sexta-feira, 17 de maio de 2024

Notas de prova





Quinta da Fata — Branco Encruzado Cru 2021 — D.O.C. Dão
Encruzado 
Quinta da Fata, Vilar Seco, Nelas
13,5% vol.








Cune Crianza 2009 
— Rioja
Tempranillo (Aragonez)
Compañia Vinícola del Norte de España, Haro (Espanha)
13,5% vol.


D. Graça — Tinto Grande Reserva 2017 — D.O.C. Douro
Vinhas Antigas (sem indicação de castas) 
Vinilourenço, Poço do Canto, Meda
14,5% vol.



Encostas do Enxoé — Tinto 2021 — D.O.C. Alentejo
Aragonez, Alicante Bouschet e Petit Verdot
Sociedade Agrícola de Pias, Pias
14% vol.



José de Sousa Reserva — Tinto 2018 — Vinho Regional Alentejano
Grand Noir (50%), Aragonez (30%) e Syrah (20%)
José Maria da Fonseca, S.A., Herdade do Monte da Ribeira, Reguengos de Monsaraz
14,5% vol.
(Bebido no restaurante O Recanto, em Caldas da Rainha.)




Quinta do Barco — Vinho Verde Tinto 2022 — Vinho Verde D.O.C.
Vinhão
Quinta do Barco, Manhente, Barcelos
12,5% vol.
(Bebido no restaurante Quinta do Barco, em Sever do Vouga.)




Quinta da Fata — Tinto 2019 — D.O.C. Dão
Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro
Quinta da Fata, Vilar Seco, Nelas
13% vol.



Quinta da Tapada do Barro — Tinto Reserva 2017 — D.O.C. Dão
Touriga Nacional, Alfrocheiro e Jaen
Quinta da Tapada do Barro, Vila Nova de Tázem
13,5% vol.
(Bebido no restaurante Tertúlia, em Nelas.)




Scylla — Tinto Grande Reserva 2020 — D.O.C. Douro
Touriga Franca e Touriga Nacional
Jean-Huges Gros Wines, Vila Real
14,5% vol.










Grand'Art — Tinto 2020 — Vinho Regional Lisboa
Pinot Noir
DFJ Vinhos, Vila Chã de Ourique
13% vol.



Luís Pato  Baga e Touriga Nacional 2022 — D.O.C. Bairrada
Baga e Touriga Nacional
Luís Pato, Anadia
12,5% vol.



Monte Fuscaz 2022 — Tinto Vinho — Regional Alentejano
Cabernet Sauvignon, Trincadeira, Aragonez e Syrah
Herdade Fonte Paredes, Avis
14% vol.
(Bebido no restaurante Vale Velho, em Caldas da Rainha.)




Muxagat — Tinto 2022 — D.O.C. Douro
Tinta Barroca
Muxagat Vinhos, Meda
13% vol.



SUDD — Tinto 2018 — D.O.C. Dão
Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro e Rufete
União Comercial da Beira, Carregal do Sal
13% vol.
(Bebido no restaurante O Recanto, em Caldas da Rainha.)




Vinha da Nora — Tinto 1999 — Vinho Regional Estremadura
Syrah
Quinta do Monte d'Oiro, Freixial
13% vol.







Catapereiro — Tinto 2020 Escolha — Vinho Regional Tejo
Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Syrah
Companhia das Lezírias, Samora Correia
14% vol.




Cardeal Guilherme — Tinto 2021 Reserva — D.O.P. Tejo
Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Nacional
Condado Portucalense, Alcanhões
13.5% vol.



Herdade da Comporta 
— Tinto 202o — Vinho Regional Península de Setúbal
Sem indicação de castas
Herdade da Comporta Actividades Agro-Silvícolas e Turísticas, Alcácer do Sal
13.5% vol.


Lagar dos Perdigões — Tinto 2022 — Vinho Regional Alentejano
Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah
Granacer - Monte dos Perdigões, Reguengos de Monsaraz
13.5% vol.



Mondeco 
— Tinto 2021 — D.O.C. Dão
Touriga Nacional
Quinta do Mondego, Caldas da Felgueira
12.5% vol.



Taboadella — Tinto 2020 Reserva — D.O.C. Dão
Jaen
Taboadella, Silvã de Cima, Sátão
13.5% vol.














domingo, 12 de maio de 2024

Ler jornais já não é saber mais (215): pode ser que sim, pode ser que não


Jornalismo (?) de grande rigor no "Expresso" de anteontem: o verbo "poder" é usado seis vezes e, noutra vez, até se reconhece que é tudo estimativas.

O jornalismo, noutros tempos, existia. Agora pode existir, ou não, já nem se estima.







quinta-feira, 9 de maio de 2024

Casa Antero: não

 


A Casa Antero, em Caldas da Rainha, é famosa, parece. É um típico "restaurante típico" com um ambiente informal e, parece, com uma boa cozinha. Por vários motivos, ainda não tinha lá ido. Fui lá ontem, e não volto.

Comecei por um telefonema, para, senso necessário, reservar mesa para duas pessoas. A reserva foi feita e o meu número de telefone ficou lá registado, com a pessoa que atendeu a dizer, com naturalidade, que me telefonariam se fosse necessário.

E era. À chegada fomos postos numa pequena mesa, servidas por bancos sem costas e mesmo à entrada, entre a porta e um espaço de passagem diante dos balcões. A localização não era confortável. A sala de refeições é pequena, mas nela são servidas refeições. Estava cheia. Já estaria o espaço todo comprometido quando telefonei? A sala só se encheu depois? Não sei, mas não gostei de ficar no corredor quando havia um espaço mais confortável noutro sítio. Quem geriu as reservas esteve mal: talvez devesse ter-me informado de que eu não poderia jantar... na sala de jantar, ou arranjado maneira, se a minha reserva foi a primeira a ser feita, de eu ficar na sala de jantar. Mas não quiseram ter essa cortesia.

Depois, foi só ao cabo de meia hora que pudemos escolher. Por minha vontade ter-me ido embora, à procura de outro restaurante. Esgotados os pratos do dia, fomos para três "petiscos" ou tapas: cogumelos salteados (sofrível), fritada de atum com molho de mostarda (interessante) e ovos rotos com alheira, grelos e batata frita (que era industrial).

E para beber? Outro problema. A Casa Antero serve vinho a copo, ao preço de 4€ o copo com... 1.50 cl. O preço é igual para todos os vinhos, que também podem ser servidos em garrafa ao preço de... 20€. «Cinco vezes o preço do copo, porque é para cinco copos que dão as garrafas", foi o que me disseram. Se servissem copos com 2.50 cl e ao mesmo preço... poderiam vender as respectivas garrafas a 12€.

Devem, no entanto, ter qualquer fetiche com os 20€ para as garrafas porque não vi nenhum vinho a menos de 20€, mesmo aqueles que podem custar um quarto desse valor na venda ao público. E não os vi todos porque a Casa Antero não tem lista de vinhos. Tem é as garrafas, com os respectivos preços escritos a giz nas garrafas, em exposição na sala de refeições. Fui ver, claro, mas cerca de 60 por cento dos vinhos expostos estavam ocultados pelas pessoas sentadas nas mesas. Apesar de, muitas vezes, estar disposto a pagar em restaurante alguns preços exagerados para beber vinhos que não conheço, não  foi o que aqui quis fazer e fui para o vinho a jarro, que custa 4€ o meio litro e 8€ o litro. Era das respeitáveis Caves Rendeiro e era bom. Vá lá, que não era "de Pias"...

Não ficámos para as sobremesas. E não voltaremos. A Casa Antero é o típico restaurante para turistas. Mas só para turistas com sorte. E que sejam tolos, já agora, para irem na cantiga que lhes é cantada...


segunda-feira, 6 de maio de 2024

Como o terrorismo meteorológico de uma empresa de geólogos espanhola faz lei em Portugal

 

Passa pouco das 18 horas de domingo quando escrevo este texto. Já choveu, esporadicamente, e neste momento há laivos de sol e nuvens dispersas. Nada que se pareça com este título do “Observador” de hoje:



Não é a primeira vez que o “Observador”, uma publicação on line que já assinei quando nela se notava existência de formas de vida inteligente, nos oferece títulos a anunciar mau tempo e, normalmente, em tom quase apocalíptico. Parece-me, aliás, que esta característica quase terrorista (só as más notícias é que são notícia e a imprensa não anuncia que o sol vai brilhar…) se acentuou nos anos de chumbo de 2020 e de 2021, quando a mais sobrevalorizada de todas as pandemias sofridas pela humanidade foi quase transformada no fim do mundo por uma imprensa ansiosa.

Esta notícia (tratada como “artigo”!) de “chuva para todo o país este fim de semana” apresenta a curiosidade de ser assinada por duas criaturas… e pela agência Lusa. Uma delas diz que “ingressou no jornalismo de saúde, de onde nunca mais saiu” e a outra não diz nada.

A assinatura de um texto jornalístico tem o significado de mostrar que esse texto é, de certa forma, original. Hoje, numa altura em que as reportagens e as investigações jornalísticas quase desapareceram e em que não há cão nem gato que não assine notícias, tudo é assinado. Ou seja, os funcionários, ou colaboradores apenas, dos meios de comunicação põem o nome naquilo que não é deles. No “Observador” parece que é regra quando, só para nos ficarmos por aqui, uma chefe assina também notícias de meteorologia da Lusa…

Neste caso, a origem que está identificada é a Lusa. Só que não é.

Vejamos um excerto da coisa:



A informação, portanto, nem vem da Lusa. Nem, já agora, do oficialíssimo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA, que até parece que não faz outra coisa se não acender e apagar os semáforos dos “avisos” e em cujo site não aparecem referências aos "rios atmosféricos"). Vem, sim, de uma empresa privada de Espanha, que se apresenta, no nosso país, como “tempo.pt”:




E é desta empresa que saem as expressões tão esfuziantemente coloridas como o “rio atmosférico” e outras. Por exemplo:














Os “especialistas” da Lusa e do “Observador” bebem essas expressões de forma completamente acrítica. Não as explicam, adoptam-nas. Elas não figuram no IPMA, mas que interessa? 

E, já agora, pagará a Lusa pela utilização tão acrítica das teorias da empresa do Meteored?

Há, nesta atitude, uma parolice muito típica: vão buscar as “palavras caras” e usam-nas, ganhando um estatuto que, de outra forma, não teriam.

O curioso é que, quando se esmiúça a coisa, nos deparamos não com meteorologistas… mas com geógrafos. 

Tanto em Espanha, na génese do Meteored, como na condução do “tempo.pt”. Há um redactor-chefe que, como outros, é licenciado em Geografia e que, do alto do currículo que apresenta (sem referência à meteorologia), invoca o que deve ser o grande elemento que motivou a sua vocação meteorológica: “Desde pequeno que tem paixão pela Natureza, em particular por tido o que envolve a Geografia, o tempo e o clima. Desde a praia e os oceanos, ao céu e às montanhas, do cheiro das plantas e das árvores até à contemplação da beleza assustadora de trovoadas e vulcões.” 

Estranha-se, no entanto, que não tenha incluído os “rios atmosféricos” na sua confissão passional.





Aliás, quando se vê mais de perto quem faz o Meteored, o que se destaca é a quantidade de profissões de fé emocional de “amantes” e “apaixonados” dos fenómenos naturais. 

Esta liberalidade confessional, que não seria de recomendar no que é anunciado como projecto profissional (mas há muita gente que não quer saber mais…), atinge o pico quando uma das colaboradoras nacionais, evoca como valorização a sua qualidade de “jornalista e viajante”.

E é isto que está na base dos devaneios meteorológicos da Lusa (será que paga ao Meteored pela utilização dos seus dados?) e, em terceira mão, do “Observador” e dos seus funcionários.

Há quem ainda chame “jornalismo” a isto. Mas eu não.



domingo, 5 de maio de 2024

Cardeais

Conheci, em tempos, um "cardeal" chamado Guilherme que, apesar das várias ambições pouco cristãs que foi abeberando ao longo da vida, nunca conseguiu chegar a papa. E digamos que, como cardeal, também nunca foi grande coisa. Acabou, aliás, por ser mais diácono do que outra coisa.



Não sei se o vinho homenageia a criatura, ou se ela o inspirou. Tudo é possível. Não obstante, é um tinto de Alcanhões bondoso e honesto. Ou seja, melhor do que a criatura.



Ler jornais já não é saber mais (214): o jornalismo também é uma das vítimas da guerra na Ucrânia...


Interrogar o mundo, denunciar o que está errado, contar aquilo que os poderes vigentes não queriam que se contasse, expor as verdades ocultas... O jornalismo era feito disto e raros seriam os jornalistas que não o quereriam fazer, independentemente do seu talento ou das suas qualidades profissionais.

Mas, agora, olha-se para o que nos rodeia na imprensa e percebe-se como tudo isso desapareceu. Ou foi asfixiado, ou sufocado. Ou, com todas as letras, censurado. 

E uma das situações mais determinantes tem sido a da crise ucraniana. A imprensa ocidental, em geral, só conta uma parte da realidade. Não se interroga, não interroga o mundo, não conta aquilo que os poderes vigentes não querem que se conte. Não expõe as verdades ocultas. Quem manda, e paga, não deixa. E os profissionais do sector... bem, é como se nem se importassem. 

Vejamos dois casos bem concretos, ambos com um vector lamentavelmente irónico.


Zaluzhny: desaparecido, mas não em combate



Esta fotografia é, obviamente, uma montagem, mas é esclarecedora: na imagem superior está o presidente ucraniano a abraçar o general ucraniano Valeri Zaluzhny, que comandou as Forças Armadas da Ucrânia até dizer o que pensava (que as coisas estavam a correr mal e que dificilmente iriam correr melhor). O presidente não gostou e correu com ele. E, ao mesmo tempo, livrou-se de um potencial rival nas eleições presidenciais que deveriam ter-se realizado em Março e que o próprio presidente, cujo mandato termina este mês, resolveu cancelar.

Zaluzhny foi, oficialmente, despachado para Londres como embaixador. Mas o certo é que ainda não chegou e já passaram vários meses, não aparece em público e corre a informação de que poderia estar em prisão domiciliária.

A imprensa oficial, aquela que reflecte apenas o ponto de vista do governo ucraniano, dos seus mentores ocidentais e do comediante que lhe preside, não fala do assunto.

As fotografias que se seguem já não são uma montagem. Elas mostram uma exposição de carros de combate e de veículos militares provenientes dos EUA, da Alemanha, do Reino Unido e de outros países e que, usados pelas Forças Armadas da Ucrânia, foram destruídos, como outros, pelas Forças Armadas da Federação Russa.

E agora estão em exposição em Moscovo, e parece que com grande êxito. São despojos de guerra, da guerra lamentável que o "Ocidente alargado" está a conduzir na Ucrânia deixar de haver ucranianos, que poderiam ter a melhor de todas as legendas: os carros de combate ocidentais já entraram em Moscovo.






Os "tanques" já entraram em Moscovo: fotografias © Sputnik 



É outro assunto pelo qual a imprensa oficial passa, para usar um provérbio, como gato sobre brasas.


sábado, 4 de maio de 2024

Além da crueldade e da insensibilidade, a falta de vergonha

~

 

O significado desta fotografia, que publiquei e comentei aqui, é indesmentível: ela é a imagem de um cão em sofrimento e teve todo o destaque no anúncio, pela Câmara Municipal do Cadaval, de uma corrida de galgos no passado dia 21.

Contra as opiniões que lhe chegaram, individuais e de organizações mais empenhadas na defesa dos animais, a dita Câmara manteve a iniciativa e, depois, resolveu contra-atacar. A posição desta gente está expressa nesta notícia do "Jornal das Caldas", de 1 de Maio:




Tendo sido eu uma das "pessoas isoladas no contexto das redes sociais", a quem a Câmara Municipal do Cadaval nem sequer teve a cortesia de responder (e eu inquiri-a directamente), tenho vontade de responder-lhe à letra mas, como essa resposta poderia ser considerada insultuosa, não o faço.

Por isso, limito-me a dizer que, no seu contra-ataque, a dita câmara revela uma absoluta falta de vergonha ao invocar posições e preocupações que são, em tudo, desmentidas pela imagem desgraçada e absurda, que não renega, de um cão em sofrimento. 



quarta-feira, 1 de maio de 2024

Vacina "fast food" da AstraZeneca pode levar a indemnizações de 100 milhões de libras às suas vítimas no Reino Unido

Discretamente, saem as primeiras notícias, as tais que só poderiam ser fruto de "negacionistas" e "anti-vacinas" (os ingleses cunharam a expressão mais directa "antivaxxers"): pelo menos, uma das vacinas feitas à pressa contra a covid-19 pode ter tido efeitos mortíferos e, por via disso, levar os seus fabricantes a pagarem indemnizações às famílias de 51 vítimas num valor que, para já, pode globalmente chegar aos 100 milhões de libras num processo aberto no Reino Unido.







Títulos do "Daily Mail" e da CNN de cá


A vacina em causa é a da AstraZeneca, que, à cautela, já vai admitindo que as suas vacinas "fast food" (que chegaram a quase todos os países, incluindo Portugal) têm um problema, que dizem ser "raro"... mas mortal: a síndrome de trombose com trombocitopenia, devido a vacinas de vetor viral não replicativo (TTS) e que se traduz num efeito de redução das plaquetas que, por sua vez, dá origem a hematomas, sangramentos e pontos vermelhos ou roxos na pele.

É interessante verificar, no entanto, que a suspeita sobre os efeitos nocivos das vacinas feitas à pressa já tinha levado a Direcção-Geral de Saúde e o  Instituto Português do Sangue e da Transplantação a distribuir em Janeiro de 2023 uma circular que determinava que "a aceitação de doação [de órgãos] nos 21 dias pós vacinação seja feita com especial precaução e com base numa avaliação clínica caso-a-caso, considerando os benefícios e os riscos da situação concreta", no que se refere aos cadáveres de indivíduos vacinados com os produtos da AstraZeneca e também da Jannssen. (O documento pode ser lido, na íntegra, aqui.







Gato escondido com o rabo de fora: o Estado português já sabia, em Janeiro de 2023


E pode ser que este processo judicial no Reino Unido leve a outros semelhantes, noutros países...