quarta-feira, 10 de junho de 2015

O Reich dos 1000 Anos de Caldas da Rainha

 
O problema do Hospital Termal de Caldas da Rainha parece ter deixado de ser um problema. 
A decisão da Câmara Municipal de ficar com a sua concessão (do hospital e de tudo o resto) resolveu tudo, claro.
Não está fechado o negócio (com o Governo), que parece ter deslumbrado as oposições; não se sabe onde é que a Câmara vai buscar o dinheiro para a coisa (aos nossos bolsos, pelo menos, irá); não se percebe como uma câmara municipal minada pela incompetência o conseguirá fazer). Mas parece que sim. Haverá de novo um hospital termal. A maior parte das pessoas, pelos vistos, parece acreditar nisto.
Talvez na tentativa de ser levado a sério, o PSD caldense que manda na Câmara encomendou a um amigo um estudo futurista, tendo o ano de 2035 como horizonte. Ano que não tem significado por aí além. Podia ser 2045 ou 2055. Ou 3015 até. Na mente de quem teve a ideia, há de ter pesado uma ambição legítima, inspirada num império de mil anos. Melhor: dado o modo como o PSD caldense consegue dominar consciências, fontes de rendimento e influências diversas, aplicar-se-á com maior rigor a noção do "Reich dos 1000 Anos".
Parece que a visão entre o futurista e a ficção científica dos governadores locais foi apresentada no sábado passado. O grupo de vereadores do PS já fez saber que adorou, numa declaração de êxtase quase orgiástico.
Fica-lhes bem esta manifestação de vassalagem, fica. Tal como o silêncio de outros. Depois queixem-se.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Muito gosta esta Câmara Municipal da porcaria! (5)

 
O lixo tem mesmo um lugar cativo no coração da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, como se pode ver por estas fotografias, tiradas hoje à tarde na Avenida 1.º de Maio, no centro da capital do concelho.


Um dos problemas destes maravilhosos contentores de que a Câmara tanto gosta
 é a sua tampa falível.
Ou talvez faça parte da estética.
 
 

O sistema subterrâneo parece não servir para nada.
E o garrafão terá o quê? Urina ou óleo?


O sistema de recolha de lixo subterrâneo (da segunda fotografia) foi instalado quando a avenida esteve em obras e de pouco serviu. De tal modo que, fechando os olhos ao lixo, os seus entusiastas na Câmara resolveram recuperar os jeitosos contentores verdes, de que tanto gostam, que chegaram a instalar numa espécie de "ninho colorido".
O resultado, mais uma vez, está à vista: os contentores têm tampas que podem ficar completamente escancaradas (óptimo para a disseminação do cheiro, da porcaria e das moscas) e há coisas que continuam a ser simplesmente largadas ao lado dos outros contentores.
Se esta Câmara Municipal fosse capaz de perceber que o lixo é uma porcaria e tem de ser adequadamente tratado, não facilitaria a vida a quem também gosta da porcaria (e assim se sente incentivado a fazê-la) e juntaria a fiscalização à pedagogia.
E, já agora, se as oposições fossem um pouco mais atentas estariam, depois de uns balbucios quando o "ninho" foi construído, a verificar se a brilhante solução camarária tem alguma utilidade. Mas devem andar distraídas.
(Já agora: é assim que se faz oposição. Se precisarem, posso explicar com mais pormenores.)

Como a dependência é a perda da inocência dos "independentes"


Como a polémica, relativamente discreta, não terminou (e até há quem me acuse de querer que os "independentes" sejam "submissos"...), é conveniente retomar a minha crítica ao Movimento Viver o Concelho (MVC), a associação de "independentes" que, tendo tido uma boa estreia eleitoral em Setembro de 2013, se arrisca a nem sequer chegar às eleições de 2017.

A saber:
 
1 - O PCP tem uma estrutura partidária em Caldas da Rainha. A capacidade de intervir deste partido devia facilitar a obrigação dos seus militantes de intervirem a nível nacional mas também a nível local.
Ou seja: o PCP é obviamente livre de promover as suas campanhas (o "pacto de agressão", etc) no concelho de Caldas da Rainha as não devia descurar a crítica ao seu "inimigo principal" (a formulação leninista), que é a Câmara Municipal, do PSD. Mas enquanto faz uma coisa não faz a outra. 
O que está a acontecer ao MVC não é muito diferente: a sua intervenção no concelho diminuiu assinalavelmente e essa ausência faz-se tanto mais notar quanto mais aumenta o envolvimento dos seus principais animadores na campanha presidencial de um candidato que, no mínimo, não é consensual.
Eu, como eleitor, não quero o MVC "submisso". Quero é que o MVC que apoiei combata activamente o PSD caldense e tente lutar por uma alternativa em 2017.
Mas se os seus esforços vão para uma campanha presidencial, é natural que não o consigam fazer, mesmo que (ainda) o queiram.
 
2 - O MVC, que nasceu do "nada" político, teve mais de 2000 eleitores que lhe deram o seu voto em 2013. O MVC formou-se para concorrer às eleições locais de 2013 e, penso eu, para prosseguir esse combate e, recebendo o voto dos eleitores para esse efeito, conquistar os órgãos autárquicos.
O voto no MVC não é transferível, no entanto. Até porque, não existindo antes de 2013, o MVC não teve, como não tem, um programa que transcenda o concelho. Os votos que recebeu expressam um mandato claro e não são património do MVC como se pode aceitar que são os votos nos partidos tradicionais.
Nesta perspectiva, o MVC está a levar os votos que recebeu em 2013 para uma candidatura presidencial como se eles fossem coisa sua. E não são.
E os seus animadores podem dizer que o fazem a título individual (embora nada se note, em geral), o certo é que a presidente da associação que é o MVC e que, como dirigente do MVC, foi, e bem, candidata à Câmara Municipal de Caldas da Rainha, intervém na estrutura da campanha presidencial sem deixar de ser dirigente do MVC.
Quem não pode estar de acordo com essa candidatura presidencial (e ninguém é obrigado a apoiá-la, ou estarei enganado?) tem de guardar as distâncias relativamente também ao MVC porque vê agora esse movimento de "independentes" transformado num movimento "dependente" de um candidato presidencial.
 
3 - O candidato presidencial apoiado, objectivamente, pelo MVC pode perder as eleições em Janeiro de 2016.
Sampaio da Nóvoa é um candidato mais forte e com melhores apoios que "pesca" nas mesmas águas. Haverá um candidato à partida também mais forte apoiado pelo PSD e pelo CDS. Só por um milagre (e não divino...) é que esse candidato chegará a Presidente da República.
E essa derrota será uma derrota dos seus apoiantes. Se os seus apoiantes o fazem a título individual, a derrota é deles. Mas se arrastam com eles uma expressão colectiva, a derrota afecta toda a gente.
Ou seja: o nível de comprometimento do MVC fará com que a derrota eleitoral arraste o próprio MVC. Num movimento frágil como este é, será um revés grave para as eleições locais do ano seguinte.
Tendo entrado em alta na política caldense, a derrota do "seu" candidato empurrará para o fundo o MVC e fará com que muitos eleitores de 2013 se interroguem sobre o que fará o MVC ao seu voto depois de 2017.
(E, sendo fácil especular sobre o que poderiam ganhar alguns apoiantes com a vitória do candidato presidencial, nem o quero fazer.)
 
A questão fundamental é esta: os "independentes" tornaram-se dependentes de uma campanha política e, com a perda da sua "inocência" política, correm o risco de se perderem para sempre. 

sábado, 6 de junho de 2015

Recordando a desastrada fusão de freguesias de Caldas da Rainha a propósito do tardio arrependimento de um presidente...


Henrique José Teresa (PSD) é, pela quarta vez, presidente de uma junta de freguesia no concelho de Caldas da Rainha. Durante três mandatos esteve à frente da Junta de Freguesia da Tornada.
Quando, na desgraçada amalgamação de freguesias de 2012, a freguesia urbana da Tornada absorveu a freguesia de Salir do Porto, encostada a São Martinho do Porto e com praia, o pequeno domínio de Henrique Teresa tornou-se maior. Continuou presidente de uma junta de freguesia mais crescidinha e com vista para o mar. 
O problema da fusão das freguesias foi "chutado" para as assembleias de freguesia, no Outono de 2012, pelo então presidente da Câmara Municipal.
Nessa altura, já livre da ameaça de ser extinta, a assembleia de freguesia da Tornada criticou o projecto de fusão mas não insistiu. Recebeu como "presente" a freguesia de Salir do Porto, cuja assembleia de freguesia não foi além de algumas generalidades. Ninguém se importou muito com estas coisas porque o sector dominante no "xadrez" político local tornou-se ainda dominante com a fusão.
Os pormenores estão quase todos aqui e o mapa, em baixo, mostra bem a estupidez que foi a mistura de freguesias urbanas com freguesias rurais (que ficaram votadas ao abandono) por cima de outras freguesias, como foi o caso da inclusão de Serra do Bouro na freguesia de Santo Onofre.





Agora, mais de dois anos e meio depois, o ilustre presidente diz que discorda. À "Gazeta das Caldas" disse: "Creio que esta fusão não foi bem feita." E ainda acrescentou: "Para mim o que fazia sentido era criar-se a Junta de Freguesia Atlântica, que iria agrupar Foz do Arelho, Nadadouro, Serra do Bouro e Salir do Porto. (...) E, já agora, porque não se juntam as duas freguesias da cidade?"
 
Recordemos...
 
A experiência autárquica (que é mais tipo "zona de conforto" do que outra coisa) não gera, só por si, um discernimento acrescido. E o axioma de que "mais vale tarde do que nunca" não é consolo nenhum. O facto de Henrique Teresa vir agora dizer o que era óbvio não joga a seu favor.
Até porque o que ele agora diz já eu disse em Outubro de 2012, ao apresentar o meu modesto contributo para o debate da fusão de freguesias. 
Vale a pena recordá-lo (até para ilustrar o que tem sido a minha intervenção "à distância", antes de outros descobrirem as particularidades da política autárquica):
 
1 - Na zona interior do concelho devem manter-se as oito freguesias actualmente existentes (Salir de Matos, Carvalhal Benfeito, Santa Catarina, Alvorninha e Vidais, São Gregório, A-dos-Francos e Landal);
2 - A cidade de Caldas de Rainha deve ter uma só freguesia, sendo agregadas as freguesias de Santo Onofre e de Nossa Senhora do Pópulo, com uma designação alusiva ao nome da cidade;
3 - Na costa atlântica devem juntar-se as freguesias de Salir do Porto e Serra do Bouro, com uma designação que releve a importância do litoral e com a palavra «atlântico» no nome;
4 - As freguesias da Foz do Arelho e do Nadadouro devem transformar-se numa só, com uma designação que releve a importância da frente balnear oceânica e da Lagoa de Óbidos;
5 - A pequena freguesia do Coto deve ser agregada à freguesia da Tornada.

Como se costuma dizer, relativamente ao presidente do interior que passou a ter vista para o mar, tarde piou. Se foi o primeiro, não deve ter sido o último...

sexta-feira, 5 de junho de 2015

LPM (Grupo Lena): trapalhadas a mais com uma mentira pelo meio



1 - Em 30 de Janeiro deste ano, já lá vão quatro meses, vendi à empresa LPM (Grupo Lena Automóveis), de Caldas da Rainha, um Ford que lhes tinha comprado em 2011 e comprei um Peugeot. Foi o processo tradicional de venda com retoma, com muita papelada e regularização posterior da propriedade dos veículos dentro do prazo de 60 dias que a legislação prevê.
 
2 - No momento houve duas coisas de que não gostei mas que depois se resolveram... ao longo de dois meses em que foi necessário entregar papéis, substituir papéis, reconhecer assinaturas várias vezes. Nunca me tinha acontecido mas ainda levei tudo à conta de alterações neste tipo de processos. E fiquei à espera de ter a informação de que o Ford já estava registado noutro nome e de que o Peugeot já estava em meu nome. Já Março ia no fim quando me foi pedido que fizesse ainda um pagamento, que me tinham dito poder ser necessário nesse dia de Janeiro mas que só me confirmaram quatro três meses depois. Fiz o pagamento em 21 de Março e fiquei à espera.
 
3 - Em 14 de Maio recebo um pedido da LPM para reconhecer ainda uma assinatura (que ficara por reconhecer e que ainda não me tinham pedido), necessária para a mudança de registo do Ford. Ou seja: passados quase quatro meses, o Ford ainda não tinha a sua situação regularizada. E o Peugeot? "Talvez para o fim do mês."
 
4 - Começa assim um pequeno PREC que pode ser cronologicamente descrito deste modo:
 
 
15.05.15 – Verifico que o Ford ainda se encontra registado em meu nome na Autoridade Tributária e confirmo-o no Registo Automóvel. Verifico também nesse dia que, apesar disso, ele já circula desde Fevereiro com um seguro novo. Nos contactos que fiz com a LPM garantem-me que está tudo a ser resolvido e, até, que os documentos do Peugeot devem estar a caminho.

18.05.14 – É-me garantido que o registo do Peugeot está a cargo da Peugeot Portugal e que o registo do Ford Fiesta será feito de imediato, já com o documento de assinatura notarialmente reconhecida (neste mesmo dia). E que o respectivo comprovativo me será enviado até ao final da semana.

21.05.15 – Só neste dia é que é requerida a mudança de titular do Ford sem que nada me seja comunicado, nem nesse dia nem no dia seguinte, dia em que uma das pessoas que, uma semana antes, me garantiu que ia tudo correr bem já nem me atendeu o telefone. 

25.05.15 – No Registo Automóvel confirmam-me o pedido de registo do Ford mas informam-me de que nada consta quanto ao Peugeot. Nesse mesmo dia contacto a Peugeot Portugal de onde, horas depois, me dizem que a LPM lhes transmitiu que fizera o registo do Peugeot no dia 13 de Maio, não o podendo fazer antes porque eu não tinha pago os “120 euros” que ainda faltava pagar. (O tal pagamento feito em 21 de Março...). Neste dia é-me finalmente enviado da LPM o comprovativo da mudança de registo do Ford.

27.05.15 – Tendo presente a informação da LPM de que o registo do Peugeot estava a cargo da Peugeot Portugal peço a esta que o confirme. Respondem-me que é a LPM. É nesse mesmo dia que entra o pedido de registo do Peugeot no Registo Automóvel, segundo informação do Registo Automóvel. (Ou seja: a LPM mentiu à Peugeot Portugal quanto ao registo feito no dia 13; ou a Peugeot Portugal me mentiu ao dar-me essa informação; ou o Registo Automóvel me mentiu.)

29.05.15 – A LPM paga, 48 horas depois de aberto o processo, o registo do Peugeot 2008.
 
30.05.15 – Passam quatro meses (120 dias) desde a entrega do Ford e a compra do Peugeot à LPM.
 
01.06.15 – O Peugeot fica finalmente registado.


É possível que todas estas trapalhadas (que incluíram a mentira da data do registo do Peugeot) sejam fruto de qualquer tipo de desorganização e/ou de incompetência. Ou de um acaso qualquer.
Mas há duas coisas que nisto são certas: uma empresa grande que assim funciona, em representação de outras empresas maiores e internacionais, não oferece a garantia de que a compra de um automóvel seja isenta de problemas para lá de tudo o que seria de esperar; e a vontade de fazer qualquer outro negócio com a LPM (a que já comprei quatro carros desde que para aqui me mudei e que tem o monopólio da representação da Peugeot e de outras marcas no concelho) é zero.
Não me parece que a Peugeot, a Ford e a Kia estejam bem representadas.
 







quinta-feira, 4 de junho de 2015

Quem não é por eles, é contra eles

 
Parece que o MVC está zangado comigo. Falo do Movimento Viver o Concelho, o grupo de independentes que concorreu às eleições municipais de 2013 no concelho de Caldas da Rainha e que eu apoiei por considerar que seria a melhor alternativa ao "status quo" político vigente.
Não gostei de ver os seus principais animadores envolvidos na campanha presidencial de um caudilho demagogo, como se levassem com eles, como propriedade sua, os eleitores de Setembro de 2013, e escrevi-o. Ainda tive de esclarecer melhor a minha posição.
Foi quanto bastou para os mesmos que gostaram do meu apoio (e que até me pediram para intervir publicamente, o que fiz) desatarem a criticar-me, censurando-me, por exemplo, o facto de eu (intervindo até mais vezes e em assuntos bem concretos) o fazer "à distância". Ainda bem que nunca me convidaram para um lugar numa lista porque ainda me arriscaria, pelos vistos, a que me cobrassem a coisa.
Tive sempre o cuidado de lhes dizer que, entre os "independentes", talvez o mais independente fosse, eu porque estive sempre à vontade para dizer o que pensava. Foi o que fiz e agora há quem não goste.
Quando nesta altura assumem a posição de que quem não é por eles (e pelo demagogo que tanto os excita) é contra eles, só mostram que são iguais a todos os outros.
Apesar de tudo, tenho pena. Deles.

Não há quem (se) explique...

 
Deve existir uma explicação qualquer para as revolucionárias criaturas que rasgam as vestes contra os salários dos gestores das grandes empresas, dos banqueiros e dos "políticos", e contra a "concentração da riqueza" e o "empobrecimento", se manterem sempre caladinhas perante os salários milionários dos que são habilidosos na profissão do pontapé na bola.

Criminosos de outra maneira




"Desapareceu", "perdeu-se", "gosta de sair para ir dar uns passeios", "mas o jardim até está fechado"... É grotesco ver como se sucedem os anúncios e os apelos de "cães" desaparecidos.
Toda a gente garante que ele não tem maneira de sair mas que se deve ter assustado com os foguetes (dentro de casa?!), que volta sempre dos seus passeios (sozinho?!).
Mas depois não volta. O certo é que é mais um cão ao abandono. Ou noutras mãos. Ou morto. Ou estropiado.
Um acidente na estrada, um cheiro mais interessante, uma desorientação ou outro cão são tudo factores que afastam os cães do seu ambiente, ou do ambiente em que se achem confortáveis (e nem todos os ambientes o são). Ou então é alguém que o leva porque o vê abandonado e até o faz com boas intenções. Ou porque o faz com desígnios muito mais sinistros.
Na maior parte dos casos, a explicação para estes "desaparecimentos" é a mais simples e a mais estúpida de todos: eles que andem à solta, que acabam sempre por voltar. No fundo é gente comprovadamente imbecil e ignorante que até pode ficar triste com o "desaparecimento" ou, se calhar, limitar-se a chorar lágrimas de crocodilo, talvez satisfeita por se ter visto livre do cão de que já estava farta.
O crime de maus-tratos a animais, mais simbólico do que eficaz, também devia estender-se a gente desta, que não tem maturidade intelectual para tratar de outros seres vivos.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Tarda a Boa Nova

 
Tarda a Boa Nova por parte dos apóstolos do caudilho messiânico Paulo de Morais (o "de" é fundamental porque Morais há muitos e Paulos são mais do que as mães): se ele for eleito Presidente da República, vai demitir todos os presidentes das Câmaras Municipais que não acertam uma e que andam de cama e pucarinho com os interesses mais ocultos de todos.
Dava jeito, à falta de melhor...



terça-feira, 2 de junho de 2015

Os equivocados

 
Há, entre os "independentes" saídos das eleições autárquicas de 2013, quem pense (e muito de acordo com o princípio de que "quem não está connosco está contra nós") que a crítica que lhes é feita de se envolverem demais na política nacional se deve a qualquer rejeição da sua participação à dimensão nacional. 
Essa rejeição, no entanto, até seria um erro histórico porque qualquer partido (sobrevivente, triunfante ou perdido) começa por ser, em geral, um grupo de cidadãos formalmente "independentes".
O que porém está em causa na tentação "nacional" dos "independentes" é o desvio de esforços e de tempo para projectos que estão completamente fora do objectivo principal que os levou à luta política local e do compromisso com o eleitorado que lhes deu o destaque que lhes permite alcandorar-se ao que julgam não ser apenas "carne para canhão" de projectos de poder pessoal.
Os "independentes" podem gozar os seus tempos livres como quiserem.
Leiam livros, dediquem-se à jardinagem, cocem-se, sonhem com um "remake", ou vários, do PRD eanista em 2017. Façam o que quiserem. Mas, na sua actividade política, têm de dedicar-se por inteiro ao cumprimento do "contrato" com os seus eleitores. A nível local.
Qualquer outra opção é, para não dizer pior, um equívoco pessoal e uma manifestação de desinteresse por quem lhes deu o voto em 2013.