sábado, 3 de fevereiro de 2024

Surpresas do Facebook

 





Andam faunos pelos matos da Serra do Bouro, será?...




Da cambalhota como uma das belas-artes jornalísticas

É o extraordinário "rio atmosférico" agora "subtropical" (nós estamos um pouco mais a Norte...), é um Carnaval "molhado e já com frio" (em Fevereiro!..), é uma "cambalhota"... 

Dá vontade de pensar que a autora, que até parece que é chefe nesta espécie de jornal, está mesmo necessitada de uma "cambalhota" para pôr as ideias em ordem.








sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Ravasqueira a vender "vinho da UE"... quase às escondidas

"Desde 1943, uma casa de família que guarda 3000 hectares de Alentejo. Um local único que dá origem a surpreendentes vinhos de qualidade superior, com origem num microclima que afeta positivamente as vinhas plantadas desde 1998. Uma história que sempre se pautou pelo rigor, exigência e atenção aos mais pequenos detalhes."

É assim que a Ravasqueira, uma empresa produtora de vinho do Alentejo com alguma fama, se apresenta. 

Mas entre os vinhos que tem à venda estão dois vinhos "da UE", ou seja, de outro país da União Europeia que não Portugal. Têm as designações comerciais de "Cerca Velha" e de "Cavalo Sagrado" e aparecem numa cadeia de supermercados relativamente discreta. E devem ser provenientes de Espanha.






Mais pormenores em breve.






quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Pilates de Inverno com cheiro a bacalhau



Vinte e oito pessoas numa sala onde, à vontade, poderiam estar pouco mais de vinte. Com as janelas bem fechadas, que são amplas e por onde se faz sentir o calor do sol quando não há nuvens. É aqui, no ginásio Balance de Caldas da Rainha, que se desenrolam as mais concorridas aulas de Pilates das manhãs. E onde vai ficando o rasto de corpos mal lavados, ou por lavar, e de roupa que talvez só seja lavada à semana. Na melhor das hipóteses.

Não estou a falar de praticantes de desporto que se dedicam a correr, em máquinas de interior, a elevar esforçadamente peso e a outros esforços que fazem suar, e que assim se mantêm por uma hora ou mais. É o dia a dia dos ginásios onde, felizmente, quem não toma banho a seguir se veste com as roupas que já trazia, ou outras, e leva consigo o cheiro para onde quer que vá.

Neste caso é diferente. Falo de um número significativo de senhoras que, lá fora, se devem apresentar bem postas e arranjadas, talvez lavadas e limpas, muitas delas obviamente avós que até talvez obriguem os respectivos netos a lavar mãos e a tomarem banho.

Aqui, nas aulas superlotadas de Pilates, não é o que fazem. Já chegam, mesmo em manhãs de sol e de temperatura mais agradável, enchouriçadas em roupas grossas e anoraques. Não fazem qualquer actividade de aquecimento, limitando-se a ficar sentadas à espera do começo da aula, às vezes durante mais de quinze minutos. Trazem consigo odores corporais e espalham-nos bem, depois de despirem parte da roupa que trazem no que devia ser apenas um vestíbulo de passagem e que se transforma num vestiário, onde tudo (pessoas e cheiros) se acumula. A seguir vão para dentro da sala encasacadas, com pijamas que parecem roupa de treino e com roupas de treino que parecem pijamas. E com cheiro.

Como já aqui registei, vêem-se-lhes as meias encardidas. Terão comprado vários exemplares, todos iguais, de meias e de calças justinhas? Não me parece. As recomendações para as aulas de Pilates incluem o uso, apenas, de meias (na pior das hipóteses...) ou a sua prática com pés descalços. A ideia é garantir a melhor adesão de todas as partes do corpo, pés incluídos, ao piso onde os exercícios se desenrolam. Mas há, até, quem calce dois pares de meias para estas aulas. Mas o pior é o que não se vê.

Dirá quem me lê que eu estou a pôr-me de fora nesta descrição do pequeno inferno dos corpos sujos. Não estou. Nas minhas três idas ao ginásio por semana faço exercício numa máquinas antes da aula de Pilates. Faço a aula de Pilates e depois, durante mais de hora e meia, dedico-me a outras práticas de treino físico (incluindo bicicleta). Suo, com frequência, mas a roupa que visto é arejada e deixa-me braços e pernas livres e eu faço as aulas de Pilates descalço. E a roupa que uso no ginásio vai sempre para lavar depois de cada utilização. No fim de cada actividade o cheiro desaparece com o banho.

Não é o que acontece com essa maioria feminina das aulas de Pilates. Porque o cheiro com que fui confrontado já não era só o das meias sujas. Era um cheiro acentuado... a bacalhau. Ao bacalhau que, antes de ser demolhado, ganha alguma humidade. Até me parece que já sei de quem é. E não, não penso que ela traga o cheiro por ter estado a demolhar bacalhau antes da aula matinal de Pilates...





segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

"Corpos Estranhos": Simon Schama e os seus "negacionistas"


 


Simon Schama, historiador, é um narrador extraordinário e é isso que faz do seu livro mais recente, “Corpos Estranhos” (ed. Temas e Debates, no original “Foreign Bodies), uma obra quase extraordinária. Mas também, em certa medida, quase falhada.

Schama, de que traduzi os dois primeiros volumes de “A História dos Judeus” (ed. Temas e Debates, que foram o meu primeiro contacto com o autor) conta que estava a trabalhar noutro dos seus livros quando decidiu escrever este, inspirado pela expansão do vírus SARS-CoV-2 e da doença que lhe está associada, a covid-19. Schama, percebe-se, foi uma das pessoas que se deixou assustar pela pandemia mais sobrevalorizada de toda a história da humanidade e é com alguma bonomia que relata os pormenores da paisagem do seu confinamento. Como outros, também terá gostado.

Foi assim que nasceu “Corpos Estranhos”, que é, essencialmente, um relato do combate da vacinação contra a peste e a cólera na Índia, a partir do século XVIII, e das repercussões que teve em Inglaterra, nessa altura a potência estrangeira dominante na Índia.

A narrativa, que chega quase às 400 páginas (e tomo aqui por referência a edição que li, da editora Simon & Schuster), podia ser fastidiosa. 

Mas Simon Schama é Simon Schama e o modo como chama ao palco os protagonistas históricos destes acontecimentos é brilhante e o que lemos tem a vivacidade de um bom romance. Destacam-se dois: Waldemar Mordechai Wolff Haffkine (1860 – 1930), um dos heróis judeus de Schama, e Ronald Ross (1857 – 1932). Ambos, cabendo a Haffkine o mérito de ter começado até acabar por ser afastado pelas autoridades inglesas sob um falso pretexto, conseguiram impulsionar o esforço de vacinação contra as doenças, pondo em causa toda a política sanitária de Inglaterra na Índia. Foram, à sua maneira, verdadeiros "negacionistas".

É quando chegamos à página 390 (Simon & Schuster) que a obra derrapa. É a vez de entrar em palco a controversa, mas muito elogiada por Schama, figura de Anthony Fauci, uma espécie de ministro-sombra da Saúde de vários governos dos EUA que foi um dos principais animadores do fascismo sanitário que muitos governos tentaram incrementar em quase todo o mundo, quando a capacidade humana de raciocinar cedeu ao medo animal que se apossou de muitos políticos.

E, logo de seguida, Simon Schama, como muitos outros autores (até Stephen King!...), abre fogo, indiscriminadamente, contra os que criticaram os confinamentos, as vacinas da covid-19 (produzidas de modo tão apressado), aqueles que outros se apressaram a classificar como “negacionistas”, Donald Trump e os seus potenciais seguidores (ou seja, todos os que duvidam dessas vacinas).

É curioso, no entanto, que Haffkine e Ross, elogiados pelo autor, foram combatidos pelo “establishment” britânico exactamente por duvidarem dos confinamentos, das “respostas ‘sanitárias’ às doenças infecciosas” (por oposição à “imersão de mente aberta na pesquisa científica”) e daquilo a que Ross chamou “barbarismo administrativo”. 

“Generais e civis foram feitos ditadores de assuntos de que não tinham qualquer conhecimento e, quando as suas tácticas falharam, atribuíram a culpa aos subordinados, aos médicos cujos conselhos tinham frequentemente ignorado e cuja ciência tinham, por hábito, desprezado”, escreveu Ross.

Lembram-se das circenses “reuniões do Infarmed” onde os governantes portugueses, cheios de medo, se escudavam nas opiniões de alguns médicos, cientistas avulsos e “pop-stars” diversas, depois de terem afastado os verdadeiros epidemiologistas? O “barbarismo administrativo” era isto, mais os confinamentos e as multas passadas a quem se sentava nos bancos dos jardins.

Neste seu “Corpos Estranhos”, Simon Schama deixa, ainda, o que parece ser uma explicação, talvez involuntária, para o facto de ainda não ter aparecido o terceiro volume de “A História dos Judeus” (o segundo data de 2018). 


*

A propósito do regresso de Haffkine à Rússia, onde nascera, depois da sua odisseia indiana, Schama refere-se ao sionismo como “outro beco sem saída nacionalista”. 

O segundo volume de “A História dos Judeus” terminara com o começo da ascensão do sionismo como visão salvadora de futuro para os judeus e, na sua descrição, Schama parece demonstrar alguma simpatia por esse movimento histórico. Terá mudado de opinião e ter sentido a necessidade de reapreciar o caminho que estava a percorrer, pondo em causa esta sua magna obra? A dúvida parece-me pertinente. 



domingo, 28 de janeiro de 2024

Notas de prova (vinhos brancos)

 



António — Branco 2017 — Vinho Regional Lisboa
Vital (vinhas velhas)
Casal Figueira, Cadaval
12,5% vol.



Quinta do Escudial — Branco 2017 — D.O.C. Dão
Encruzado (45%), Barcelo (25%), Malvasia Fina (15%) e Rabo de Ovelha (15%)
Quinta do Escudial, Seia
13,5% vol.



Quinta da Fata — Branco Encruzado 2014 — D.O.C. Dão
Encruzado
Quinta da Fata, Vilar Seco, Nelas
13% vol.








Bacelo Novo — Branco 2018 e 2019 — D.O.C. Dão
Encruzado, Cerceal Branco e Malvasia Fina
Enoteca/Sociedade Agrícola Boas Quintas, Mortágua
12,5% vol.



Casal do Cerrado — Branco 2021 — Vinho Regional Península de Setúbal
Fernão Pires e Moscatel Graúdo
Venâncio da Costa Lima, Quinta do Anjo
13% vol.



Vinho Regional Península de Setúbal — Branco 2021
Fernão Pires e Moscatel Graúdo
Intermarché/Venâncio da Costa Lima, Quinta do Anjo
13% vol.




Rabo de Ovelha — Vinha do Monte do Poço — Branco 2021
— Vinho Regional Alentejano
Rabo de Ovelha
Casa Relvas, Redondo
11,5% vol.





Sericaia — Branco 2021 — D.O.C. Alentejo
Sem indicação de castas
Lusovini, Nelas
13,5% vol.

Ler jornais já não é saber mais (203): o mal dos outros é que é notícia

O "Expresso" parece não perder pitada do que se passa no Global Media Group, a empresa proprietária do "Diário de Notícias" e do "Jornal de Notícias", entre outros títulos. Mas depois, sobre si próprio e sobre a situação catastrófica da empresa a que pertence, a Impresa, é que nada.










sábado, 27 de janeiro de 2024

A armadilha para peões montada pelo grupo Vamos Mudar



 

Inexperientes e incompetentes, os dirigentes do grupo Vamos Mudar na Câmara Municipal e nas juntas de freguesias de Caldas da Rainha entretêm-se a brincar com a mobilidade urbana e, como está bem à vista, o que fazem... fazem mal.

Mandam pintar algumas passadeiras para peões, de uma maneira que parece pura e simplesmente aleatória, e espetam com um bola de ferro, ao nível do chão, na zona onde as pessoas se posicionam para atravessar. Devendo olhar para os dois lados da via, não vá algum veículo não travar, e não para o chão... onde está a armadilha.

A quantas quedas é que isto vai dar origem? E com que gravidade?

"Protecção"? "Prevenção de acidentes"?!



quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Assédio, de certeza; assalto, quase; fraude talvez: "Projectos de Telecomunicações"?!

 



Uma vez até pode ser visto como, enfim, "normal". Duas já começa a ser estranho. E, à terceira, já passa a assédio. Parece um "assalto" por telefone e já estamos no domínio do assédio (comercial). Ou seja, daquilo que o Decreto-Lei n.º 57/2008, de 26 de Março, define como prática comercial agressiva.

Sem cara, nem nome, aparentemente.

Começa com um telefonema para o telemóvel, oriundo de um número que começa por "93" (da operadora NOS). A voz, no outro lado, diz que quer falar de telecomunicações e diz, parecendo saber muito, que eu tenho um contrato com a MEO que termina em Março. Como quem diz: está a acabar, é a nossa vez. 

É um erro estranho, no entanto, e o assunto ficou esclarecido, civilizadamente, no primeiro telefonema: havia um contrato com a MEO que terminou em Novembro... de 2022! E porque o serviço dessa operadora acabou por se revelar muito mau. Portanto, fui procurar outra operadora e assinei um contrato com a NOS (e não estou nada insatisfeito).

Os dois telefonemas seguintes insistem no erro: tenho um contrato com a MEO que está a chegar ao fim...

A minha refutação e a minha pergunta sobre qual é a empresa que está assim a assediar-me não são bem recebidas. No terceiro (e último?) telefonema, respondem-me que estão a telefonar de uma "Projectos de Telecomunicações". Digo que não conheço. No outro lado desligam a chamada.

Uma busca breve no Google fornece-me uma resposta: não parece haver no mercado das telecomunicações nenhuma empresa chamada "Projectos de Telecomunicações".

Este tipo de insistência é assédio e é uma prática proibida por lei. Inventar uma empresa para vender um pretenso serviço já é fraude. No conjunto... bem, já é tipo assalto. Mas, também, enganaram-se no alvo...





EDP/e-Redes - A Crónica das Trevas (106): mais um

 


Mais um apagão, dos pequenos, às 9h18. Em dia seco, soalheiro, pouco húmido, quase primaveril. Porquê? Nunca se pode saber... Uma merda, como de costume.