Mostrar mensagens com a etiqueta "Ulianov e o Diabo". Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta "Ulianov e o Diabo". Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 29 de julho de 2014

Nuno Chaves escreve sobre "Ulianov e o Diabo"

Nuno Chaves, que anima o blogue Página a Página, tem estado a ler as minhas primeiras obras e leu agora "Ulianov e o Diabo", onde se estreou o ex-KGB conhecido por Ulianov, que voltou a aparecer em "Vermelho da Cor do Sangue" e em "Morte nas Trevas" e que será, sozinho, o herói de "Ulianov - A Conspiração das Águias".
"Ulianov e o Diabo" foi também a primeira história em que apareceu o sem-abrigo conhecido por Diabo e que regressou em "Morte na Arena". Nuno Chaves deixa, a propósito, uma sugestão interessante.
Um excerto da sua opinião, que pode ser lida aqui na íntegra:
 
Ulianov, o protagonista deste thriller é um personagem memorável que descobri em “Vermelho da Cor do Sangue” e que, tal como apareceu, desapareceu e levou o leitor a torcer por ele e a desejar saber mais a seu respeito. O facto de estar a ler os livros numa ordem invertida, dá-me também a possibilidade de recordar outros personagens com quem já me tinha cruzado. O inspector José Moura e  o director Rodrigo Álvares ("O Clube de Macau") e o personagem Maxim e o seu célebre “video-clube” ("Vermelho da Cor do Sangue"). Em "Ulianov e o Diabo", é novamente aberta a porta para o universo de Serguei Denisovich Tchekhov, ex-agente do KGB, desta forma conhecemos e entendemos um pouco melhor o percurso do ex-agente soviético e de como chegou a Portugal.
 

 
 
"Ulianov e o Diabo" (ed. Temas e Debates/Círculo de Leitores, 2006)
ainda se encontra à venda na loja on line Wook.
 
 
 
 


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

"Vermelho da Cor do Sangue": Ulianov, o ex-KGB

O meu segundo romance, "Ulianov e o Diabo" (2006), tem três personagens principais: um ex-KGB que imigrou para Portugal, um antigo combatente da guerra colonial transformado em sem-abrigo (com a alcunha de "Diabo") e um empresário que, na prática, deserdou os dois filhos.
Apesar de a figura real em que me inspirei ser quase fascinante, não pensei em voltar a pô-lo em cena. Mas Ulianov e o "Diabo"... bem, não me apeteceu afastá-los por completo, como fiz, com outros "heróis", noutras histórias. E se o "Diabo" ficou em Lisboa (há uma referência em "A Cidade do Medo"), Ulianov saiu da cidade, a pensar em regressar à Rússia.
Não deixei, no entanto. E quis recuperá-lo, ou como personagem de uma série de histórias próprias ou, quando a oportunidade surgiu, como "guest star" numa das aventuras do inspector Joel Franco (o "herói" de "A Cidade do Medo" e de "Vermelho da Cor do Sangue").
Com uma intriga adequada (o interesse dos soviéticos nos acontecimentos de 1974 e de 1975 em Portugal), resolvi regressar à sua personagem em "Vermelho da Cor do Sangue".
Casado, com uma filha, Ulianov está, no início da história, no seu sossego doméstico, dando agora pelo seu nome real de Serguei Dennisovich Tchekhov. Mas ainda se recorda dos seus tempos de major no KGB, de militante comunista convicto e fiel (daí o seu "petit nom" com o apelido real de V. I. Lenine), de coronel nas tropas especiais (os temíveis "spetsnaz") e, claro, da sua vida de criminoso, ainda em Moscovo e depois em Lisboa. E vai dar uma ajuda ao inspector Joel Franco, com a sua faca de combate, a NR2.
O regresso de Ulianov, num contexto que não respeita os cânones da literatura nacional "politicamente correcta", é polémico. Mas poderá repetir-se. Talvez Joel Franco volte a precisar de ajuda...

sábado, 23 de julho de 2011

E se Lisboa se afundar no Tejo?

Há cerca de sete anos, salvo erro, visitei uma parte exposta do subsolo de Lisboa que estava aberta ao público na sede da Fundação BCP e o que vi - restos da urbanização romana de Lisboa que as águas subterrâneas já não cobriam - inspirou-me, também, na escrita de "Ulianov e o Diabo".
Nesse meu segundo romance, as duas principais personagens tinham um contacto directo com o subsolo lisboeta: Ulianov trabalhava nas obras da estação de metro do Terreiro do Paço, a lutar contra a invasão das águas do Tejo, e o Diabo, um sem-abrigo, habitava em subterrâneos à beira-rio (onde hoje existe uma estação de barcos para a Margem Sul).
O que vi e o que fui lendo sugeriu-me sempre que poderia haver no "conflito" de Lisboa com o Tejo (do caneiro de Alcântara à estação de metro do Terreiro do Paço) material suficiente para uma história apocalíptica da submersão da capital.
Foi nisso que me fez pensar esta notícia, a das infiltrações de água numa estação de metro em parte situada abaixo do nível do Tejo.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

"Ulianov e o Diabo"

Serguei Denisovich Tchekhov (mais conhecido por Ulianov, devido à sua rigidez ideológica) é um ex-major do KGB que, nas forças especiais russas (os "spetsnaz"), subiu ao posto de coronel. Veio para Portugal, seguindo um seu antigo camarada de armas, com quem formou um grupo criminoso. A certa altura, farto de violência, denuncia o grupo e, depois de cumprir uma pena de prisão, começa a trabalhar nas obras, alheando-se do mundo. A morte da irmã arranca-o a esse estado de dormência. Vinga-se dos que a mataram, com a ajuda de um aliado inesperado: um sem-abrigo desfigurado na guerra colonial que habita no subsolo de Lisboa e que é conhecido por "Diabo". "Ulianov e o Diabo" foi o meu segundo romance (Temas e Debates/Círculo de Leitores, 2006).
No fim da história, Ulianov desaparece, para regressar à Rússia. Mas por pouco tempo. Conheceu, entretanto, uma mulher chamada Helena, com quem casou e uma circunstância inesperada vai obrigar o antigo soldado a pegar em armas... como veremos em "Vermelho da Cor do Sangue", a publicar no próximo mês de Julho.