quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Incompetência, incúria e desprezo pelos contribuintes na Serra do Bouro (23): e onde é que ela fica, a Serra do Bouro?

Não se sabe. 

E não é só a Serra do Bouro. As freguesias (ou o que delas resta, com designação própria) não existem na sinaléctica da capital do concelho. Percebe-se que não se distingam as freguesias urbanas de Santo Onofre ou de Nossa Senhora do Pópulo (que diferença fazem?) mas não se percebe que a Serra do Bouro, o Campo, o Nadadouro, a Tornada, o Coto ou Salir de Matos, só para indicar as que são limítrofes, estejam ausentes. 

No caso da Serra do Bouro, por exemplo, ela tem presença na sinaléctica. Mas o pior é depois.

Quem seguir pela Via Atlântica ou Avenida Infante Dom Henrique, o nome oficial, em direção à costa encontra uma rotunda com sinais que... não existem. 

Ou seja, só podem ser vistos por quem se desloca da costa para a cidade. Quem estiver a sair da Zona Industrial vê... zero. É estranho mas, aqui, não surpreende. 





Nesta mesma rotunda encontra-se, à direita, uma saída com duas direcções diferentes: Serra do Bouro (finalmente!) e Campo.

A estrada terá uns três anos e pode ser, ou não, a concretização da promessa eleitoral de há quatro anos de uma estrada de ligação entre a Zona Industrial e a Serra do Bouro.




O certo é que, quem quiser seguir por esta estrada, fiando-se pelos dois sinais, chega a um primeiro ponto onde há uma bifurcação... sem mais sinais. Para a esquerda ou para a direita?





Quem tiver alguma experiência, ou consultar um mapa, pode perceber que a Serra do Bouro ficará para  a esquerda e que o Campo fica para a direita. Mas nada o indica na estrada, ou nas duas estradas.

E depois, avançando, a estrada termina. Noutra estrada. Sem outros sinais. 




Onde é que ficam a Serra do Bouro e o Campo, portanto? Não ficam. Desapareceram.








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