Espetos multidisciplinares de pau de loureiro: servem para fazer espetadas de carnes e também para matar vampiros.
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
Mostrar mensagens com a etiqueta curiosidades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta curiosidades. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Guerra de ginásios em Caldas da Rainha
O ginásio A, que funciona fora da cidade, vai abrir um ginásio mais pequeno, a que vamos chamar B, quase ao lado do ginásio C numa zona central da cidade.
O ginásio A funciona num estilo mais abrangente e menos musculado do que o ginásio C e, explorando essa vertente, pode ir buscar clientes que se sintam menos à vontade no ginásio C.
Pode dizer-se, claro, que é um desafio directo e não faltará, pela parte do ginásio C, quem fale em "provocação".
No entanto, até parece haver uma extraordinária bolsa de potenciais clientes no local do ginásio C e do ginásio B porque este ginásio, o B, conseguiu obter um lucro milionário que até vai investir ainda noutro ginásio, a que chamaremos D, e por sinal bastante perto do ginásio A, fora da cidade.
É uma guerra multifacetada que não deixa de ser muito interessante.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
"O material realmente valioso era a lista de milhares de agentes e de informadores que trabalhavam para a ditadura de Salazar"
Um dos mais bizarros episódios nas operações europeias do KGB durante o meu mandato ocorreu em meados dos anos setenta em Portugal, não muito depois do derrube da ditadura de Salazar.
O Partido Comunista Português era o terceiro maior da Europa (depois do italiano e do francês) e, na segunda metade dos anos setenta, o socialismo e o comunismo beneficiaram de um apoio vasto em Portugal. Aliás, nós tínhamos agentes no serviço de espionagem português e, no caos que se seguiu à revolução socialista que derrubou Salazar, os nossos agentes decidiram-se por um golpe ousado.
Uma noite, com a ajuda de toupeiras e de simpatizantes dentro do sistema de segurança, portugueses ao serviço do KGB levaram um camião até ao Ministério da Segurança e carregaram uma montanha de dados secretos, incluindo listas de agentes da polícia secreta que trabalhavam para o regime de Salazar. O carregamento de documentos foi levado para a nossa embaixada de Lisboa e depois enviado por avião para Moscovo, onde os analistas passaram meses a examinar os papéis. Portugal era membro da NATO e havia material de interesse limitado sobre as operações militares americanas na Europa.
Mas o material realmente valioso era a lista de milhares de agentes e de informadores que trabalhavam para a ditadura de Salazar, informação que os nossos oficiais mais tarde usaram para forçar alguns desses agentes a trabalharem para nós.
Na história dos golpes de espionagem da Guerra Fria, a operação em Portugal não foi um acontecimento extraordinário mas, pela sua simples audácia (levar um carregamento de materiais do próprio Ministério da Segurança), houve poucos que puderam rivalizar com ele.
O Partido Comunista Português era o terceiro maior da Europa (depois do italiano e do francês) e, na segunda metade dos anos setenta, o socialismo e o comunismo beneficiaram de um apoio vasto em Portugal. Aliás, nós tínhamos agentes no serviço de espionagem português e, no caos que se seguiu à revolução socialista que derrubou Salazar, os nossos agentes decidiram-se por um golpe ousado.
Uma noite, com a ajuda de toupeiras e de simpatizantes dentro do sistema de segurança, portugueses ao serviço do KGB levaram um camião até ao Ministério da Segurança e carregaram uma montanha de dados secretos, incluindo listas de agentes da polícia secreta que trabalhavam para o regime de Salazar. O carregamento de documentos foi levado para a nossa embaixada de Lisboa e depois enviado por avião para Moscovo, onde os analistas passaram meses a examinar os papéis. Portugal era membro da NATO e havia material de interesse limitado sobre as operações militares americanas na Europa.
Mas o material realmente valioso era a lista de milhares de agentes e de informadores que trabalhavam para a ditadura de Salazar, informação que os nossos oficiais mais tarde usaram para forçar alguns desses agentes a trabalharem para nós.
Na história dos golpes de espionagem da Guerra Fria, a operação em Portugal não foi um acontecimento extraordinário mas, pela sua simples audácia (levar um carregamento de materiais do próprio Ministério da Segurança), houve poucos que puderam rivalizar com ele.
Este excerto é retirado de "The First Directorate" (ed. St. Martin's Press, Nova Iorque, 1994), escrito por Oleg Kalugin, antigo chefe da contra-espionagem e general do KGB (em colaboração com o jornalista americano Fen Montaigne).
"The First Directorate" cobre os trinta e dois anos passados por Oleg Kalugin no KGB e é um relato interessantíssimo de parte das actividades desta força policial e militar da antiga URSS.
Esta obra, que teve depois o título de "Spymaster", terá tido uma edição mais pequena em Portugal com o título de "Memórias de um Espião" (que aparece com a indicação de apenas 127 páginas quando a edição da St. Martin's Press, que é "hard cover" tem quase 400 páginas).
Esta obra, que teve depois o título de "Spymaster", terá tido uma edição mais pequena em Portugal com o título de "Memórias de um Espião" (que aparece com a indicação de apenas 127 páginas quando a edição da St. Martin's Press, que é "hard cover" tem quase 400 páginas).
Apareceram algumas referências ao "desvio" do que teriam sido arquivos da PIDE em vários meios, há alguns anos, sendo especialmente interessante as que são feitas pelo jurista José António Barreiros e pelo jornalista José Paulo Fafe (e que podem ser encontradas aqui).
Estranhamente, o episódio descrito por Kalugin parece ter sido, fora isso, silenciado no nosso país.
Estranhamente, o episódio descrito por Kalugin parece ter sido, fora isso, silenciado no nosso país.
![]() |
| Oleg Kalugin e, em cima, a capa da primeira edição |
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
O exibicionismo do "banho público"
Não consigo compreender a lógica da moda "banho público" e confesso que a hostilidade à ideia de adultos a deixarem-se "banhar" (devidamente trajados para o efeito) por um balde de água fria ou algo parecido não me faz tentar compreendê-la.
Há pessoas que se sujeitarão à coisa com a humildade de quem se dedica às grandes causas, haverá outras que acharão "giro" porque sim, haverá outras que quererão ganhar alguns minutos de fama, ou de capitalizar na fama de que já se acham possuidoras.
Mas isso é lá com elas todas. Quando forem mais crescidas (ou a moda passar) perceberão a figura que fizeram.
O apoio material às causas meritórias é, em minha opinião, uma questão privada e não pública.
Aquilo com que contribuo para as causas que acho mais meritórias tem apenas a ver comigo (e com a minha circunstância familiar) e com a entidade, ou pessoa, que apoio. Dar-lhe um carácter público seria um puro acto de exibicionismo.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Nomes ingleses porquê?
Gostava de saber o que leva muito boa gente a dar nomes ingleses (e alguns tão falhos de imaginação e de originalidade, caramba!) a cães e gatos em vez de utilizarem nomes portugueses.
Talvez receiem, numa curiosa inversão das características do pensamento mágico, ser um dia interpelados pelos ditos cãos e gatos que, por um qualquer efeito sobrenatural, adquiririam de imediato uma personalidade (ou uma alma, mais provavelmente) humana, se por acaso recebessem um nome nacional.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Uma imagem vale mais do que mil palavras
O actor Mark Wahlberg recebeu muitos milhares de dólares para aparecer neste anúncio da Calvin Klein:
A Câmara Municipal de Caldas da Rainha deu à Cabovisão 12 mil euros para um festival na Foz do Arelho e o presidente da câmara apareceu assim:
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Contributos para a Rota Bordaliana de Tinta Ferreira (4): uma rã também ia bem na Zona Industrial
Uma rã também ficava a matar nesta zona da Zona Industrial de Caldas da Rainha, podendo contribuir (porque forçaria os automobilistas a abrandar para verem melhor o bicharoco) para reduzir a sinistralidade numa via sem sinalização. E animava o estado deprimente da Zona Industrial onde até parece que a câmara municipal nem quer ver empresas.
domingo, 27 de julho de 2014
Contributos para a Rota Bordaliana de Tinta Ferreira (3): a cegonha nas ruínas
Nas ruínas que enfeitam o Complexo Desportivo de Caldas da Rainha também ficava muito bem esta escultura da cegonha a ajudar a raposa com as suas formas elegantes (que bem contrastam com o estado de degradação do local).
sábado, 26 de julho de 2014
Contributos para a Rota Bordaliana de Tinta Ferreira (2): o marisco na "rolote"
No miradouro da Estrada Atlântica, uma bela ideia desfigurada por uma rulote de comes-e-bebes e uma retrete portátil, ficava bem uma peça de faiança a representar marisco para elevar o nível rasca da cena, que a elite política de Caldas da Rainha considera uma boa atração turística.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Contributos para a Rota Bordaliana de Tinta Ferreira (1): a couve lá em cima
Por cima da Câmara Municipal ficava bem uma couve.
A pairar como um disco voador, conferindo à desolação causada pelas obras um aspecto de "Guerra dos Mundos". Pelo menos via-se melhor do que a Fonte das Rãs, ajustando-se ao cérebro faraónico da "nova dinâmica" caldense, sobressaindo em todo o seu esplendor de legume.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Falta de imaginação, talvez?...
"Roma" é uma série de televisão da HBO que só teve duas temporadas, entre 2005 e 2007, e de que John Milius foi um dos produtores executivos.
Um dos cartazes promocionais desta série foi este:
"Roma 40 D.C. Destino de Amor" é um livro da autoria de Adele Vieri Castellano, um "romance de tons sedutores e misteriosos" que até se passa em época diferente da da série televisiva, publicado agora pela editora portuguesa Quinta Essência (Leya).
A capa é esta:
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Eis as novas Termas das Caldas by Tinta Ferreira
Agora já sabemos porque é o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha se mostrou tão pouco interessado na recuperação do Hospital Termal de Caldas da Rainha: porque estava já em marcha a criação das novas Termas das Caldas.
Eis a sua principal instalação: um tanque para uso geral de todos os aquistas, oferecendo a capacidade de respiração de ar puro e de usufruto da luz do sol, aberto 24 horas por dia, com a rejuvenescida Linha do Oeste mesmo à porta e ao alcance de qualquer pessoa que ande pela cidade, a custo praticamente zero, suportado pelo pecúlio de milhões acumulado pelos Serviços Municipalizados desde o extravagante aumento do custo da água e das "taxas diversas".
Consta que Sua Majestade a Rainha Dona Leonor, a padroeira sempre invocada pelos defensores das termas caldenses, vai descer à capital do concelho e abençoar Tinta Ferreira, reforçando assim o seu processo de beatificação, lançado há já bastante tempo pelo seu amigo e potencial herdeiro Almeida e Silva.
Vá, caldenses, ao banho no tanque, que a água há de ser nos primeiros tempos... tinta.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
É preciso ter lata
![]() |
| Chicos-espertos |
Muito à portuguesa, os utilizadores de duas caravanas (portuguesas) resolveram alapar-se mesmo ao lado do campo de caravanas da Foz do Arelho, mesmo da Lagoa de Óbidos.
Mostram como são espertinhos para pouparem os "aéreos" da estadia, desprezando os que aceitaram o local delimitado para o efeito e qualquer ponta de respeito pelo ambiente.
Infelizmente, não há fiscalização para isto e custa a crer que a Polícia Marítima, que anda pela zona, digamos assim, e a GNR, com competência territorial, nem reparem...
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Por onde é que andam os nossos números de telemóvel?
Há sete ou oito anos deixei de utilizar um determinado número de telemóvel. Troquei-o por outro, da mesma operadora, já nem sei porquê, ou por outro número de outra operadora. Já lá vão, depois desse número, mais dois ou três ou mesmo quatro.
Agora, e por causa disto, aparece-me a estranha empresa Inter Partner Assistance a usar esse número de telemóvel, para onde enviou mensagens há menos de um mês. E os meus contactos com esta empresa datam só de há três anos (e por obrigação de apólices de seguro que contratei).
Onde é que terão ido buscar esse número? Ou comprar? E quem é que lhes vendeu, ou deu, o número?
Por onde é que andam os nossos números de telemóvel? Alguém sabe?
Quanto à empresa em questão, voltaremos ao assunto.
Quanto à empresa em questão, voltaremos ao assunto.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
As conquistas do 25 de Abril
É claro que se não fossem o 25 de Abril e Vasco Lourenço nunca um espectáculo de tão apurado sentido de humor e gosto estético como a "Ti Maria da Peida" poderia abrilhantar umas festas de matriz religiosa em honra de Nossa Senhora dos Mártires. Por exemplo.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Requisitos para o blogue ideal
... É conveniente ser-se "young adult", de preferência do sexo feminino, frequentadora de um meio (profissional ou académico) onde há mais gente do mesmo género que pode ser objecto de comentários, "single" (para poderem entrar em campo vários parceiros ou proto-parceiros), ter algumas preocupações sociais e uma adesão a qualquer movimento da moda ou "porque sim" (o Que se Lixe a Troika parece ter caído em desuso mas sindicatos é que não), mostrar fotografias banais com efeitos de luz, reproduzir diálogos com muitos "como assim?", meter alguns "WTF?" e algumas liberalidades de linguagem pelo meio (mas não muitas por causa dos membros mais velhos da família), incluir músicas de geração e chavões do Facebook, mostrar algum fetichismo por acessórios da moda, publicar alguns poemas de produção própria e de preferência amorosos, fazer referência a alguns livros ou revistas e revelar preferência por gatos e, quanto a cães, que sejam minúsculos e peludos ou que tenham formas estranhas.
domingo, 19 de janeiro de 2014
A hipocrisia portuguesa
A propósito das aventuras amorosas do Presidente francês, alguma imprensa português tem-se dedicado, como é de regra, a recordar outros casos célebres.
Ontem, o virtuoso "Expresso" levou a coisa ao clímax numa galeria onde, pelo carácter exaustivo com que quis abordar o assunto, deixou bem clara a ausência portuguesa.
No nosso país de tão bons costumes não houve Presidente, primeiro-ministro, nem ministro ou deputado sequer, que se tenha derretido por qualquer "piece of ass". Nunca. Tem sido tudo gente bem comportada, nada hipócrita e muito respeitadora, graças a Deus!
Que sorte que temos, com políticos e jornalistas assim ...
Que sorte que temos, com políticos e jornalistas assim ...
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
O presidente "Dr."
Não consigo perceber por que motivo é que o actual presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha se esforça por pôr sempre o "Dr." a seguir ao nome em tudo quanto assina, da carta em que responde a um munícipe até um anúncio público.
Ao que consta, e nunca vi nenhum currículo (nem sequer durante a recente campanha eleitoral), é licenciado, realmente, embora pelo pólo que a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) manteve nesta cidade antes de os pólos universitários, enquanto tal, serem proibidos por estarem a transformar-se em algo parecido com postos de ensino à distância, sem corpo docente próprio.
Pode usar o título, claro, mas é mesmo necessário enfiá-lo na assinatura?
Pode impressionar muita gente mas o efeito é precisamente o contrário em quem, tendo feito o seu curso presencialmente numa universidade, nem sequer lhe passa pela cabeça ostentar o "Dr" ou o considerar necessário na vida quotidiana...
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Incongruências
Não consigo perceber porque é que tanta gente se derrama aos berros pelas "redes sociais" e pelos "compartilhas", sobre factos político-financeiros e outros mas também sobre muitos mitos urbanos e outras invenções, para depois ficar em silêncio quando as câmaras municipais, em tempo de crise, gastam milhões de euros em obras faraónicas como... alargar os passeios de uma avenida que não é zona comercial, nem com "equipamentos culturais" ou "sociais" mas apenas residencial e de passagem.
(Isto passa-se em Caldas da Rainha mas deve ser raro o município onde não se fazem coisas destas e parecidas.)
Fugiram? Fazem de conta que não viram? Estão de acordo?
Uma personalidade pública, definida como "humorista" mas que eu tenho visto mais como protagonista de pequenos filmes publicitários, diz isto: "Prefiro ter filhas lésbicas a serem do Sporting".
Estranhamente, a brigada dos "politicamente correctos" e a "polícia do pensamento" ficam em silêncio. Porquê?
Subscrever:
Mensagens (Atom)














