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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Mais uma para a minha lista negra: a Iberdrola (e, de boleia, a Gestifatura)


Espera-se, normalmente, que ao fornecimento regular de um serviço (água ou electricidade, por exemplo) corresponda a apresentação regular da respectiva conta e da respectiva factura. Não foi o que, depois de dois ou três anos de contrato, aconteceu com a empresa de comercialização de electricidade Iberdrola.
Esta, como outras, limita-se a "cavalgar" o monopólio da EDP e a vender, com algumas vantagens iniciais, a electricidade aos seus clientes. Talvez não seja de admirar, por isso, que preste um serviço tão distanciadamente mau, como a seguir se conta.
Entre Dezembro do ano passado e Março deste ano, a Iberdrola não me enviou facturas. E, de repente, chegaram com intervalos de poucos dias, quatro facturas num valor de quase 600 euros.
Um contacto telefónico para a empresa deu origem a uma resposta muito rápida: propunham um "plano de pagamentos" que diluía por mais algum tempo o pagamento desse valor (o que também sugeria que este caso não era único). O "plano de pagamentos" exigia o aval escrito, e assinado, do cliente, o que demoraria ainda alguns dias. No entanto, o "plano", datado de 22 de Março, exigia já um primeiro pagamento... em 24 de Março.
Contactada de novo a Iberdrola, foi-me sugerido que anulasse o débito directo e ficou acordado que haveria um novo "plano de pagamentos".
Se, aqui, as coisas já estavam a correr mal, correram depois ainda pior. Em 6 de Abril a Iberdrola contornou o primeiro débito directo anulado e criou outro, para cobrar a primeira prestação... do "plano" entretanto rejeitado.
Quando o descobri, anulei o segundo débito directo (e a Iberdrola está agora como "credor bloqueado", impossibilitada de criar qualquer outro débito directo) e informei a empresa de que os pagamentos seriam só efectuados por multibanco.
E o certo é que, pouco tempo depois, lá foram aparecendo as facturas para pagamento por multibanco. À excepção de um valor, de explicação duvidosa, que chegou a materializar-se numa "factura sem leitura" e que, por motivos contabilísticos, foi rejeitada e solicitada a respectiva fundamentação. Que, estranhamente, nunca mais chegou.
Ao mesmo tempo (e já depois das queixas apresentadas à DECO e à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos), a Iberdrola conseguiu, em cartas diferentes, pedir desculpa pelo erro (o "plano de pagamentos") cometido, propor outro "plano de pagamentos" (cuja proposta chegou já depois de paga uma factura que era abrangida por este segundo "plano de pagamentos"...) e afirmar que não havia registo nenhum de ter havido algum problema.
Entretanto, na passada segunda-feira, dia 22, foi recebido um SMS assinado, mas sem qualquer outra identificação, por uma empresa chamada Gestifatura, que exigia o pagamento de uma alegada "dívida" à Iberdrola, num montante que não corresponde a nenhuma dívida a essa empresa (e acordo com as contas pagas por multibanco desde o bloqueamento dos débitos diretos).
Contactada de imediato a Gestifatura, balbuciou-me quem atendeu que não sabia ao que correspondia a alegada "dívida" mas que ia perguntar ao cliente dela, ou seja, à Iberdrola. Que, pelo que se vê, desistiu de dialogar com o cliente que tem pago as facturas enviadas para pagamento por multibanco e que pagará as que lhe forem apresentadas de forma contabilística correcta.
Pedi, naturalmente, à minha embaraçada interlocutora da Gestifatura o comprovativo do teor do SMS por correio de superfície "para os devidos efeitos" mas... pois, não chegou.


*

Se a Iberdrola agiu mal, com uma postura estupidamente arrogante, age também mal a Gestifatura.
Não é caso único, aliás, porque (depois de outra situação em que outra empresa teve de meter a viola no saco) estas empresas de "cobranças difíceis" parecem limitar-se a recolher informação de valores das empresas a que prestam serviços, numa lógica muito clara de intimidação: não interessa a origem das eventuais dívidas (nem mesmo se têm razão de ser), o que interessa é assustar os eventuais devedores.
É possível que a maior parte das pessoas ceda ao medo perante estes novos "cobradores do fraque" e nem sequer saiba fazer valer os seus direitos. Mas neste caso vieram bater à porta errada.




domingo, 24 de janeiro de 2016

O "tempo novo" da filha-da-putice fiscal

O aumento dos preços dos combustíveis tem sempre dois grandes efeitos negativos para os consumidores: um é directo e faz-se sentir logo no bolso de quem se abastece para se deslocar no seu veículo e o outro é indirecto e faz-se sentir no preço de venda ao público dos produtos que chegam aos consumidores por intermédio do transporte rodoviário.
Pode argumentar-se, como faz este governo ao anunciar com algum despudor o aumento do imposto sobre os produtos petrolíferos, que este imposto (cujo aumento provoca de imediato um aumento do preço de venda dos combustíveis) é "indirecto".
Mas argumentar isto, sobretudo quando os consumidores andam muito atentos à bizarra situação de ter o preço geral do petróleo a cair e o preço dos combustíveis a diminuir muito vagarosamente é demagogia e da mais grosseira.
Aguentámos, em Portugal, aumentos sucessivos de impostos em 2010, com o PS, e a partir de 2011, com o PSD e o CDS (no cumprimento do "programa da troika", depois da situação de ruína nacional a que o PS nos conduziu), e sobrevivemos.
Mas esses aumentos foram generalizados. Talvez mesmo exageradamente generalizados. Foi revoltante, claro, mas havia uma lógica que não era de facção.
Agora, este anunciado aumento de um governo "de esquerda" do imposto sobre os produtos petrolíferos é ainda mais revoltante do que todos os outros aumentos.
 
 
O "tempo novo" do PS é isto: pôr todos a pagar os benefícios de algum
 
Primeiro, porque é universal e a ele ninguém escapa, desde o mais pobre dos trabalhadores que tem de meter combustível no carro em 3.ª ou 4.ª mão para poder ir trabalhar em regiões que não dispõem do luxo dos transportes públicos, ao grande empresário que troca de carro de topo de gama através da sua empresa de dois em dois anos.
Segundo, porque se destina a compensar o dinheiro que vai ser dado a sectores específicos, aos "clientes" políticos do actual governo: a prenda de 10 por cento do IVA a um sector comercial que fará perder por ano 350 milhões de euros de receita fiscal; os aumentos (seja pela reposição de cortes seja pelos privilégios das 35 horas e outros) da função pública; ou a devolução das empresas de transportes públicos aos sindicatos do PCP.
Este aumento do imposto dos combustíveis, a "devolução dos rendimentos", a "reversão" e os muitos chavões dos flibusteiros que fizeram o primeiro grande golpe de Estado parlamentar da democracia portuguesa resumem-se a isto: a uma filha-da-putice fiscal que, reveladoramente, tem o apoio do PCP e do BE e já não suscita os protestos de quantos clamavam contra o anterior governo, com razão, sem razão e porque tinham medo de protestar contra o patrão, o marido, a mulher ou a namorada.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Cenas do E. Leclerc





 
 
Sábado à tarde, dia 19 de Dezembro: o prazo de validade expirou (há um e dois meses) mas os produtos continuavam à venda. No supermercado E. Leclerc de Caldas da Rainha. Não é caso único.




segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Rádio Popular: muito mau; Electrorainha: muito bom

 
O micro-ondas que, há três anos, tinha comprado na Rádio Popular (Caldas da Rainha), avariou-se. Uma parte funcionava, a outra não. Teria arranjo?
A minha primeira ideia foi levá-lo a uma loja também caldense (a Electrorainha, que já me tem, e muito bem, resolvido alguns problemas de electrodomésticos) mas depois fiquei a pensar: o aparelho era de marca própria da Rádio Popular e, já fora da garantia, talvez o reparassem (ou diagnosticassem) mais depressa.
Telefonei para a linha telefónica nacional da Rádio Popular e perguntei se faziam reparações.
Foi necessário dizer três vezes que não estava na garantia mas lá me sugeriram que levasse o "doente" a uma loja e logo veriam se a reparação se justificava.
Assim fiz. Mas na loja da Rádio Popular disseram-me que devia deixar uma caução de 15€ a acompanhar o aparelho (o que não me fora dito antes). Se tivesse arranjo, a caução ficava por conta da reparação. Se não, perdia-a. E a reparação... era uma loja numa localidade próxima.
Não gostei. Peguei no aparelho e levei-o... à Electrorainha. Foi por volta das 15 horas.
No dia seguinte às 11 horas telefonaram-me: estava pronto. Tão depressa? A resposta também foi rápida: "São coisas pequenas, sabemos que fazem falta às pessoas e têm prioridade." 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Nos Comunicações: a intimidação e a manha de mãos dadas


Em Junho ou Julho de 2013 rescindi um contrato de serviço de televisão com a então Zon (contrato esse que fora inicialmente celebrado com a sua antecessora TV Cabo, vários anos antes).
A Zon não gostou e foi desagradavelmente insistente (como aqui escrevi) mas aceitou, como não poderia deixar de aceitar. Não tenho ideia de, nessa ocasião, ter ficado alguma mensalidade por pagar.
Mas na semana passada, já lá vão seis dias, recebi um e-mail da Nos Comunicações S.A. (que só sei pela comunicação social que integrou a Zon) a reivindicar-me o pagamento de 35,76€ (valor assim discriminado: "Facturas - 26,47€; juros de mora - 4,30€; despesas administrativas - 4,99€").
A exigência não vinha acompanhada de nenhum documento. Nem a atestar que a Nos Comunicações S.A. se substituía à Zon (se, por acaso, é disso que se trata) nem, contabilisticamente, a sustentar a coisa. A exigência era, por isso, inaceitável.
Aliás, se eu fosse na conversa, a Nos Comunicações S.A. poderia vir exigir-me tanto esse valor como até 3576€, 35 760€, 357 600€ ou mesmo um milhão de euros. Como eu à Nos Comunicações S.A., também.
Com esta exigência vinha uma ameaça: se, findo um prazo de oito dias, eu não pagasse, a Nos Comunicações S.A. intentaria "os procedimentos judiciais necessários à defesa da nossa Constituinte [sic], mediante a instauração da competente ação judicial para cobrança da dívida".
É aqui que, como se costuma dizer, a porca torce o rabo e a Nos Comunicações S.A. revela a sua manha: é que a dívida, a existir (e só posso conceber que, a ser verdade, teria a ver com esse contrato de há dois anos), estaria prescrita.
E isso porque (de acordo com o artigo 10.º da Lei 24/2008, de 2 de Junho, que alterou a Lei n.º 23/96, de 26 de Julho, também conhecida por Lei dos Serviços Públicos Essenciais) a dívida, a existir, estaria prescrita por sobre ela terem passado mais de seis meses.
Só isto explica que a Nos Comunicações S.A. privilegie a ameaça e omita o dado contabilístico fundamental: a factura original (a existir) revelaria a sua data!
É mais fácil recorrer à ameaça e à intimidação e, dessa forma manhosa, obrigar o eventual devedor a pagar por medo, sem lhe dar más ideias.
Neste caso, tiveram azar.


 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"Queremos-o de volta!"

 
"Queremos-o de volta!" - declara-me, amorosa, a empresa de antivírus Avast!, com quem tive um desaguisado criado pelo atraso na prestação do serviço contratado.
Pois eu não quero estar "de volta" quando uma empresa dá assim uma patada na língua: "Queremos-o"?! Não é necessário saber ler e escrever para atacar vírus mas convém...
 
 
 
 

domingo, 23 de agosto de 2015

Cenas do E. Leclerc


Esta embalagem, como se pode ver, está fechada e tem como prazo de validade o dia 7 de Outubro de 2015. É uma metade de outra que já tinha sido aberta e consumida e que estava no frigorífico.
O plástico deixa ver que há qualquer coisa esverdeada lá dentro.
 
 




Aberta, não há lugar a dúvidas: é bolor.






O produto foi comprado no supermercado E. Leclerc de Caldas da Rainha e já não é a primeira vez que isto acontece (como eu aqui contei). Neste outro caso, em Abril do ano passado, a loja recusou-se a receber uma embalagem de queijo cheio de bolor, fechada e dentro do prazo de validade, alegando que já haviam passado quinze dias sobre a sua compra, numa cena pouco digna de empresa responsável como parece que esta quer ser.
 
 
*
 
Aliás, o modo como os produtos frescos são tratados neste supermercado deixa muito a desejar.
Ontem à tarde, às 16h18, este conjunto de embalagens (que podem ainda estar, ou não, congeladas) aguardava a sua vez de entrar nos expositores de produtos congelados.





A reposição de produtos congelados (que algumas vezes já estão descongelados) é feita tranquilamente e com considerável lentidão durante o dia, com uma temperatura bastante amena. Ninguém, no entanto, se parece preocupar com isto e é natural encontrar neste supermercado (como nos outros) embalagens congeladas com produtos alimentares cobertos de gelo no interior.

*

Quando, em Abril do ano passado, fiz a respectiva queixa à ASAE, referi-me também à situação desses produtos congelados.
Não tive resposta da prestimosa entidade nem para o caso do queijo nem para esta parte da minha queixa.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

LPM (Grupo Lena): trapalhadas a mais com uma mentira pelo meio



1 - Em 30 de Janeiro deste ano, já lá vão quatro meses, vendi à empresa LPM (Grupo Lena Automóveis), de Caldas da Rainha, um Ford que lhes tinha comprado em 2011 e comprei um Peugeot. Foi o processo tradicional de venda com retoma, com muita papelada e regularização posterior da propriedade dos veículos dentro do prazo de 60 dias que a legislação prevê.
 
2 - No momento houve duas coisas de que não gostei mas que depois se resolveram... ao longo de dois meses em que foi necessário entregar papéis, substituir papéis, reconhecer assinaturas várias vezes. Nunca me tinha acontecido mas ainda levei tudo à conta de alterações neste tipo de processos. E fiquei à espera de ter a informação de que o Ford já estava registado noutro nome e de que o Peugeot já estava em meu nome. Já Março ia no fim quando me foi pedido que fizesse ainda um pagamento, que me tinham dito poder ser necessário nesse dia de Janeiro mas que só me confirmaram quatro três meses depois. Fiz o pagamento em 21 de Março e fiquei à espera.
 
3 - Em 14 de Maio recebo um pedido da LPM para reconhecer ainda uma assinatura (que ficara por reconhecer e que ainda não me tinham pedido), necessária para a mudança de registo do Ford. Ou seja: passados quase quatro meses, o Ford ainda não tinha a sua situação regularizada. E o Peugeot? "Talvez para o fim do mês."
 
4 - Começa assim um pequeno PREC que pode ser cronologicamente descrito deste modo:
 
 
15.05.15 – Verifico que o Ford ainda se encontra registado em meu nome na Autoridade Tributária e confirmo-o no Registo Automóvel. Verifico também nesse dia que, apesar disso, ele já circula desde Fevereiro com um seguro novo. Nos contactos que fiz com a LPM garantem-me que está tudo a ser resolvido e, até, que os documentos do Peugeot devem estar a caminho.

18.05.14 – É-me garantido que o registo do Peugeot está a cargo da Peugeot Portugal e que o registo do Ford Fiesta será feito de imediato, já com o documento de assinatura notarialmente reconhecida (neste mesmo dia). E que o respectivo comprovativo me será enviado até ao final da semana.

21.05.15 – Só neste dia é que é requerida a mudança de titular do Ford sem que nada me seja comunicado, nem nesse dia nem no dia seguinte, dia em que uma das pessoas que, uma semana antes, me garantiu que ia tudo correr bem já nem me atendeu o telefone. 

25.05.15 – No Registo Automóvel confirmam-me o pedido de registo do Ford mas informam-me de que nada consta quanto ao Peugeot. Nesse mesmo dia contacto a Peugeot Portugal de onde, horas depois, me dizem que a LPM lhes transmitiu que fizera o registo do Peugeot no dia 13 de Maio, não o podendo fazer antes porque eu não tinha pago os “120 euros” que ainda faltava pagar. (O tal pagamento feito em 21 de Março...). Neste dia é-me finalmente enviado da LPM o comprovativo da mudança de registo do Ford.

27.05.15 – Tendo presente a informação da LPM de que o registo do Peugeot estava a cargo da Peugeot Portugal peço a esta que o confirme. Respondem-me que é a LPM. É nesse mesmo dia que entra o pedido de registo do Peugeot no Registo Automóvel, segundo informação do Registo Automóvel. (Ou seja: a LPM mentiu à Peugeot Portugal quanto ao registo feito no dia 13; ou a Peugeot Portugal me mentiu ao dar-me essa informação; ou o Registo Automóvel me mentiu.)

29.05.15 – A LPM paga, 48 horas depois de aberto o processo, o registo do Peugeot 2008.
 
30.05.15 – Passam quatro meses (120 dias) desde a entrega do Ford e a compra do Peugeot à LPM.
 
01.06.15 – O Peugeot fica finalmente registado.


É possível que todas estas trapalhadas (que incluíram a mentira da data do registo do Peugeot) sejam fruto de qualquer tipo de desorganização e/ou de incompetência. Ou de um acaso qualquer.
Mas há duas coisas que nisto são certas: uma empresa grande que assim funciona, em representação de outras empresas maiores e internacionais, não oferece a garantia de que a compra de um automóvel seja isenta de problemas para lá de tudo o que seria de esperar; e a vontade de fazer qualquer outro negócio com a LPM (a que já comprei quatro carros desde que para aqui me mudei e que tem o monopólio da representação da Peugeot e de outras marcas no concelho) é zero.
Não me parece que a Peugeot, a Ford e a Kia estejam bem representadas.
 







terça-feira, 26 de maio de 2015

Iberdrola: uma conta-corrente que fica parada


A arrogância das empresas de electricidade é endémica e, na minha experiência com a EDP e depois com a Endesa, já me deparei com exemplos suficientes para pensar que não haveria mais nenhum caso.
Agora, estando a lidar com a Iberdrola (que, como a Endesa, pouco mais é que uma empresa intermediária da monopolista EDP), deparei-me com mais duas situações inéditas.
A primeira é a multidão de facturas (em duas páginas) que a Iberdrola envia.
De semana a semana, de quinze em quinze dias, de três em três semanas, chega mais uma. Até agora, pelo menos, não se têm sobreposto e onde termina o período de contagem de uma começa o período de contagem de outra.
Esta estranha multiplicação de papéis parece ter a ver com a "digestão" das leituras efectuadas (a) pelo cliente; (b) por estimativa (talvez da EDP); e (c) por contagem da EDP. Numa época em que as empresas, a pretexto da defesa do ambiente e para poupar nos custos, até tentam impor facturas digitais, isto é um pouco estranho.
A segunda situação inédita que me chegou da Iberdrola, e que deve ter a ver com esta multiplicação de papéis, foi a entrada em cena de uma espécie de nota de crédito, no valor de 11€ e qualquer coisa, por contagem a mais.
À partida pensei que o "valor a receber" poderia ser depositado na conta (de onde sai o dinheiro para a prestimosa empresa, por débito directo ou subtraído ao valor da factura seguinte.
Ora pois...
A factura seguinte veio, mas na íntegra. E um telefonema que fui obrigado a fazer esclareceu o seguinte: o valor que há a receber fica "em conta-corrente". Mas fica, só. Porque se o cliente não o pedir (o que eu de imediato fiz), o dinheiro fica lá na Iberdrola.
É um estranho conceito de conta-corrente em que o dinheiro não "corre". Ou, melhor, corre só para a Iberdrola, mesmo quando a ele não tem direito. E há sempre clientes muito esquecidos, que são uma bênção divina para as empresas deste tipo.
As surpresas no comércio da electricidade são infindáveis.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Para que servem os provedores dos clientes? Para nada...

Poderá o leitor mais rigoroso dizer que a afirmação não é verdade mas eu socorro-me da estatística (da minha estatística) para o dizer: em três provedores de cliente, o balanço é zero. 
A minha primeira experiência foi com o provedor do cliente da seguradora Logo. Não tive resposta.
A segunda foi com o provedor dos clientes da empresa CTT. Não tenho a certeza de ter tido resposta mas, se tive, foi algo de que não retive memória pela sua inutilidade. Do que retive memória foi de esse serviço ter aceite (e ter assinado o respectivo aviso de recepção) de uma carta registada e com aviso de recepção dirigida a outro destinatário. 
A terceira foi no mês passado com o provedor da RTP. Fiz uma pergunta simples: porque é que a RTP não transmitiu o episódio 11 da série "The Flash". Podia ter recebido qualquer resposta, desde o "esquecemo-nos" a "a série não tem episódio 11" (o que também seria bastante sugestivo...). Mas não recebi. 
Os provedores, estes pelo menos, parecem ter um código comum: quando a resposta prejudica o patrão, é melhor optar pelo silêncio. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A Empire Film Company e uma história de vigaristas no eBay

 Quis comprar a primeira temporada da série televisiva "Fargo", inspirada na longa-metragem de 1996 com o mesmo título (que é uma interessante história de vigaristas contada pelos irmãos Joel e Ethan Cohen), mas o resultado não foi apenas o respectivo DVD mas uma história complexa de um vendedor do eBay.
Eis os pormenores:
 
No eBay, que passei a frequentar desde que desisti da Amazon inglesa por insistir na utilização da distribuidora Seur em Portugal, comprei o DVD a um vendedor designado por Empire Film Company. O nome é imponente, sem dúvida, e até faz lembrar a revista inglesa de cinema "Empire".
O custo incluiu portes de correio (para o envio pelo Royal Mail, os correios ingleses) mas não foi pelo correio que recebi o que pode ter sido, ou não, o DVD pedido. Quer dizer, foi "Fargo", de facto, mas de forma bastante diferente.
Recebi o DVD depositado na caixa do correio pela distribuidora MRW e com origem na Amazon, trazendo a menção expressa "Gift from Amazon", ou seja "Um presente da Amazon".
A dúvida era legítima: então eu pago o DVD e os portes de correio e recebo o DVD como "presente da Amazon"?!
O diálogo com a pomposamente designada Empire Film Company, cuja presença no Facebook se limita a um post em 2013 e não parece ter site próprio, foi inútil.
O argumento desta pitoresca gente, que chegou a afirmar que o Royal Mail não fazia serviço no estrangeiro!), foi sempre o facto de ter recebido o DVD, o facto de ter sido "presente" não quer dizer nada e só seria grátis se tivesse a menção de "free" ("grátis"). Estranhamente, ou não, o eBay deu cobertura à sua argumentação.
Fiquei sem conseguir esclarecer a questão mas a pensar se não haveria qualquer tipo de negócio da dita Empire Film Company com a Amazon, que lhe permitia enviar os objectos comprados sem custos adicionais, ficando no entanto, com o dinheiro dos portes do Royal Mail. Ao mesmo tempo também fiquei com a ideia de que, existindo realmente a empresa, pode ter nascido para uma coisa (filmes) e acabou por ficar reduzida a outra (venda de DVDs). Ou a utilização, fácil demais, da designação "Empire" pode ter chocado com o uso da mesma designação por outras empresas existentes há mais tempo. Não sei se será isso, ou não.
Como a experiência foi má e nem sequer me foi permitido expressar o meu desagrado na avaliação do vendedor no eBay, porque as minhas classificações foram apagadas, ficam o registo público e o aviso: não se metam com a dita Empire Film Company. 





terça-feira, 7 de outubro de 2014

Securitas Direct: insegurança (até bancária), assédio e, pelos vistos, iliteracia

 
O que é que se espera de uma empresa de segurança? Segurança, não é? Bom, a Securitas Direct Unipessoal Lda. fornece várias coisas mas segurança... nem por isso.
Eis a história, para ilustração pública.

Há cerca de ano e meio avariou-se um dos dispositivos do sistema de alarme, montado por esta empresa, na porta principal de minha casa. Com isto, a segurança da casa ficou, em grande medida, posta em causa. A reparação demorou duas semanas a fazer-se e foi preciso uma grande insistência da minha parte.
A Securitas Direct (SD) achou que devia compensar-me do seguinte modo: com um desconto de 0,50€ (sim: cinquenta cêntimos) relativamente a esta falha de segurança que não reparara em tempo. Seria, ao que parece, o custo do aparelho.
Não gostei da esmola e, para evitar mal-entendidos e surpresas, cancelei o débito directo que vigorava desde 2007. Com isto, a SD ficou sujeita ao envio da factura para eu a pagar.
Quase um ano depois, o débito directo que eu anulara foi estranhamente reactivado, no banco onde tenho conta e pela mesma SD.
Anulei-o, outra vez, de imediato. E, no banco, garantiram-me que estava anulado.
Mas, passado um mês, o débito directo a favor da SD ressuscitou.
Contra as minhas indicações e, aparentemente, tendo sido "furado" o controlo do próprio banco. Ou, dito de outro modo, tendo sido aparentemente "furados" os mecanismos de segurança do banco.
E o certo é que foi mesmo cobrado por débito directo o valor da factura desse mês, antes de eu me poder aperceber desta insólita falha de segurança.
O banco, no início, não soube explicar o que se passava. E eu tive de reclamar junto do Banco de Portugal para ter a resposta, habitual, de que tinha havido "problemas técnicos". O que não impede uma pergunta: como é que uma empresa de segurança consegue furar o controlo bancário da conta de um cliente?
A partir daí, (re)anulado o débito directo, e parece que de vez, a SD passou a ficar limitada ao envio das facturas.
Mas não lhe era suficiente. E começou então uma ofensiva de telefonemas e de SMS a exigir-me o pagamento... e, várias vezes, antes mesmo de a factura me chegar à caixa do correio.
Os telefonemas chegaram a ser sete e oito por dia e eu acabei por me aborrecer de vez e de mudar de empresa fornecedora. E este mês deixei de ser cliente da SD. Que, já de posse da minha carta a anular o contrato, se lembrou de avisar a GNR de que havia uma "intrusão" (quando o sistema de alarme foi desligado) e de voltar a telefonar-me, mesmo de madrugada.

*

Nisto tudo há uma coisa que me faz alguma confusão: é o facto de nunca a SD me ter dirigido correspondência por escrito, preferindo sempre os telefonemas; nem mesmo quando os seus zelosos funcionários argumentaram que me tinha sido devolvido o valor do débito directo irregular, que na realidade nunca foi devolvido.
Só há duas explicações: ou a SD nem quer abordar esse episódio do débito directo ou, então, não há na empresa quem saiba escrever. É uma estranha iliteracia: sabem fazer "ressuscitar" um débito directo  anulado pelo cliente e pelo banco em que o cliente confia mas depois não me sabem escrever uma carta.
Uma empresa de segurança destas transmite alguma segurança? Claro que não.

 
Nota 1: Informa-me a Securitas - Serviços e Tecnologia de Segurança, S.A., através de e-mail, que as duas empresas (esta e a Securitas Direct Unipessoal, a que o texto inteiramente se refere)  "são empresas totalmente distintas juridicamente, não existindo qualquer relação societária, operacional, legal ou empresarial, entre ambas", informação que agradeço e que, dizendo respeito a esta nota, aqui reproduzo.

Nota 2: Não há mesmo outra conclusão a tirar - trata-se de gente que não dá mostras de saber ler nem de saber escrever. Só surpreende que ainda haja quem vá na conversa e lhes entregue a segurança dos seus bens. Um dia pode haver surpresas...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O E. Leclerc e o fisco

Nas caixas do supermercado E. Leclerc de Caldas da Rainha raramente se dá tempo aos clientes para dizerem que querem a factura com o respectivo número de contribuinte.
Na cafetaria são muitas as moedas entregues ao balcão para pagar cafés e outras pequenas despesas que nem chegam à caixa registadora e, se chegam, não dão origem a factura nenhuma.
Será orientação central da empresa E. Leclerc ou do idiota que não gosta de ceder o livro de reclamações e que invectiva os clientes que o pedem, dizendo que o estão a intimidar?

terça-feira, 10 de junho de 2014

Altiberis: mais um caso... e não apenas de incompetência

Uma conta bancária, segundo descobri há pouco tempo, oferece-me um serviço de "assistência no lar" (em que não se paga a deslocação) de uma seguradora para resolver problemas técnicos. Uma ruptura num cano foi o primeiro caso e resolveu-se rapidamente e com um serviço bem executado por uma empresa local. O segundo problema que tive (água a verter da caldeira de aquecimento) transformou-se num problema ainda pior.
A situação foi detectada pelas sete da tarde e cerca de hora e meia depois aparecia um técnico. O problema seria uma avaria numa válvula, que precisava de ser substituída. E foi. Mas depois a caldeira não fazia o que devia fazer: fornecer água quente.
O técnico demorou-se uma hora a fazer várias experiências e telefonemas até vir perguntar se o gás estaria desligado (numa torneira mesmo ao lado da caldeira). Estava, claro, por motivos de segurança. É natural, não? 
Aberto o gás, a água já correu quente. O técnico apresentou a conta: a peça e duas horas de mão-de-obra - 92€. Com uma identificação: Altiberis, uma empresa de Estarreja. E uma "recomendação": o manómetro estava avariado.
Na manhã seguinte, foi como se não tivesse havido intervenção nenhuma: a água corria livremente; e, já agora, a válvula que teria sido substituída também não se avistava. Mas as peças substituídas não costumam ser entregues (por motivos óbvios) aos clientes?
Ainda cedo, atendeu-me da Altiberis um homem que se apresentou como chefe dos serviços técnicos, que garantiu que a válvula fora mudada, ouvindo a reclamação que apresentei e, num contacto posterior prometeu, se lhes comprasse um manómetro novo e uma torneira porque na história também havia uma torneira avariada, que descontariam meia hora na mão-de-obra por causa da história do gás (reconhecendo, portanto, a asneira).
Também garantiu que a tal válvula substituída ficara por cá. Nem me macei a procurá-la.
A avaria da caldeira ficou resolvida dois dias depois. Mas nunca com a Altiberis. O manómetro e a torneira não precisaram de ser substituídos e o serviço (a cargo da empresa Electrólise, de Caldas da Rainha, que se ocupara da ruptura do cano e que eu chamei) foi impecável.
E, já agora, a seguradora que fornece o serviço é a Europ Assistance (onde também apresentei reclamação e me garantiram que, a pedir esse serviço, poderia dizer quem não quero que me assista) e o banco é o BES (onde me tenho deparado, nos últimos tempos, com algumas surpresas desagradáveis). 


 
 
 
 
Uma actualização - Na resposta que me foi enviada, a uma reclamação minha sobre esta matéria, o BES (tomando as dores da Altiberis e não do seu cliente) resolveu "esclarecer": "(...) no seguimento dessa substituição, seria necessário repor a pressão de água no circuito fechado da caldeira, iniciando-se o teste de combustão, contudo a caldeira não arrancou. Após várias verificações e retificação da purga dos circuitos, verificou-se que sem conhecimento do colaborador, foi fechado o passador de corte de gás".
Ou seja, esse poço de incompetência que é a Altiberis, o seu inteligentíssimo "colaborador" e o "coordenador de serviço Departamento de Organização e Qualidade" do BES acharam muito estranho que, por óbvias questões de segurança, o gás tivesse sido fechado!
Dá vontade de responder a estas manifestações de irresponsabilidade com um singelo "Bardamerda!"...
 
 

 

sábado, 31 de maio de 2014

Um livro, várias mentiras... e adeus ó vai-te embora: eis a SEUR


 
Compramos uma coisa pela internet, mandam entregar... e nove dias depois do prazo, com várias mentiras e confusões pelo meio, a empresa transportadora veio entregar a encomenda. E teve de a levar de volta. E entretanto perdeu o pio. A coisa era um livro, a compra foi feita à Amazon, a transportadora foi a SEUR. Já sabia como era mas nunca pensei que pudesse ser ainda pior. Vamos aos pormenores...
 
 
Um serviço que é um desastre!
 
O livro foi comprado no dia 10 de Maio e entregue à transportadora em Inglaterra no dia 15 de Maio, com a indicação de que me seria entregue até 19 de Maio, segunda-feira.
A Amazon trabalha com várias transportadoras e, até agora, é a MRW que me tem entregado as compras que aí faço. Desta vez calhou à SEUR. Foi a primeira vez, no que se refere à Amazon. Pode ser que seja a última.
 
 
Não encontravam
mas até já cá tinham vindo...
 
Em 18 de Maio o livro chegou a Madrid, às instalações da SEUR, ao meio-dia. Foi registada às 15h24.
No dia 19 passou para as mãos de um dos motoristas da empresa para me ser entregue. É a partir daqui que as coisas ficam confusas, a começar logo pela origem.
Os dois quadros que se podem ver aqui em baixo foram ambos retirados do site da Amazon e permitem ver a evolução (ou involução) do processo de entregue.
O quadro 1 é o que se encontra desde há dois dias no site da Amazon, indicando Lisboa como origem do envio. Mas o quadro 2, retirado da Amazon no passado dia 28 de manhã (e depois desaparecido) indica Santarém.
O quadro 2 contém outra discrepância: a indicação (às 9h01 do dia 21 de Maio) “Carrier unable to locate customer's address”. Ou seja: a transportadora foi “incapaz de localizar o endereço do cliente”.
Mas isto depois de (alegadamente, como se diz) terem vindo bater-me à porta no dia anterior, terça-feira, 20 de Maio, às 15h07.
Aqui aparece pela primeira vez a indicação (igual nos dois quadros) da “delivery attempted”, ou seja, “tentativa de entrega”. Tentativa que não houve porque, nesse dia e a essa hora, encontrava-se uma pessoa no endereço.
 
 
Mentiras, mentiras,
mentiras
 
Esta situação, aliás, repetiu-se e até é mencionada igualmente nos dois quadros: houve mais três alegadas “tentativas de entrega”.
Só que, estranhamente, em dias e horas em que havia gente neste endereço: dia 23, às 16h56 (3 pessoas), dia 26, às 17 horas (2 pessoas); dia 27, às 11 horas (1 pessoa).
A única “tentativa de entrega” que eu sei que não pôde ser realmente concretizada coincide com a ausência de gente no endereço: dia 22, às 13h15. Mas, perante isto, até é possível que também nem tenham vindo nesse dia.
A situação levou a várias reclamações minhas junto da SEUR (que, como muitas vezes acontece, ficaram sem resposta) e da Amazon (que, como sempre acontece, respondeu).
Aceitando os meus protestos, a Amazon despachou (de um dia para o outro e via DHL) um novo exemplar do livro, sem custos, pedindo apenas que eu anulasse a entrega que fosse a mais tardia.
No dia 29, e quando o segundo exemplar do livro já estava em meu poder, fiz nova reclamação para a SEUR, por telefone, que marcou a entrega para as 15 horas desse mesmo dia.
Às 12h30 telefonou-me um funcionário da SEUR de Leiria a perguntar-me, com algum descaramento, se eu podia ir à cidade de Caldas da Rainha, a cerca de dez quilómetros, recolher a encomenda. Quase lhe soletrei o endereço para perceber que a obrigação da SEUR era entregar no endereço indicado e que, depois do que acontecera, eu nem confiava nessa empresa para marcar fosse o que fosse.
A encomenda acabou por me vir parar à porta perto das 18 horas desse dia. Assinei o papel junto, rejeitando-a e explicando que a entrega estava com 9 dias de atraso. E depois avisei a Amazon.
A reacção da Amazon deixou-me alguma esperança de não ter de suportar a incompetência da SEUR em próximas compras.
Em qualquer dos casos fica o aviso público: não confiem na SEUR.



Discrepâncias

Em baixo estão os dois quadros, no inglês original. São um bom exemplo dessa incompetência e das mentiras da transportadora.

Quadro 1


29 May 2014
  09:23:00 AM
 LISBOA PT
Out for delivery

28 May 2014

07:00:00 PM

LISBOA PT

Delivery appointment scheduled

28 May 2014

09:38:00 AM

LISBOA PT

Out for delivery

27 May 2014

06:06:00 PM

LISBOA PT

Out for delivery

27 May 2014

05:26:00 PM

LISBOA PT

Delivery appointment scheduled

27 May 2014

11:00:00 AM

LISBOA PT

Delivery attempted

26 May 2014

05:00:00 PM

LISBOA PT

Delivery attempted

26 May 2014

08:22:00 AM

LISBOA PT

Out for delivery

24 May 2014

10:05:00 AM

LISBOA PT

Out for delivery

23 May 2014

04:56:00 PM

LISBOA PT

Delivery attempted

23 May 2014

09:02:00 AM

LISBOA PT

Out for delivery

22 May 2014

01:15:00 PM

LISBOA PT

Delivery attempted

22 May 2014

09:53:00 AM

LISBOA PT

Out for delivery

21 May 2014

12:09:00 PM

LISBOA PT

Out for delivery

20 May 2014

03:07:00 PM

LISBOA PT

Delivery attempted

20 May 2014

09:10:00 AM

LISBOA PT

Out for delivery

19 May 2014

12:27:00 AM

LISBOA PT

Out for delivery

18 May 2014

03:24:20 PM

MADRID ES

Parcel received by carrier

18 May 2014

12:00:00 AM

MADRID ES

Parcel arrived at a carrier facility

 
Quadro 2
 

27 May 2014, 6:06 pm, SANTAREM   Out for delivery

27 May 2014, 5:26 pm, SANTAREM

Delivery appointment scheduled

27 May 2014, 11:00 am, SANTAREM

Delivery attempted

26 May 2014, 5:00 pm, SANTAREM

Delivery attempted

26 May 2014, 8:22 am, SANTAREM

Out for delivery

24 May 2014, 10:05 am, SANTAREM

Out for delivery

23 May 2014, 4:56 pm, SANTAREM

Delivery attempted

23 May 2014, 9:02 am, SANTAREM

Out for delivery

22 May 2014, 1:15 pm, SANTAREM

Delivery attempted

22 May 2014, 9:53 am, SANTAREM

Out for delivery

21 May 2014, 9:01 pm, SANTAREM

Carrier unable to locate customer's address

21 May 2014, 12:09 pm, SANTAREM

Out for delivery

20 May 2014, 3:07 pm, SANTAREM

Delivery attempted

20 May 2014, 9:10 am, SANTAREM

Out for delivery

19 May 2014, 12:27 am, SANTAREM

Out for delivery

18 May 2014, 3:24 pm, MADRID

Parcel received by carrier

18 May 2014, 12:00 am, MADRID

Parcel arrived at a carrier facility

15 May 2014, 1:09 pm, Ridgmont Bedfordshire UK

Parcel has been handed over to the carrier and is in transit



Uma nota de actualização em 12.06.14 - A reclamação que, por várias vezes, enviei à SEUR não teve resposta até esta data. Nem nunca terá, claro, embora eu não tencione parar.