sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Teorias da conspiração: melhor do que isto é difícil

Uma conspiração em que convergem os jesuítas, a maçonaria, o Pentágono e Wall Street com os "Protocolos dos Sábios do Sião" e os "Illuminati" como esteios? Nem no tempo de Estaline, nem no PREC nem n' "o diário" de Miguel Urbano Rodrigues se chegou a este ponto. Eram tão bons rapazinhos quando eu os conheci...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

40 minutos chegam

Não são necessários mais do que 40 minutos para contar uma história e, até, para fazer a sua ligação a uma história de carácter mais abrangente, a um "arco".
Falo, simplesmente, de televisão e dos tempos-padrão da maior parte das séries.
Podemos ter a noção de que a duração de cada episódio é maior, por ocupar uma hora ou quase da programação e por termos as interrupções para publicidade mas, vistos sem estes constrangimentos, percebe-se que os 40 minutos chegam, em séries que, não deixando de ser "comerciais" (como se pudessem deixar de sê-lo ou isso fosse um pecado), são de elevada qualidade em todos os domínios.
É o caso de "The Good Wife", a que já me referi e que se vai podendo seguir no canal Fox Life, às terças-feiras.
É também o caso de "NCIS", cuja oitava temporada, absolutamente notável, acabei de ver em DVD e que não aparece nos canais de cabo portugueses, e foi, exemplarmente, o caso de "ER - Serviço de Urgência" (agora só em DVD).
Será que estas coisas se ensinam nos cursos, pequenos e grandes, de televisão que por cá se fazem?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

"The Affair", de Lee Child

"The Affair", acabadinho de sair (não cá, claro), é o 16.º livro de Lee Child na sua série que tem por herói o ex-Polícia Militar Jack Reacher. E não é o melhor.
Como já aconteceu, Lee Child leva-nos ao tempo em que Jack Reacher está ainda no Exército, de onde sai devido à redução de efectivos mas também, como ficamos agora a saber, porque levou longe demais uma investigação. E, como já aconteceu, o autor dá também voz a Reacher e põe-no a narrar a história. É interessante a variação mas Reacher ganha com a narrativa na terceira pessoa.
O regresso ao passado (neste caso, a 1997, ano em que por acaso sai o primeiro título da série, "The Killing Floor") mostra-nos ainda um Reacher capaz de executar a sangue-frio quem cometeu alguns assassínios e de uma forma que não é exactamente cara a cara. E tem a menos os famosos, e divertidos, confrontos físicos de Reacher com adversários diversos que fazem parte dos cânones da série.
Em "The Affair", Lee Child leva tudo demasiado a sério. Não é isso que torna melhores as aventuras de Jack Reacher.

sábado, 29 de outubro de 2011

Dificuldades de aprendizagem

O "caso Duarte Lima" é a demonstração mais perfeita do erro cultural que as elites nacionais cometem ao pensarem que a "literatura policial" é só a dos homicídios de fantasia imaginados por Agatha Christie enquanto lavava a louça...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

A cultura do "Expresso"


Para a fogueira, talvez?
"Os livros, quase na mesma proporção do cinema (isto é, a larga maioria) são meios de produção da imbecilidade e, se fosse possível introduzir aqui alguma justiça, deviam ser taxados como o tabaco. (...) É preciso perceber que o amor universal pelo livro, a ideia de que o livro é, em si, uma coisa boa, encerra uma mentira: a de que muitos deles são nefastos e não deviam gozar de nenhuma prerrogativa." (António Guerreiro)
 
Amor com amor se paga
"No sábado, o realizador João Canijo agrediu fisicamente Francisco Ferreira, crítico de cinema do Expresso. A agressão, cometida no cinema São Jorge, foi motivada pelo simples facto de Francisco Ferreira ter atribuído duas estrelas ao último filme do realizador português. É um ato inaceitável e que revela uma estranha incapacidade de lidar com o simples exercício de crítica e liberdade de expressão. E que apenas reforça a nossa certeza de não cedermos a pressões de qualquer espécie." (Editorial)

("Expresso", 22.10.11. Foi mantida a ortografia publicada.)

sábado, 22 de outubro de 2011

Nisto sou convictamente parcial mas muito objectivo

Eurico do Amaral, à esquerda na fotografia
Os vinhos da Quinta da Fata (Vilar Seco, Nelas) são os melhores vinhos do Dão que conheço e conheço muitos, e tenho conhecido muitos, incluindo os que primeiro saíram do Centro de Estudos Vitivinícolas de Nelas nos anos setenta. E conheço os seus produtores, Eurico do Amaral e Maria Cremilde, que fizeram uma obra notável no domínio do turismo de habitação e, desde há alguns anos, na produção de vinho.
É por isso que não resisto - até porque as fotografias me chegaram entretanto - a destacar que o tinto Touriga Nacional de 2008 recebeu, muito merecidamente, uma medalha de ouro no International Wine Challenge (de Londres) de 2011, sendo o único vinho a receber o troféu dado a um vinho do Dão. Os pormenores estão aqui. Parabéns, pois claro!