domingo, 3 de setembro de 2017

A dinâmica das ilusões (2): como o PSD já ganhou, e sem mérito





PSD
PS
MVC
CDS
PCP
BE
AM
8603
4766
2078
1986
1146
786
CM
9203
4866
1856
1967
1089
601

O quadro que aqui publico refere-se aos resultados das eleições de Setembro de 2013 para a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal de Caldas da Rainha (sendo a fonte a Comissão Nacional de Eleições). Utilizei-o em Maio de 2015, aqui e num desafio aos partidos, que o "Jornal das Caldas" publicou.
Defendi, nessa altura, o que defini como uma aliança de boas vontades, assente no pressuposto muito simples de que o PS, o então MVC (Movimento Viver o Concelho, de independentes, entretanto desaparecido) e o CDS tinham votos suficientes para, em conjunto, vencerem o PSD.
Bastaria uma personalidade consensual, um programa credível e uma plataforma programática que também fosse consensual.
Mais de dois anos depois, o que existe nas eleições caldenses é a habitual dispersão de candidaturas, com cinco candidatos diferentes à presidência da Câmara Municipal.
Também já o escrevi: é um jogo de ilusões. 
Não tanto para uso interno porque não acredito que alguma das cabeças que, nos principais lugares, povoam as listas do PS, do CDS e do PCP, acredite que conseguirão vencer estas eleições.
Basta olhar para o quadro: o PS precisaria de duplicar a sua votação (com um candidato que já nem é o de 2013, que ainda foi tendo alguma visibilidade) e o CDS precisaria de ter quase cinco vezes mais votos (com um candidato que, tendo visibilidade e demonstrando alguma competência, também só apareceu mais tarde). Nem os votos "órfãos" do ex-MVC chegariam para esse efeito.
Portanto, em termos práticos, estas eleições terão um único resultado: a vitória do PSD caldense e a reeleição do seu candidato. Graças ao PS e ao CDS, em primeiro lugar.
O que gera uma questão pertinente: quem não quer que o PSD caldense continue no poder e sabe que nenhum dos outros vencerá, vai votar para quê? 

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