quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Não se cria um grupo de trabalho, mas faz-se um "estudo"

Cada vez gosto menos deste governo que, como os governos do PS, vai vogando ao sabor do marketing político e da comunicação, numa lógica de dizer o que o seu chefe pensa que o eleitorado quer ouvir.

Este é um exemplo, e dos mais estúpidos: aquilo de que o País necessita é de infraestruturas de jeito, resistentes e protegidas de todos os acontecimentos naturais de maior risco. De acção, pura e simples, que permita, e o mais depressa possível, tirar os cabos eléctricos dos postes e de enterrá-los ou, onde não for possível, começar a criar estruturas realmente resistentes.





Quem olhar para os postes onde tudo acaba por ser ligado (electricidade, telecomunicações, o que calha) percebe que não precisamos de "estudos", nem de ter um governo lamentavelmente desastrado a invocar "alterações climáticas" e "fenómenos extremos" só para justificar dezenas de anos de negligência reincidente. Até agora, para evitar resolver um problema difícil de resolver criava-se um grupo de trabalho. Agora, fazem-se "estudos".

Consta que o Marquês de Pombal disse, depois do sismo de 1755, que era necessário cuidar dos vivos e enterrar os mortos. Luís Montenegro diria, decerto, que seria necessário "avançar" com um "estudo" para saber se era melhor enterrar os vivos e cuidar dos mortos ou cuidar dos vivos e enterrar os mortos.


(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

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