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terça-feira, 26 de novembro de 2024
O regime de Kiev vence na comunicação, mas perde no campo de batalha
terça-feira, 29 de abril de 2025
Norte-coreanos
Comentei aqui, por várias vezes, o que dizia o governo de Kiev (e na imprensa oficial que, de uma forma ou de outra, tem controlado) sobre a presença de militares norte-coreanos a combaterem em Kursk. Os artifícios informativos de Kiev suscitaram-me muitas dúvidas, a ausência de provas só as reforçavam e a própria imprensa não os encontrava.
Uma declaração recente da liderança política e militar russa reconheceu, finalmente, a participação de norte-coreanos em combate, no quadro do tratado entre a Rússia e Coreia do Norte e sempre em território russo (em Kursk, invadido pelos ucranianos).
Os norte-coreanos existiam, portanto, mas os exageros informativos de Kiev não davam crédito ao que afirmavam os dirogentes ucranianos. Fica o registo da agência de notícias russa Sputnik, assinalando o esclarecimento.
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)
quinta-feira, 10 de abril de 2025
De olhos em bico: a loucura racista de Zelensky
Depois dos soldados norte-coreanos, os chineses: quando uma narrativa falha, ou perde força, rapidamente se arranja outra. Não é nada de novo em matéria de comunicação política, em que o governo de Kiev é mestre (ou em que tem bons especialistas a soldo em vários países).
A coisa começou assim, com a imprensa a amplificar de imediato a proclamação do presidente comediante. Estes chineses de Kiev, que até andam a combater com cartões bancários, são logo dados como enviados da China. Mesmo quando se coinhece a posição militarmente neutra do governo chinês, a quem Zelensky chegou a pedir apoio, com alguma insistência, que foi recusado.
A verdade, é claro, fica sempre em terreno nebuloso: a existirem, até podem ser de etnias asiáticas da própria Rússia (para Zelensky, se têm olhos em bico são só chineses ou norte-coreanos...) ou podem ser estrangeiros contratados por algum "private military contractor" russo (também as há na Rússia). O que, a ser o caso, justifica uma nota adicional: os combatentes estrangeiros contratados pelo governo de Kiev são anjos, os que a Rússia possa contratar são demónios.
À cautela, no entanto, ainda é agitado o espantalho dos norte-coreanos. Neste texto (da CNN tuga, tal como o título anterior) a a afirmação do título assenta num texto que, como habitualmente, tem por base o verbo "poder". É uma lógica fácil - tudo pode ser, como pode não ser - que serve para fazer títulos, para enganar pessoas que não querem (ou não sabem racicionar) e para pôr a trabalhar as pessoas que são pagas para o efeito.
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Especulação no texto, afirmação no título: vejam as diferenças aqui |
(Imagens de fonte aberta de acesso público.)
sexta-feira, 31 de janeiro de 2025
Ler jornais já não é saber mais (234): manipulação e censura na CNN tuga
Não há palavras, quando se olha para o fluxo noticioso da CNN nacional sobre a crise ucraniana (e será só a franchisada portuguesa?), que possam ser mais suaves para classificar uma coisa destas: censura, omissões, matérias escritas que sem a "verificação de factos" têm de ser consideradas fabricações, ou mesmo falsidades.
Nestes últimos dias apareceram exemplos claríssimos.
O primeiro é dos soldados norte-coreanos que poderão estar, ou não, na região russa de Kursk (notando que a Rússia e a Coreia do Norte, têm um acordo de incidência militar).
O segundo é o das possíveis negociações entre a Ucrânia e a Rússia.
Vamos ao primeiro caso.
Os norte-coreanos da Ucrânia
O que se diz ser a presença de militares da República Popular e Democrática da Coreia, designação oficial deste país, numa região que pertence a outro país, a Rússia, com a qual o primeiro país tem um acordo de cooperação militar, tem sido um argumento esgrimido pela parte contrária (a Ucrânia) desde há meses, com as declarações dos dirigentes ucranianos a fazerem pensar que ele seria o argumento para os ataques com mísseis contra alvos indiscriminados dentro da Rússia.
O certo, no entanto, é que não há provas concretas e chegámos ao ponto de ter declarações de um soldado ucraniano à BBC inglesa a dizer que "é muito difícil encontrar um coreano no escuro da floresta de Kursk. Em especial se ele não estiver lá".
Apresentar como seguríssima essa presença militar, sobretudo quando ela provém exclusivamente dos adversários e inimigos da Rússia e da Coreia do Norte, não é informação nem jornalismo.
Não há, aqui, "verificação de factos", "alegados" ou qualquer outra forma de distanciamento. Está tudo à vista.
A CNN e os seus funcionários portugueses perfilham, sem problemas de consciência, o que é, apenas, a afirmação de apenas um dos lados e para a qual não existe uma única prova. Porque, convenhamos, tudo o que se tem visto, incluindo as fotografias e os vídeos, é facílimo de fazer, e nem à Ucrânia nem à Coreia do Sul faltam meios técnicos e perícia audiovisual para terem êxito na fabricação de ficções, como podem ser estas:
O presidente ilegítimo
quinta-feira, 5 de dezembro de 2024
"É muito difícil encontrar um coreano no escuro da floresta de Kursk. Em especial se ele não estiver lá."
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| O que a BBC nos revela sobre a narrativa ucraniana dos norte-coreanos |
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| Da BBC: "Aos soldados exaustos da Ucrânia na Rússia foi dito que se aguentassem e que esperassem por Trump" |
sábado, 15 de março de 2025
Kursk: a aventura chegou ao fim e a Ucrânia foi derrotada por si própria
A aventura acabou e foi o próprio Zelensky, que não teve escrúpulos em atirar dezenas de milhares de soldados ucranianos para a sua falhada incursão, que reconheceu (no seu estilo distorcido) o fracasso da celebrada invasão, pela Ucrânia, da região russa de Kursk. A notícia é do jornal on line independente "Strana" (com tradução do Google).
Gradualmente, as forças russas foram recuperando terreno e, depois de uma manobra já considerada histórica, triunfaram sobre os ocupantes, depois de matarem dezenas de milhares de soldados ucranianos e mercenários estrangeiros e de destruírem e inutilizarem equipamento militar doado pelos EUA e por países europeus. Nada que não fosse previsível e que os autores da coisa (Zelensky, o chefe militar Sirsky e, ao que parece, os ingleses) se esforçaram por fazer passar por um triunfo.
No passado dia 9, quando o fim já estava iminentem a pró-ucraniana CNN Portugal ainda tentava fazer de conta que estava tudo bem:
Fugindo a reconhecer o desastre político-militar, a mesma televisão ia, ao mesmo tempo, ignorando o assunto e, como habitualmente, tratava com um cepticismo feito de diversos "diz que" o que a Rússia ia dizendo sobre a situação no terreno.
Num último esforço, a CNN tuga ainda fez um último esforço para justificar o desastre com os já míticos "norte-coreanos" (de cuja existência nunca foram reveladas quaisquer evidências ou provas fidedignas), por si e recorrendo mesmo a um comentador militar que é capaz de acasalar disparates, ignorância e propaganda ucraniana na mesma afirmação:
Com o fim à vista de toda a gente, a CNN Portugal acabou por reconhecer o óbvio e, até, o que foi uma operação militar já considerada extraordinária: o ataque, pela rectaguarda, dos talvez 800 soldados russos que percorreram tubos vazios de um gasoduto, com cerca de metro e meio de diâmetro, durante cerca de 15 quilómetros, e que apanharam de surpresa a defesa ucraniana. E o choque foi tal que os militares ucranianos quase desistiram, na prática, de se defenderem.
(Imagens de fonte aberta de acesso público.)
sábado, 25 de janeiro de 2025
"Verificação de factos"
Isto é que é jornalismo: continuam a insistir que há soldados norte-coreanos (República Democrática e Popular da Coreia) na Rússia mas as únicas fontes que citam são a Ucrânia, o Reino Unido e a Coreia do Sul (República da Coreia).





















