Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
sexta-feira, 17 de maio de 2024
Notas de prova
segunda-feira, 13 de maio de 2024
domingo, 12 de maio de 2024
Ler jornais já não é saber mais (215): pode ser que sim, pode ser que não
Jornalismo (?) de grande rigor no "Expresso" de anteontem: o verbo "poder" é usado seis vezes e, noutra vez, até se reconhece que é tudo estimativas.
O jornalismo, noutros tempos, existia. Agora pode existir, ou não, já nem se estima.
quinta-feira, 9 de maio de 2024
Casa Antero: não
Comecei por um telefonema, para, senso necessário, reservar mesa para duas pessoas. A reserva foi feita e o meu número de telefone ficou lá registado, com a pessoa que atendeu a dizer, com naturalidade, que me telefonariam se fosse necessário.
E era. À chegada fomos postos numa pequena mesa, servidas por bancos sem costas e mesmo à entrada, entre a porta e um espaço de passagem diante dos balcões. A localização não era confortável. A sala de refeições é pequena, mas nela são servidas refeições. Estava cheia. Já estaria o espaço todo comprometido quando telefonei? A sala só se encheu depois? Não sei, mas não gostei de ficar no corredor quando havia um espaço mais confortável noutro sítio. Quem geriu as reservas esteve mal: talvez devesse ter-me informado de que eu não poderia jantar... na sala de jantar, ou arranjado maneira, se a minha reserva foi a primeira a ser feita, de eu ficar na sala de jantar. Mas não quiseram ter essa cortesia.
Depois, foi só ao cabo de meia hora que pudemos escolher. Por minha vontade ter-me ido embora, à procura de outro restaurante. Esgotados os pratos do dia, fomos para três "petiscos" ou tapas: cogumelos salteados (sofrível), fritada de atum com molho de mostarda (interessante) e ovos rotos com alheira, grelos e batata frita (que era industrial).
E para beber? Outro problema. A Casa Antero serve vinho a copo, ao preço de 4€ o copo com... 1.50 cl. O preço é igual para todos os vinhos, que também podem ser servidos em garrafa ao preço de... 20€. «Cinco vezes o preço do copo, porque é para cinco copos que dão as garrafas", foi o que me disseram. Se servissem copos com 2.50 cl e ao mesmo preço... poderiam vender as respectivas garrafas a 12€.
Devem, no entanto, ter qualquer fetiche com os 20€ para as garrafas porque não vi nenhum vinho a menos de 20€, mesmo aqueles que podem custar um quarto desse valor na venda ao público. E não os vi todos porque a Casa Antero não tem lista de vinhos. Tem é as garrafas, com os respectivos preços escritos a giz nas garrafas, em exposição na sala de refeições. Fui ver, claro, mas cerca de 60 por cento dos vinhos expostos estavam ocultados pelas pessoas sentadas nas mesas. Apesar de, muitas vezes, estar disposto a pagar em restaurante alguns preços exagerados para beber vinhos que não conheço, não foi o que aqui quis fazer e fui para o vinho a jarro, que custa 4€ o meio litro e 8€ o litro. Era das respeitáveis Caves Rendeiro e era bom. Vá lá, que não era "de Pias"...
Não ficámos para as sobremesas. E não voltaremos. A Casa Antero é o típico restaurante para turistas. Mas só para turistas com sorte. E que sejam tolos, já agora, para irem na cantiga que lhes é cantada...
segunda-feira, 6 de maio de 2024
Como o terrorismo meteorológico de uma empresa de geólogos espanhola faz lei em Portugal
Passa pouco das 18 horas de domingo quando escrevo este texto. Já
choveu, esporadicamente, e neste momento há laivos de sol e nuvens dispersas.
Nada que se pareça com este título do “Observador” de hoje:
Esta notícia (tratada como “artigo”!) de “chuva para todo o
país este fim de semana” apresenta a curiosidade de ser assinada por duas
criaturas… e pela agência Lusa. Uma delas diz que “ingressou no jornalismo de saúde,
de onde nunca mais saiu” e a outra não diz nada.
A assinatura de um texto jornalístico tem o significado de
mostrar que esse texto é, de certa forma, original. Hoje, numa altura em que as
reportagens e as investigações jornalísticas quase desapareceram e em que não
há cão nem gato que não assine notícias, tudo é assinado. Ou seja, os
funcionários, ou colaboradores apenas, dos meios de comunicação põem o nome
naquilo que não é deles. No “Observador” parece que é regra quando, só para nos
ficarmos por aqui, uma chefe assina também notícias de meteorologia da Lusa…
Neste caso, a origem que está identificada é a Lusa. Só que
não é.
Vejamos um excerto da coisa:
E é desta empresa que saem as expressões tão esfuziantemente coloridas como o “rio atmosférico” e outras. Por exemplo:
E, já agora, pagará a Lusa pela utilização tão acrítica das teorias da empresa do Meteored?
Há,
nesta atitude, uma parolice muito típica: vão buscar as “palavras caras” e usam-nas,
ganhando um estatuto que, de outra forma, não teriam.
O curioso é que, quando se esmiúça a coisa, nos deparamos não com meteorologistas… mas com geógrafos.
Tanto em Espanha, na génese do Meteored, como na condução do “tempo.pt”. Há um redactor-chefe que, como outros, é licenciado em Geografia e que, do alto do currículo que apresenta (sem referência à meteorologia), invoca o que deve ser o grande elemento que motivou a sua vocação meteorológica: “Desde pequeno que tem paixão pela Natureza, em particular por tido o que envolve a Geografia, o tempo e o clima. Desde a praia e os oceanos, ao céu e às montanhas, do cheiro das plantas e das árvores até à contemplação da beleza assustadora de trovoadas e vulcões.”
Estranha-se, no
entanto, que não tenha incluído os “rios atmosféricos” na sua confissão
passional.
E é isto que está na base dos devaneios meteorológicos da
Lusa (será que paga ao Meteored pela utilização dos seus dados?) e, em terceira
mão, do “Observador” e dos seus funcionários.
Há quem ainda chame “jornalismo” a isto. Mas eu não.
domingo, 5 de maio de 2024
Cardeais
Não sei se o vinho homenageia a criatura, ou se ela o inspirou. Tudo é possível. Não obstante, é um tinto de Alcanhões bondoso e honesto. Ou seja, melhor do que a criatura.
Ler jornais já não é saber mais (214): o jornalismo também é uma das vítimas da guerra na Ucrânia...
Interrogar o mundo, denunciar o que está errado, contar aquilo que os poderes vigentes não queriam que se contasse, expor as verdades ocultas... O jornalismo era feito disto e raros seriam os jornalistas que não o quereriam fazer, independentemente do seu talento ou das suas qualidades profissionais.
Mas, agora, olha-se para o que nos rodeia na imprensa e percebe-se como tudo isso desapareceu. Ou foi asfixiado, ou sufocado. Ou, com todas as letras, censurado.
E uma das situações mais determinantes tem sido a da crise ucraniana. A imprensa ocidental, em geral, só conta uma parte da realidade. Não se interroga, não interroga o mundo, não conta aquilo que os poderes vigentes não querem que se conte. Não expõe as verdades ocultas. Quem manda, e paga, não deixa. E os profissionais do sector... bem, é como se nem se importassem.
Vejamos dois casos bem concretos, ambos com um vector lamentavelmente irónico.
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| Zaluzhny: desaparecido, mas não em combate |
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| Os "tanques" já entraram em Moscovo: fotografias © Sputnik |
sábado, 4 de maio de 2024
Além da crueldade e da insensibilidade, a falta de vergonha
Contra as opiniões que lhe chegaram, individuais e de organizações mais empenhadas na defesa dos animais, a dita Câmara manteve a iniciativa e, depois, resolveu contra-atacar. A posição desta gente está expressa nesta notícia do "Jornal das Caldas", de 1 de Maio:
Por isso, limito-me a dizer que, no seu contra-ataque, a dita câmara revela uma absoluta falta de vergonha ao invocar posições e preocupações que são, em tudo, desmentidas pela imagem desgraçada e absurda, que não renega, de um cão em sofrimento.
quinta-feira, 2 de maio de 2024
quarta-feira, 1 de maio de 2024
Vacina "fast food" da AstraZeneca pode levar a indemnizações de 100 milhões de libras às suas vítimas no Reino Unido
Discretamente, saem as primeiras notícias, as tais que só poderiam ser fruto de "negacionistas" e "anti-vacinas" (os ingleses cunharam a expressão mais directa "antivaxxers"): pelo menos, uma das vacinas feitas à pressa contra a covid-19 pode ter tido efeitos mortíferos e, por via disso, levar os seus fabricantes a pagarem indemnizações às famílias de 51 vítimas num valor que, para já, pode globalmente chegar aos 100 milhões de libras num processo aberto no Reino Unido.
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| Títulos do "Daily Mail" e da CNN de cá |
A vacina em causa é a da AstraZeneca, que, à cautela, já vai admitindo que as suas vacinas "fast food" (que chegaram a quase todos os países, incluindo Portugal) têm um problema, que dizem ser "raro"... mas mortal: a síndrome de trombose com trombocitopenia, devido a vacinas de vetor viral não replicativo (TTS) e que se traduz num efeito de redução das plaquetas que, por sua vez, dá origem a hematomas, sangramentos e pontos vermelhos ou roxos na pele.
É interessante verificar, no entanto, que a suspeita sobre os efeitos nocivos das vacinas feitas à pressa já tinha levado a Direcção-Geral de Saúde e o Instituto Português do Sangue e da Transplantação a distribuir em Janeiro de 2023 uma circular que determinava que "a aceitação de doação [de órgãos] nos 21 dias pós vacinação seja feita com especial precaução e com base numa avaliação clínica caso-a-caso, considerando os benefícios e os riscos da situação concreta", no que se refere aos cadáveres de indivíduos vacinados com os produtos da AstraZeneca e também da Jannssen. (O documento pode ser lido, na íntegra, aqui.)
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| Gato escondido com o rabo de fora: o Estado português já sabia, em Janeiro de 2023 |










































