domingo, 9 de novembro de 2014

"Woof" - sobre cães, para "o melhor amigo do cão"




Finalmente, há uma revista portuguesa a sério sobre cães. E sobre a relação dos cães com as pessoas e das pessoas com os cães, com crónicas, fotografias, artigos úteis da psicologia canina ao que comprar e numa perspectiva correctíssima que privilegia o treino do cão... e, não menos importante, a formação dos donos. Aliás, é interessante que esta revista (a "Woof") se apresente com o lema "A revista para o melhor amigo do cão".
A "Woof" está distante, muito distante, das revistas até agora existentes em Portugal e que pouco mais eram do que boletins de publicidade jornalisticamente nulos.
Tem algumas parecenças, e bem, com a norte-americana "The Bark" (de que aqui falei) e só precisa, além de ganhar mais público e de poder passar a revista mensal, de corrigir um pouco a exuberância do seu grafismo. Porque, quanto ao resto, está no rumo certo.
Fica a recomendação: é bimestral, vai no número 3, existirá em www.woof.pt (que, por enquanto, só remete para o Facebook), tem 98 páginas, distribuição nacional, custa 3,90€ (com 0,10€ do preço de capa de cada revista a serem doados à comunidade Mov4Patas) e comprá-la é também dar força a um projecto que pode ajudar as pessoas a conhecerem melhor os cães... e os cães a serem melhor tratados.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

As obras do umbigo da "nova dinâmica" do PSD caldense

Uma das coisas mais idiotas relacionadas com as obras de milhões de euros que se arrastam há quase ano e meio na cidade de Caldas da Rainha é a impressão que vai ficando de que elas são pensadas, em primeiro lugar, apenas em função de uma minoria que vive no centro da cidade.
Por exemplo, por muito que a Câmara Municipal de Caldas da Rainha ache que as rãs de cerâmica postas há cinco meses numa espécie de chafariz (no meio de uma mini-rotunda pejada de tampas de esgotos bem salientes) vão ser um "must" para atrair visitantes, o certo é que nada existe que conduza às figuras "bordalianas".
E, além do mais, pensarão os dirigentes daquilo a que chegaram a chamar "nova dinâmica" que alguém quer ir participar num rally por entre as tampas do saneamento?!
As estruturas existentes no exterior do "complexo desportivo", com o seu sórdido aspecto de degradação infinita, serão talvez o melhor exemplo dessa perspectiva umbiguista relativa às obras.
As instalações desportivas, que incluem desde piscinas a pistas de atletismo, recebem muitos participantes vindos de fora da cidade e do concelho. E, se repararem no aspecto miserável do exterior, que impressão levam de Caldas da Rainha? Esta, muito simplesmente: que há por aqui zonas de Terceiro Mundo que nada convida a visitar.




Na imagem de baixo vêem-se, no outro lado da estrada, as máquinas amarelas de prática de "cárdio" postas à disposição de quem as queira aproveitar.



É uma ideia bondosa, claro, mas é deprimente que a União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro se vanglorie da coisa.
Esta mistura de duas freguesias pelo topo (uma citadina e a outra do interior, com uma terceira freguesia pelo meio) só favoreceu os seus residentes da cidade porque a Serra do Bouro (ex-freguesia que fica à astronómica distância de dez quilómetros da cidade) é cada vez mais desprezada pelo poder autárquico como, aliás, todo o interior do concelho. Pelos que se extasiam com as obras pensadas para satisfazerem o seu próprio umbigo.
 

Obras domésticas tipo DDT...



... Ou seja: dono-disto-tudo. Mesmo quando não lhe falta espaço no terreno.
A rua é dele, portanto. E o lixo da obra é de quem?

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O que pode correr mal vai mesmo correr mal?

 
Não há nas obras que só por ironia se podem dizer serem de "regeneração" urbana, na cidade de Caldas da Rainha, uma única coisa bem feita.
Dos passeios áridos e desmesurados da Avenida 1.º de Maio ao pavimento por terminar que rodeia a inóspita fonte das rãs, não há obra que tenha corrido bem. E não acredito que, no meio desta confusão, possa ainda haver alguma que corra bem.
Na Câmara Municipal de Caldas da Rainha vigora a chamada "lei de Murphy": o que pode correr vai mesmo correr mal. Nada fica bem feito, a tempo e horas ou completo.
A novela tristonha da Praça da Fruta/Praça dos Nabos parece que termina na próxima segunda-feira com o regresso dos vendedores ao local.
As obras atrasaram-se, atrasaram-se, atrasaram-se.
Houve percalços inaceitáveis.
Assistiu-se à cena do ex-presidente da Câmara a substituir-se ao actual no terreno e como interlocutor dos calceteiros.
Veremos se o que pode correr mal vai mesmo correr mal. Parece, aliás, que já começou a correr mal.
 


"Jornal das Caldas", 1.ª página, edição de 5.11.14

Os ministros e a Catherine Deneuve do "Allgarve" mas talvez não a do Parque Eduardo VII

 
Catherine Deneuve meteu-se na banheira com Manuel Pinho? Não. A actriz, que até parece ser uma senhora distinta, estava na campanha do extinto "Allgarve", do antigo ministro da Economia Manuel Pinho, quando este (e foi ele) se atirou para a mesma água da piscina onde estava o campeão de natação Michael Phelps.
 

No banho com ele

Aparentemente terá sido esta mistura (de quem vai para o banho com quem) que baralhou o actual ministro da Economia na sua hilariante prestação parlamentar de hoje.
A SIC, que deu destaque ao episódio, recordou a história do "Allgarve" e achou que chegava.
Vamos a ver o que fará o "lobby" antigovernamental da imprensa nos próximos dias e se deixa passar a oportunidade de recordar a célebre reportagem da revista "Le Point" de 2003 sobre o dirigente partidário e governamental que ia aos rapazinhos para o Parque Eduardo VII, em Lisboa, mascarado de Catherine Deneuve.
A oportunidade é de ouro mas há aquele provérbio dos telhados de vidro que é capaz de lixar tudo. 


O diabo está nos pormenores


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Varrer o lixo para debaixo da carpete


É uma prática comum por estas bandas: corta-se a vegetação e atira-se o que fica para trás das canas ou da restante vegetação; deixa-se ficar à beira da estrada ou do caminho, de preferência tudo bem acamado para não se notar muito.
Acontece aqui pela Serra do Bouro (Caldas da Rainha), acontece na zona da Lagoa de Óbidos, desta vez executada por um sujeito com um colete a identifica-lo como pertencente à Junta de Freguesia da Foz do Arelho, com uma espécie de ajudante.
Não se percebe se é desleixo se é pouca vontade de trabalhar. Mas é como varrer o lixo para debaixo da carpete, na esperança de que ninguém veja. Eu por acaso vi, desta vez.


Idiotas com cão (8)


A fazer de conta que não é nada com ele
 
Na margem da Lagoa de Óbidos, a caminho da Foz do Arelho: de um lado uma mulher que leva (ou o cão a leva a ela) um cão maior do que ela mas pela trela; do outro lado um homem que, de trela na mão, deixa o cão andar à solta. É preto e grande.
Não reparei no encontro mas os gritos da mulher ouviram-se bem para perceber que não queria que o cão preto se aproximasse do seu. O homem apressa o passo, prende o cão e lá vai ele, sem dizer nada (não lhe saiu o "ele só quer é brincar" imbecil que é comum nestas coisas) e anda ainda mais depressa, ou por arrogância ou por perceber a asneira que fez.
Mas uns metros mais à frente solta outra vez o cão que, entretanto, se distancia dele e num horizonte visual em que o homem já não o vê. É habitual, claro está, que estes idiotas pensem que o mundo é deles, que os cães voltam sempre e que os controlam à distância tipo telecomando. Mas enganam-se em tudo.

O fim do actual governo e a antecipação (ou não) das eleições

Um excerto do meu artigo no "Tomate", que pode ser lido na íntegra aqui:
 
"A antecipação das eleições seria um novo horror, atenuado por algum bodo orçamental aos pobres para começar mas depois… com mais do mesmo, segundo se pode supor.
Sem alternativas credíveis, e com tudo a jogar contra o actual governo e contra as consequências do que poderá ser o próximo, a impressão de fim de regime traz consigo uma nuvem negra de indefinição política.
Ninguém a quererá mas o arrastamento desta crise subliminar ameaça transformar tudo, e abertamente, num pântano. 
De certa forma, o actual fim de regime traz consigo a possibilidade do fim do regime."
 
O "Tomate": agora em blogue
e sempre com eles no sítio
 

sábado, 1 de novembro de 2014

Os bombardeiros russos...

... não me impressionam tanto como os mosquitos que andam ao ataque há vários dias.
Parece que também atacam em Lisboa (onde podiam concentrar-se, visto que dizem que lá é que se vive bem) mas daqui não saem e, ontem à noite, o cenário deles pousados no tecto alto de um restaurante de São Martinho do Porto, fazia lembrar as aves de Hitchcock.
Não se arranja um F-16 para aqui, para a Serra do Bouro, por acaso? 

EDP - A Crónica das Trevas (65): nuvens

Com algumas nuvens no céu e uma ligeiríssima descida da temperatura, a EDP descontrolou-se: às 6 horas não havia iluminação pública e às 6h50 a luz vai-se por completo abaixo durante dois pequenos "apagões". Gostava de saber porquê.