processo bloqueado. Localizadas no centro da cidade, são relativamente importantes para o concelho (pela tradição, que não alimenta ninguém, e pelo dinheiro que os seus frequentadores podem deixar na cidade nos sectores da hotelaria e da restauração). Mas, pela sua localização, não são convidativas para os visitantes (turistas potenciais) que se deslocam em carro próprio.
(...)
A polémica sobre as termas e o hospital termal de Caldas da Rainha dura há meses. As elites políticas de Caldas da Rainha deixaram-se enredar em debates estéreis sem, como já é costume, perceberem que há mais mundo para lá das muralhas da cidade. Agora... nem sabem o que hão de dizer. Ou, então, não percebem nada do que está a acontecer. Não são diferentes da elite bizantina que, segundo a lenda, se entretinha a debater o sexo dos anjos quando já tinha o inimigo à porta.
O bloqueio mental das elites caldenses dá habitualmente nisto: perdem-se em campanhas cegas e não são capazes de ver a realidade. Andaram entretidos aos gritos por causa do Hospital das Caldas e não serviu para nada.
(...) 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Salir do Porto, o patinho feio


Caldas da Rainha, cidade, despreza (e odeia) Caldas da Rainha, concelho.
A elite citadina deve considerar os restantes cidadãos do concelho campónios atrasados e a sua região uma espécie de "wasteland".
O interior rural, a leste, é um horror para eles. A oeste, a fronteira com o Oceano Atlântico terá... o quê? Água a mais? Deve ter sido por tudo isto que as freguesias da periferia foram "arrastadas" para a cidade. O que acaba por só ter uma importância simbólica porque a sua ausência nem se nota.
Só se dá pela Foz do Arelho quando há más notícias, a Lagoa de Óbidos é tratada com o maior desmazelo, o tal plano turístico para a frente de mar (o misterioso Plano de Pormenor da Estrada Atlântica) morreu sufocado por um pacto de silêncio entre os vários partidos autárquicos que devem ter necessitado de esconder alguma coisa e Salir do Porto deve ser para eles...uma coisa com água.
A norte do concelho, mal se distinguindo geograficamente de São Martinho do Porto (não queiram mudar-se para as Caldas, deixem-se ficar em Alcobaça, que ao menos lhes dá visibilidade), Salir do Porto é uma espécie de patinho feio.
A praia junto à povoação não é convidativa mas é bonita, o passeio entre Salir e São Martinho é uma maravilha cénica à beira-mar, a zona de praia que dá para a baía de São Martinho guarda as distâncias relativamente ao perfil urbanístico algarvio dessa vila e é sossegada, a povoação é uma tranquilidade quase absoluta e toda a zona tem uma aparência vagamente inexplorada e é aí que fica um dos melhores restaurantes da região, o Naco na Pedra. E mesmo a piscina, de cuja exploração não há notícias, não se impõe à praia.
Salir do Porto, que nem sequer está sujeita às depredações do mar e à incúria das pessoas, podia ser um "ex libris" turístico do concelho de Caldas da Rainha, como muitos outros pontos, aliás, e com isso trazer visibilidade e receitas à região.
Mas não se nota que os poderes públicos estejam interessados.
Um dia ainda se descobre que esta omissão, como outras, se deve ao facto de os ocupantes desses poderes públicos não assegurarem nada de valor patrimonial para si próprios e que, por isso, se desinteressam...
 
 
A passagem de madeira, apesar das zonas destruídas (pelo mau tempo?),
continua a ser um belo percurso para passear
 


O lamentável perfil algarvio de São Martinho do Porto
 


São Martinho do Porto vista da praia de mar de Salir do Porto
 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Desaparece a praia, alarga-se a Lagoa...

Com o areal que está em contacto directo com o mar a ser desgastado pelas ondas, a praia da Foz do Arelho está realmente a desaparecer e a aberta deixa de ter qualquer importância. O resultado é este: o desaparecimento de partes do areal e a criação de duas imensas lagoas... que acabam por fazer a ligação com a Lagoa de Óbidos, que está cada vez mais assoreada.
Como o desassoreamento da Lagoa não avança e a intervenção na aberta, nesta fase, de pouco parece servir (porque ela ainda existe, embora cada vez mais fechada), pode ser a velha Mãe-Natureza esteja a resolver o problema da Lagoa à sua maneira, ampliando-a.
Quanto à praia... para que quer Caldas da Rainha uma praia se não sabe quais são as vantagens de ser um concelho com praias?!






sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Turismo de catástrofes - o melhor turismo para a Lagoa de Óbidos...em Caldas da Rainha

Em Óbidos, que Caldas da Rainha não tem nada a ver com o assunto, já existe um plano de "marketing" para a Lagoa de Óbidos (que "pertence" ao município de Óbidos e de Caldas da Rainha).
É ambicioso, anuncia um festival para o verão de 2014 e aponta, como seria de esperar, à parte obidense da lagoa.
A iniciativa foi da Associação Empresarial de Óbidos, município que às suas diversas iniciativas em prol do turismo e da angariação de receitas para a sua região (o festival do chocolate, o Mercado Medieval, a Vila Natal e as Termas das Gaeiras) junta agora o aproveitamento da Lagoa de Óbidos. 
A apresentação deste projecto coincidiu com mais um fecho da passagem que liga a lagoa ao mar (a "aberta") e com uma intervenção apressada numa situação que nada tem de novo.
Neste processo todo, onde a Câmara Municipal de Óbidos surge em destaque, a Câmara Municipal de Caldas da Rainha confirma a sua irrelevância e a irrelevância para onde arrasta todo o concelho. 
Não tem nada a ver com o que pode ser o bom aproveitamento turístico da Lagoa que, em parte, é sua. Não mexeu uma palha, que se visse, para forçar as dragagens na Lagoa (cuja ausência também provou o fecho da "aberta". E acorreu, estremunhada, à intervenção de emergência.
Por este andar, a Câmara Municipal de Caldas da Rainha ainda pode ir a tempo de apostar no "turismo de catástrofes", que já faz movimentar muita gente por esse mundo fora, à procura das emoções fortes que os desastres naturais (e menos naturais) suscitam nos que os vêem de fora.
É a mais fácil "notoriedade" que se pode obter e até dispensa planos de "marketing".
 
*
 
A "Gazeta das Caldas" faz hoje uma das suas mais extraordinárias primeiras páginas de sempre: o anúncio da pequena catástrofe da Lagoa de Óbidos unida ao plano de "marketing" da Associação Empresarial de Óbidos.
A opção pode ter sido irónica (embora não pareça) ou pode ter sido apenas mais uma manifestação de um certo alheamento do mundo que caracteriza esta publicação, que, se zela pelos interesses da sua terra e gostando tanto de dar opinião, não devia deixar passar em claro o contraste entre a emergência e o interesse que Óbidos manifesta no assunto, perante o silêncio de Caldas da Rainha.
O que se confunde com a postura de "atentos veneradores e obrigados" perante o poder político camarário (por motivos em concreto não apurados, como se costuma dizer noutra sede...) que vão mantendo.
E já agora que muita gente parece ter memória curta, vale a pena recordar a famosa acção da campanha eleitoral em que o actual presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha embarcou, indo passear de barco para a Lagoa de Óbidos, numa espécie de afirmação de defesa da lagoa que, como está à vista, não foi mais do que demagogia:
 
 
Ainda se lembram?
 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A ver se percebem...





Vamos lá a ver se consigo explicar bem o meu ponto de vista para não chocar com os aparentes défices cognitivos de alguns autarcas locais:

 
1- Esta velha peça de mobiliário, danificada e manchada, que se encontra há dois meses na margem caldense da Lagoa de Óbidos, é lixo. É um resíduo sólido. Ninguém o quererá comprar ou usar. Mesmo que alguém o possa encarar como objecto artístico, integrado numa qualquer performance artística tipo "grafiti", é lixo.
 
2 - A Lagoa de Óbidos ainda consegue ser uma das mais bonitas vistas do concelho de Caldas da Rainha (e do concelho de Óbidos), capaz de atrair visitantes, de dentro e de fora do concelho.

 
3 - Esses visitantes deixam sempre dinheiro no concelho (em pastelarias, cafés, restaurantes, bombas de gasolina, hotelaria, supermercados... e, num concelho capaz de olhar inteligentemente para o turismo, lojas de recordações e de artesanato). O turismo pode ser uma fonte de receitas e de criação de emprego.

 
4 - O lixo atrái o lixo. Talvez não seja necessário demonstrá-lo. Basta percorrer o concelho.
 
5 - A permanência deste sofá transmite a toda a gente uma mensagem clara: "Aqui não se valorizam as belezas e os recursos naturais, aqui gostamos de conviver com o lixo, aqui não somos limpos". (A mensagem, por sinal, é verdadeira mas há pessoas que, vindas de fora, devem acreditar que não pode ser.)
 
6 - A remoção do objecto não é difícil. Na Câmara Municipal de Caldas da Rainha sabe-se como se faz. Na Junta de Freguesia da Foz do Arelho (que tem a tutela da zona) também.

 
7 - Mesmo que pedaço de lixo seja votado ao abandono (como, aliás, a Lagoa de Óbidos) e que não seja removido, a sua degradação no local vai atirar para a água tecido natural ou sintético, madeira pintada e envernizada, molas de ferro. A isto chama-se poluição. (Pode ser que os autarcas locais não o saibam, mas é um conceito que já vem da década de 70, do século passado.)

 
8 - A manutenção teimosa deste sofá dá dos poderes públicos de Caldas da Rainha uma imagem tão degradada como degrada está a Lagoa de Óbidos pela sujidade que nela se vai acumulando.

 
Espero ter sido suficientemente claro para que os poderes públicos percebam, embora já duvide de que estejam na plena posse das suas capacidades cognitivas.