quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Porque não gosto dos CTT (2)

Já repararam que nas estações dos CTT não há multibanco?
Aquilo que é hoje um instrumento de pagamento dos mais comuns está ausente das “lojas” desta empresa monopolista. O cliente tem de levar “cash” consigo ou, então, que o vá procurar.
Esta situação perfeitamente absurda – que só é suportada pela lógica de domínio completo do mercado por parte dos CTT (fazem o querem) – permite outra: qualquer pessoa que queira carregar um telemóvel pode fazê-lo em “dinheiro vivo” nos balcões dos CTT. Sem deixar rasto.
Ou seja, ao contrário do que acontece com carregamentos por multibanco, o possuidor de um telemóvel não precisa de qualquer tipo de identificação para continuar a usar o mesmo telemóvel, obviamente pré-pago, ao abrigo de qualquer ligação entre o que possa andar a dizer, ou a transmitir, e o meio por onde fala.
O que pensarão as autoridades policiais, que às vezes têm de andar a escutar suspeitos, destas facilidades?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Porque não gosto dos CTT (1)

Na cidade de Caldas da Rainha, sede do concelho onde vivo, há uma única estação de correios.
É para aí que é canalizada toda a correspondência que não é entregue nos domicílios das pessoas ou outras entidades a quem é dirigida, por se tratar de correio registado, de correspondência volumosa e de outro tipo de correspondência que obriga a uma entrega em mão.
As condições desta estação são as de todas as estações dos CTT: um ambiente frio no tempo frio e demasiado quente no tempo quente; por norma, uma hora ou mais de espera desesperante; disponibilização de uma meia-dúzia de lugares sentados para as dezenas de pessoas que aí se dirigem, entre as quais muitos idosos, que se vão aguentando de pé com dificuldades bem visíveis à espera de vez.
E por detrás dos balcões (e raramente estão todos preenchidos) lá se vão movendo sem pressas os seus funcionários. Têm de cumprir um horário, têm de se levantar do assento para ir buscar a correspondência – não têm pressa nenhuma, portanto.
É possível enviar correio de outros dois pontos que ficam na periferia, a cerca de quatro e dez quilómetros do centro da cidade. Os registos é que não. Nem numa simples divisão geográfica.
Por que motivo é que isto não se resolve?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Berros a mais

Tenho alguma dificuldade em aceitar, mesmo numa perspectiva especulativa, as expressões e os apelos de revolta contra as medidas de austeridade que - até prova em contrário - parecem ser as únicas capazes de impedir a falência do País e o que daí inevitavelmente decorrerá: pelo menos, a falta de dinheiro do Estado para satisfazer os seus compromissos, nomeadamente pagar os salários à função pública e as pensões e assegurar o funcionamento de serviços básicos.
Dos "indignados" novos e reciclados à extrema-esquerda tradicional, passando pelo PCP jurássico e pela legião de sindicalistas que, sabe-se lá porquê, não percebem que os tempos mudaram, não vejo propostas alternativas concretizáveis, credíveis e funcionais para o contexto em que nos encontramos. O que ouço são só berros, raramente racionais.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

As greves nos transportes públicos

1. Durante anos a fio, as empresas, públicas, de transportes públicos acumularam prejuízos.

2. Os respectivos gestores e trabalhadores acumularam benefícios.

3. Não há um único serviço de transportes públicos, dos que essas empresas asseguram, que possa ser considerado modelar.

4. Os prejuízos dessas empresas somam muitos milhões de euros, praticamente em regime de crédito mal parado. Vamos todos pagá-los, tanto os habitantes das cidades que têm transportes públicos (os dessas empresas e os das câmaras ou privados) como os que, residindo em zonas rurais (como eu), não beneficiam de transportes públicos.

5. Os trabalhadores dessas empresas fazem greve. Os gestores não são prejudicados pela greve. A população - que vai pagar os prejuízos dessas empresas e os benefícios acumulados dos gestores e dos trabalhadores - é prejudicada pela greve.

6. Acham bem?

domingo, 6 de novembro de 2011

Sai um processo, por administração danosa de dinheiros públicos e peculato, contra os ex-primeiro-ministro e ministro das Finanças...

O ex-primeiro-ministro, José Sócrates, o ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, um ex-secretário de Estado do Ministério das Finanças, Sérgio Vasques e um ex-director-geral das Contribuições e Impostos, José Azevedo Pereira, foram acusados de administração danosa de dinheiros públicos e peculato numa denúncia apresentada pelo advogado Alexandre Lafayette.
A denúncia refere-se ao gasto de meio milhão de euros numa festa de anos da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos em Maio deste ano.
A queixa, a que Alexandre Lafayette junta o pedido de reembolso à Fazenda Pública da verba gasta, acrescida de juros desde a data das despesas, foi aceite pelo Supremo Tribunal de Justiça, que admitiu também o advogado como assistente no projecto, decretando a abertura do respectivo inquérito.
Esta notícia, com todos os pormenores, foi dada pelo semanário "O Diabo" do passado dia 1 de Novembro. E não parece ter sido dada por mais nenhum órgão de comunicação social. O que é estranho.
E, que se saiba, também não foi desmentida por nenhum dos denunciados.
Sendo verdade, e não tenho dúvidas de que seja, está aberta a porta para o que muita gente defende: a responsabilização dos anteriores governantes pela situação de pré-falência do País.

Apresentação de "Vermelho da Cor do Sangue" na Biblioteca Muncipal de Caldas da Rainha


O maestro Joaquim António Silva, director do Grupo Coral de Os Pimpões (que abriu a sessão), Palmira Gaspar, em representação da Comunidade de Leitores de Caldas da Rainha, e o autor, no sábado, 5 de Novembro, na Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha.

sábado, 5 de novembro de 2011

Dona Alentejana: a melhor gastronomia alentejana nas Caldas da Rainha

Longe, longe do Alentejo de origem, há um restaurante nas Caldas da Rainha onde as tradiçõeas gastronómicas dessa região são praticadas com saber, gosto, experiência e requinte, num ambiente sóbrio que não distrai do essencial que está nos pratos e que está "enfeitado" com poesia, com um notável vinho tinto a jarro da região de Évora, belas sopas à moda do Alentejo, doces admiráveis, profissionalismo, amabilidade e preços muito razoáveis.
Chama-se "Dona Alentejana", fica na Rua Principal no Coto, povoação dos subúrbios das Caldas da Rainha e tem como número de contacto o 914437656.
Comi lá ontem umas favinhas e não tenho memória de ter comido outras tão boas.
Como agora se diz: gosto. Muito!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Teorias da conspiração: melhor do que isto é difícil

Uma conspiração em que convergem os jesuítas, a maçonaria, o Pentágono e Wall Street com os "Protocolos dos Sábios do Sião" e os "Illuminati" como esteios? Nem no tempo de Estaline, nem no PREC nem n' "o diário" de Miguel Urbano Rodrigues se chegou a este ponto. Eram tão bons rapazinhos quando eu os conheci...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

40 minutos chegam

Não são necessários mais do que 40 minutos para contar uma história e, até, para fazer a sua ligação a uma história de carácter mais abrangente, a um "arco".
Falo, simplesmente, de televisão e dos tempos-padrão da maior parte das séries.
Podemos ter a noção de que a duração de cada episódio é maior, por ocupar uma hora ou quase da programação e por termos as interrupções para publicidade mas, vistos sem estes constrangimentos, percebe-se que os 40 minutos chegam, em séries que, não deixando de ser "comerciais" (como se pudessem deixar de sê-lo ou isso fosse um pecado), são de elevada qualidade em todos os domínios.
É o caso de "The Good Wife", a que já me referi e que se vai podendo seguir no canal Fox Life, às terças-feiras.
É também o caso de "NCIS", cuja oitava temporada, absolutamente notável, acabei de ver em DVD e que não aparece nos canais de cabo portugueses, e foi, exemplarmente, o caso de "ER - Serviço de Urgência" (agora só em DVD).
Será que estas coisas se ensinam nos cursos, pequenos e grandes, de televisão que por cá se fazem?