Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2024
A ignorância da imprensa nacional relativamente à indústria audiovisual
O mundo vai acabar mais cedo...
E teremos mais um "rio atmosférico" ou mais "calor extremo" ou qualquer outra coisa da moda... apenas porque os sacos de plástico "leves" e "muito leves" ainda não vão ser pagos, o que vai, evidentemente, agravar as "alterações climáticas"
terça-feira, 2 de janeiro de 2024
Os cães e os outros
Cinco: é este o número de cães que passaram pela minha família, considerando o núcleo original e os seus descendentes. Dos cinco, três já não estão connosco, por doenças diversas e em circunstâncias sempre muito tristes. Restam dois. Não sei se haverá mais.
A existência de cães obrigou a determinadas condições fundamentais e uma delas foi dar-lhes sempre a devida atenção e de uma forma crescentemente activa, porque, em tudo o que se refere aos seres vivos, os cães não trazem livro de instruções e nós, os humanos que nos interessamos por eles, estamos sempre aprender. Comer e beber, sítio onde dormirem os sonos mais profundos e confortáveis à medida das suas necessidades, cuidados médicos, brincadeiras e passeios e... companhia. De tudo isto precisam, é tudo isto que devemos dar-lhes.
Os cães são seres vivos eminentemente sociais, e sociáveis no que se refere aos seres humanos, e sempre considerei que deviam acompanhar os "seus" humanos quando os períodos de separação são superiores ao que estimo como razoáveis em matéria de horas, impedindo situações de tensão. Porque é impossível pô-los com "os avós" ou explicar-lhes que a nossa ausência é temporária.
Nunca, por comodidade humana, os nossos cães foram enviados para "hotéis" ou outros serviços de alojamento. Nem mesmo quando, em Novembro do ano passado, a casa ficou inabitável na sequência de um incêndio doméstico. Estivemos sempre juntos. E mesmo em pequenas viagens de carácter turístico não têm ficado para trás, porque hoje já se encontram muitas ofertas de alojamento onde são aceites cães. E onde há pessoas amáveis e atenciosas que nos dizem que o facto de serem três cães e não dois é problema nosso, porque nos acolhem sempre, ou que (agora são três e não dois..), jovialmente, que "não faz mal, porque a minha filha é veterinária". Têm toda a nossa gratidão.
E se há amigos, a quem sempre estaremos também gratos, que nos aceitam e aos nossos cães, há, às vezes, incompreensões.
Por exemplo: há quem nos tenha aceitado com cães uma vez, para depois nem voltar a pôr a hipótese e, no entanto, nem houve problemas. Há quem sugira que é melhor não, quando noutras ocasiões já pôde ser. Há quem exclua. Os cães e nós, por extensão, claro. E não me refiro a estranhos (às vezes, até, mais disponíveis) mas a pessoas bastante mais próximas. Incluindo familiares.
E, abstendo-me relativamente à estima ou ao grau de parentesco, sentindo-me cada vez mais indiferente, dou por mim a pensar que é verdadeiro, e nada exagerado, o que às vezes se diz: quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos cães. Estes, pelo menos, são leais até ao fim. E eu tenho de ser leal para com eles. Não pode ser de outra maneira.
domingo, 31 de dezembro de 2023
sábado, 30 de dezembro de 2023
Banha da cobra
Compreendo a necessidade do uso das máscaras faciais em algumas circunstâncias. Numa instalação hospitalar em que é necessário salvaguardar doentes e pessoal clínico de alguma contaminação mais perigosa. Por pessoas que têm condições de doença que as tornam especialmente debilitadas. Pelos investigadores numa cena de crime. Ou numa cidade subjugada pela poluição atmosférica, como certas cidades do Oriente.
Mas não deste modo, como aparece hoje na primeira página do "Correio da Manhã":
E não me esqueço dos idosos que vi, nos dias mais quentes de 2020, a arrastarem-se ao sol em ruas quase desertas e de máscara na cara, ofegantes e com evidente dificuldade em respirarem. Nem do homem que, ao entrar num restaurante do Alto Alentejo, espirrou dentro da máscara que tinha na cara, assoando-se em seguida à mesma máscara... e sem a tirar.
O que tenho visto, nas últimas semanas, nada tem a ver com as situações em que o uso da máscara, com todas as suas limitações, pode ser realmente benéfico. Dos supermercados ao ar livre, no campo, e mesmo dentro dos próprios carros, o que vejo são pessoas que parecem razoavelmente saudáveis... mas assustadas.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2023
Notas de prova (Alentejo)
terça-feira, 26 de dezembro de 2023
Ler jornais já não é saber mais (199): Biden pode tentar coagir a imprensa que não faz mal...
O presidente dos EUA, na Casa Branca, deu um raspanete à imprensa e disse aos jornalistas que deviam dar as notícias sobre a economia "da maneira correcta".
domingo, 24 de dezembro de 2023
Ler jornais já não é saber mais (198): como o "Observador" alinha com a desinformação
Um jornal de pouca credibilidade, o alemão "Bild", afirma, a partir de uns genéricos "serviços secretos europeus", que a Rússia vai "atacar" a Europa no "Inverno" de 2024.
O jornal ucraniano "The Kyiv Independent", fiel porta-voz do governo de Kiev, amplia a coisa, porque dá jeito, para encher a narrativa da mão estendida do presidente comediante e para tentar recuperar os favores da opinião pública europeia.
E o excelso "Observador" tuga, cujo rigor jornalístico desandou há vários anos para parte incerta, dá um destaque desmesurado à coisa sem perder um segundo que seja a interrogar-se sobre o grau de veracidade da "notícia".
A começar pela falta de idoneidade da fonte original e a acabar na estranha certeza de que a Rússia, que se dizia ser tão pobre, seria capaz de sobrecarregar ainda mais a sua economia e a sua população para abrir directamente uma segunda frente de confronto, e com data marcada (daqui a 12 meses!) contra a NATO. E numa situação absurdamente fictícia, que até inclui a não menos absurda previsão de um vazio de poder nos EUA entre a eleição de um novo presidente (que já não seria Biden) em Novembro e a tomada de posse do novo presidente (que seria Trump) em Janeiro! Até parece que querem sugerir que o tal "ataque" se dará se Biden não for reeleito... para irmos todos a correr votar no velhinho.
Nada mal, para um órgão de (des)informação que até tem uma secção destinada a combater e a castigar os que espalham informação que não é verdadeira...
sábado, 23 de dezembro de 2023
8h08
Se o quisesse fazer, dificilmente o teria conseguido. A minha intenção de fotografar o sol que se via por uma das portas da sala deu origem a esta imagem, captada pela lente fotográfica de um telemóvel quase básico hoje às 8h08, que parece um postal de Natal e que é, por isso, adequada à "saison".)






































