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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Ler jornais já não é saber mais (130): O jornalixo explicado aos ingénuos

O expoente máximo do jornalixo que gosta das farmacêuticas, o "Observador", e onde explodem orgasmos a cada "estudo" onde seja "provável que", publica isto: "Nos municípios onde Donald Trump teve mais votos, probabilidade de morrer de Covid-19 é três vezes maior." Pode ser lida na íntegra aqui sendo muito interessantes os comentários.

À notícia, para ter relevância, faltaria acrescentar (mas, vejamos, estamos a falar de jornalixo e não de jornalismo...) que o "estudo" citado é da National Public Radio (a NPR citada), o órgão de informação de "serviço público" que, através da Corporation for Public Broadcasting (CPB), recebe financiamento estatal.

Ou seja, do Governo (que nesta altura é presidido pelo presidente Biden, o adversário vencedor do ex-presidente Trump).

A divulgação destes pormenores, numa informação noticiosa a ser encarada com algum distanciamento, seria jornalismo. A sua omissão é "jornalixo". Ou seja: notícias com um nítido viés político. Ou seja: merda.


domingo, 28 de fevereiro de 2021

Ler jornais já não é saber mais (105): jornalixo de alto gabarito!





O "Expresso" descobriu, e deu-lhe primeira página, que o vírus da moda já estava em Portugal desde o início de Fevereiro de 2020 (pelo menos, acrescento eu, recordando-me de que há informações sobre a circulação do SARS-Cov2 em Espanha e em Itália em 2019). 
Mas, como o próprio jornal recorda e todos sabemos, foi só no mês de Março se instalou de vez o pânico oficial... e os testes.
E o que é que aconteceu durante o mês de Fevereiro? O "Expresso" diz que o vírus andou "silencioso". E fica por aí. E isso chega?! Então o vírus não é altamente contagioso?!
E se o SARS-Cov2 contagiou pessoas durante o mês de Fevereiro (e antes...), dando às pessoas doentes todas as indicações de vários tipos de viroses, de gripe, etc.? 
O jornalismo exploraria estas dúvidas e tentaria responder-lhes. O jornalixo não.





O ex-"Sol", agora "Nascer do Sol", que está verdadeiramente crepuscular, foi entrevistar um médico. 
É o habitual, agora, tal como é habitual o discurso catastrofista e apocalíptica dos muitos médicos que só agora descobriram o gosto pelo mediatismo.
O que já não é habitual é a despudorada confusão que aqui se estabelece: nas quatro páginas da entrevista há cinco referências à eventual vantagem dos testes. O interesse do médico António Maya Gonçalves pelo assunto não é inocente. António Maya Gonçalves é director executivo médico da Unilabs, uma das empresas que têm prosperado à conta da crise sanitária.
Supõe-se que o destaque que o crepuscular semanário dá à coisa também não é inocente, porque as fotografias do entrevistado são da própria Unilabs.
O jornalismo não faria isto assim, tão à descarada. O jornalixo já não tem pruridos.






quarta-feira, 29 de julho de 2020

Ler jornais já não é saber mais (89): o jornalixo


A palavra é feia, mas sugestiva: em vez de "jornalismo", "jornal...ixo". 
Como jornalista que já fui, nunca me agradou. Era, para mim, uma agressão estúpida a uma profissão onde havia uma imensa qualidade humana e cultural. Nunca pensei que a poderia usar. Mas uso-a. Aliás, não há melhor.
Nestes tempos de crise sanitária em que vivemos, a imprensa (jornais e televisões e calculo que também rádio) desceram a um nível de baixeza que nunca julguei possível e onde, com raras excepções, o jornalismo tem sido espezinhado. 
Está tudo à vista no modo como os jornalistas têm, em geral, lidado com a "pandemia" e com o "novo coronavírus". Desde, pelo menos, Fevereiro. Ou seja, há mais de cinco meses.
A imprensa nacional, impulsionada pelas notícias alarmantes que vinham da China, criou, com a ajuda dos políticos assustados e desesperados que não sabiam o que haviam de fazer, um clima de medo como nunca antes se vira. A narrativa passou a ser única e unívoca: as centenas de "novos casos" diários (na sua maioria já todos assintomáticos), os mortos "de covid" (na realidade, com covid), a eterna "segunda vaga" prometida todos os dias, a cobertura dada (e paga!) ao discurso oficial e as fixações ideológicas que destroem a lucidez da análise.
O jornalismo, ensinaram-me todos os dias, é feito de debate, de contraditório, de investigação e análise, de aquisição de conhecimentos, de raciocínio e de interrogação e muitas interrogações. E é por isso que se devem ouvir as vozes dissonantes, as vozes dos "outros", as vozes críticas. 
Os jornalistas podem ter as suas agendas pessoais (e políticas) mas devem respeitar os deveres básicos da deontologia e da ética.
Não é o que acontece neste momento. As vozes que, com saber, ciência e fundamento, têm discordado da narrativa oficial sobre a pandemia, estão desgraçadamente ausentes da imprensa nacional. Cientistas, médicos, analistas... não existem, se divergem.
A imprensa nacional transformou-se numa máscara gigante que vai impondo à população que lhe dá ouvidos.
E, com isto, o jornalismo transformou-se em jornalixo.
Voltaremos a ter jornalismo ou viveremos no jornalixo para sempre?


quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Ler jornais já não é saber mais (160): jornalixo pior do que lixo

 

Não há limites para o que se possa dizer a respeito desta primeira página sacana, filha da puta e comercialona (pelo medo) do pasquim clandestino "i", que é tão "inevitável" como uma pegajosa mosca-da-fruta.

Não é jornalixo, é pior, muito pior.




Note-se:

1- a covid (doença causada pelo vírus respiratório SARS-CoV-2) estará sempre "de volta", como todas as gripes, constipações e viroses, até porque o vírus está endémico;

2 - o "especialista" Carmo Gomes NÃO é epidemiologista e só é "perito" em anúncios apocalípticos nunca confirmados nem, infelizmente, questionados, e deve sentir uma fome de palco muito grande;

3 - rende mais (para as farmacêuticas e para os seus avençados) o pânico, para a compra da sua água benta, do que as notícias sobre a investigação ao processo de compra das vacinas pelo Ministério Público da União Europeia (que o "i" oculta);

4 - o "não sabemos se" (na boca de um "especialista"!), tal como o "pode" em todas as suas mutações, não podem ser base do jornalismo (mas sustentam o jornalixo) ou da ciência.



quarta-feira, 2 de junho de 2021

As coisas são o que são



Não gosto de futebol, nunca gostei. Desagrada-me o aspecto altamente comercial da coisa, o endeusamento de desportistas profissionais milionários, o entusiasmo militante de milhares de pessoas que só se indignam com os golos com os quais não concordam. Lembro-me sempre do que dizia um antigo colega meu, quando era pessoa de bom humor: "Sou do tempo em que não se gostar de futebol era ser-se antifascista."

Mas não posso deixar de elogiar o "povo" do futebol, nestas circunstâncias. Se houver uma libertação desta variante de ditadura político-sanitária em que vivemos, vamos devê-la a eles, aos entusiastas do futebol que, em Lisboa, há vinte dias, festejaram um triunfo do Sporting. E não apenas a eles. 

Depois dos festejos de ingleses (deixados à rédea solta no Porto no fim-de-semana em que os polícias iam para as praias verificar se os banhistas portugueses andavam de máscara) foi um veterano do futebol, o dirigente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa, que se dirigiu ao primeiro-ministro com palavras de quem sabe que nada tem a temer: que se demita, disse ele, se não conseguisse demitir os que impedem o público de ir aos jogos portugueses e deixaram à solta os adeptos ingleses no Porto. "Sem máscara, sem distanciamento social", como o jornalixo pidesco gosta de denunciar. E tal como o fizeram os adeptos do Sporting há vinte dias.

Essa celebração de milhares, em Lisboa e no Porto, fez os profetas do apocalipse covidista preconizarem, mais uma vez, o fim do mundo. E mais uma vez falharam.

No Facebook (link aqui), o professor universitário Nuno Lebreiro fez o melhor de todos os resumos, no passado dia 29:

" (...) a comparação dos números oficiais da COVID no dia 10 de Maio, véspera da celebração sportinguista, e hoje, passados 19 dias. Resultados? Ora, menos 23 internamentos e menos 24 internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos. Está, assim, empírica e definitivamente comprovado que milhares de pessoas aos abraços, saltos e beijos na rua não aumentou coisa nenhuma na pandemia, não há factura, não há 'aumentos', não há tragédia nenhuma. Eu não vejo televisão, mas imagino que esteja a comunicação social em peso a noticiar este facto e a confrontar os “especialistas” que previram o fim do mundo em COVID há 15 dias atrás? Não está? Mas deveria estar. A verdade é que a pandemia acabou. Ide celebrar para a rua junto com os ingleses e regozijai: sobreviveram ao ano 1 DC (Depois de Covid)".

A sua observação está traduzida neste quadro:



E se os "especialistas" acenaram com aumentos de "casos" em Lisboa, com base em testes descontrolados, convém não esquecer que os festejos do Sporting não foram a única celebração pública que mobilizou multidões. 

No dia 13, o Martim Moniz, em Lisboa, encheu-se com a celebração islâmica do Ramadão e a fotografia em baixa, do "Público" mostra como foi. Os "especialistas" e a imprensa do jornalixo fizeram de conta que nada acontecera.



Neste momento, e sobretudo depois destas movimentações de massas, a narrativa política da pandemia vive apenas dos "casos". E o problema é que, como já é habitual, os "novos casos" (que avivaram o medo dos que ainda vivem no medo desde Março do ano passado) são invariavelmente suspeitos. Baseiam-se apenas nos testes e estes são uma realidade descontrolada, desregulada... e lucrativa. Como assinalou Nuno Lebreiro, e com eles muitas outras pessoas, não houve hospitais cheios, mortes em barda (pelo contrário!) e internamentos a aumentar. Não houve, nem há. E talvez só volte a haver, a partir do final do Outono, quando vier a época do que, até 2019, eram as gripes.

Ou seja: a pandemia, na prática, acabou. Já deve estar a acontecer o que sempre tem acontecido em situações destas ao longo da história da humanidade: o vírus, o SARS-CoV-2, causador de doença das vias respiratórias que também depende das condições atmosféricas tornou-se endémico. E as suas variantes, que tanto inflamam o jornalixo e os profetas do apocalipse, não são mais perigosas.

Não deixa de ser interessante que, no meio desta agitação, o PR tenha aparecido, em cima de uma das já famosas "reuniões do Infarmed" (onde uma aglomeração de "especialistas" se sobrepôs ao Conselho Nacional de Saúde Público, órgão institucional ilegalmente marginalizado desde Março de 2020), a defender publicamente uma avaliação diferente da crise sanitária. O facto de ter sido o grande entusiasta dos estados de emergência anticonstitucionais dá-lhe agora alguma autoridade para defender que essa avaliação inclua a situação hospitalar e não apenas os ilusórios "novos casos" dos laboratórios que fazem testes. 

Esta aparente divergência entre os "especialistas" (a quem os políticos entregaram, estupidamente e por medo, a doutrina sanitária, há mais de um ano) e os políticos, que agora se entrevê, revela uma das maiores fragilidades da crise sanitária: a completa irresponsabilidade dos políticos, nacionais e estrangeiros, que resolveram aplicar técnicas medievais (inspiradas pela ditadura chinesa e pelos "especialistas") à emergência de um vírus de perigos discutíveis e gerador de uma doença das vias respiratórias grave para os mais frágeis.

Neste momento, e quando a realidade se impõe, quando as coisas são como realmente são, as autoridades governamentais só podem fazer uma coisa: aquilo que o Presidente da República sugeriu e ir mais além. 

Há que restaurar a democracia e a normalidade.


E as vacinas?

Quais?, apetece perguntar. O que tem estado a ser "vendido" como vacinas para a covid-19 (a doença provocada pelo SARS-CoV-2) não vacinas. Circulam com autorizações especiais temporárias, não passaram pelas várias fases de experimentação e não passam de medicamentos ainda não definitivos, com efeitos secundários muito incertos. A campanha monumental que as promove, para um vírus que pode ser mais sazonal do que parecia, tem todo o aspecto de um logro, pensado para salvar a face dos políticos e dos seus conselheiros "ad hoc" que montaram os confinamentos e desencadearam a destruição das economias.

Além disso, defender estas "vacinas" como fator essencial para a imunidade de grupo (quando os vírus são "domesticados" pela comunidade e pelos anticorpos dos seus membros) é desonesto. A humanidade nunca precisou de vacinas para sobreviver a doenças passageiramente graves, ou menos graves. E, sim, as vacinas contra o sarampo e a varíola foram elementos essenciais para o progresso da humanidade. E para combater doenças efectivamente mortíferas.

(E eu? Deixo que me apliquem uma dessas "vacinas". Não. Levantem as restrições, anulem a obrigatoriedade das nojentas máscaras. Devolvam-nos a nossa vida. E, nessa altura, até concordarei com o rei francês Henrique IV: "Paris vale bem uma missa.")


domingo, 6 de novembro de 2022

Ler jornais já não é saber mais (165): o jornalismo fazia-se com factos, o jornalixo faz-se com adivinhações

 

"Nascer do Sol", 5.11.22

"A covid está mesmo de volta", proclama o tudólogo V. Rainho, que é um dos directores do clandestino "Nascer do Sol", ignorando que as pandemias evoluem sempre para endemias, fase em que já entrámos há muito tempo.

E depois lá vem o falso epidemiologista de turno e, a seguir, uma extraordinária palavra-chave: "Adivinha-se um inverno complicado".

"Adivinha-se"?!

Esta gente não passa disto, entre o "pode" e as "adivinhas", numa caldeirada manhosa. O jornalismo fazia-se com factos. O jornalixo contenta-se com as adivinhações.

Arre, porra, que é demais!




quinta-feira, 15 de julho de 2021

Jornalixo panfletário

 


Isto não é um jornal. É um panfleto. E é um panfleto nojento.

Quem dá a cara pela citação apocalíptica da manchete? Algum dos "especialistas" do Apocalipse? Não, ninguém.

É uma profecia ("Vamos ter novo pico...") órfã de pai e mãe, que o pasquim toma como sua.

Isto não é jornalismo. É jornalixo. É a imprensa a rebolar na merda que ela própria defeca.

O "DN", em queda, percebeu que o medo é um negócio lucrativo. E vende-o. Ou, pelo menos, tenta. Por mim, espero que o negócio lhes corra mal.

domingo, 22 de maio de 2022

O jornalismo eu pago, o jornalixo é que não

Durante dois ou três anos paguei, como "assinante" do jornal on line "Observador" para poder ler algumas das suas matérias (notícias e opinião) que estavam fechadas ao público que não quisesse pagar.

A minha "assinatura" acabou há dias e não a renovo. 

Aceito que um órgão de comunicação social tome partido (seja lá pelo que for). Mas a posição que quiser assumir deve ser objecto de uma opção editorial clara em termos de opinião por parte da sua direcção. 

Não é esse o caso do "Observador", que, subjectiva e objectivamente, tomou partido (e não na sua opção editorial, mas nas notícias) em dois momentos que são essenciais nesta nossa realidade do pensamento único dominante: na ex-pandemia do SARS-CoV-2 (que já é endemia) e na promoção do medo, e também na crise ucraniana, em que alinha sem rebuços pelo governo de Kiev. 

Notícia é notícia, opinião (em artigos de opinião ou mesmo em reportagem) é opinião. Infelizmente há quem, no "Observador", já não respeite essa distinção, como respeitava, e praticava, noutros tempos da sua carreira profissional. 

Se aceito pagar para ter jornalismo, já não aceito pagar para ter jornalixo. É o que "Observador" nos vende agora. Eu, por mim, já não compro.








terça-feira, 3 de junho de 2025

Chamar-lhes "jornalixo" até é carinhoso...


A imprensa oficial portuguesa está reduzida a esta miséria.

Não há (quando lhes estraga a narrativa) verificação de factos, rigor, objectividade.

Há o que lhes mandam dizer: para a CNN tuga foram 41 bombardeiros destruídos, para o "Público" foram 40, se alguém lhes tivesse dito 100, 200 ou 500 publicariam na mesma.







Mas na própria Ucrânia, e citando as autoridades militares, o jornal ucraniano independente Strana.Today diz que foram 12 os aviões destruídos e parece que nem todos eram "bombardeiros". [E, já agora, as fontes russas (não oficiais) dizem que terão sido sete os aviões atingidos.]







Dizer que a imprensa nacional está reduzida a ser jornalixo até é carinhoso!




(Imagens de fonte aberta de acesso público.)



domingo, 20 de dezembro de 2020

Ler jornais já não é saber mais (99): a desistência


O jornalismo fazia perguntas. Agora, o jornalixo bebe com sofreguidão, e de joelhos, os dogmas da ciência oficial.
O “Expresso” (que só tem espaço para os teólogos do covid) diz que é um mistério haver tantos mortos “por covid”.
Mas a ninguém, no arcebispado de Balsemão, ocorre perguntar (ou não deixam que alguém pergunte) o que é feito dos mortos pela gripe. Ou se a gripe (e sim, o jornalismo podia debater hipóteses; o jornalixo já não), que é estranho ter desaparecido de repente, não estará a ter as suas vítimas mascaradas pelo covid. Galileu, a existir agora, teria sido crucificado nas primeiras páginas e alvo de denúncia ao Ministério Público.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Uma palhaçada perigosa

 

1. O vírus SARS-CoV2 existe (está demonstrado) na Europa desde 2019. Em Portugal (certifica-o o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge) existe desde Fevereiro. Parece que interessa pouco, mas o alarme só começou em Março e, até ao início do medo oficial, não houve mortos em excesso, nem manifestações de gripe fora do normal.

2. O ciclo normal das pandemias é este: primeiro, é há a epidemia (uma afecção localizada); a segunda fase é a pandemia (a afecção está em todo o lado); a terceira é a endemia (a afecção está interiorizada, e controlada, na própria espécie). A endemia pressupõe a existência de um vírus já inofensivo em numerosas camadas da população e é acompanhada pela imunidade de grupo. Isto acontece tanto entre os seres humanos como entre os animais e com todos os vírus.

3. Infelizmente, e por motivos que se desconhecem, a possibilidade de o SARS-CoV2 estar endémico e de já existir imunidade de grupo é assunto tabu.

4. Actualmente estão a fazer-se testes em larga escala, de forma aleatória e sem qualquer controlo. Não se sabe se as empresas de testes (um negócio de grandes dimensões) estão a cumprir a recomendação oficial dos 25 ciclos dos testes PCR ou se continuam a chegar aos 40 e mais. Neste caso, com os testes a apanharem restos de vírus já inactivos), há sempre mais “casos” e mais “casos” são sempre mais testes e mais testes são sempre mais receitas para as respectivas empresas. E mais alarme público.


No "Público" de hoje: 47 em quantas escolas?! 


5. Nesta perspetiva, o essencial é saber se têm aumentado os internamentos hospitalares de casos realmente graves. Não têm. Mas este indicador fica “escondido” nos grandes títulos da comunicação social mais alarmista (o jornalixo) e o que ressalta são os “novos casos”. Atira-se mais medo para cima do medo.

6. O SARS-CoV2 é um vírus que afecta as vias respiratórias. Com a melhoria do tempo atmosférico (além da imunidade de grupo) e, no aspecto psicológico, a convicção de que as vacinas ajudam a resolver o problema, a sua importância decresce. E é anulada por um vasto leque de elementos naturais.

7. Esta perspectiva racional de uma situação que é natural está completamente ausente do discurso (infelizmente sem contraditório) de académicos que, no domínio da epidemiologia, não são mais do que biscateiros. Esse discurso predomina no jornalixo, que nem sequer pede contas a estes “especialistas” pelas previsões que vão fazendo e se vão revelando erradas.

8. Este clima de loucura (que parece dar origem a uma guerra surda entre o PR e o PM, com os “especialistas” a serem os homens de mão do primeiro) está a destruir a economia e as pessoas.

9. Se o “desconfinamento” começa a ser sucessivamente atrasado e demorado, só o aumento das falências (económicas, comerciais e psicológicas) é que pode causar o choque da realidade capaz de abalar os políticos que mais estupidamente têm medo da própria sombra e a população da classe média-alta que tem sido poupada, nos seus rendimentos, à destruição económica.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Ler jornais já não é saber mais (170): alarmismo indecente
















Ia chover muito no Natal e no Ano Novo.

A Protecção (?) Civil até recomendava que as pessoas ficassem em casa.

Ia haver cheias e inundações, garantia o IPMA.

Cancelaram-se festejos.

A Lusa, de onde sai a maior parte da desinformação alarmista, e todo o restante jornalixo entraram num frenesim de alertas e "avisos" coloridos.

Afinal... nada de grave aconteceu.

O jornalixo podia redimir-se e, remetendo para a Protecção (?) Civil e para o IPMA, justificar desse modo o medo que promoveu. Mas não: preferem chafurdar na porcaria que defeca. E depois a culpa é das alterações climáticas.





quinta-feira, 6 de agosto de 2020

"Negacionismo"


Como, provavelmente, toda a gente capaz de pensar, também tive medo nos primeiros dias de Março perante a ameaça de um vírus oriundo do Oriente que parecia ser capaz de matar o mundo inteiro. 
Vi com alguma perplexidade e inquietação os avanços e recuos dos poderes políticos, visivelmente inspirados pelo "fecho" da China pelo seu regime ditatorial e apercebi-me do delírio das televisões e de como "o novo coronavírus" engordava as aberturas dos telejornais.
Mas, ao mesmo tempo, fui assistindo a um espectáculo bizarro: semanalmente, quando ia ao supermercado, ia vendo as pessoas e as coreografias das suas máscaras (que pareciam ser a melhor protecção contra a coisa, ao taparem nariz e boca). 
As máscaras viajavam (e viajam) por todo o lado, do corpo de quem as tinha aos tabliers dos carros em que se transportavam. O meu raciocínio, à medida que o tempo ia passando, foi simples: há milhares (ou milhões) de pessoas, só neste país, que levam para o nariz e para a boca toda a espécie de organismos vivos e mortos que andam no ar e nas superfícies palpáveis; e se a coisa se transmite pelo ar, há milhares (ou milhões) de pessoas que andam pelos espaços públicos sem máscara... e não morrem.
Fui ouvindo o divulgador André Dias com a sua lógica estatística de ferro e, fora da imprensa nacional (a que recebeu 15 000 000€ para divulgar a propaganda sanitária do Governo), fui encontrando muitas outras informações.
E agora não acredito na perigosidade apocalíptica do "novo coronavírus". Aliás, se alguma vez acreditei nessa mentira (ou mentirola) no início, deixei rapidamente de acreditar.
Quando manifestei este meu pensamento a uma pessoa que muito estimo, ela atirou-me com referências a Trump e a Bolsonaro. Achei estranha a escorregadela política do tema e disse-lhe que não metia a política no assunto. O clima entre nós não ficou turvo, mas vejo um bizarro afã da imprensa (a tal a que não consigo deixar de chamar "jornalixo") em transferir, como se outros argumentos não tivesse, a polémica do "novo coronavírus"(e sim, há uma polémica e é mundial) para o domínio político. Mesmo sem que se perceba. Um exemplo recente é o de uma manifestação na Alemanha, bem participada, contra as restrições político-sanitárias. Os manifestantes seriam (só podiam ser, para o jornalixo) "de extrema-direita".
As pessoas que não acreditam na narrativa oficial do medo são, criticamente, apelidadas de "negacionistas". Ou seja, negam. 
Mas negam o quê? 
O apocalipse que, afinal, nunca existiu? A pandemia que pôs os líderes políticos a reprimirem as liberdades individuais? A destruíram economias e empresas? A empobrecer o povo? A sequestrar pessoas e, sobretudo, os idosos que perderam toda a pouca liberdade que ainda tinham? 
E em nome de quê? De uma mortalidade que não é superior à mortalidade habitual das gripes com que anualmente convivemos?
Combater isto é ser-se "negacionista"? Ou é lutar pela verdade?
O que vale é começam a ouvir-se mais vozes que pensam o mesmo e este artigo do psiquiatra José Gameiro, na sua coluna do "Expresso" (1.08.2020) é exemplar. Será que ele também é "negacionista"?...


quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Ler jornais já não é saber mais (100): a ascensão do pensamento único no ocaso da liberdade

 


O "Sol", que agora aparece com a designação de "Nascer do Sol" sem que se perceba realmente porquê, já foi um jornal de mérito quando, quase sozinho, carregou às costas com todas as suspeitas sobre os negócios privados do então primeiro-ministro, e chefe do PS, José Sócrates.
Mas depois, paulatinamente, foi perdendo importância e, como se calcula, financiamento. Com mão de obra de qualidade imberbe, e apesar de José António Saraiva (e sim, gosto de lê-lo), tornou-se errático e corporizou, com a pandemia, os desvios mais absurdos da imprensa dos nossos dias.
Esta capa, da edição de hoje, é um verdadeiro programa. 
Há uma afirmação que até pode ser consensual ("Covid veio para ficar") porque o vírus SARS-Cov2 se tornará inevitavelmente endémico, se é que não o é já, e depois é o horror: uma galeria de criaturas que representam a maior perversão da ciência de que haverá memória. 
São os "especialistas" que afirmam dogmas científicos sobre o vírus sem nunca se arriscarem a dizer que falharam, que aconselham os políticos cobardes, que estão de cargo e remuneração bem firmes e não se importam de ver a economia destruída. 
E que também são aqueles a que a imprensa recorre sempre. Nos seus dogmas criam um pensamento único e o "Sol", como todos os outros bastiões do jornalixo, não ouve outros especialistas (médicos, epidemiologistas, especialistas de outras áreas que têm estudado os efeitos do vírus e assumido publicamente as suas posições fundamentadas). 
São estas criaturas que mandam e é ironicamente significativo que entre elas haja um veterinário (Pedro Simas) quando a população, mesmo a mais informada e culta, se porta como um rebanho de ovelhas.
Este pensamento único (na ciência, que só progride quando se questiona) foi típico do Estado Novo, com uma imprensa que até conseguia ser mais livre do que esta, do regime soviético e do regime nacional-socialista. E destaca-se agora, também muito significativamente, nesta estranha anormalidade constitucional que são os sucessivos "estados de emergência" de uma democracia que já esteve mais longe do fim.


O ocaso da democracia






segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Ler jornais já não é saber mais (103): o viés de "A Cor do Dinheiro"

Camilo Lourenço, na sua "Cor do Dinheiro", gosta de proclamar quando apela aos "likes" que "aquilo que você ouve aqui não ouve em mais sítio nenhum". Não é verdade. No que se refere à crise sanitária, Camilo Lourenço emprenha pelos ouvidos e limita-se quase só a repetir o que o jornalixo já disse. Talvez devesse dispersar-se menos...

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Como é que chegámos a isto?

 


Estamos no Verão, num país do sul da Europa que sofre a influência do calor que vem de África e do Mediterrânico. Onde nunca foram invulgares temperaturas de 40 graus no interior do País (e o Alentejo não é caso único) nem, ao mesmo tempo, temperaturas mais baixas no litoral, e de Norte a Sul.

Isto, que o clandestino "i" faz, é uma fraude. É sensacionalismo. É do mais reles jornalixo que, de vez em quando, vem à tona.

Como é que pudemos chegar a isto, num país onde o jornalismo já foi de qualidade?

Note-se que a base para isto são os "avisos" do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) cujas previsões sobre temperaturas apenas indicam valores próprios da época. Ou seja: valores de Verão. Como se pode ver:









terça-feira, 28 de setembro de 2021

Ler jornais já não é saber mais (121): pior e mais porco era difícil

O que é que eles negam? O que defendem? O que propõem? Quem são?

Estas quatro perguntas justificariam (com as devidas respostas) uma reportagem sobre o que me parece ser um vasto leque de pessoas que têm em comum a rejeição da grande maioria das medidas sanitárias do actual governo aplicadas ao que foi a pandemia do vírus SARS-CoV-2 e que manifestam publicamente as suas opiniões. 

Não foi isto que fizeram as revistas "Sábado" e "Visão". Os textos que, numa interessante coincidência, publicaram precisamente na mesma semana não são reportagens esclarecedoras. São textos de ódio. Não são manifestações de discordância política. São críticas que amesquinham. Não combatem opiniões, mas as pessoas que as expressam. Às dúvidas públicas, estas publicações contrapõem ataques individuais cheios de insinuações. Erguem as bandeiras de uma ciência oficial e governamental e, na prática, apelam à condenação dos "negacionistas" às chamas purificadoras das fogueiras que já serviram para queimar pessoas e livros. Fazem de conta que não sabem o que disse o director da Polícia Judiciária a um dos seus pares a respeito da segunda figura do Estado e defendem o linchamento de quem ousa criticar.

O director da "Sábado", no seu "editorial", escreve isto: "O fascismo e a máfia é que 'marcam' os seus adversários para os eliminar física e civilmente". Foi precisamente o que fizeram a sua revista e a "Visão"!

O jornalixo está todo aqui. Fazer pior e mais porco há de ser difícil.



Exactamente: "O fascismo e a máfia é que 'marcam' os seus adversários
para os eliminar física e civilmente" (Eduardo Dâmaso, director da "Sábado")


*


Um anónimo (evidentemente...) deixou o seguinte comentário a este post:

ÉS POUCO CHANFRADO DOS CORNOS ÉS !!!! CHALUPA

Adorei ver um post teu a falar dos hereges que nao iam à TV
Iluminados como... Andre Dias... marta gameiro... lourdes cerol ... pedro almeida vieira,etc etc QUE RISADA !!!
O melhor entao foi adicionar Carlos Fiolhais e David Marçal que de chalupas como os antes citados nao têm nada
Marta ? LOL Uma dentista burra que nem um calhau
Lourdes Cerol Bandeira ? LOLOLOL Nao sabe a diferença entre um virus e uma bactéria
Muito mais havia a dizer
MAs o melhor de todos é o informático Andre Dias... esse sim uma referencia
https://www.facebook.com/Josemessiaspagina/videos/425990888682610

Como se pode ler, o nível mental e de literacia de quem defeca um escrito deste, com insultos de recreio do 1.º ciclo do ensino básico, é do mais medíocre que existe. Quem ataca (o verbo "criticar" seria elogioso, por pressupor que existe raciocínio nestas cabeças) os "negacionistas" e defende a ciência oficial não passa disto. Por essas e por outras é que o futuro não é deles.



domingo, 21 de abril de 2024

Merda

Esta é daquelas notícias (?!) de esterco perante as quais todos os "f***-se!" que se possam dizer são insuficientes: é uma coisa feita sobre aquilo em que algumas pessoas "acreditam", sendo essas pessoas os "especialistas" que previam o fim do mundo com o SARS-CoV-2/covid e a morte de milhões de pessoas em todo o mundo, sendo essas pessoas os comediantes que transformaram a ciência num artifício infame ao serviço dos políticos cobardes.

Com o picante das indispensáveis máscaras que os companheiros de viagem desses "especialistas", os jornalistas do jornalixo, tanto adoram...

Esterco, esterco absoluto!




segunda-feira, 7 de setembro de 2020

A cimeira da treta da "reunião do Infarmed"

A situação da "pandemia" (que talvez já tenha passado) tornou-se caótica. A multiplicação de testes que nem são de fiar (e que identificam restos mortos do coronavírus do momento) e o consequente aumento dos novos zombies que são os "infetados" assintomáticos, a abertura das aulas e a Festa do "Avante!", a deriva autoritária das "autoridades de saúde" e políticas (em Portugal e noutros países, com situações graves na Austrália), a revelação do diminuto número de mortos que pode ser efectivamente associado ao covid, a estatística necrófila a que o jornalixo português tem cedido, as promessas de Apocalipse dos "sábios" estatais e a crise económica esperar-se-ia que a "reunião do Infarmed" de hoje pudesse abrir portas a uma abordagem racional da realidade.

Não foi o caso e esta cimeira de "especialistas" oficiais e de políticos limitou-se a mostrar que:

1 – Os “especialistas” oficiais andam com dificuldade em perceber que a realidade da “pandemia” (expressa no número de mortes) lhes trocou as voltas e tentam limitar os danos causados nas suas reputações pelo falhanço das previsões apocalípticas.

2 – Os “técnicos” da Direcção-Geral de Segurança/Ministério da Saúde não sabem como hão de sair da estatística dos “novos casos” que só tem a ver com o aumento dos testes e do número de “falsos positivos”.

3 – Os políticos da situação já perceberam que não podem fechar outra vez o país por causa da catástrofe económica e não tiveram sugestões por parte dos seus próprios “especialistas” para decidirem e justificarem o pré-anunciado “estado de contingência”. (Poderão ir por uma generalização parcial do uso de máscaras, mas os “especialistas” também já devem ter percebido que isso não pode impedir o aumento de “novos casos” decorrente dos muitos testes).

4 – Os políticos da oposição não se arriscam a fazer propostas porque não sabem o que quer o eleitorado deles (e não os têm no sítio para ouvirem os especialistas não oficiais).

5 – A imprensa não só não conseguiu perceber ponta de um corno dos dados apresentados (nem dos outros, os que existem e que contrariam a narrativa oficial) como não descola, em geral, da campanha do medo.

Ou seja: assim não vamos lá.