quinta-feira, 16 de novembro de 2023

A sós no mundo



Às seis e meia havia uma promessa de sol. Às nove e meia o céu foi, todo ele, conquistado pelas nuvens. Não de chuva, parece-me, mas de simples humidade, cuja concentração pode ter sido favorecida pela temperatura amena que às vezes se faz notar.

Toda a região que consigo ver no passeio que dou, durante cerca de quarenta minutos, está coberta por este espesso manto acinzentado, transformando-se noutra, quase desprovida de vida.

É uma hora a que já há poucos carros em movimento, depois de terem sido levadas as crianças à escola ou feita a deslocação para o emprego, e em que já deram os seus passeios as poucas formas de vida inteligentes que aqui residem e que passeiam os seus cães. É um sossego absoluto em que também são poucas as aves que se fazem ouvir, porque estas mudanças de tempo parecem, muitas vezes, silenciá-las.

É como se estivesse sozinho neste mundo, mas felizmente apenas na boa companhia da Elsa, que é agora a chefe da minha reduzida matilha. É um dos encantos deste meu agradável e afortunado exílio do mundo.



terça-feira, 14 de novembro de 2023

Paack: mentiras e falsificação


Já vi pessoas e empresas a mentirem, por vezes na versão mais suave que é "faltar à verdade".

Mas nunca vi nada como aquilo que passei com a estranha empresa de distribuição Paack, onde as mentiras, o descaramento e a falsificação se sucederam em poucos dias. Já me parecera que esta empresa não era de fiar, como aqui escrevi, mas... desta maneira?!

Vejam só.

Feita uma compra à Zooplus, uma empresa de produtos para animais com sede nos Países Baixos, que até tem funcionado bem, calhou ir a encomenda parar à Paack, com entrega prevista para dia 30 de Outubro.

Nesse dia, à noite, e infelizmente não tenho aqui o "print" do ecrã, informaram-me que eu não estava na morada da entrega. Mas até estava, e acompanhado.

No dia 31, a situação repetiu-se. Não estava ninguém na morada de entrega, informaram. Mas até estava.




A entrega seria feita no dia 2 de Novembro, anunciaram. E até me anunciaram que a encomenda foi realmente entregue no dia 2. Só que... não foi!



Sem a encomenda, feita a devida reclamação à Zooplus, quis tirar a limpo o que se passava e pedi à Paack que me fornecesse prova da entrega. A metodologia de entrega das distribuidoras é definida por elas, mas nenhuma pode deixar de fornecer prova da entrega. Salvo se a vigarice for tão grande que...

E a Paack lá forneceu a "prova". Esta "prova", numa reiterada afirmação de vigarice.




E que há vigarice nisto mostra-o o facto de a "assinatura" fornecida pela Paack ser...um risco vertical junto ao meu nome. Esta "assinatura" é uma falsificação e bem grosseira. A minha assinatura não é um traço vertical e está, e é sempre a mesma, nos vários documentos que dela carecem. Como, possivelmente, a de que qualquer pessoa que saiba escrever, pelo menos, o seu nome. Estranhamente, a Paack considerou que esta falsificação grosseira (feita por alguém da empresa? em papel? digitalmente?) servia para comprovar a entrega... que não fizeram.

A Paack conseguiu, com isto, fornecer três mentiras e um acto de falsificação.

Quando inquiri a empresa, a esse respeito, a resposta foi uma quarta mentira: que a encomenda (que não entregaram, que depois dizem que entregaram, demonstrando-o com um ... risco!) tinha sofrido... "um problema logístico"!




Que credibilidade merece gente como esta? Nenhuma. 

Mas o certo é que a Paack consegue ter como clientes algumas empresas mais importantes (e a quem custará pouco assumir extravios de encomendas...) e afirmar, no que só pode ser uma manifestação de sarcasmo: "Na Paack levamos este tipo de incidente muito a sério"!

Quanto à Zooplus, onde eu não farei mais compras enquanto continuarem a entregar as coisas à Paack em vez de as entregarem aos seus clientes, reembolsaram-me da compra (mas não da maçada), assumiram que a encomenda se tinha extraviado e até me ofereceram um cupão de desconto de 10€.

Só que, depois disto, a vontade de voltar a comprar na Zooplus é nula. E se, neste ano, ainda ganharam mais de mil euros nas compras que lhes fiz, acho que não gastarei mais nada com eles.





segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Ler jornais já não é saber mais (196): estes títulos só podem ter sido feitos pela Inteligência Artificial...

 

... de tão burocráticos, repetitivos e desprovidos de criatividade e de imaginação que são.

Ou será o contrário e é o jornalismo (?!) que hoje está burocratizado, repetitivo e desprovido de criatividade e de imaginação?














































domingo, 12 de novembro de 2023

"Vamos Mudar": da falta de discernimento e incapacidade de raciocinar como política autárquica


Como aqui já expliquei, e depois de ver este artístico objecto desobstruído e de novo cheio apenas porque chove normalmente, não é possível encontrar outra explicação: a política autárquica desta gente (do grupo "Vamos Mudar", que é o projecto político-empresarial pessoal do presidente camarário) assenta na mais rematada falta de discernimento e incapacidade de raciocinar.





sábado, 11 de novembro de 2023

Recordando...

 ... o que aqui escrevi sobre o ainda primeiro-ministro em Junho de 2017. 

Ele não mudou desde essa data até hoje. Ou, se mudou, foi para pior.







terça-feira, 7 de novembro de 2023

7 de Novembro: finalmente!

 Em 19 de Dezembro de 2022 escrevi aqui isto:




O primeiro-ministro, a arrogante criatura na capa da arrogante publicação, demitiu-se hoje. 

Ainda bem!




Mas ele ri-se...

 

Eram o "luto", a "luta", os protestos, as manifestações... mas depois é isto: o político catastrófico que é Vítor Marques, em má hora eleito presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, não anda nada triste, nem revoltado nem zangado com a "perda" do novo hospital do Oeste... como se pode ver pela expressão da sua alegria na passeata turística que fez agora aos EUA. 



E pergunte-se, já agora: à excepção de uns cartazes que ainda andam por aí espalhados, alguém vê pelo concelho alguma coisa que mostrem a "luta" ou o "luto" do dito político e dos seus fiéis acólitos?


segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Quando a chuva em Novembro é notícia...

A meteorologia está reduzida a isto: a previsões que são tomadas, e noticiadas, como certezas; a expressões polémicas saídas do caldeirão dos aspirantes a cientistas e replicadas até darem vómitos ("rio atmosférico", "ciclone-bomba", etc.); a notícias de que haverá chuva... numa época (Outono, mês de Novembro) que se caracteriza por muitos dias de frio e chuva.

A parvoíce mais recente é esta, saída do penico que é a CNN tuga, onde se anuncia um "episódio de chuva"... neste tempo. Quem escreve estas "notícias", e as titula, deve ter o cérebro directamente ligado ao intestino grosso!







domingo, 5 de novembro de 2023

O Bombarral fica lá longe

 


Vítor Marques, presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, a ver o novo hospital do Oeste por um canudo, depois da muita água que meteu num processo desastradamente conduzido.






quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Convinha que Clara Ferreira Alves lesse uns livritos, convinha...


Uma das características definidoras das entidades ubíquas do comentariado nacional é o facto de saberem tudo sobre tudo e em qualquer momento.

Clara "La Plume de Ma Tante" Ferreira Alves é um desses casos curiosos de enciclopedismo virtual que, na passada edição do pedante "Expresso" (de 27.10.23) produziu esta extraordinária afirmação: "Convém ter lido uns livros. Para a 'História dos Judeus', os três volumes do historiador judeu britânico."

Acontece que a "História dos Judeus", de Simon Schama, tem apenas dois volumes ("Encontrar as Palavras" e "Pertença", ed. Temas e Debates/Círculo de Leitores, tradução minha). Devia ter terceiro, que, infelizmente, não há.

A obra é, realmente, magnífica, mas é de calcular que a criatura que lhe inventou um terceiro volume nem a tenha lido.

Embora "convenha", claro...