sábado, 28 de abril de 2018

As belezas do Varela

O presidente da Junta de Freguesia da Serra do Bouro, na sua versão de acasalamento com uma freguesia urbana, já arranjou tempo para um logotipo novo, cuja utilidade prática se desconhece.
Não arranjou tempo, no entanto, para resolver o problema desta versão miserável de chafariz, no Cabeço da Vela, que bem podia servir de símbolo do estado de degradação e de abandono das freguesias rurais de Caldas da Rainha que o ilustre "parvenu" de 1 de Outubro nem deve conhecer, apesar da promessa de "embelezar" a freguesia.





Estão mesmo à rasquinha

Terá sido de alguma coisa que comeram? Terá sido da água (que tantas vezes sai castanha das condutas dos Serviços Municipalizados de Caldas da Rainha)? Terá sido vírus?
O certo é que na edição desta semana do "Jornal das Caldas" há uma grande quantidade de criaturas de mãos no ventre (alto, baixo e assim-assim) com ar aflito, de quem não aguenta mais a pressão para ir à casa de banho. Não se sabe bem o quê, claro, porque alguns parecem contorcer-se mais para a frente, para trás, para o lado...
A maleita não poupa ninguém, do presidente da Câmara Municipal ao vice-presidente da mesma, passando pelo clero.
Estimo as melhoras, como se costuma dizer...






quarta-feira, 25 de abril de 2018

Notas de prova


Casal das Freiras — Tinto 2016 — Vinho Regional Tejo
Syrah
Quinta Casal das Freiras, Madalena (Tomar)
13,5% vol.
Muito bom.
(Bebido no restaurante Naco na Pedra, Salir do Porto)

Notas de prova

Terrincha — Branco 2016 — D.O.C. Douro
Viosinho (40%), Rabigato (40%) e Gouveio (20%)
Quinta da Terrincha, Torre de Moncorvo
13,5% vol.
Bom!
(Bebido no restaurante Naco na Pedra, Salir do Porto)

Notas de prova



Quinta da Boa Esperança — Tinto 2015 — Vinho Regional Lisboa
Syrah, Castelão e Aragonez
Quinta da Boa Esperança, Zibreira (Torres Vedras)
13,5% vol.
Muito bom.
(Bebido no restaurante Naco na Pedra, Salir do Porto)

Notas de prova

Quinta da Fata — Tinto 2015 — D.O.C. Dão
Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro
Quinta da Fata, Vilar Seco (Nelas)
13% vol.
Muito bom!

Notas de prova


Quinta da Fata — Tinto Reserva 2014 — D.O.C. Dão
Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro
Quinta da Fata, Vilar Seco (Nelas)
13% vol.
Excepcional.

António Flores já merecia uma medalha do 15 de Maio

Se a "nomenklatura" do concelho de Caldas da Rainha não fosse tão xenófoba e chauvinista, o chef António Flores, que tem dois restaurantes e uma garrafeira em Salir do Porto, já teria recebido pelo menos uma das muitas medalhas que são distribuídas todos os anos a indivíduos e entidades colectivas. Mas António Flores não é de Caldas da Rainha.


Nos primeiros tempo do novo Naco na Pedra

Em Salir do Porto pegou num restaurante quase esquecido que já então se chamava Naco na Pedra e começou a alterá-lo, quer no ambiente quer na cozinha.
Dedicado às carnes, com uma garrafeira exemplar e um serviço de excepção, o Naco na Pedra é hoje um dos melhores restaurantes de Caldas da Rainha e arredores, se não mesmo o melhor. Sabe-o quem lá vai com regularidade. Mas tem um problema; não está na cidade de Caldas da Rainha. Portanto, para a elite urbana não existe, Aliás, é gente que talvez até desconheça Salir do Porto.
Depois do Naco na Pedra, António Flores abriu outro restaurante em Salir do Porto, o De Mar em Mar, dedicado a peixes, com outro ambiente e com a mesma cozinha excepcional.
Mas não se ficou por aí: abriu, também em Salir do Porto, uma garrafeira (Bottle Store), onde se reflectem as suas opções de vinhos para os dois restaurantes. Só que a um preço "de mercado" e não de restaurante, com a mesma variedade e qualidade. E com uma oferta muito ampla, com uma boa percentagem de vinhos menos conhecidos.
Com isto, António Flores deu um destaque diferente a Salir do Porto e criou empregos. Como têm feito tantos outros, estrangeiros e "estrangeiros" (portugueses, mas de outras paragens).
Só que, para a "nomenklatura" caldense, habituada a contemplar o próprio umbigo com a cabeça enfiada no próprio rabo, estas pessoas não interessam, como, aliás, a generalidade dos que vêm de fora.
É por essas e por outras que Caldas da Rainha, de certo modo, não existe. 

Porque não gosto dos CTT (132): não segue nem sai de cima...

Os avisos de recepção, por correspondência "grossa" (como eles dizem) ou registos, são um problema impossível. Aliás, sempre foram, sendo tratados pela empresa e pelos seus funcionários com uma displicência lamentável. Desde o primeiro momento.
Em Caldas da Rainha há, como sempre houve (e nas condições mais deploráveis), uma estação central. Ir lá é um suplício: muita gente e estacionamento distante. Um serviço que pode demorar alguns minutos (levantar correspondência, por exemplo) pode transformar-se numa hora, ou mais, se contarmos a espera e o estacionamento. 
A lógica que lhe está subjacente, a existir, é idiota: a correspondência que vem para minha casa (fora da capital do concelho) vai ter a essa estação. Mas, mais perto, há três postos da empresa CTT onde eu posso chegar em metade do tempo e estacionar à vontade. No entanto eu tenho de ir à estação central.
E nisto o serviço Siga por telefone não é, ou já não é, alternativa. Por outro lado, a opção on line é complexa, com um desnecessário registo prévio.  Houve uma vez em que andei dois dias a tentar que me atendessem o telefone para a correspondência "seguir" para um local mais próximo. Agora desisti no primeiro dia. 
Nada parece ser feito, no serviço postal (antes da privatização e depois), para facilitar a vida aos seus clientes à força. E é isto serviço público!

sábado, 21 de abril de 2018

Ler jornais já não é saber mais (35): a meteorologia jornalística

São 10 horas e começou a chover com alguma intensidade há cerca de quinze minutos. Não sei se no resto do País também. Ontem só choveu por volta das 21 horas. Não sei como foi no resto do País.
Na passada quarta-feira, o diário "i" fazia esta (mais de metade) da primeira página. Não se confirmou, claro.



«Sexta-feira já deve regressar a chuva..."

A imprensa portuguesa transformou a meteorologia e os "avisos" coloridos dos manda-chuvas institucionais portugueses em tema de notícia, ou mesmo de manchete.
E, no entanto, as previsões meteorológicas são falíveis. Ou, na língua de pau do actual jornalismo nacional, são "cada vez mais" falíveis.
Não há uma só fonte de informação, além disso. Na minha barra de favoritos do computador tenho cinco fontes de informação meteorológica. Raras vezes são coincidentes. 
Como tema noticioso, é relevante. Deixa de o ser quando a informação jornalística fica agarrada a uma só fonte, tão falível como as outras. Mas é típico de quando o jornalismo se tornou ainda mais falível (e mais irrelevante) do que as previsões dos vários IPMAs da internet.