Mostrar mensagens com a etiqueta Triângulo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Triângulo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Um elogio a "Triângulo" nas recensões da Gulbenkian

A excelente apreciação de "Triângulo" na recensão de livros da Fundação Gulbenkian com link directo aqui:
 
Triângulo, o novo romance de Pedro Garcia Rosado, conduz o leitor ao universo sombrio e inquietante dos bastidores do poder político, no qual muitos crimes, incluindo os mais cruéis homicídios, podem ficar impunes. Nas primeiras páginas, trava-se com uma estranha personagem, José Garrido, curiosamente o primeiro-ministro de Portugal, cuja principal característica de personalidade é a irritabilidade e extrema violência, tendo como prazer supremo espancar pessoas até à morte. Vários dos seus colaboradores sabem disso e exploram a sinistra faceta do governante para subirem eles próprios na vida, ocultando os seus crimes ou proporcionando-lhe, eles próprios, as vítimas. Com este novo livro, Pedro Garcia Rosado - que se tem vindo a afirmar vigorosamente como um autor policial, no verdadeiro sentido do termo - retoma a visão pessimista da sociedade portuguesa que já revelou nos seus romances anteriores. Em todos, os verdadeiros criminosos nunca são os marginais que enchem as cadeias, mas as personalidades colocadas nas mais altas esferas do poder, político, económico ou religioso. Em Triângulo, a Igreja Católica e os escândalos de pedofilia associados a algumas das suas instituições são especialmente visados pelo autor. O inspector da Polícia Judiciária Joel Franco, herói dos romances “A Cidade do Medo” e “Vermelho da Cor do Sangue”, mantém-se como protagonista do presente livro, que tem como cenário principal a Lagoa de Óbidos e os seus arredores. Pode dizer-se, depois de ler Pedro Garcia Rosado, que este autor consegue retratar Portugal no seu pior.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"O Acordo Ortográfico não resolve dificuldades da língua entre Portugal e o Brasil"

"As diferenças na língua [entre o Brasil e Portugal] não são decerto um obstáculo inultrapassável e, já agora, também não acredito que o Acordo Ortográfico resolva as dificuldades que existem. Penso que os autores portugueses serão, relativamente ao Brasil, como autores estrangeiros, de outro país, que escrevem sobre realidades que os leitores brasileiros identificarão com facilidade e que terão interesse em conhecer."
É este o destaque que o jornal on line luso-brasileiro Portugal Digital faz de uma pequena entrevista que concedi e que pode ser lida na íntegra aqui.

sábado, 17 de novembro de 2012

"Triângulo" hoje na Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha




"Triângulo", o terceiro título da minha série "Não Matarás" (Asa, edição de Maria do Rosário Pedreira), é apresentado hoje às 15h30 na Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha, por iniciativa da Comunidade de Leitores das Caldas da Rainha.
A sessão será aberta por uma actuação de alunos do Conservatório da cidade.
"Triângulo", cuja história termina na Lagoa de Óbidos, segue-se a "A Cidade do Medo" e "Vermelho da Cor do Sangue".
O próximo volume, o quarto, intitula-se "Fragmentos" e tem ainda como cenário o concelho de Caldas da Rainha, antes de o principal protagonista da série (o inspector Joel Franco, da Secção de Homicídios da Polícia Judiciária) regressar a Lisboa, depois da tragédia pessoal que o atingiu.
"Triângulo" é o meu sétimo romance depois de "Crimes Solitários" (2004), "Ulianov e o Diabo" (2006), "O Clube de Macau" (2007), "A Guerra de Gil" (2008), "A Cidade do Medo" (2010) e "Vermelho da Cor do Sangue" (2011), publicado em Espanha com o título "Robo a un Banquero".
























domingo, 23 de setembro de 2012

Beatriz Pacheco Pereira gostou de "Triângulo"

Beatriz Pacheco Pereira, escritora e artista plástica (e criadora, com Mário Dorminsky, do Festival Internacional de Cinema do Porto/Fantasporto) gostou de "Triângulo" e escreveu-o no Facebook:

Acabei de ler "Triângulo" de Pedro Garcia Rosado. Mais do que uma história de um primeiro-ministro assassino, o livro é muito actual já que olha para as ramificações da pedofilia no mundo político português, para os jogos de poder, as conivências ilícitas, as ligações à prostituição. Mas o que interessa mais ainda é que é um relato apaixonante, dos que se lêem de uma ponta à outra, como um bom filme. Este romance, que é também uma história de amor, é o terceiro da série Não Matarás, criada pela Asa especificamente para o autor. O que no meio editorial português, é notável e já diz muito da sua qualidade. Espero o livro seguinte, claro. Parabéns, PGR!    

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Uma conversa com Margarida Rodrigues nas suas Tertúlias à Lareira


Perguntas ao autor e respostas no blogue Tertúlias à Lareira, com Margarida Rodrigues. Um excerto:

Foi jornalista. De que modo isso o incentivou para a escrita dos seus próprios livros?

Ajudou-me a ter disciplina de escrita, a utilizar melhor a língua portuguesa e a conhecer mais aprofundadamente a realidade nacional. Estes três elementos foram essenciais para começar, e continuar, a escrever romances.

Para terminar, deixe uma mensagem para os nossos leitores.

Leiam livros “policiais”, leiam “thrillers”.

O “thriller” é um dos géneros ficcionais que melhor permite abordar praticamente todos os problemas sociais, e até políticos e culturais, e – quando tem qualidade – é um entretenimento magnífico que nunca se abstrai da nossa vida de todos os dias.

Leiam os meus livros mas procurem ler também, em português ou (se puderem) em inglês, obras de Ruth Rendell, John Le Carré, Lee Child, Carl Hiaasen, Karin Slaughter, James Ellroy, Harlan Coben e Peter Robinson.

Vejam as boas séries televisivas, em DVD ou (o que é bastante mais difícil) na próprio televisão, como “The Wire”, “Forbrydelsen/The Killing”, “Os Sopranos”, “Boardwalk Empire”, “Damages”, “NCIS”, “The Good Wife”, “Game of Thrones” e até “Mad Men”.

Vão ao cinema. Ou vejam-no em casa, sem preconceitos. E sintam-se com o direito de gostar e de não gostar.

Uma análise alternativa de "Triângulo" por Beja Santos

Beja Santos escreve sobre "Triângulo" em Vidas Alternativas. Eis um excerto:

(...) O thriller “Triângulo” mete perseguições, sentimentos recalcados, vinganças medonhas, a mais tenebrosa rede de pedofilia e prostituição e os bastidores de um partido onde dirigentes de cúpula preparam a queda do sanguinolento Garrido. Reconhece-se que a trama está habilmente montada, são episódios curtos, incisivos, viaja-se muito bem da Serra da Estrela até à Lagoa de Óbidos, as figuras gozam da necessária plausibilidade para manter o leitor curioso e ativo a folhar as páginas. Mas não há bela sem senão, Pedro Garcia Rosado excede-se com o perfil do Primeiro-Ministro psicopata, temos para ali suicídios a mais, uma Medusa que domina metade do país e muitos sinais de fumo de corrupção na Polícia Judiciária. Por vezes o excesso torna-se caricatural e tira convicção ao entretenimento. A obra está bem urdida, mas o autor deitou-se a perder com os excessos que diminuem consideravelmente o prazer do entretenimento. Não se pode enganar o leitor misturando thrilher com serial-killer e a apologia de uma classe política profundamente corrupta. Defrauda-se o leitor e perdem-se convicções sobre as qualidades que têm o romance negro. Pedro Garcia Rosado que se acautele.