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sábado, 3 de fevereiro de 2024
Da cambalhota como uma das belas-artes jornalísticas
É o extraordinário "rio atmosférico" agora "subtropical" (nós estamos um pouco mais a Norte...), é um Carnaval "molhado e já com frio" (em Fevereiro!..), é uma "cambalhota"...
Dá vontade de pensar que a autora, que até parece que é chefe nesta espécie de jornal, está mesmo necessitada de uma "cambalhota" para pôr as ideias em ordem.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024
Ravasqueira a vender "vinho da UE"... quase às escondidas
"Desde 1943, uma casa de família que guarda 3000 hectares de Alentejo. Um local único que dá origem a surpreendentes vinhos de qualidade superior, com origem num microclima que afeta positivamente as vinhas plantadas desde 1998. Uma história que sempre se pautou pelo rigor, exigência e atenção aos mais pequenos detalhes."
É assim que a Ravasqueira, uma empresa produtora de vinho do Alentejo com alguma fama, se apresenta.
Mas entre os vinhos que tem à venda estão dois vinhos "da UE", ou seja, de outro país da União Europeia que não Portugal. Têm as designações comerciais de "Cerca Velha" e de "Cavalo Sagrado" e aparecem numa cadeia de supermercados relativamente discreta. E devem ser provenientes de Espanha.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
Pilates de Inverno com cheiro a bacalhau
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024
"Corpos Estranhos": Simon Schama e os seus "negacionistas"
Simon Schama, historiador, é um narrador extraordinário e é isso que faz do seu livro mais recente, “Corpos Estranhos” (ed. Temas e Debates, no original “Foreign Bodies), uma obra quase extraordinária. Mas também, em certa medida, quase falhada.
Schama, de que traduzi os dois primeiros volumes de “A História dos Judeus” (ed. Temas e Debates, que foram o meu primeiro contacto com o autor) conta que estava a trabalhar noutro dos seus livros quando decidiu escrever este, inspirado pela expansão do vírus SARS-CoV-2 e da doença que lhe está associada, a covid-19. Schama, percebe-se, foi uma das pessoas que se deixou assustar pela pandemia mais sobrevalorizada de toda a história da humanidade e é com alguma bonomia que relata os pormenores da paisagem do seu confinamento. Como outros, também terá gostado.
Foi assim que nasceu “Corpos Estranhos”, que é, essencialmente, um relato do combate da vacinação contra a peste e a cólera na Índia, a partir do século XVIII, e das repercussões que teve em Inglaterra, nessa altura a potência estrangeira dominante na Índia.
A narrativa, que chega quase às 400 páginas (e tomo aqui por referência a edição que li, da editora Simon & Schuster), podia ser fastidiosa.
Mas Simon Schama é Simon Schama e o modo como chama ao palco os protagonistas históricos destes acontecimentos é brilhante e o que lemos tem a vivacidade de um bom romance. Destacam-se dois: Waldemar Mordechai Wolff Haffkine (1860 – 1930), um dos heróis judeus de Schama, e Ronald Ross (1857 – 1932). Ambos, cabendo a Haffkine o mérito de ter começado até acabar por ser afastado pelas autoridades inglesas sob um falso pretexto, conseguiram impulsionar o esforço de vacinação contra as doenças, pondo em causa toda a política sanitária de Inglaterra na Índia. Foram, à sua maneira, verdadeiros "negacionistas".
É quando chegamos à página 390 (Simon & Schuster) que a obra derrapa. É a vez de entrar em palco a controversa, mas muito elogiada por Schama, figura de Anthony Fauci, uma espécie de ministro-sombra da Saúde de vários governos dos EUA que foi um dos principais animadores do fascismo sanitário que muitos governos tentaram incrementar em quase todo o mundo, quando a capacidade humana de raciocinar cedeu ao medo animal que se apossou de muitos políticos.
E, logo de seguida, Simon Schama, como muitos outros autores (até Stephen King!...), abre fogo, indiscriminadamente, contra os que criticaram os confinamentos, as vacinas da covid-19 (produzidas de modo tão apressado), aqueles que outros se apressaram a classificar como “negacionistas”, Donald Trump e os seus potenciais seguidores (ou seja, todos os que duvidam dessas vacinas).
É curioso, no entanto, que Haffkine e Ross, elogiados pelo autor, foram combatidos pelo “establishment” britânico exactamente por duvidarem dos confinamentos, das “respostas ‘sanitárias’ às doenças infecciosas” (por oposição à “imersão de mente aberta na pesquisa científica”) e daquilo a que Ross chamou “barbarismo administrativo”.
“Generais e civis foram feitos ditadores de assuntos de que não tinham qualquer conhecimento e, quando as suas tácticas falharam, atribuíram a culpa aos subordinados, aos médicos cujos conselhos tinham frequentemente ignorado e cuja ciência tinham, por hábito, desprezado”, escreveu Ross.
Lembram-se das circenses “reuniões do Infarmed” onde os governantes portugueses, cheios de medo, se escudavam nas opiniões de alguns médicos, cientistas avulsos e “pop-stars” diversas, depois de terem afastado os verdadeiros epidemiologistas? O “barbarismo administrativo” era isto, mais os confinamentos e as multas passadas a quem se sentava nos bancos dos jardins.
Neste seu “Corpos Estranhos”, Simon Schama deixa, ainda, o que parece ser uma explicação, talvez involuntária, para o facto de ainda não ter aparecido o terceiro volume de “A História dos Judeus” (o segundo data de 2018).
*
A propósito do regresso de Haffkine à Rússia, onde nascera, depois da sua odisseia indiana, Schama refere-se ao sionismo como “outro beco sem saída nacionalista”.
O segundo volume de “A História dos
Judeus” terminara com o começo da ascensão do sionismo como visão salvadora de
futuro para os judeus e, na sua descrição, Schama parece demonstrar alguma simpatia
por esse movimento histórico. Terá mudado de opinião e ter sentido a
necessidade de reapreciar o caminho que estava a percorrer, pondo em causa esta
sua magna obra? A dúvida parece-me pertinente.
domingo, 28 de janeiro de 2024
Notas de prova (vinhos brancos)
Ler jornais já não é saber mais (203): o mal dos outros é que é notícia
O "Expresso" parece não perder pitada do que se passa no Global Media Group, a empresa proprietária do "Diário de Notícias" e do "Jornal de Notícias", entre outros títulos. Mas depois, sobre si próprio e sobre a situação catastrófica da empresa a que pertence, a Impresa, é que nada.
sábado, 27 de janeiro de 2024
A armadilha para peões montada pelo grupo Vamos Mudar
Inexperientes e incompetentes, os dirigentes do grupo Vamos Mudar na Câmara Municipal e nas juntas de freguesias de Caldas da Rainha entretêm-se a brincar com a mobilidade urbana e, como está bem à vista, o que fazem... fazem mal.
Mandam pintar algumas passadeiras para peões, de uma maneira que parece pura e simplesmente aleatória, e espetam com um bola de ferro, ao nível do chão, na zona onde as pessoas se posicionam para atravessar. Devendo olhar para os dois lados da via, não vá algum veículo não travar, e não para o chão... onde está a armadilha.
A quantas quedas é que isto vai dar origem? E com que gravidade?
"Protecção"? "Prevenção de acidentes"?!
quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
Assédio, de certeza; assalto, quase; fraude talvez: "Projectos de Telecomunicações"?!
EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (106): mais um
Mais um apagão, dos pequenos, às 9h18. Em dia seco, soalheiro, pouco húmido, quase primaveril. Porquê? Nunca se pode saber... Uma merda, como de costume.






















