terça-feira, 25 de novembro de 2025

A caldeirada presidencial e a minha reiterada abstenção

Há, literalmente, dezenas de candidatos (ou pré-candidatos, porque só serão candidatos quando entregarem as assinaturas dos seus proponentes) à eleição presidencial de 18 de Janeiro do próximo ano. Mas, de certo modo, o sistema já escolheu e só resta saber qual destes quatro é que será Presidente da República.




Este fragmento da primeira página do "Público" de 22 de Novembro é claríssimo: o jornal falido que continua a ser "de referência", que é um brinquedo de um dos grandes grupos económicos portugueses (a Sonae), define quem é que deve ser Presidente da República, criando uma "short list" para o efeito. Não sei se o "Público" justificou a sua selecção, mas isso pouco importa.

Ou seja: é como se já tivesse havido uma espécie de primeira volta, de onde foram repescados quatro candidatos: Marques Mendes, dito "o profissional" (em primeiro lugar, como se fosse ele o escolhido), Seguro, dito "o 'sem-amarras'", Gouveia e Melo, dito "o mergulhador", e André Ventura, "o mini-Trump". É como os famigerados debates televisivos: os "especialistas" determinam quem são os melhores e os piores candidatos. Nem vale a pena ir votar!

Esta intervenção do "Público" na campanha presidencial mostra como a eleição está inquinada. Há um pequeno punhado de candidatos (e surpreende-me que o "Público" não inclua Cotrim de Figueiredo na sua "short list") de onde sairá o próximo Presidente da República, muito provavelmente numa segunda volta, e uma colecção deles dos quais nenhum conseguirá chegar ao almejado cargo. 

O pior, depois, é que nem o percurso nem a postura nem o currículo nem os princípios, programáticos ou outros, dos cinco (com Cotrim) do "Público" os mostra especialmente preparados para a função nem capazes de se diferenciarem entre si. 

É certo que a "preparação", em si, é uma ilusão. Dizia-de de Marcelo Rebelo de Sousa que estava "preparado" para a coisa. Viu-se o triste resultado. E em matéria de representação do Estado? Alinham todos, coitados, pelos postulados belicistas da liderança da União Europeia. E isso, aliás, basta-me para os rejeitar, não sabendo, verdadeiramente, ao que vêm e não tendo grande apreço político por nenhum. 

Não votei nas eleições europeias porque as principais candidaturas eram todas fiéis seguidoras da "madam" Fond of Lying. Repeti-lo-ei nesta eleição presidencial. E, perante cada um, não encontro outro que mereça o sacrifício do meu "voto útil".

Quantos aos outros todos, mesmo saídos de partidos de reduzida representação parlamentar, podem ter discursos muito acertados mas nunca serão eleitos. O voto neles é um verdadeiro voto inútil e, pela participação no acto, uma aceitação desta caldeirada política.

E a minha abstenção não é só válida para a primeira volta, mas também para a segunda. Nenhum deles me serve como Presidente da República, nem os da Sonae nem os outros.





(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

domingo, 23 de novembro de 2025

Patadas na língua, patadas no jornalismo (9)


Os disparates que aqui se recolhem não são muitos, não sendo a sua recolha fruto de uma análise exaustiva da imprensa nacional. Mas aquilo que expõem é assustador e preocupante: há um nível elevado de verdadeiro analfabetismo funcional na comunicação social.

Vamos aos exemplos:

Frases à balda


Há frases cuja construção não parece obedecer a qualquer lógica. Ou que ninguém parece ter a preocupação de as ler, pelo menos, mais uma vez. Ou, pior ainda, elas até podem ser lidas antes de saírem para o domínio público… sem que ninguém dê pelas confusões e pelos erros que as tolhem.




"Água pelos pés"?! O contexto não está bem definido, mas ter "água pelos pés" é motivo para alarme? Na CNN tuga.






"Causou ferimentos em quatro feridos". Extraordinário. Na CNN tuga.




"Invasão à Rússia?! Na CNN tuga.






Se é certo que nem todos os militares são oficiais, já será mais verdade
que todos os oficiais são militares. Na CNN tuga.




Sempre pensei que fosse "ordenar que" e não "ordenar a". Na CNN tuga. 






Eis uma das frases que deviam ser lidas e relidadas antes de serem publicadas. Não ficaria melhor "Reserva de água nas barragens a 80% depois da depressão..."? No "Jornal Económico".



Erros de tradução ou falta de conhecimentos?


Há palavras e expressões que significam uma coisa numa língua e outra coisa noutra língua. Há muita gente que o sabe. Os tradutores profissionais sabem-no. Os jornalistas... pois. 




Em português diz-se "exemplares", no que toca a livros. Em inglês usa-se "copies" (o singular é "copy"). "Cópias" em português é isso mesmo: cópias, como fotocópias, por exemplo. A ideia é essa, nesta entrevista publicada no "Expresso"?





Imagina-se: Trump a correr atrás de Maduro, ou atrás de Maduro numa fila em movimento. É, apenas, o inglês "to go after" ("atacar", por exemplo).
E fica tão bem o "ele (tu) vais"! Na CNN tuga, claro.




A gramática é uma chatice

A gramática não serve para nada, aprendê-la é uma maçada muito e se os professores ainda castigavam os "burros" com más notas... nem, na imprensa, tudo se pode fazer. Evitando a chatice que a gramática é, bem entendido. 


"Recusas (...) aumenta". No Observador.





José Sócrates pediu "concelhos". Quais teriam sido? Lisboa? Porto? Leiria?... Na CNN tuga.





Juntaram-se "ódio" e "intolerância" e "redes sociais". Mas a CNN tuga escreveu "juntou-se", alheada da regra do plural. Ou terá sido mesmo o que esta "pop star" disse?






"Os únicos culpados são". CNN tuga, outra vez.






Quem valoriza, valoriza alguma coisa. Ou então valoriza-se. 
A CNN tuga não gosta dos verbos reflexivos.




Imagino o preço dos combustíveis, escondido não sei onde, a querer mexer... onde? Em quem? A CNN tuga não revela.



(Imagens de fonte aberta de acesso público.)



sábado, 22 de novembro de 2025

Racionalidade e loucura

O vice-presidente dos EUA expressou, finalmente, uma opinião absolutamente realista e pragmática. E só falta perguntar para que serviram o equipamento militar e os milhões de dólares e de euros que têm sido atirados para a Ucrânia.

O presidente de Portugal expressa, como sempre, uma opinião absolutamente incompatível com a realidade dos factos e inquinada por uma ilusão (estranha, em pessoas racionais...) que pode ser, e talvez ainda bem, mortífera para a União Europeia. E é pena que quem assim pensa não se dê como voluntário para o campo de batalha.












(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

A guerra que engrandece


Não vejo um único candidato em quem queira ir votar. e não tenciono ver os "debates" nem, muito menos, os comentadores que debatem sobre os "debates".

Mas posso fazer já uma previsão: o candidato Ventura vai "perder" todos os "debates", seja com o manso candidato Seguro, seja com qualquer um dos outros.

A imprensa não percebe que a sua guerra irracional contra André Ventura (repito: em quem não vou votar) ajuda a engrandecer André Ventura. Na prática: quantos mais ataques, mais votos.

Depois, admiram-se...





(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

sábado, 15 de novembro de 2025

À espera...

 


Continuamos todos à espera de podermos saber mais, na imprensa em geral, sobre este caso, segundo o "Observador" (rival da CNN tuga), do director que é "acusado de discriminar por orientação sexual". Ele há sempre tantas notícias sobre discriminação sexual e agora... nicles?...







(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

sábado, 8 de novembro de 2025

Que tristeza de primeiro-ministro...





Como primeiro-ministro, assim, ele não é, realmente, grande coisa.

Qualquer pessoa que, doente ou a sentir-se doente, vá a um hospital, a um centro de saúde ou a uma consulta médica, e saia de lá medicada, tratada, aliviada ou psicologicamente mais confortável, elogia quem a recebeu e apoiou. Sempre assim foi, sempre assim será.

Usar isto para justificar decisões políticas é quase imoral...






(Imagem de fonte aberta de acesso público.)





quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Catástrofe em Lisboa!

Pior do que um sismo, um tsunami, uma tempestade tropical ou a 999.ª variante da covid, foi isto: caiu uma árvore "no centro" de Lisboa, que... causou feridos ou mortos? Não. "Prendeu" três carros, segundo a notícia.

E a árvore estaria já condenada, por doença ou tratamento impróprio dos serviços municipais ou por causa da poluição?

Ou das famosas alterações climáticas?

Não, claro que foi o "mau tempo". Ou terá sido o mau jornalismo?









(Imagem de fonte aberta de acesso público.)


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Tenham medo, tenham medo, tenham medo...


As "previsões" da CNN tuga não se confirmaram na semana passada (e algumas câmaras municipais deviam explicar por que motivo é que, mais uma vez, não limparam as sarjetas...), mas não há que desistir: "Portugal inteiro" tem de tremer de medo com mais este Dilúvio anunciado.















(Imagens de fonte aberta de acesso público.)