Ontem, dia 16, por volta das 20h10, ficámos às escuras. Sem electricidade.
Num contacto telefónico com a e-Redes, que demorou a ser atendido, fui informado de que haveria de novo electricidade às 22h30. Por acaso, foi às 20h30. Curiosamente, cerca de 12 minutos depois de eu ter telefonado.
Foi mais um apagão, das dezenas ou centenas que aqui ocorrem. O céu estava limpo, havia pouca humidade, não se ouviam trovões nem se viam relâmpagos. Não imagino que outros “fenómenos meteorológicos”, coisa normalmente invocada pela e-Redes, pudesse haver que provocassem o apagão.
Quanto à “avifauna”, outra desculpa também oferecida pela e-Redes, estaria a dormir nessa altura. E nas árvores. Talvez os mochos já estivessem despertos. Por sinal, já vi um ou dois, à noite, fugidiamente. E nunca pousados nos cabos.
Os “fenómenos meteorológicos” e a “avifauna” continuam a ser as desculpas da e-Redes e, por uma estranha coincidência, chegou há seis dias uma pormenorização ligeiramente mais refinada, dessa extraordinária desculpa com asas:
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| Parece que com a e-Redes só se consegue comunicar por intermédio do Livro de Reclamações e da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos |
É tentador pensar que o apagão de ontem foi deliberado, para sustentar esta desculpa, até porque o de ontem acabou poucos minutos depois do meu telefonema.
Mas não é o que penso. Aquilo em que penso é que a explicação dos apagões só pode ser a espantosa incompetência da e-Redes. Basta andar por aqui para ver como se cruzam cabos e frios e sei lá que mais em postes públicos. Pôr uma cidade às escuras é embaraçoso deixar que proliferem os apagões em zonas rurais deve ser, para a e-Redes, o menor dos males. Poupa-se sempre na manutenção.
O certo é que, com isto, a e-Redes gera uma situação de desconforto, de ansiedade e de insegurança. Há danos morais e psicológicos (danos não patrimoniais) nesta situação de apagões constantes.
Quanto é que eles custariam em indemnizações à e-Redes num processo judicial?
Há cerca de vinte dias, em 28 de Agosto, pedi à e-Redes, mas não pelo canal que parece ser mais conveniente que é o Livro de Reclamações Online, que justificasse a invocação da “avifauna”, que justificasse a referência à “avifauna”.
Fi-lo para os endereços de correio electrónico do serviço de imprensa (ou relações públicas), para os funcionários que aí existem, para os quatro administradores e com conhecimento a um jornalista que parece estar confortavelmente bem informado sobre a e-Redes.
Nominalmente, os destinatários foram estes:
José Ferrari Careto (Conselho de Administração)
Carlos Alves Pereira (Conselho de Administração)
Carlos Alves Pereira (Conselho de Administração)
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| Hália Oliveira (Conselho de Administração) |
José Martins Carvalho (Conselho de Administração)
Catarina Craveiro (gestora de Comunicação e Marca)
Catarina Craveiro (gestora de Comunicação e Marca)
Ninguém respondeu.
A esta atitude chama-se má-criação. É gente malcriada, portanto, aquela que, de uma maneira ou de outra, dá a cara pela e-Redes.
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)









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