Independentemente dos seus potenciais méritos sanitários (mas nulos, neste caso da covid-19), as máscaras são um dos mais arrepiantes e insalubres obstáculos à comunicação e à relação entre as pessoas.
Por diminuto que seja o seu alcance, desprezível o propósito de comunicar e de informar pessoas, ambígua a sua função e incerto o seu futuro, o facto de um jornal (mesmo regional) fazer esta apologia tripartida do trapo na sua primeira página é um símbolo do primado da incomunicação assumido pela melancólica (e condenada) imprensa nacional e regional tal como a conhecemos.
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Uma semana depois, o mesmo jornal ostenta uma primeira página em que (para provável horror de covideiros e afins) até publica um retrato de grupo... sem máscaras e sem o tal distanciamento recomendado pela ciência oficial. Contricção? Distracção? Não sei, mas incoerência é. E, neste caso, ainda bem.
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