Valerii Fedorovych Zaluzhnyi, o general ucraniano que é o comandante-chefe das Forças Armadas do governo de Kiev, está "desaparecido" desde o início do mês. Terá sido, segundo algumas informações, gravemente ferido num ataque de mísseis russos a Nikolayev, tendo sofrido lesões no cérebro.
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
quinta-feira, 25 de maio de 2023
Ler jornais já não é saber mais (182): o oposto da liberdade de informação
domingo, 21 de maio de 2023
6 coisas que as aulas de Pilates revelam sobre a natureza humana
1. Esperar.
É saudável, emagrece, tonifica e faz aumentar a mobilidade esperar 15 minutos pela aula de Pilates, à porta da sala, em vez de aproveitar o equipamento mais "soft" disponível no ginásio, como passadeiras ou bicicletas fixas com costas.
2. Aquecimento.
O aquecimento, na aula de Pilates, e talvez de ioga, não advém da actividade física, mas da quantidade de vestuário de aquecer que se enverga.
Desde polares a meias de lã, passando por blusões e camisolas de lã, tudo serve. Entre o frio que talvez já não se tenha e a transpiração inevitável, alguma coisa devem ganhar os adeptos e as adeptas do ensanduichamento têxtil.
3. Lavar é ao fim-de-semana.
O vestuário que se usa na aula de Pilates só deve ser lavado no final da semana porque só fica sujo na sexta-feira. Até lá... a porcaria acumulada serve para aquecer.
O exemplo mais evidente é o das meias: é fácil ver como os peúgos mais claros vão ficando mais escuras ao longo da semana, quando as suas utilizadoras as usam nas três aulas a que vão. Na aula mais cheia de gente das segundas-feiras ainda não se nota o cheiro, mas já na única aula, cheia de gente, das sextas-feiras se nota o inimitável cheiro a meias sujas.
Quanto a outras peças de vestuário e ao próprio corpo, há margem para todas as especulações.
4. Unhas.
As unhas dos pés são pintadas para mostrar na rua, mas na aula de Pilates as pinturas que elas (e eles?) fazem são esforçadamente dissimuladas pelas meias.
5. Ténis.
Para entrar na aula de Pilates, onde se tira o par de ténis n.º 2, é preciso, antes de entrar na sala, trocar o par de ténis n.º 1 (com que se sobe a escada de acesso) pelo par de ténis n.º 2.
Para sair da aula, é necessário calçar o par de ténis n.º 2 e, do lado de fora da aula, trocar então o par de ténis n.º 2 pelo par de ténis n.º 1, para depois sair. Entrar na sala ou sair dela demora cerca de 20 segundos, numa distância de talvez 8 metros... que devem, obviamente, ser percorridos com ténis diferentes.
No caso de haver algum tipo de treino antes, à entrada o par de ténis n.º 1 é trocado pelo par de ténis n.º 2 para a circulação na zona de exercícios; depois, antes de subir a escada para a aula de Pilates, troca-se o par de ténis n.º 2 pelo par de ténis n.º 1 para, à entrada da aula, calçar de novo o par de ténis n.º 2 e percorrer os cerca de 8 metros dentro da sala e, aí, descalçar o par de ténis n.º 2... e ficar de meias. As tais que vão escurecendo ao longo da semana.
6. Da cama para a aula.
É o mais prático: sai-se da cama, nem se tira o pijama (que se confunde bem com um fato de treino de uma loja chinesa), faz-se uma lavagem de gato, esperam-se os 15 minutos da praxe à porta da aula... e aí vai ela. E o cheiro? Bem, a própria pessoa nem dá por isso, de ensonada que está!
Ler jornais já não é saber mais (181): o que a guerra revela sobre o que resta do jornalismo
Ontem, a CNN tuga (como podia ser qualquer outro órgão de comunicação social nacional) garantia que a Televisão russa espalhava mentiras sobre a (mais do que previsível) tomada de Artemovsk/Bakhmut.
Hoje, nada interessando o que ontem se disse, a CNN tuga reconhece a evidência e até pela voz de uma das mais distintas militantes lusas do Governo de Kiev.
Cujo presidente (e esta notícia nem aparece na imprensa tuga) terá dito, segundo a tão credível agência Reuters e à margem da reunião dos G7, que Artemovsk/Bakhmut já só estava... "nos nossos corações".
Num país normal, este pequeno exemplo, entre tantos, seria uma lição sobre o que deve ser a credibilidade do jornalismo e sobre a falência do que resta do jornalismo, ferido de morte pela decisão de dar só as notícias favoráveis a uma das partes do conflito.
sábado, 20 de maio de 2023
Do broche como uma das belas-artes jornalísticas
O "Jornal das Caldas" de 18.05.2023 consegue a proeza de pôr o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha em 13 (treze!) fotografias nas suas 31 páginas, chegando ao ponto de ter duas páginas contíguas (a 8 e a 9, na imagem) com 3 fotografias da mesma criatura.
Há de ter sido boa a recompensa... ou nem por isso, porque este tipo de putaria até é baratinho.
terça-feira, 16 de maio de 2023
segunda-feira, 15 de maio de 2023
15 de Maio: com papas e bolos se enganam os tolos
Hoje, 15 de Maio, é feriado municipal no concelho de Caldas da Rainha. E, espertalhão, o presidente da câmara municipal (que há quase ano e meio ganhou as eleições com a promessa falsa de que iam "mudar") meteu na programação oficial da câmara um extenso conjunto de iniciativas dadas como "festas", de organizações diversas, para fazer de conta que a coisa é muito especial.
Mas não é às "festas" que convém atender. A gestão municipal do movimento unipessoal autointitulado "Vamos Mudar" é a pior que conheço desde que para aqui vim morar há quase 20 anos. O imobilismo é gritante e as situações que se vão vendo revelam uma incompetência aterradora a todos os níveis.
E, recusando festarolas ou complacências (parece que a "oposição" local se rendeu...), recordo aqui isto.
1. No dia 1 de Janeiro deste ano as chuvas pesadas que aqui caíram destruíram caminhos e aqui na Serra do Bouro, em especial, uma via mal atamancada que ficou completamente esventrada.
2. No dia 18 de Março, sábado, pessoal dos Serviços Municipalizados esteve nesta zona e, durante quase todo o dia, e em regime de horas extraordinárias, fez esta magnífica obra: vários canos enfiados uns nos outros numa vala.
3. Quase 60 dias depois desta obra tão urgente que teve de ser feita num sábado, está tudo como ficou. 135 dias depois das chuvas de 1 de Janeiro.
E há quem acredite nesta gente, numa situação tipificada pelo provérbio "Com papas e bolos se enganam os tolos".
terça-feira, 9 de maio de 2023
Limpeza de terrenos, é?
A zona florestal da Serra do Bouro (Caldas da Rainha) está assim.
Na ausência de proprietários (por omissão, inexistência ou desconhecimento absoluto), não há Protecção Civil, GNR, Câmara Municipal de Caldas da Rainha, junta de freguesia, Bombeiros ou o raio que os parta que obriguem à limpeza de terrenos. Nem, tão pouco, se interessam pela reabertura e/ou alargamento dos caminhos para que possam funcionar como obstáculo à propagação do fogo.
Em Outubro de 2017 só por mero acaso não houve aqui um incêndio de grandes proporções, que teria destruído vidas e habitações.
É isso que querem que aconteça?
quinta-feira, 4 de maio de 2023
Notas de prova (vinhos do Dão)
A partir deste post, a publicação das notas de prova relativas aos vinhos que eu vou bebendo é alterada e a classificação passa a ser feita com estrelas... e com um sinal de reprovação. Os vinhos são agrupados, em cada post, de acordo com a minha classificação e numa perspectiva descendente e, rigorosamente, por ordem alfabética a partir da sua designação comercial. Por outro lado, se não houver vinhos classificáveis em algumas das categorias, ela não aparece, como no caso deste post: nos vinhos do Dão aqui mencionados, nenhum mereceu duas ou uma estrela, pelo que essas categorias não aparecem.
terça-feira, 2 de maio de 2023
Desgraçados
Não há ninguém que tenha dó destes dois desgraçados e os esclareça de que as máscaras foram e são inúteis e prejudiciais?
segunda-feira, 1 de maio de 2023
Superavitário mas deficitário
O economista Ricardo Reis, colunista destacado do rotineiro "Expresso", pode ser um especialista em economia muito reputado e professor universitário famoso mas, quando menos se espera, revela alguma falta de discernimento. Quando, por exemplo, como acontece na edição de 28.04.23 da citada publicação: "(As crianças) ficaram em casa para controlar a pandemia e proteger os mais velhos".
Encontrar a justificação oficial para a decisão de fechar escolas no período da mais sobrevalorizada de todas as epidemias é quase impossível. A decisão, antes da abominável imposição de máscaras às crianças na sua idade formativa durante dois anos, foi, como todas as outras, imposta sem explicações. Os "especialistas" da treta foram dando as suas interpretações e a imprensa seguidista ajudou à festança da repressão. O Governo limitou-se a decretar.
Hoje, no entanto, quem for capaz de raciocinar com maior rigor deve interrogar-se sobre se o encerramento das escolas, seja em que país foi, serviu realmente para "controlar a pandemia e proteger os mais velhos".
A pandemia (do SARS-CoV-2) não foi "controlada" pelos confinamentos e o terrorismo psicológico lançado sobre crianças e idosos há de ter feito pior do que um coronavírus que, sendo "novo", não foi diferente dos muitos com que a humanidade tem convivido. E quanto à "protecção" dos "mais velhos", o colunista não consegue perceber que, com esse argumento, muitas crianças foram, pelo menos indirectamente (e sabe-se lá se directamente...) responsabilizadas pela morte dos seus familiares mais idosos?!
É pena que o superavitário (em economia) colunista seja tão deficitário...

































