domingo, 11 de janeiro de 2015

Porquê?


 
 
Até pode ser que haja algum motivo (religioso, político, meteorológico, ignorância geográfica, falta de vergonha?...) para lá da pura e simples incompetência, que já se tornou a imagem de marca da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, mas não se compreende porque é que o terreno baldio diante do Centro Desportivo de Caldas da Rainha não é transformado numa zona verde aprazível, continuando a oferecer este aspecto miserável e abandonado a quem por ele passa, aos caldenses e a quem visita as instalações desportivas.

É giro mas não chega

 
As "manifs" são bonitas e até são uma das tradições mais valiosas da liberdade de expressão do Ocidente mas não servem para combater o terrorismo.
Nem tão pouco a capacidade de resposta das forças policiais depois de cometidos os crimes.
 
 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Mas alguém acredita...

 
... que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha (pelo menos enquanto se mantiver controlada por um PSD absurdamente incompetente) consegue gerir e explorar, com resultados positivos, um hospital termal, um balneário, a água mineral natural e um parque urbano com edifícios num estado de degradação terminal?! E isto durante 50 anos?!
O Estado, através da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, achou que sim e deve ter também concordado com a entrega da coisa para se livrar da maçada dispendiosa de nela investir os indispensáveis milhões.
Para os gestores da Câmara Municipal é mais um empreendimento de encher o olho mas, à luz do que tem acontecido com as obras de degeneração urbana, nada de bom se pode esperar.
É certo que a Assembleia Municipal, com os votos da maioria PSD e algumas abstenções bem intencionadas, apoiou a Câmara nesta matéria. E, provavelmente, vai voltar a fazê-lo.
Mas a oposição (sobretudo o PS, o CDS e o PS) devia, numa matéria tão sensível como esta, perceber se quer mesmo dar "carta branca" a uma gestão municipal que é incapaz de pintar passadeiras de peões ou, em alternativa, organizar-se para, no futuro, pôr gente competente na Câmara Municipal de Caldas da Rainha.



Querem mesmo entregar-lhes a gestão das termas de Caldas da Rainha?!

Uma treta, um embuste e uma fralda

Escrevi aqui, justificando-o, que o Orçamento Participativo de Caldas da Rainha não passava de uma treta.
A decisão final quanto ao uso a dar aos 150 mil euros magnanimamente oferecidos pela Câmara Municipal para a coisa, agora conhecida, confirma-o: bicicletas para a população usar, placas com "sinaléctica bordaliana" (a propósito: que é feito da "rota bordaliana"?), "percursos acessíveis" para deficientes motores e um parque de merendas.
Tudo isto cabe nas atribuições de uma câmara municipal, e sobretudo de uma câmara municipal que gasta milhões de euros em obras faraónicas (sem sequer conseguir cuidar das passadeiras de peões...).
Nada disto devia utilizar o dinheiro do Orçamento Participativo, que devia, isso sim, ser canalizado para iniciativas e propostas que não coubessem nas atribuições camarárias. Só que, infelizmente, essas iniciativas e propostas foram desprezadas e rejeitadas.
O Orçamento Participativo é por isso também um embuste (porque o dinheiro vai servir para cobrir obrigações camarárias) e, de certo modo, uma fralda (porque serve para absorver o desinteresse da Câmara Municipal de Caldas da Rainha relativamente aos cidadãos e ao concelho).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Porque não gosto dos CTT (89): os nossos "dias úteis" são os dias de férias deles...

Não houve distribuição de correspondência pelos CTT na zona onde resido (uma freguesia de Caldas da rainha) nos dias 26 (sexta-feira), 29 (segunda-feira), 30 (terça-feira) e 31 de Dezembro de 2014 (quarta-feira, sendo a única excepção um jornal regional) e nos dias 2 (sexta-feira, sendo a única excepção um jornal regional), 5 (segunda-feira) e 6 (terça-feira) de Janeiro de 2015.
Foram, entre os dias 24 de Dezembro (houve correio) e 7 de Janeiro (voltou a haver distribuição de correspondência), sete (7) dias ditos “úteis”.
 
Ontem, dia 7, foi-me entregue a seguinte correspondência:
- carta de um banco com data de envio de 15/12/14
- carta de outra empresa prestadora de serviços com data de carimbo de correio de 23/12/14
- carta de uma companhia de seguros com data de envio de 26/12/14
- carta de uma companhia de seguros com data de envio de 27/12/14 e com um aviso de pagamento com data-limite de 8/01/15
- carta de outra empresa prestadora de serviços com data de envio de 28/12/14.
 
Isto significa que a empresa CTT reteve correspondência durante (pelo menos) quinze (15) dias, sem a ter entregue ao destinatário.
Como é que se explica que durante sete (7) dias úteis a empresa CTT, de serviço público, não distribua correspondência, à excepção de dois jornais regionais (que, por acaso, se têm referido ao mau serviço da empresa CTT, que os prejudica e aos seus assinantes)?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A democracia tem de defender-se dos seus inimigos


O Ocidente não se mostrou muito impressionado pelo facto de, lá longe, andarem a degolar alguns dos seus.
Hoje, o terror chegou mais longe, ao próprio berço histórico da "Liberté, égalité, fraternité".
Sem ter a dimensão do 11 de Setembro, o que hoje aconteceu em Paris tem uma expressão simbólica igualmente fortíssima: o ataque homicida a um jornal também histórico, o "Charlie Hebdo", que, já nem se sabe há quantos anos, exerceu o seu direito à liberdade de expressão e publicou caricaturas onde figurava Maomé.
A liberdade de expressão inerente à democracia permitiu por exemplo que, em 1971, o desenhador francês Cavanna (da mesma escola do "Charlie Hebdo"), escrevesse e em parte ilustrasse um divertido e impertinente álbum intitulado "Les Aventures de Dieu". Ninguém disparou a matar contra o seu autor e o seu editor.
A democracia tem de defender-se dos seus inimigos e, para ser eficaz, terá, mais tarde ou mais cedo, de usar as mesmas armas dos seus inimigos.


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O meu "ranking" actualizado das melhores séries de TV (2015)


As melhores
 
Breaking Bad (EUA, 2008)
Deadwood (EUA, 2004)
Forbrydelsen/The Killing (Dinamarca, 2007)
Game of Thrones (EUA, 2011)
The Sopranos (EUA, 1999)
Treme (EUA, 2010)
True Detective (EUA, 2014)
The Wire (EUA, 2002)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quase tão boas como as melhores
 
Boss (EUA, 2011)
Damages (Sem Escrúpulos, EUA, 2007)
Engrenages (França, 2005)
ER (Serviço de Urgência, EUA, 1994)
Happy Valley (Reino Unido, 2014)
House M.D. (EUA, 2004)
House of Cards (EUA, 2013)
The Knick (EUA, 2014)
The Newsroom (EUA, 2012)
Orange is the New Black (EUA, 2013)
Rome (Roma, EUA - Reino Unido, 2005)
Six Feet Under (Sete Palmos de Terra, EUA, 2001)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Muito boas
 

Boardwalk Empire (EUA, 2010)
Borgen (Dinamarca, 2010)
Braquo (França, 2009)
Bron/Broen (Dinamarca - Suécia, 2011) 
The Good Wife (EUA, 2009)
Justified (EUA, 2010)
Mad Men (EUA, 2007)
NCIS (Investigação Criminal, EUA, 2003)
Southland (EUA, 2009)
Top of the Lake (Margens do Paraíso, Nova Zelândia, 2013)
Vikings (Reino Unido - Canadá, 2013)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A ver
 
American Horror Story (2011)
Arrow (EUA, 2012)
Downton Abbey (Reino Unido, 2010)
Gotham (EUA, 2014)
Sherlock (Reino Unido, 2010)
The Flash(EUA, 2014)
The Walking Dead (EUA, 2010)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Notas:
1. Esta nota actualiza a que publiquei em Novembro de 2013 aqui.
2. Todas as séries citadas foram vistas por mim, por intermédio de um serviço de TV por cabo ou de edições em DVD que comprei legitimamente e escrevi sobre quase todas neste blogue. Não indico aqui séries que não tenha visto.
3. Este "ranking" tem a seguinte equivalência em estrelas: As melhores - *****; Quase tão boas como as melhores - ****; Muito boas - ***1/2; A ver - ***.
4. Relativamente a Novembro de 2013 houve mudanças de divisão devido aos desenvolvimentos de algumas e ao fim de outras.
5. Os anos indicados referem-se aos anos de início de cada série.
6. No canto superior esquerdo deste blogue há um pequeno espaço em branco com uma lupa estilizada onde o leitor poderá inscrever o título da série e ver o que escrevi sobre ela.
7. O site International Movie Database (www.imdb.com) fornece (quase) todos os pormenores sobre cada uma delas. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

"A Cidade do Medo" na Roda dos Livros

"(...) O importante são os porquês, os meandros da política, a corrupção, os interesses, as amizades. Um livro onde a ficção e a realidade se misturam e nos deixam ainda mais preocupados com a nossa realidade. Gostei imenso e ainda bem que acabei por ler este livro. Tão bom ler-se um policial nosso" - palavras simpáticas numa apreciação muito interessante da autoria de Patrícia, no blogue Roda dos Livros., sobre o meu romance "A Cidade do Medo" (ed. Asa/Leya, 2010). O texto completo pode ser lido aqui.
 
 
 
 

domingo, 4 de janeiro de 2015

"Borgen" amanhã na RTP2

 
A série dinamarquesa de ficção política "Borgen", a que aqui me referi, começa a ser apresentada amanhã, segunda-feira, à noite pela RTP2. Recomendo.
 
 
 
 
 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O pior e o melhor de 2014 em Caldas da Rainha


O pior










O presidente incumpridor


A cidade de Caldas da Rainha experimentou, com o presidente camarário eleito em Setembro de 2013, o que todo o concelho já vivia desde muito antes: obras que parecem ter sido concebidas, e executadas, de qualquer maneira, onde aparentemente ganham mais com elas as empresas que as fazem (e que nunca são penalizadas pelo que não fazem e deviam fazer) do que a população. A Câmara Municipal conseguiu prejudicar residentes e comerciantes, hostilizar visitantes, inviabilizar vias de circulação, deixar que todas as obras se atrasassem e desperdiçar dinheiro em empreitadas que servem para encher o olho em vez de cuidar do que realmente interessa. Como a repintura das passadeiras de peões, por exemplo. O presidente da Câmara, um diplomado da Universidade Autónoma que o "dinossauro" Fernando Costa foi retirar dos alfobres municipais, foi prometendo sempre o cumprimento de prazos enquanto ia deixando que as promessas desaparecessem da "nova dinâmica" das obras que só por ironia se podem chamar de "regeneração" urbana. Do que gosta é de ficar nas fotografias. Quanto ao resto...



















A porcaria


Caldas da Rainha é um concelho sujo. Despeja-se o lixo para o chão, penduram-se anúncios de plástico nas árvores e nos postes, que depois ficam a apodrecer. Na própria cidade reinam os velhos contentores verdes, bem emporcalhados, mesmo em ruas sujeitas às tais obras de encher o olho. A Lagoa de Óbidos transforma-se, a cada verão, num vazadouro a céu aberto onde há de tudo: os detritos e os excrementos dos caravanistas selvagens e mobiliário velho. Onde a fiscalização não chega (e quem manda, centralmente, está-se nas tintas) seria conveniente que vigorasse o civismo. Mas também não é de cima que vêm os bons exemplos: a " mensagem" transmitida pelos caixotes de lixo verdes numa cidade-estaleiro é a de que vale tudo. A começar pela porcaria.









O PCP

 
Se o PCP dedicasse aos problemas do concelho de Caldas da Rainha um décimo do esforço que, em vão, investiu na saída da Troika e no derrube do "governo de direita", as circunstâncias haviam decerto de serem melhores. Mas não é isso que acontece. As intervenções do PCP em Caldas da Rainha são acompanhadas pela gritaria que serve para ganhar títulos na imprensa nacional mas os problemas locais passam-lhes à margem. Acampam na Lagoa de Óbidos para exigir o fim do "pacto de agressão" e saudar as greves dos transportes públicos de Lisboa mas não ligam ao seu assoreamento ou à porcaria que se acumula no local. O PCP é um aliado objectivo da "política de direita" do PSD caldense, a começar pelo desinteresse e acabar pelos votos contra as baixas de impostos no concelho.



O melhor







Sinais de esperança


A entrada em cena do Movimento Viver o Concelho nas eleições autárquicas de 2013, apesar das suas hesitações, obrigou o PS e o CDS a "chegarem-se à frente" e a quebrarem a regra vigente na oposição concelhia de que era suficiente fazer apenas "prova de vida" entre as várias eleições autárquicas. Os dois partidos já se fizeram ouvir mais vezes, apesar de parecerem ter ainda dificuldade em distanciarem-se da gestão camarária do PSD caldense. E é de esperar que assim continuem. Sobretudo quando se percebe que seria objectivamente possível uma convergência efectiva, em torno de questões concretas, entre o PS, o MVC e o CDS, o que poderia ajudar o concelho de Caldas da Rainha a sair do "pântano" multifacetado onde os herdeiros de Fernando Costa o mergulharam.











Capacidade de resistência



Num concelho cuja capital deixou de ser convidativa para os turistas, e onde a elite política se fechou ao exterior, há quem continue a resistir contra todas as dificuldades. No centro da cidade, a papelaria Vogal sobreviveu às obras, diversificou a oferta e ligou-se mais à população. Noutro ponto da cidade, na zona nevrálgica do abandonado Parque D. Carlos I, a pastelaria Machado continua a fazer pela vida, quase perdida numa rua (a Rua de Camões) a que as obras municipais deram o golpe de misericórdia. Em Salir do Porto, uma zona virada ao Atlântico que tem todas as potencialidades turísticas que qualquer localidade ambiciona ter e a que a capital do concelho também virou costas, resiste o restaurante Naco na Pedra. São apenas três bons exemplos de capacidade de resistência e de afirmação pela positiva, que mostram a força que pode ter a iniciativa privada mesmo quando o Estado (neste caso, uma Câmara Municipal hostil e incompetente) em nada ajuda.


















Junta de Freguesia da Foz do Arelho


A verdadeira dinâmica autárquica é esta: ser capaz de ir avançando, com pequenos e grandes passos, das iniciativas populares (como a limpeza da praia) à delimitação geográfica da zona do cais para impedir o estacionamento das caravanas. A nova Junta de Freguesia da Foz do Arelho saída das eleições de 2013 tem demonstrado o que pode ser feito com capacidade de iniciativa, dinamismo e acompanhamento directo das situações. A Câmara Municipal e as restantes juntas de freguesia (mesmo aquelas da cidade que foram "engordadas" com a anexação idiota de freguesias rurais) bem podem pôr os olhos no que aqui se vai fazendo.