Mais outro apagão, às 12h54. Já há algum tempo - parece-me... - que não se fazia notar a grosseira incompetência destes filhos da puta! Deve ser para matar saudades...
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
O regresso de Conan
"Conan e os Bárbaros" (o título português não corresponde ao título original, "Conan, o Bárbaro", deste filme de 1982) é um filme de que parece mal gostar.
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| O cartaz do filme de 1982 |
John Milius era um perigoso realizador de direita, o argumentista Oliver Stone ainda não era de esquerda, Arnold Schwarzenegger só começava a falar aos vinte minutos e não parecia ser mais do que um cepo incapaz de raciocinar, os mais críticos argumentavam que a coisa era racista, homófoba e promotora da violência, a citação inicial de Nietzsche de que o que não nos mata torna-nos mais fortes horrorizava os mais sensíveis e a música épica de Basil Poledouris parecia piratear passagens da banda sonora do magistral épico soviético "Alexander Nevsky" (de Serguei Eisenstein, 1938), composta por Serguei Prokofiev.
Mas, trinta anos depois, "Conan e os Bárbaros", apesar dos seus defeitos (quase só limitados aos efeitos especiais e a algumas escolhas de autores) continua a ser uma obra estimulante e ímpar.
"Entre a época em que os oceanos engoliram a Atlântida e a ascensão dos filhos de Aryas, houve uma era inimaginável. E, nela, existiu Conan, destinado a usar a coroa de jóias de Aquilónia sobre uma mente preocupada. Sou só eu, o seu cronista, quem pode contar-vos a sua saga. Deixem-me falar-vos dos dias das grandes aventuras..." E depois desta introdução em "off", com a imagem de Conan no seu trono, entrava a música de Poledouris... e a aventura arrancava, com a explicação do "segredo do aço". Nem a sua desastrada continuação ("Conan, o Destruidor", de 1984) nem o seu "remake" deste ano (com Jason Momoa) conseguiram igualar o primeiro filme.
No entanto, há boas notícias. Arnold Schwarzenegger, de regresso ao cinema depois da sua passagem pela política, já se comprometeu a regressar à figura do herói criado por Robert E. Howard num filme previsto para 2014 e que terá o título de "The Legend of Conan".
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| Arnold Schwarzenegger de regresso no filme de acção "Ten" |
Segundo o que se vai sabendo, e já é prometedor, Scharzenegger não irá esconder a sua idade (já vai nuns gloriosos 65 anos) e aparecerá - Crom seja louvado! - como um Conan mais velho mas capaz ainda de demonstrar que a melhor coisa da vida é "esmagar os nossos inimigos, vê-los escorraçados à nossa frente e ouvir os lamentos das mulheres deles"...
sábado, 8 de dezembro de 2012
Os universos paralelos de "The Walking Dead"
É quase impossível a adaptação fiel de uma história em papel ao audiovisual e são numerosos os filmes que o atestam nas mais diversas vertentes: há personagens a mais ou a menos, há cenas que não podem ser filmadas, há fins que deixariam em choque muitos espectadores.
A equipa que adaptou à televisão a série de banda desenhada "The Walking Dead" mandou todas as normas à fava e criou um verdadeiro universo paralelo que se tornou mais evidente na terceira temporada (que agora foi de férias de Natal).
A prisão existe, o malvado patrão de Woodbury também, a mulher de Rick morre mas ao dar à luz e não atravessada (com a filha Judy) pelas balas do Governador e Tyreese (Chad Coleman, o Cutty de "The Wire"), o denodado "compagnon de route" de Rick só agora apareceu e Rick ainda tem os dois braços.
O resultado é interessante de acompanhar e quem conhece o desenvolvimento da história (que tem estado a ser publicada, na íntegra, nos monumentais e imponentes "Compêndios") depara-se na televisão com pequenas alterações que, por comparação, são estimulantes, com os argumentistas a porem as personagens a trilharem caminhos diferentes da banda desenhada para chegarem, no entanto, ao mesmo destino.
Esta opção não é, porém, nada desinteressante e também ajuda a fazer de "The Walking Dead" uma das grandes séries de televisão dos nossos dias, lugar que já lhe estava garantido pela transferência da temática dos "zombies" para o horário nobre das televisões... com todos os matadores, como se costumava dizer.
A propósito, para quem quer conhecer a história original, a editora Image está a reuni-la nas colectâneas a que chamou "Compêndios", com alguns milhares de páginas e vários quilos de peso. Não é fácil manusear estes volumes (lê-los na cama é impossível) mas a leitura da BD assim de empreitada mostra que, a esse nível e apesar do desenho por vezes quase esquemático e a preto-e-branco, "The Walking Dead" é também uma obra genial de banda desenhada.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
A Foz do Arelho é a marina das dragas
Há mais de um ano que a Lagoa de Óbidos e a praia da Foz do Arelho estão transformadas em marina de dragas. No ano passado era uma draga e ninguém protestou. Este ano são duas e reina o mesmo silêncio. No próximo ano já lá devem estar mais.
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| Aves de mau agoiro |
Este abusivo estacionamento de barcos privados e de aspecto ferrugento parece estar relacionado com as dragagens que foram feitas na Primavera deste ano e que não se sabe se terminaram, se continuam ou se depois logo de vê. Mas reveste o carácter de abuso de quem, sendo proprietário das embarcações, se julga também proprietário do espaço público.
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| A degradação é total |
Infelizmente, os autarcas locais, que andaram um ano a excitar-se mutuamente à conta da extinção das freguesias (com o resultado idiota que se sabe), não ligam ao assunto.
O presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Fernando Costa, já se deve ter esquecido de que a Foz do Arelho e parte da Lagoa de Óbidos fazem parte do seu concelho.
O presidente da Câmara Municipal de Óbidos só terá tempo para olhar para o lado das Caldas quando conseguir ser candidato à câmara deste lado.
O presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho só no Verão é que deve reparar que existem praia e que estão "parqueadas" na água aquelas tristes aves férreas de mau agoiro.
Quanto ao preclaro "rei" da estrutura conhecida por Turismo do Oeste, que também não quer saber da Foz do Arelho e da Lagoa de Óbidos para nada, não deve considerar a região pertinente em termos turísticos.
Se calhar ainda vamos ter algum ilustre representante público mais engraçadito a dizer que é assim que se promove o turismo...
Porque não gosto dos CTT (31): o "serviço público" da treta
Há sempre umas boas almas a protestarem contra a privatização dos CTT, defendendo a estranha versão que essa empresa tem do enigma que é o "serviço público". Perante isto - o desaparecimento de marcos de correio em Lisboa - ainda há quem acredite no "serviço público" da treta a que estamos condenados por quem gere os CTT?
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Uma queixa ao Provedor de Justiça contra os Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha
Em 29 de Agosto (deste ano, há três meses) dirigi ao presidente dos Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha, cinco perguntas, entre as quais uma de natureza fundamental em termos de vida humana: se esses serviços garantiam a salubridade da água distribuída na rede pública, tendo presente a transferência de terra e de outros elementos escuros para a água canalizada antes de uma ruptura da canalização na rua.
Os Serviços Municipalizados não me responderam e dirigi ontem uma qeixa ao Provedor de Justiça.
As perguntas a que não tive resposta foram as seguintes:
1 - Do muito
que pagamos a V. Exa., qual é a parte que serve para investir nas
infraestruturas de abastecimento de água? Qual é esse valor?
2 - Em termos
concretos, ainda: porque é que a canalização pública da Rua Vasco da Gama, no
Cabeço da Vela, não é objecto de manutenção e de reparação/substituição
organizada?
3 - O dinheiro
que os Serviços Municipalizados cobram não chega para o efeito?
4 - Está V.
Exa. em condições de garantir a salubridade da água que corre por esta
canalização apodrecida até à nossa casa – até à casa dos moradores nesta rua
desta freguesia – numa situação destas?
5 - Serão os seus
Serviços Municipalizados capazes, sem receio de serem desmentidos empiricamente
ou cientificamente, e arrostando com todas as consequências daí decorrentes, de
garantir a salubridade da água que os seus clientes consomem?
O que escrevi sobre a incompetência dos Serviços Municipalizados e o aumento terrorista do preço da água no concelho de Caldas da Rainha está aqui.
Ele quer um referendo. Também podíamos fazer um sobre ele
Jerónimo de Sousa quer um referendo sobre o abandono do euro por Portugal. Talvez devêssemos também fazer um referendo sobre o abandono dele por Portugal...
sábado, 1 de dezembro de 2012
A Coreia do Norte tem os unicórnios e nós temos o PCP
Na Coreia do Norte, houve unicórnios perto de Pyongyang. Cá temos o PCP.
Ficávamos a ganhar se fosse ao contrário.
Naco na Pedra, em Salir do Porto: um esforço louvável
Levado pelo aspecto agora mais convidativo do exterior e por uma promoção de 20 por cento de desconto feita em colaboração com o supermercado E. Leclerc de Caldas da Rainha, fui ontem pela primeira vez ao restaurante Naco na Pedra em Salir do Porto.
O prato (um belo naco de carne muito tenra) que dá o nome ao restaurante foi uma experiência grata, os acompanhamentos eram correctos, o vinho a jarro era bom e a sobremesa (um "petit gateau" de chocolate, bem bom) foi um excelente complemento. E logo a abrir, simpaticamente, foi-me oferecido um Porto branco.
Numa altura em que é mais normal as pessoas lamentarem-se, o esforço de quem está à frente do Naco na Pedra (que está ainda em processo de renovação, segundo me disseram) merece todos os elogios. Entre a vizinha São Martinho do Porto e a mais distante Foz do Arelho não há mais nenhum restaurante e espero que o Naco na Pedra se aguente e tenha êxito para ocupar o lugar de excelência que merece ocupar.
Porque não gosto dos CTT (30)
Sexta-feira, 30 de Novembro, chega-me uma carta do Centro Hospitalar Oeste Norte (Hospital de Caldas da Rainha) datada de 22 de Novembro (oito dias antes) a avisar-me de que tenho dez dias para pagar uma consulta que não tinha ficado paga. A carta vinha em correio normalíssimo que, como se sabe, chega... se chegar.
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