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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Porque não gosto dos CTT (12): os atrasos propositados

Na passada sexta-feira, o semanário "Sol" publicou uma denúncia feita por um sindicato dos CTT (SNTCT) de que esta empresa está provocar deliberadamente atrasos na distribuição da correspondência, pondo os carteiros a distribuir em dias alternados na mesma região o correio prioritário e não prioritário e utilizando desse modo menos pessoal. (A notícia está aqui.) 
Isto significa que ninguém - destinatário ou remetente - tem a garantia da empresa CTT, cujos serviços contrata, de que a sua correspondência é recebida no prazo que, em teoria, escolheu.
E como a grande maioria da correspondência em circulação é expedida sem data de balcão e por avença... é praticamente incontrolável ter a certeza se ela está a circular com atraso ou não.
Segundo o SNTCT, a intenção dos CTT é ter menos pessoas a trabalhar na distribuição. Objectivamente, isto faz com que muita gente, percebendo os atrasos (quando não os extravios...), prefira optar pelo correio azul ou pelo correio registado, modalidades que são sempre mais caras. E, com isso, as receitas dos CTT aumentam.
Eu próprio já tinha notado que a distribuição de correspondência, pelo menos onde resido, não parece ser feita todos os dias. Esta será, pelo menos, uma explicação.
Tanto quanto julgo perceber, os CTT não se pronunciaram sobre a denúncia sindical e a notícia do "Sol". Mas, se é mentira, deviam tê-lo feito. É inevitável pensar que ela é verdadeira.
E isto é grave. Porque a única empresa de distribuição postal que existe, e a que estamos todos obrigados, se está positivamente nas tintas para os seus clientes... talvez por eles náo terem alternativa. E não avisam, fazem isto pela calada e da forma mais traiçoeira que imaginar se possa, chegando ao ponto de prejudicar - como se narra na notícia do "Sol" - os reformados, os pensionistas e outros dependentes das subvenções do Estado.
Infelizmente, os muitos "indignados" que por aí proliferam (que fazem parte de uma elite que em geral dispensa o uso do correio de superfície) e que se arrepelam com a privatizaçáo dos CTT, não vêem nisto qualquer motivo de indignação e acham muito bem que uma empresa monopolista faça gato-sapato de todos nós. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Porque não gosto dos CTT (51): como o nosso correio é sequestrado

Durante um mês, entre 25 de Março e 24 de Abril, tive o cuidado de anotar o que me chegava (e não chegava) pelo correio.
Esta observação sistemática - que está ao pormenor no quadro que publico - confirma a suspeita generalizada de que não há uma distribuição regular de correspondência por parte da empresa CTT, ao contrário daquilo a que está obrigada.
Deste registo está ausente qualquer tipo de correio prioritário (registado ou "azul"), inexistente neste período.


2.ª f,
25.03
sem correio
3.ªf.
26.03
sem correio
4.ªf,
27.03
jornal regional 1
1 aviso de recepção (assinado em 20.03)
3 cartas (expedidas em 12.03, 19.03 e 20.03)
5.ªf,
28.03
jornal regional 2
2.ªf,
01.04
sem correio
3.ªf,
02.04
sem correio
4.ªf,
03.04
jornal regional 1
5.ªf,
04.04
3 cartas (expedidas em 26.03 e 31.03)
2 folhetos sem data de emissão
6.ªf,
05.04
jornal regional 2
1 carta (04.04)
2.ª f,
08.04
sem correio
3.ºf,
09.04
2 cartas (26.03, 31.03)
4.ªf,
10.04
jornal regional 1
1 carta (31.03)
5.ªf,
11.04
sem correio
6.ªf,
12.04
jornal regional 2
3 cartas (25.03, 31.03, 5.04, 9.04)
1 aviso de recepção (assinado em 9.04)
2.ªf,
15.04
3 cartas (3.04, 8.04, 11.04)
3ªf,
16.04
sem correio
4ªf,
17.04
jornal regional 1
5ªf,
18.04
1 carta (10.04)
6ªf,
19.04
jornal regional 2
1 carta (28.03)
2ªf,
22.04
sem correio (mas houve distribuição local)
3ªf,
23.04
sem correio
4.ªf,
24.04
jornal regional 1
1 carta (12.04)
2 folhetos sem data de emissão












































É possível concluir o seguinte:
1 - Não há correio "normal" que tenha chegado num prazo inferior a 3 dias (excluindo mesmo sábados e domingos).
2 - Há correio "normal" que chega a demorar 20 dias a ser entregue desde a sua expedição.
3 - À segunda-feira e à terça-feira, em geral, não há distribuição; nas quatro terças-feiras desta semana só houve entrega numa delas e, no entanto, já estava na posse da empresa CTT há vários dias correspondência que me era destinada.
4 - O que isto revela não é um atraso generalizado da circulação da correspondência mas uma demora objectiva, possivelmente propositada, na sua entrega.
5 - Os dois jornais regionais de que sou assinante ("Jornal das Caldas", que deve chegar à quarta-feira, o "jornal regional 1", e "Gazeta das Caldas" à sexta-feira, o "jornal regional 2") chegaram no dia da semana previsto, mas muitas vezes sem a correspondência que nessa data já estava à guarda da empresa CTT e que não foi entregue. É natural que a entrega dos jornais regionais nos dias previstos se deva à pressão local sobre a empresa CTT.
6 - Objectivamente, há correio que, entregue à empresa CTT, fica imobilizado na sua posse sem ser distribuído num prazo normal e que - sem ir pesquisar - deve estar irregularmente aquém de qualquer contrato que esta empresa tenha com o Estado para a distribuição de correio em prazo razoável.
7 - Em termos concretos, o facto de a empresa CTT retardar a entrega da correspondência à sua guarda sem qualquer explicação razoável pode ser interpretado como um acto de sequestro de bens, de apropriação ilícita e/ou de abuso de confiança.
A empresa CTT não consegue refutar esta constatação.
 






sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Porque não gosto dos CTT (27): completa impunidade, com cobertura da Anacom

Como várias outras empresas, a empresa CTT também está sujeita a uma entidade reguladora que é a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), "que avalia todos os anos até que ponto os CTT cumpriram os níveis mínimos de qualidade".
Na sequência de uma queixa que apresentei à Anacom, comuniquei a esta entidade que os tempos de espera na (única) estação dos CTT são inaceitáveis, podendo ultrapassar a meia hora e em condições completamente hostis, sobretudo para pessoas mais fragilizadas e idosas, e em praticamente todos os dias da semana e ao longo de todo o horário de atendimento.
A resposta da Anacom foi surpreendente: "o que conta para a nossa avaliação é o tempo médio de espera no atendimento ao longo do ano e não o tempo de espera num caso concreto" e a minha reclamação será "tida em conta para a avaliação no final do ano". A Anacom não diz quem faz essa "avaliação". Mas não estou a ver alguém a andar a espreitar ao vivo as miseráveis condições de atendimento de numerosas estações dos CTT por esse país fora.
Por isso, não custa a crer que seja a própria empresa CTT a encarregar-se da sua próprias "avaliação". Em mais uma magnífica demonstração da impunidade completa de que usufrui. 

sábado, 6 de agosto de 2016

Porque não gosto dos CTT (100): não vale a pena ser-se burro


Foi em 17 de Novembro de 2011 que, no terceiro post da minha série "Porque não gosto dos CTT", me referi, pela primeira vez, à estranha circunstância de me aparecer correspondência toda junta proveniente de vários locais e expedida em várias datas.
A conclusão era, já há quatro anos e meio, óbvia: a empresa CTT não distribuía o correio todos os dias, pelo menos na zona rural do concelho de Caldas da Rainha onde moro.
É possível que isto não acontecesse na capital do concelho (o único mundo que existe para a "nomenklatura" caldense) mas a realidade estava bem à vista e assim se manteve.
A privatização da empresa CTT decorreu em duas fases, em 2013 e em 2014. A distribuição irregular de correspondência continuou. E ainda hoje se mantém.
Há duas semanas, a "Gazeta das Caldas", que chegou a acolher e a fazer críticas aos CTT, "descobriu" que isto só começou a acontecer depois da privatização. E ontem mesmo, e no mesmo jornal, um berloque do folclore político caldense insistia na mesma asneira.
Pode-se, por motivos ideológicos, não gostar da privatização dos CTT (ou de outra qualquer). Não vale a pena é ser-se burro.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Porque não gosto dos CTT (134): sempre a foder os clientes...

A 4,5 quilómetros de distância de minha casa e no fim de um percurso que demora pouco mais de 5 minutos a percorrer existe um posto CTT, na Junta de Freguesia da Foz do Arelho. Há estacionamento e o atendimento é rápido.
A 7 quilómetros de distância e no fim de um percurso que demora menos de 10 minutos a percorrer existe um posto CTT na Zona Industrial de Caldas da Rainha. 
No entanto, o posto CTT para onde mandam a correspondência que me é proposto ir buscar (por alegado não atendimento, por volumes "grossos", por registos e outros) é na Rua Engenheiro Duarte Pacheco, n.º 3, 2500-999 Caldas da Rainha, a cerca de 9 quilómetros de distância, no fim de um percurso que demora cerca de 14 minutos a percorrer e onde não há estacionamento e o atendimento é muito demorado. 
Nada disto tem lógica, nada disto faz sentido, a não ser o hábito adquirido pela empresa CTT de tratar mal os seus clientes (que não têm alternativa).


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Porque não gosto dos CTT (89): os nossos "dias úteis" são os dias de férias deles...

Não houve distribuição de correspondência pelos CTT na zona onde resido (uma freguesia de Caldas da rainha) nos dias 26 (sexta-feira), 29 (segunda-feira), 30 (terça-feira) e 31 de Dezembro de 2014 (quarta-feira, sendo a única excepção um jornal regional) e nos dias 2 (sexta-feira, sendo a única excepção um jornal regional), 5 (segunda-feira) e 6 (terça-feira) de Janeiro de 2015.
Foram, entre os dias 24 de Dezembro (houve correio) e 7 de Janeiro (voltou a haver distribuição de correspondência), sete (7) dias ditos “úteis”.
 
Ontem, dia 7, foi-me entregue a seguinte correspondência:
- carta de um banco com data de envio de 15/12/14
- carta de outra empresa prestadora de serviços com data de carimbo de correio de 23/12/14
- carta de uma companhia de seguros com data de envio de 26/12/14
- carta de uma companhia de seguros com data de envio de 27/12/14 e com um aviso de pagamento com data-limite de 8/01/15
- carta de outra empresa prestadora de serviços com data de envio de 28/12/14.
 
Isto significa que a empresa CTT reteve correspondência durante (pelo menos) quinze (15) dias, sem a ter entregue ao destinatário.
Como é que se explica que durante sete (7) dias úteis a empresa CTT, de serviço público, não distribua correspondência, à excepção de dois jornais regionais (que, por acaso, se têm referido ao mau serviço da empresa CTT, que os prejudica e aos seus assinantes)?

sábado, 6 de janeiro de 2024

CTT: P. N. Santos, o PCP e o BE querem que continuemos a ser reféns dos seus sindicalistas

 

O serviço postal é, em Portugal, um serviço péssimo. E não é de agora. 

Não tem a ver com a privatização da empresa. Tem a ver, pelo menos, com a existência de um contrapoder interno que tem como núcleo os seus activistas sindicais e que existe há mais de vinte anos e onde se juntam a fome, a vontade de comer... e a vontade de não trabalhar. 

É fácil, sem memória (ou por ilusão ou mentira) atribuir à nacionalização da empresa CTT a culpa de todos os seus males. Mas os problemas vêm de muito antes e, para o leitor interessado, o seu registo (como cliente contrariado e à força dessa empresa) está aqui, com todos os pormenores relativos ao abominável serviço prestado pela empresa CTT, que é tão mau neste concelho (Caldas da Rainha) e nas suas zonas rurais como mau era nos subúrbios de Lisboa onde morei (Amadora), até há vinte anos

Correspondência atrasada, desviada e por entregar, correspondência violada, indisponibilidade para apoiar racionalmente os utilizadores e recurso quase indiscriminado à greve (contra os clientes da própria empresa, que não dispõem de alternativa) são características de um serviço cujos prestadores beneficiam de abonos e de subsídios (até para a "renovação da carta de condução"!...) que contribuam para tornar bastante mais elevadas as remunerações fixas.

O PCP e o BE, além da insistência paranoica na nacionalização de actividades económicas que só melhoram pela concorrência, têm núcleos fortes de activistas na empresa CTT, como sempre tiveram, e isso é o suficiente para quererem, indirectamente, controlar a empresa. Que, aliás, conseguem fazer com a chantagem das greves. 

O que recentemente se soube, sobre a entrada do Estado no capital da empresa CTT (sem qualquer motivo racional que o justifique), assumida pelo novo chefe do PS, mostra como aqueles que, mediante um golpe de Estado parlamentar, construíram a "geringonça" política, querem usar o Estado para seu próprio proveito e dos seus clientes político-sindicais.

Contra nós, o povo.



quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Porque detesto a empresa CTT (154): roubo

Fiz uma compra on line à Decathlon (cuja relação com os clientes é exemplar, devo assinalar) e a distribuição ficou a cargo da "variante" da empresa CTT que é a CTT Expresso.

Como acontece com outras empresas de distribuição, a CTT Expresso envia e-mail e SMS, no próprio dia, a avisar que a entrega será feita "até às 19h" e que é possível alterar a data.

Já sei que, no caso da Decathlon como na maioria dos casos, a entrega que falha num dia é repetida no dia seguinte. Mas o aviso feito pela CTT Expresso prevê que o cliente indique outro dia (e, talvez, uma hora). Acontece, porém, que, para o fazer, o destinatário tem de pagar 5.60€. Os incautos talvez paguem. Mas eu, que não gosto de ser roubado, não o fiz, preferindo confiar na integridade da empresa vendedora. 

E a encomenda está, de novo, a caminho.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Porque não gosto dos CTT (4)

Ser-se remunerado pelo trabalho que se presta é uma coisa normal.
Depois há subsídios que certos sectores vão tendo, em especial em domínio da administração pública, que servem para compor o salário mensal.
E, acima de tudo isto, nos CTT, há uma coisa extraordinária chamada “subsídio de incómodos”.
Não sei se, na origem, este pitoresco “subsídio de incómodos” teve outra designação. Mas é assim que ele aparece, é assim que o designam, é assim que o Bloco de Esquerda, pelo menos, o defende, achando que os trabalhadores dos CTT são mais do que quaisquer outros trabalhadores. Está aqui, num documento de 17 de Agosto de 2010 deste movimento político:
“Tendo em conta a situação profissional que está a afectar todos os trabalhadores dos CTT do distrito de Leiria, a Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda vem publicamente expressar o seu apoio às formas de luta que os trabalhadores dos CTT, em vários pontos do distrito (Caldas da Rainha, Marinha Grande, Leiria, Óbidos etc) têm decidido encetar em resposta à ameaça de verem os seus ordenados reduzidos, através de cortes quer no subsídio nocturno, subsídio de pequeno-almoço e em alguns casos no subsídio de incómodos, em resultado da tentativa de impor uma alteração dos horários de trabalho.”
É um incómodo ter de trabalhar, não é?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Porque não gosto dos CTT (6)

Sempre duvidei do regime do “não atendeu” para os carteiros não entregarem certo tipo de correspondência, nomeadamente volumes.
Pode haver motivos muito objectivos (muitos volumes, muita carga, etc) mas isso é-me indiferente.
Há clientes (designação que a empresa CTT não compreende) que pagam um serviço e esse serviço, com frequência, não existe. Muitas vezes, a visita do carteiro é demasiado rápida para preencher o aviso de entrega e, noutras, há gente em casa. Mas “não atendeu”.
Durante vários anos tive de lidar com uma manada de carteiros que achavam suficiente espalmar uma mão em cima do conjunto de campainhas do prédio para que os interessados na correspondência, que talvez adivinhassem que eles lhes traziam, lhes abrissem a(s) porta(s).
Comprovei-o, à vista desarmada, quando o fecho da porta do prédio em que morava ficou avariado e os carteiros continuaram a fazer o mesmo, sem se preocuparem subir os cerca de vinte degraus que separavam a porta do prédio da porta do meu andar.
A coisa foi tão recorrente, e envolvendo uma carta tão imbecil cheia de “alegados” aplicados ao serviço não efectuado, que acabei por escrever ao “provedor do cliente”, enviando fotografias da distância entre a minha porta e a porta do prédio e propondo-me disponibilizar uma cadeira para o funcionário repousar, depois de subir essa monstruosidade de degraus. O “provedor do cliente” não respondeu. Não tinha, decerto, argumentos.
Curiosamente, pouco tempo depois, a estação dos CTT que utilizei para enviar, no mesmo dia, correspondência para uma empresa e para o “provedor do cliente” deve ter baralhado os registos e o certo é que o serviço do “provedor do cliente” assinou sem a menor dúvida e eventualmente com alguma expectativa o “aviso de recepção” de uma carta dirigida a uma imobiliária.
Isto coincidiu com o famoso caso do prédio dos CTT de Coimbra que foi vendido e revendido no mesmo dia e que está, ou há-de estar, para julgamento...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

CTT: retaliação?

Não gosto do serviço prestado pela empresa CTT.
Não confio nesse serviço e é por esse motivo que só utilizo correio registado na correspondência profissional. Sou obrigado a utilizar os CTT porque não há alternativa e a distribuidora MRW, a que algumas vezes recorri para envios, desapareceu do concelho onde resido.
Tenho o direito de ter opinião sobre um serviço que estou obrigado a utilizar e a expressá-la nos limites estabelecidos pela Constituição e pelo bom senso. (E tudo o aqui escrevi pode ser lido com um clique na "etiqueta" CTT, em baixo.)
Mas o certo é que estou sem receber correio há praticamente três semanas sem que o serviço de "apoio a clientes" da própria empresa - tão solícito a enviar-me desculpas pré-formatadas - não responde aos meus pedidos de esclarecimento.
Começo a pensar que talvez haja alguém a querer vingar-se do que escrevi.
E também começo a pensar que, depois da Anacom e da Deco, talvez seja melhor ir apresentar queixa à PSP.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Porque não gosto dos CTT (74): a semana são dois dias...

No local onde vivo, a empresa CTT só trabalha, em média, dois dias por semana na distribuição de correspondência. Às segundas, terças e quintas-feiras não há correio. Às quartas e sextas (e nem em todas), talvez por parecer mal não trabalhar durante uma semana inteira e para não boicotarem a imprensa regional, a empresa CTT lá deixa pingar algum correio com atraso de dias e de semanas.
Pelo "Jornal das Caldas" de ontem, quarta-feira, ficamos a saber que já há pessoas a irem à estação dos CTT em Caldas da Rainha à procura de correio que lhe é destinado e de que estão à espera há duas semanas.
A isto chama-se "serviço público"...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Porque não gosto dos CTT (13)

Nos CTT não se trabalha hoje. Aliás, nos outros dias parece-me que também já não se trabalha muito.
Seja porque para eles é feriado, porque têm "tolerância de ponto" contra o patrão-Estado, porque simplesmente é Carnaval ou por qualquer outro motivo que, numa empresa onde o pessoal beneficia de um "subsídio de incómodos" por ter de trabalhar, não deve ser difícil de inventar.
E, no entanto, os CTT fazem, ao que consta, um "serviço público", expressão que cobre tudo, desde o monopólio de um serviço exclusivo (como é o caso) ao prestígio da Pátria (coisa difusa que é tanto mais beneficiada quanto menos se trabalha). Só que este "serviço público" de pouco nos serve.
Na prática, o que recebemos é um serviço em jeito de bardamerda que inclui estações fechadas e subdimensionadas, distribuição de correspondência quando muito bem lhes apetece, a completa ausência de garantias de que aquilo que enviamos ou devemos receber chega ao destino em tempo razoável e a dúvida permanente sobre o que pode, ou não, ter sido extraviado.
Há quem não queira os CTT privatizados. Deve ser porque, na prática, a empresa já está "privatizada"... pelos seus extraordinários administradores e pelo seu dedicadíssimo pessoal.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Porque não gosto dos CTT (2)

Já repararam que nas estações dos CTT não há multibanco?
Aquilo que é hoje um instrumento de pagamento dos mais comuns está ausente das “lojas” desta empresa monopolista. O cliente tem de levar “cash” consigo ou, então, que o vá procurar.
Esta situação perfeitamente absurda – que só é suportada pela lógica de domínio completo do mercado por parte dos CTT (fazem o querem) – permite outra: qualquer pessoa que queira carregar um telemóvel pode fazê-lo em “dinheiro vivo” nos balcões dos CTT. Sem deixar rasto.
Ou seja, ao contrário do que acontece com carregamentos por multibanco, o possuidor de um telemóvel não precisa de qualquer tipo de identificação para continuar a usar o mesmo telemóvel, obviamente pré-pago, ao abrigo de qualquer ligação entre o que possa andar a dizer, ou a transmitir, e o meio por onde fala.
O que pensarão as autoridades policiais, que às vezes têm de andar a escutar suspeitos, destas facilidades?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Cartinha aberta à senhora directora do "Jornal das Caldas" e ao senhor director da "Gazeta das Caldas"



De que me servem os jornais da semana passada?
Para várias coisas mas não para ver o seu conteúdo...

Os atrasos na distribuição de correspondência por parte da empresa CTT chegaram, nestas últimas semanas, a um nível que se situa já no mais absoluto desrespeito desta empresa pelos clientes à força que ela mantém reféns do seu "serviço público".
No caso dos vossos jornais (de que sou assinante e cujas sedes se situam a cerca de 11 quilómetros da minha morada), o "Jornal das Caldas" do dia 7 de Dezembro chegou à minha caixa de correio no dia 13, quase uma semana depois, e a "Gazeta das Caldas" do dia 9 chegou-me no dia 12. E não acredito, pelo que se vai sabendo, que eu seja caso único.
Acho que chegou o momento, e de uma vez por todas, de as direcções dos dois jornais começarem por fazerem valer os seus direitos  junto da empresa CTT e de terem perfeita noção de que o que está a acontecer é um atentado claro, e reiterado, mesmo que sem dolo, à liberdade de imprensa. 
E não apenas porque os jornais não chegam aos seus leitores quando devem chegar (pela minha parte, detesto ter jornais por ler nos dias seguintes à sua data de saída), falhando no seu objectivo informativo, como pelo facto de, deste modo, não se justificar manter a assinatura.
Se eu, por algum motivo, tiver interesse em alguma matéria (ou, até, me sentir filantropo), posso comprar o jornal regional que sai à quarta-feira, ou à sexta-feira, quando ao sábado for comprar jornais e revistas cujos conteúdo não estão "on line". Ou não, porque nessa altura já pouco me dirão.
Além disso, senhora directora e senhor director, afirmarem-se perante a empresa CTT não chega. Os vossos leitores exigem desculpas claras da vossa parte por esta situação, mesmo que não a controlem.
E se ela, por acaso, vos for indiferente, se não tiverem essa postura, se cederem perante a incompetência grosseira da empresa CTT, não se justifica assinar os vossos jornais.
Pela minha parte, se isto não muda, não voltarei a renovar a vossa assinatura em 2017.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Porque não gosto dos CTT (69): "ir para correios para receber sua pacote"

´
A empresa de courier nao foi capaz de entregar o seu EA18598742PT pacote para o seu endereco.
Faca o download das informacoes sobre pacote no site da CTT Expresso, imprimi-lo e ir para correios para receber sua pacote.
Se o pacote nao for recebido dentro de 30 dias uteis a CTT Expresso tera o direito de exigir uma indemnizacao por isso esta mantendo, no montante de 4,19 euro por cada dia de manutencao. Voce pode encontrar as informacoes sobre o procedimento e as condicoes de parcela manter no escritorio mais proximo.
 
Este curiosíssimo palavreado apareceu-me hoje numa mensagem de e-mail dos CTT Expresso, com o nome da entidade que deveria receber a encomenda, a propósito da entrega de um "pacote", pouco tempo depois de eu ter recebido um "pacote" com outro número. Não deixa de ser interessante...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Porque não gosto dos CTT (39): infelizmente, é inútil reclamar


Há quem diga que é útil reclamar no que se refere ao péssimo serviço prestado pela empresa CTT.
Infelizmente, é inútil porque acaba tudo nos CTT a dizerem que não foi assim, com um discurso sempre igual, sem que o consumidor possa demonstrar aquilo que toda a gente já percebeu: a correspondência acumula-se durante vários dias e por motivos injustificáveis é depois entregue por atacado.
A empresa CTT tem um serviço chamado Provedor do Cliente. As reclamações que dirigi a esse serviço deixaram de ter resposta quando perguntei por que raio é que uma carta com aviso de recepção dirigida a uma empresa imobiliária foi parar a esse serviço e o aviso de recepção tranquilamente assinado por alguém do serviço do Provedor em nome da imobiliária. Nunca me responderam...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Porque não gosto dos CTT (35)


1 - No passado dia 27, quinta-feira, publiquei o seguinte post:

 
2 - Um leitor que assina com o nome de fiodeprumo, e que deve ser da empresa CTT, resolveu fazer o seguinte comentário nesse post, que ficou a aguardar publicação e que hoje aqui se publica:

Vossemecê escreve mentiras. É incrível :(
Não é verdade...
Dia 24 de manhã as lojas CTT estiveram abertas e os carteiros saíram para a rua com cartas para distribuir !!!.
Publique lá este comentário !! (se alguém dá importância ao vc que escreve, ficará mais esclarecido q vc é distraído e escreve por escrever)


3 - Acontece que hoje. segunda-feira, dia 31 de Dezembro foi o primeiro dia em que desde a passada sexta-feira, dia 21, recebi correspondência que não fossem os dois jornais regionais.
 
4 - Hoje, chegaram 5 (cinco) cartas em correio dito normal e em correio azul, quatro com data de 21 de Dezembro e uma de 18 de Dezembro. Desde esse dia 21 e até hoje quatro dias úteis: segunda-feira, 24 (segundo o fiodeprumo); quarta-feira, 26; quinta-feira, 27; sexta-feira, 28. 
 
5 - Não percebo porque é que não recebi nenhuma dessas cartas num desses dias. Não percebo porque é que a semanário "Jornal das Caldas" que me devia ter chegado no dia 26 só me chegou no dia 28. Não percebo porque é que no dia 28 só recebi esse jornal, o também semanário "Gazeta das Caldas" e um folheto promocional de uma grande serviço, de formato A4. 
 
6 - Quererá o senhor fiodeprumo explicar?... 

domingo, 9 de junho de 2013

Porque não gosto dos CTT (59): a "esquerda" prefere a política às pessoas

A "esquerda" abespinha-se, e bem, contra o encerramento das estações de correio.
Mas só faz por razões políticas, que têm a ver com a prevista privatização da empresa CTT.
A greve que, na sexta-feira, paralisou a distribuição e garantiu um fim-de-semana de quatro dias ao pessoal da empresa CTT e mais uns dias sem o dito "serviço público" da coisa, não arrepia a "esquerda".
Nem tão pouco o facto de a empresa CTT, com a prestimosa colaboração dos seus sindicatos, andar há vários anos a prejudicar os clientes à força (que somos todos nós) pelas continuadas incúrias na distribuição e não apenas pelo fecho (que não vem de agora!) dos postos de atendimento.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Porque não gosto dos CTT (23)

Na freguesia de Santa Catarina, Caldas da Rainha, a empresa CTT queria reduzir drasticamente o horário de abertura do respectivo posto de correios.
A população não deixou e fechou-se lá dentro, a enviar postais de protesto à administração da empresa. E a administração cedeu: o horário vai manter-se. Esta acção teve o apoio inédito do Sindicato Nacional dos Correios e Telecomunicações que, embora sob a bandeira da "entrega" das estações à "iniciativa privada", esteve por uma vez ao lado dos clientes.
Como acontece com a generalidade das entidades públicas e privadas, foi necessário protestar para as coisas mudarem.
Pode ser que o exemplo pegue e que a população (nós todos, os clientes à força da empresa CTT) consiga obrigar esta empresa a cumprir na prática o serviço público a que está, mais ou menos, obrigada.
Se a imprensa regional (que a de expansão nacional desconhece o país interior) não fizer de conta que está tudo bem - e destaca-se o comentário crítico da "Gazeta das Caldas" aqui - e nem se preocupar, por exemplo, com o facto de a empresa CTT distribuir tarde e a más horas os jornais dos seus assinantes, talvez seja possível ir ainda mais longe.