domingo, 20 de janeiro de 2019

Notas de prova


Cottas - Tinto 2015 - DOC Douro
Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinto Cão
Quinta de Cottas - Cottas
13% vol.
Muito bom.

Notas de prova



Mundus - Tinto 2016 - Vinho Regional Lisboa
Aragonez (60%) e Syrah (40%)
Adega Coperativa da Vermelha, Cadaval
13% vol.
Mau!

Notas de prova



Cancellus - Tinto (sem data) - Vinho regional duriense
Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional e 
Adega Cooperativa de Vila Real
13% vol.
Muito bom

Notas de prova


Terras Madre de Água - Tinto 2014 - DOC Dão
Touriga Nacional e Jaen
Madre de Água, Lda. - Gouveia
13% vol.
Bom!

Podridão: factores de estranheza



A notícia na primeira página do "Sol"

Quando morei num andar acima do solo numa zona suburbana de Lisboa, e assim que as circunstâncias o tornaram possível, o que quis foi mudar-me e, pelo menos numa primeira fase, dispor de uma casa bem fora de qualquer cidade, pelo sossego, pela tranquilidade, em suma, pela qualidade de vida, que seria superior.
Mais de dez anos depois de me ter mudado definitivamente (para uma moradia no campo), sinto realmente que a minha qualidade de vida mudou e não considero, sequer como hipótese remota, voltar a morar numa cidade.
Esse é um elemento de estranheza perante uma notícia como esta: o primeiro-ministro em funções, criatura pela qual não nutro qualquer tipo de consideração, trocou uma vivenda num condomínio fechado dos arredores de Sintra por uma cave em Benfica. Uma vendeu-a por 350 mil euros (tão pouco?!), a outra comprou-a por 320 mil euros (tanto?!).
É possível que o chefe do Governo prefira morar numa cave, como tantos são, por exemplo, os indianos que mergulham convictamente no Ganges. Mas… não sei, não acredito nessa estranha preferência.
Por outro lado, a (não) diferença de preços: o que aqui fica, sabendo-se como as coisas são (incluindo a voracidade fascista do Fisco pelos impostos sobre o imobiliário e a forma criativa como muita gente lhes foge) sugere que o preço público da compra foi talhado à medida para salvaguardar a aparência de reinvestimento do produto da venda de modo a evitar o agravamento do IRS. Pode nem ser o caso mas estamos aqui num domínio muito delicado: em política, o que parece é.
Um outro elemento de estranheza tem a ver com a imprensa: a notícia foi dada ontem, sábado, em primeira mão, pelo "Sol". Até este momento, e à excepção do "Correio da Manhã", a restante imprensa ignorou o assunto. Ou foi forçada a ignorar?
Tudo isto cheira mal. E é mais um exemplo da podridão política em que mergulhámos.


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sábado, 19 de janeiro de 2019

"Reabilitação", mas dos amigos da construção civil: eis as obras eleitoralistas de Caldas da Rainha


Como de costume: a capital do concelho é que interessa, 
o resto é paisagem. Suja e mal cuidada, aliás.

No ano de eleições municipais de 2013, com efeitos ainda em 2014, a cidade de Caldas da Rainha (capital do concelho de Caldas da Rainha) foi devastada por obras de "regeneração urbana" que deram origem a um estacionamento subterrâneo (que mete água), passeios mais largos e a "regeneração" financeira de várias empresas de construção da região (cujos proprietários até se poderão ter sentido compelidos a partilharem a sua "regeneração" com os "regeneradores" locais…)
Porque alguém há ter de ganho alguma coisa com a "regeneração" (votos, euros, confortos), o cenário vai repetir-se em 2021: mais obras, desta vez de "reabilitação", segundo anuncia a "Gazeta das Caldas", cujos moralistas de serviço não vêem nisto motivo nenhum para terem dúvidas.
E as obras fazem-se cima das eleições, claro, porque 2021 é um novo ano de eleições municipais.
Como sempre na capital do concelho, claro, porque "as Caldas" é uma cidade e tudo o resto (o interior do concelho de Caldas da Rainha, as suas povoações e populações, os seus modos de vida e o turismo rural e balnear) não existe, nunca existiu nem nunca existirá. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

E ele não responde...






… a duas simples perguntinhas feitas há 2 (dois) meses.
Caramba, podiam sorrir-se menos e serem mais competentes!

Ler jornais já não é saber mais (44): analfabetismo linguístico



Esta malta adora as importações linguísticas inglesas, do "é suposto" à "resiliência", passando pelo "alegado" e pelo "tu" que não percebem ter a ver com a especificidade da língua, mas depois escrevê-la é que… nada.
Veja-se a manchete saloia do "Público" de hoje: "God Save UK" Ou seja: "Deus guarde Reino Unido". Soa mal, não, soa? Pois, porque falta o artigo definido. Em português ("Deus guarde o Reino Unido") como em inglês.
Porque a expressão correcta é "God save the U[nited] K[ingdom]". Ou seja: "God save the UK".
São analfabrutos, é o que apetece dizer!

domingo, 13 de janeiro de 2019

A Praça da Fruta e os seus equívocos

Não sou frequentador da famosa Praça de Fruta (que na realidade se chama Praça da República) de Caldas da Rainha.
E não sou por um motivo muito simples: não tenho onde estacionar em tempo útil.
Famosa e muito considerada no concelho, a Praça da Fruta tem esse problema, que afecta em primeiro lugar os muitos caldenses (por nascimento ou "naturalização") que precisam de carro para se deslocarem. Simplesmente, porque não moram na capital do concelho.
É o meu caso: morando a uma distância de cerca de 12 quilómetros da cidade de Caldas da Rainha, onde não há transportes públicos de jeito fora da cidade, não tenho a mesma facilidade que me dá um supermercado com estacionamento ou, parando à porta, uma simpática mercearia local que dá pelo nome de Aldeia Rural. 
Para fazer compras na cidade, preciso de ter um sítio onde possa estacionar, por um período de meia hora a uma hora. 
Quando a Praça da Fruta foi reconstruída, houve quem defendesse a existência de um parque de estacionamento subterrâneo nesse local (julgo que terá sido o CDS), o que a maioria camarária (do PSD) recusou, muito provavelmente pelo aparecimento de vestígios arqueológicos no subsolo que iriam atrasar a obra.  
Mas agora, tardiamente, é certo, são os próprios vendedores a levantar a questão, como se pôde ver numa reportagem da "Gazeta das Caldas" sobre o tema. Até porque podiam ganhar muito mais do que ganham se tivessem mais clientes.
Sem estacionamento possível, os seus únicos clientes serão aqueles que moram na cidade e mais perto do centro, além dos visitantes que lá vão com tempo para andarem a passear. Há muitos mais que poderiam garantir, se as condições fossem outras.
Aliás, é incompreensível que as suas receitas sejam já "comidas" pela montagem das bancas: são estruturas complexas, que obrigam a um esforço madrugador dos vendedores ou, então, à transferência do serviço (e do custo) para uma empresa que cobra 180 euros para o fazer. Note-se que os vendedores já estão obrigados a pagar à Câmara Municipal 15 ou 30 euros (dependendo da dimensão da tenda) por mês para aí poderem estar. Na prática, os vendedores estão a ser explorados pela Câmara, de uma forma directa ou indirecta. Ou melhor: "chulados".
A Praça da Fruta, sempre vista à lupa do egocentrismo da elite bem-pensante que mora na cidade, é um conjunto de equívocos. 
Quatro anos depois da sua desajeitada reformulação, talvez seja altura de começar a pensar em corrigir o que está mal. Ou vai ficar mal para sempre, acantonada nesse mesmo egocentrismo que é um dos principais males do concelho?


Se mudassem para melhor, ganhariam todos mais...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

A vingança do artista


"House of Cards", na sua versão americana, nasceu com o actor Kevin Spacey e desenvolveu-se com ele. E sem ele, esta série revelou-se um castelo de cartas que se desmoronou. A última temporada (a n.º 6), que a actriz Robin Wright não soube aguentar, é um desastre absoluto e foi o que de pior puderam fazer, num labirinto de erros. 
Começou pela injustiça idiota de afastarem Kevin Spacey quando só havia denúncias que levaram agora a uma acusação que há de levar a um julgamento… e, até ao fim, o actor teria direito a ser considerado inocente até ser provado o contrário. E acabou depois numa cena rocambolesca, ao fim de seis episódios apressados, mal escritos, mal filmados, feitos a mata-cavalos: a "presidenta" a espetar uma faca na barriga da personagem Doug Stamper. Com realização da própria Robin Wright.
Este desastroso fim foi, de certo modo, a "vingança do artista". 
Teria sido preferível deixarem morrer a série com a temporada n.º 6.


Começou muito bem, acabou abruptamente muito mal: Robin Wright revelou-se um fracasso