A imprensa oficial ferve, esta manhã, num frenesim pantanoso.
É a “extrema-direita” que continua a crescer nas preferências do eleitorado alemão, com a CDU a afundar-se num "desastre" mas o chanceler (mais uma vítima da “maldição Zelensky”…) não larga o osso do poder.
Na Rússia houve eleições (“teatro”, garante o “Expresso”) e, credo!, ganhou “o partido de Putin”. É estranho, claro, porque quem está no poder nunca vence eleições. Já na Ucrânia não há eleições, mas isso não tem importância.
O regime de Kiev atirou mais de 2000 drones e mísseis contra Moscovo e arredores, 1954 unidades destas foram abatidas e os russos, esses malandros, não se assustaram; se o modelo mais barato dos drones utilizados custa cerca de 50 mil dólares, terão desperdiçado 100 milhões de dólares. Mas isso também não faz mal, mesmo tratando-se do nosso dinheiro que para lá vai à fartazana.
De França, dizem-nos que a Rússia vai atacar a Europa já não em 2030 mas no próximo ano, numa guerra com hora marcada, à Solnado; mas continuam a dizer-nos que a Rússia está cada vez mais enfraquecida, sem nos explicarem como é que um país enfraquecido vai atacar vinte e tal países que, pelos vistos, estão cheios de força e de vitalidade.
Uma jovem finlandesa que foi primeira-ministra anda em tournée pela imprensa oficial a queixar-se dos drones russos (“Expresso”, CNN, “Diário de Notícias”…). É preciso ir pesquisar para perceber que o motivo de tanta entrevista é um seu livro em edição portuguesa de uma sucedânea da Porto Editora que se anuncia, de forma excitante, como sendo “memórias sobre coragem e liderança”. Curiosamente, a coisa é omitida nas entrevistas, talvez por falta de fé na bondade do produto.
E, finalmente, do alfobre dos “has been” da política nacional reergue-se, tipo Monstro do Pântano, o ex-várias coisas Augusto Santos Silva para elogiar e defender Luís Neves.
Que excitação!
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)
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