quarta-feira, 6 de maio de 2015

Para que servem os provedores dos clientes? Para nada...

Poderá o leitor mais rigoroso dizer que a afirmação não é verdade mas eu socorro-me da estatística (da minha estatística) para o dizer: em três provedores de cliente, o balanço é zero. 
A minha primeira experiência foi com o provedor do cliente da seguradora Logo. Não tive resposta.
A segunda foi com o provedor dos clientes da empresa CTT. Não tenho a certeza de ter tido resposta mas, se tive, foi algo de que não retive memória pela sua inutilidade. Do que retive memória foi de esse serviço ter aceite (e ter assinado o respectivo aviso de recepção) de uma carta registada e com aviso de recepção dirigida a outro destinatário. 
A terceira foi no mês passado com o provedor da RTP. Fiz uma pergunta simples: porque é que a RTP não transmitiu o episódio 11 da série "The Flash". Podia ter recebido qualquer resposta, desde o "esquecemo-nos" a "a série não tem episódio 11" (o que também seria bastante sugestivo...). Mas não recebi. 
Os provedores, estes pelo menos, parecem ter um código comum: quando a resposta prejudica o patrão, é melhor optar pelo silêncio. 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O lixo a cores fica mais bonito...

Ficou mesmo linda esta nova composição arquitectónica erguida na Avenida 1.º de Maio, de Caldas da Rainha, que parece destinada a ser uma espécie de cama para os três contentores do lixo que se vêem no outro da rua onde, note-se, até foi montado um sistema subterrâneo de recolha de lixo..
O estilo Benetton da coisa faz pensar que deve ter saído da imaginação obviamente colorida de alguma adolescente, ou de alguém com mente adolescente.
Note-se como o tratamento carinhoso que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha dá aos sebosos e nojentos contentores verdes (tão em evidência no que devia ser uma das artérias nobres da cidade) é correspondido com a deposição de um saco de lixo bem atado e acondicionado junto ao contentor da extrema-direita.
A estrutura multicolorida vai ajudar, no entanto, porque manterá os sacos do lixo mais aconchegadinhos.
 
Mesmo à medida dos contentores do lixo para a porcaria ficar toda aconchegada



Pôr o lixo no lixo, pois claro!


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Câmara Municipal de Caldas da Rainha: menos 2,1 milhões de euros

 
aqui e aqui me referi à previsível situação económica e financeira negativa que vai ser gerada pela gestão da Câmara Municipal de Caldas da Rainha.
Os pormenores que saíram no "Jornal das Caldas" desta semana, sobre o relatório de gestão de 2014 desta câmara e o seu debate na Assembleia Municipal, confirmam que há motivos de preocupação. Vamos a eles, em discurso directo, seguindo o alinhamento do "Jornal das Caldas":
 
"O resultado líquido do exercício do Município em 2014 situou-se no valor negativo de 2,1 milhões de euros. Face ao resultado líquido do exercício de 2013, cujo valor foi negativo em 433 mil euros, podemos concluir que, com o resultado negativo de 2014, se começa a verificar uma situação global negativa incómoda," - Manuel Nunes (PS),
 
"A dívida total da autarquia era em finais de 2014 de mais de sete milhões de euros, mais dois milhões do que em 2013." - Edgar Ximenes (MVC).
 
"É uma tendência que se agravou desde o ano passado e que pode piorar com o pagamento da compra da Expoeste e a concessão do património termal (...) Por outro lado, obras que há muito são essenciais para o desenvolvimento do concelho continuam adiadas: Parque Urbano, arranjo das entradas da cidade, Parque de Feiras e Mercados, estrada Caldas/Santa Catarina/Benedita, instalações adquiridas à Fábrica Bordalo Pinheiro, Museu Nacional da Cerâmica, Posto de Vacinação Médico-Veterinário, 1.ª Circular, melhorias das condições de trabalho da Assembleia Municipal e gabinetes para a oposição." - Vítor Fernandes (PCP).
 
"Caldas da Rainha continua a ter saúde financeira mas a preocupação aumenta porque continuamos a ter pouca capacidade de arrecadar receita." - Braz Gil (CDS).

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Notas em formato de "zapping": nem o Provedor da RTP justifica a ausência de "The Flash"...

1 - Reitero o que escrevi (a RTP não transmitiu o episódio 11 da temporada 1 de "The Flash") e acrescento um pormenor: tendo inquirido o Provedor do Telespectador (é assim que se chama?) sobre o assunto, não tive resposta. Repare-se no seguinte: a RTP comprou os direitos de transmissão da série, assumindo o compromisso de a passar e, tendo começado a fazê-lo, assumiu com o público (e o público da RTP é um público que paga o seu serviço, por via da malfadada taxa mensal de radiodifusão) o compromisso de a mostrar e na íntegra. Mas não o faz. Ou seja: nem sequer corresponde ao que os clientes lhe pagam. 

2 - A temporada 5 da "Guerra dos Tronos" começou lentamente, o que se compreende pela diversidade de personagens que têm de ser postas no terreno, mas o ambiente já se tornou mais animado no episódio 3. Espera-se que não caia na mesma modorra em que caiu "The Walking Dead".

3 - "Powers", em transmissão pelo TV Séries, é uma variante muito interessante das histórias de super-heróis, recorrendo aos universos de certa forma paralelos aos dos super-heróis tradicionais (ou "institucionais"), que estão limitados em muitas coisas. O autor da história original, Brian Michael Bendis, trabalhou durante dez anos na Marvel, tendo participado no desenvolvimento da série "Ultimate" e, nomeadamente, nas histórias do Demolidor. "Powers" é capaz de se ficar apenas por uma temporada única mas isso não significa que não tenha uma qualidade muito própria.
 
 

Um bom dia para evocar Rui Alarcão


Rui Alarcão (n. 1930), jurista e professor catedrático, foi reitor da Universidade de Coimbra e membro do Conselho de Estado. Foi um dos reitores que mais tempo se manteve no cargo durante uma época em que o ensino superior foi especialmente dominado pelo tema do aumento das propinas, revelando-se um negociador hábil e diplomático e um magistrado capaz de ser muito influente.
Noutros tempos, Rui Alarcão podia ter sido um candidato à Presidência da República do PS, mas agora já não, neste ano de "vacas magras" de ideias e de dignidade de um partido que não consegue deixar de ser identificado pela prisão do seu ex-secretário-geral e ex-primeiro-ministro.
Hoje, quando este PS em desespero de causa aposta tudo num ex-reitor que não tem sequer o currículo académico-político de alguns dos seus antecessores, e muito menos do antigo reitor da Universidade de Coimbra, é um bom dia para evocar um homem a quem ouvi em tempos uma frase lapidar: "Se errar é próprio do homem, persistir no erro já é obra do diabo".
 

Cama nova para o lixo velho


Três contentores de lixo, talvez com vários anos de casa, devidamente ensebados e emporcalhados num avenida que levou obras de milhões só para passeios novos e mais largos, que começa (ou acaba) numa estação ferroviária-fantasma e que termina (ou começa?) numa Câmara Municipal que não sabe fazer mais do que isto e que gosta mesmo muito da porcaria.
Os contentores estavam a ocupar um lugar de estacionamento, que continua alegremente a fazer-se em segunda fila como antes, numa avenida de pouco movimento, mas parece que vão ganhar um ninho próprio, que servirá de moldura para o grande ex-libris da Câmara Municipal de Caldas da Rainha: não se controla o lixo, não se dá o exemplo, não se obriga os porcalhões a deixarem de o ser, o que se faz é acautelar os contentores como se fossem objectos de arte e elementos valiosos do património cultural de um concelho reduzido a isto: obras novas com lixo velho.


 




 
 

terça-feira, 28 de abril de 2015

A política do mamilo

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É estranho, de certa forma, o silêncio em torno da fotografia jornalisticamente "intimista" do industrial e empresário Henrique Neto, candidato à Presidência da República, publicada no "Expresso" no sábado passado.
A imagem deixa a impressão de ter sido construída para o efeito, o visado já está de relógio no pulso e calças, o mamilo direito aparece bem em evidência entre o braço fotografado e o mesmo braço reflectido no espelho. E a publicação da fotografia também deve ter passado pelo acordo do visado e decerto que pela esfera de decisão de mais do que uma pessoa no jornal porque é invulgar fotografar personalidades públicas na casa-de-banho (e elas deixarem-se aí fotografar).
E se não é uma novidade mostrar aspectos mais íntimos dos políticos, o certo é que o ambiente é diferente: Mário Soares, Cavaco Silva, Marcelo Rebelo de Sousa e Pedro Passos Coelho, por exemplo, foram fotografados em ambiente de praia mas já se sabe: quem vai à praia expõe-se. Mas na casa-de-banho é outra coisa.
Ou será que Henrique Neto quis lançar um desafio? Como se dissesse aos outros: mostrem-se, vá.
E o que poderão mostrar Sampaio da Nóvoa, ou Paulo Morais? Bem, as perspectivas, nestes casos, são inquietantes.
De qualquer modo, não há que ter medo das repercussões públicas e os bons exemplos são sempre para seguir.
Alguém se lembra, a propósito, do exemplo da "entertainer" Cicciolina, que veio a Portugal em 1987 animar a cena política e mostrar alguns dos seus atributos mamilares na Assembleia da República?
 
 

sábado, 25 de abril de 2015

Nunca se deram ao respeito

É obviamente tonta a ideia de pôr a imprensa a submeter a uma comissão político-corporativa as suas ideias para a cobertura das campanhas eleitorais. Mesmo mais tonta do que o regime até agora vigente de obrigar a imprensa a tratar de forma igual aquilo que não é igual.
Mas as brilhantes mentes que na comunicação social se apressaram a criticar os deputados deviam fazer um acto de contrição.
As televisões, os jornais e as rádios (e as suas expressões on line) viveram sempre dos favores dos políticos, prestando-se também a oferecerem-lhes vários favores, da contratação de comentadores ao "trade off" informativo, passando ainda por outras formas menos públicas de intimidade.
Portanto, se nunca se deram ao respeito, como é que esperavam vir a ser tratados?

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Muito gosta esta Câmara Municipal da porcaria! (1)

 
A Avenida 1.º de Maio foi um dos campos de batalha das obras de destruição urbana lançadas pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha.
Alargaram-se os passeios, sem que se perceba para quê, e até se enterraram contentores de lixo.
Mas se há coisa de que esta Câmara gosta é do lixo e dos contentores verdes de aspecto geralmente nojento.
Pouco tempo depois das obras feitas, lá estavam eles outra vez, mais ou menos por onde calhassem.
 
 

 


Os contentores subterrâneos que não parecem servir para recolher lixo
 

Há dois dias foi escavado o chão da avenida e começada a construir uma estrutura rectangular. Para servir de churrasqueira popular? Para funcionar como bebedouro de equídeos e de muares? Não. Parece que para resguardar... os caixotes de lixo de que eles tanto gostam.

Há dois dias, a coisa nasceu assim... (foto de José Rafael Nascimento)
 
 
Mas, depois de vários protestos (e a estrutura cortava a visibilidade aos condutores), a Câmara resolveu encolher a altura, como se podem ver na fotografia de baixo.
A solução deve ter-lhes agradado: os maravilhosos contentores até ficam a ver-se melhor.
A dúvida que subsiste é se há algum enquadramento legal para esta obra (que deve violar o projecto original, sem nada de positivo lhe acrescentar. Mas que importa. Neste mundo de "amigos", a altura diminui, os automobilistas já se vêem uns aos outros, a estrutura não é tão ofensiva e... ficamos por aqui, em nome da harmonia social.
E em nome da preservação da porcaria.
 
 
Obras de remendo depois das obras sem sentido, de uma Câmara que muito obra...

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Há males que vêm por bem


 
O grupo do PSD que conquistou a Câmara Municipal de Caldas da Rainha nas eleições de Setembro de 2013 tem mostrado com toda a clareza que não sabe gerir com um mínimo de competência os órgãos autárquicos e as obras ditas "de regeneração urbana" (começadas há dois anos e ainda não terminadas) revelam todo o seu fracasso.
Em Janeiro deste ano, a Câmara quis também apossar-se da gestão do Hospital Termal e do restante património que lhe está associado e até conseguiu um "sim" de alguns sectores da oposição, depois de o presidente camarário ter até confessado os seus receios pelo milhão de euros que vai ter de ser gasto aí todos os anos e num horizonte de 50 anos (ver pormenores aqui).
Hoje soube-se que o Estado cessou o contrato de exploração da água termal que mantinha com o Hospital de Caldas da Rainha, água essa destinada ao Hospital Termal.
Segundo o "Jornal das Caldas", esta situação pode atrasar a concessão do património termal à Câmara. É de esperar que sim e que o atraso acabe mesmo por inviabilizar a coisa.
Há males que vêm por bem e será melhor esperar mais anos para poder reabilitar as termas do que deixá-las entregues à incompetência reinante.


Da primeira página do "Jornal da Caldas" de hoje