sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Rua de Camões: a culpa é do Juncker, que deu cabo das lojas locais...








aqui escrevi sobre os vergonhosos atrasos nas obras (que, verdadeiramente, também não se percebe para que servem... mas que já em 295 mil euros) na Rua de Camões, em Caldas da Rainha.
A "Gazeta das Caldas" dedica ao assunto duas páginas na sua edição de hoje, com um título significativo na primeira página "Obras na Rua de Camões são mais um caso de desorganização". Note-se: "mais um caso". Há outros casos, portanto. Ainda bem que a "Gazeta" sabe disso.
E a culpa, sabiam?, é de Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.
Vem na última página, na pouco esclarecedora coluna "A Semana do Zé Povinho", com críticas acerbas a este político a quem o jornal, num pormenor de elevação, chama "sonso", com referências aos "cadáveres de empresas que não aguentaram tão drástico tratamento"... Devem ser as da Rua de Camões que não conseguiram sobreviver às obras que, como é costume, lá vão levando meses de atraso com pretextos e argumentos pouco dignificantes

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Qual é a situação económica e financeira da Câmara Municipal de Caldas da Rainha?


José Rafael Nascimento, do Movimento Viver  o Concelho, de Caldas da Rainha, fez ontem, quarta-feira, uma pergunta pertinente no Facebook: 
 
O senhor presidente da Câmara afirmou [na reunião da Assembleia Municipal de Caldas da Rainha], com grande veemência, que não tem dinheiro para obras urgentes, como é o caso do asfaltamento de ruas e estradas da cidade e das freguesias.
Mas o que vimos no último ano? A gastar dinheiro a rodos para comprar terrenos e edifícios, para financiar carnavais e eventos privados, para oferecer subsídios discricionários a associações e colectividades, para contratar fotógrafos e outros serviços que a autarquia pode/deve realizar, para enterrar dinheiro em projectos falhados, etc, etc, etc.
O Dr. Tinta Ferreira herdou uma autarquia com uma situação financeira que se dizia em bom estado. Como terminará 2015 e o seu mandato?
 
Não há resposta ou, se há, não a teve José Rafael Nascimento no seu espaço do Facebook. E isso, como aliás já é notório, tende a ser preocupante.
A cidade de Caldas da Rainha foi transformada há quase dois anos num estaleiro de obras faraónicas que custam milhões de euros (e se há fundos comunitários para as pagar, o certo é que compete ao Estado-membro beneficiado entrar com uma parte).
Mas tudo o resto que afecta mais directamente as pessoas (das pinturas das passagens de peões às reparações de ruas e estradas, passando pela rede de abastecimento de água) está por fazer, tanto na capital do concelho como nas desprezadas freguesias do "interior".
Já defendi aqui, há um ano, que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha devia prestar contas (contas políticas e contas económico-financeiras) aos munícipes sobre estas obras e sobre tudo o que, em termos contabilísticos, lhes está associado.
O presidente da câmara, Tinta Ferreira, e o seu vice-presidente, Hugo Oliveira, nunca o quiseram fazer.
E essa recusa objectiva de prestar contas permite que se levantem todas as dúvidas, todas as suspeitas e todas as desconfianças sobre a situação real de uma câmara municipal que, na anterior gestão municipal (também do PSD), se orgulhava de ter dinheiro e de poder manter os impostos baixos. 
A situação tende a ser tanto mais grave quanto a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal decidiram ficar com as despesas decorrentes da reabilitação do Hospital Termal.
É um negócio que custará aos caldenses um milhão de euros por ano e que, confessadamente, assusta o próprio presidente da câmara. 
E se é estranha a recusa deste poder municipal de prestar contas, talvez mais estranho seja que as oposições (e vamos dizer que com excepção do MVC, atendendo à intervenção de José Rafael Nascimento) não levantem problemas nem interroguem, publicamente, a gestão autárquica de Tinta Ferreira e de Hugo Oliveira: não se lê, não se ouve nem se vê da parte do CDS/PP, do PS e do PCP qualquer tipo de preocupação pela defesa dos interesses dos contribuintes caldenses.
 
 
*
 
Na véspera da abertura de um parque de estacionamento subterrâneo que é absolutamente desnecessário, e que o mais certo é nunca vir a ter movimento que pague a sua construção e a sua exploração, é útil recordar tudo o que aqui escrevi sobre o buraco que pode vir a tornar-se a única imagem de marca, e símbolo, de Caldas da Rainha.
É possível que o previsível descalabro da situação económica e financeira da Câmara Municipal de Caldas da Rainha tenha muito a ver com esta obra delirante.
 
 
Expliquem-se, senhor presidente e senhor vice-presidente...
 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Amanhã, quarta-feira, "Angola e Dinheiro"

 
Apresento "Angola e Dinheiro" (Rui Costa Pinto Edições, 3.ª edição) na FNAC do Centro Comercial Vasco da Gama, às 18h30:  




 
 
 

Pronto, acabou-se a pornografia


 
Segundo o Blogger, já não se pode ter nudez, pornografia e coisas "para adultos" neste blogue, como nos outros, a não ser que ele fique restrito.
Com esta restrição à pornografia, será que ainda posso falar de coisas como o Syriza, o BE, José Sócrates, Jerónimo de Sousa, Arménio Carlos e outros que tais? Ou será que se lhes aplicarão essas restrições se eu apresentar esta gente nua?
A dúvida angustia-me...


Adult content policy on Blogger

Starting March 23, 2015, you won't be able to publicly share images and video that are sexually explicit or show graphic nudity on Blogger.
Note: We’ll still allow nudity if the content offers a substantial public benefit, for example in artistic, educational, documentary, or scientific contexts.

Changes you’ll see to your existing blogs

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

À atenção da ala esquerda

 
Não se consegue perceber que o novo governo grego tenha conseguido afirmar algumas das suas reivindicações revolucionárias no acordo com os restantes países da União Europeia.
Há, no entanto, uma legião de boas almas ditas "de esquerda" que acham que (a) o novo governo grego é que ganhou ou (b) o novo governo grego não ganhou porque não o deixaram ganhar.
Conseguirão essas boas almas perceber que o novo governo grego, esgotadas as manobras "fashionistas", não quis tomar nenhuma posição de força? Ou seja, não quis confiscar bens estrangeiros, depósitos bancários (os que ainda vão restando...), fechar fronteiras, prender e espoliar os detentores de fortunas e decretar uma mobilização militar contra os outros países da União Europeia. E não o fizeram porquê?
Para o perceberem deviam ler, que se calhar  nunca leram, os escritos (alguns deles bem mais sólidos e estruturados do que outros) de Lenine, Estaline, Mao Tsé-Tung, Enver Hoxha, Ho Chi Minh e Vo Nguyen Giap, por exemplo, que, conseguiram unir a teoria à prática e fazer as suas próprias revoluções.
De passagem, também só lhes faria bem lerem "O Radicalismo Pequeno-Burguês de Fachada Socialista", do português Álvaro Cunhal que, teórico e prático, também tentou fazer uma revolução que acabou por esbarrar na mesma democracia burguesa em que esbarraram os radicais pequeno-burgueses de fachada socialista do Syriza.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Mais uma musa para a galeria das musas da Revolução








 


Quem será a próxima?

Uma informação da GNR


Sobre o caso que aqui relatei, de um cão que me pareceu estar ao abandono na antiga Fábrica de Rações Avenal (embora preso a uma casota sem condições), recebi da GNR a seguinte comunicação depois de ter apresentado a devida denúncia ao Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR:



 
Registo a intervenção da GNR, que agradeço, e também que o cão já deixou de estar nas condições em que o mantinham preso (e que eu documentei com fotografias no mesmo "post"). Espero que possa viver pelo menos um pouco melhor.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Dignidade

Há muitos políticos em que não votei e não votarei, ou em que (tendo votado) votei e nunca mais votarei. Há políticos que me merecem muitas críticas e muitas reservas, quer no que dizem quer no que fazem. Há políticos de cuja honestidade desconfio e que gostaria de ver investigados e com fundamento.
Mas as minhas reservas e as minhas críticas tomam sempre em consideração um pormenor: no caso de um Presidente da República, de um primeiro-ministro e de membros de outros órgãos de soberania, há limites (políticos, sociais, culturais e legais) que não se podem ultrapassar. Além disso, no debate político que caracteriza a democracia, não pode haver lugar para a confusão entre traços mais questionáveis de personalidade e as opções políticas.
Esses políticos não só representam o país e o Estado como foram eleitos por uma parte significativa dos outros cidadãos. Criticá-los é uma coisa, insultá-los é outra: é insultar o país, o Estado e o povo.
É por isso que me faz uma certa confusão como é que há pessoas que até podem considerar-se cultas e que têm actividades profissionais que lhes permite serem consideradas "intelectuais" ou que, como professores, andem (suponho eu) a reprimir os seus alunos quando estes falam mal ou se portam mal, e que deixam o pé escorregar para a chinela em delírios verbais histéricos, grosseiros e, muitas vezes, escritos com erros de ortografia.
É, para mim, uma questão de dignidade: a nossa e a de quem nos representa a todos e, por essa via, a dignidade do país.
E, ainda, da dignidade que a cobardia mata. Porque a grande maioria dessa gente, se não toda ela, ficaria transida de medo de pronunciar as suas opiniões insultuosas se o tivessem de fazer cara a cara contra os alvos das suas ridículas iras. Ou seja, mostram com isso a sua própria falta de dignidade.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O galheteiro pessoal

 
Num restaurante popular a que vou com alguma frequência (e a sua modéstia não lhe retira dignidade) vejo às vezes alguns homens de boné enfiado na cabeça. 
Pelo aspecto, são de origens diversas e estatutos sociais diferentes mas convergem no mesmo: usam um boné enfiado na cabeça como se já fizesse parte do organismo e mantêm-no no sítio durante toda a refeição. Pela aparência devem viver com o boné na mona durante as vinte e quatro horas do dia e nem no banho (se é que o tomam...) o retiram.
Agora, no ginásio que frequento, já é a segunda vez que me deparo com um sujeito que também não larga o boné. Ou tem vários iguais ou então é sempre o mesmo. O boné, que até fica a matar com os dentes de cima tipo tira-cápsulas, também não lhe deve sair nunca da cabeça. 
A avaliar pelo cheiro que também rodeia estas criaturas, penso que a explicação para o uso  maníaco do boné é afinal relativamente simples. Eles empregam os bonés como galheteiros pessoais, espremendo-lhes um cantinho para conseguirem extrair do seu tecido um elemento natural: o óleo necessário para temperarem as suas saladas.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Desisto

 
Lembro-me, em miúdo, de ver na televisão duas séries que, nem pelo facto de serem praticamente inexistentes quaisquer alternativas, me interessaram. Uma era "Shenandoah" (teria sido este o título português de "A Man Called Shenandoah") e a outra "O Fugitivo".
Na primeira, um homem amnésico percorria o "Wild West" à procura da sua identidade. Na segunda, um homem acusado de matar a mulher andava à procura do verdadeiro assassino.
A primeira durou pouco menos de dois anos, a segunda demorou quatro anos. O elemento-chave era decepcionante, irritante e frustrante: andavam os dois literalmente à procura da rolha. Nada acontecia que fosse essencial para a história.
O episódio de ontem de "The Walking Dead", como o de há uma semana (os episódios 9 e 10 quinta temporada), já padece do mesmo mal.
O pequeno grupo de sobreviventes anda à procura de qualquer coisa que, se sabemos, rapidamente se esquece. Há uma semana, o episódio todo foi sobre a morte de um deles. O de ontem foi... a propósito de qualquer outra coisa.
E eu, espectador interessado, desisto de "The Walking Dead". Já gostei mas esvaiu-se-me a paciência nesta "zombificação" de uma série que teve, em tempos, algum mérito.
 
*
 
O mesmo, já agora, me aconteceu com "Under the Dome", de que desisti no terceiro ou quarto episódio da segunda temporada.
A primeira temporada era interessante, a segunda optou por uma versão muito específica da "procura da rolha": acontece qualquer coisa estranha, naturalmente por causa da cúpula, e enquanto houver imaginação, vai-se fazendo.
O prolífico Stephen King tem uma obra extensa de grande mérito, e com títulos notáveis, mas dá mau resultado quando se põe a escrever directamente para a TV ou para o cinema.