domingo, 14 de julho de 2024

Noite


Às 21h59 (de 21 de Junho), aqui. 








"Estamos totalmente, mas totalmente, fodidos!"

 


O respeitabilíssimo "Financial Times" (cá chamar-lhe-iam "jornal de referência") não esconde, citando alguns deles, que os atarantados dirigentes do Partido Democrático americano não sabem o que hão de fazer à vida, perante o desastre que é o estado mental do seu chefe e Presidente do país: "We´re totally, totally screwed". Ou seja, traduzindo com alguma liberalidade: "Estamos totalmente, mas totalmente, fodidos!"

A reportagem pode ser lida aqui.




sexta-feira, 12 de julho de 2024

Como o presidente da Câmara Municipal perdeu a face, o pio... e a vergonha

 

Manchete do "Jornal das Caldas", de 20.07.24


A notícia do apoio parlamentar à construção do novo Hospital do Oeste no Bombarral é dada pelo "Jornal das Caldas" na sua edição desta semana (10 de Julho), mas a aprovação desta recomendação na Assembleia da República foi feita no dia 4 de Julho, com os votos a favor do PS, BE, PCP, Livre e PAN, e a abstenção do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS-PP.

A decisão parlamentar tem, portanto, uma semana. E parece estar envolvida num pesado manto de silêncio no concelho de Caldas da Rainha, onde o actual presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha parece ter perdido o pio. E, com ele, a vergonha. 

Nem uma conferência de imprensa, como já tinha feito. Nem uma declaração de "luto". Nem cartazes (pagos pelos nossos dinheiros). Nem manifestações. Nem um suspiro nas redes sociais, onde, no caso do Facebook, abundam as notícias de festividades num contraste gritante com a ausência de qualquer pronunciamento que, há um ano, era tão, mas tão importante.

Vítor Marques, ao reivindicar a exclusividade do novo hospital, conseguiu isolar o concelho de Caldas da Rainha dos restantes concelhos do Oeste. Lançou-se numa luta exacerbada (que também não durou muito tempo), com proclamações de "luto", manifestações de rua (incluindo em Lisboa, onde esbarrou nas portas fechadas da Assembleia da República, num sábado...) e ainda conseguiu arrastar uma boa quantidade de iludidos.

Esta decisão, acompanhada pela recomendação de obras nas estruturas hospitalares já existentes (no hospital de Caldas da Rainha, entre outros, portanto), é uma estrondosa derrota para Vítor Marques.

E depois do que fez, do que disse e do dinheiro público que gastou nos seus protestos, devia demitir-se. Não o fazendo, só mostra que, perdendo a face, também perdeu a vergonha. E de vez.


*


Lembrem-se da campanha dele:


































quinta-feira, 11 de julho de 2024

A gozarem connosco, todos contentes





O mundo, em geral, rejeita-os; alguns já nem conseguem governar os seus próprios países; o que parece ser mais importante e ter mais armas sofre de demência; atiram armas, equipamento e dinheiro ao desbarato para a Ucrânia, onde a população vai sendo destruída a mando de um comediante enlouquecido; brincam com um poder de destruição nuclear de cuja gravidade não têm noção, ou fazem que não têm.

E riem-se. De nós todos.






quarta-feira, 10 de julho de 2024

A publicidade e o jornalismo

"Diário de Notícias": o falso epidemiologista, um avençado das farmacêuticas e uma delegada de propaganda médica unem-se para enaltecer a água-benta das vacinas milagrosas da covid que têm deixado rastos suspeitos.

"Página Um": os riscos das vacinas da covid continuam por esclarecer e as dúvidas só aprofundam as suspeitas.

No "Diário de Notícias" faz-se publicidade disfarçada.

No "Página Um" faz-se jornalismo.






A notícia do "Página Um" pode ser lida, na íntegra, aqui






terça-feira, 9 de julho de 2024

Ler jornais já não é saber mais (221): tudo... e o seu contrário

Dizem que isto é jornalismo e que se faz jornalismo no "Observador", mas depois...

Vejam só: "Onde anda o verão? (...) A meio da primeira quinzena de julho, o verão parece ainda não ter chegado plenamente. Cientistas dizem que tudo aponta para um verão mais ameno", "Junho foi o 13.º mês consecutivo mais quente", "Seca meteorológica diminuiu em junho"...

E mandam nisto pessoas que eram inteligentes!













segunda-feira, 8 de julho de 2024

Calor "brutal" são... zero graus. Na CNN tuga

 






É possível que tenha havido um engano, um lapso na escrita (ou no raciocínio...) ou uma incapacidade prática de pesquisar e de relacionar informações entre si. 

Mas o que vejo todos os dias na CNN tuga e nas suas campanhas, pois já não é de jornalismo que se trata, permite-me, a mim e a qualquer outra pessoa capaz de raciocinar, alimentar todas as dúvidas sobre o que, na realidade, sustenta certas afirmações.

As campanhas, esclareçamo-lo já, são as séries de notícas, ou "notícias", enviesadas, que só transmitem uma visão parcial do assunto: a Ucrânia é boa, a Rússia é má; a "extrema-direita" é má, tudo o resto é bom; as "alterações climáticas" são más, o calor a mesma coisa, vem aí o fim do mundo, amanhã, ou ontem (e não houve "fact check" que se aproveitasse) ou já foi, ou há de ser.

Neste caso, é o "calor brutal" do título, com a ameaça de que o ar condicionado não poderá "salvar" ninguém (e alguém, no seu perfeito juízo, espera ser "salvo", mais do que aliviado, pelo ar condicionado?!). 

No entanto, quando se lê o texto da coisa, percebe-se que o "calor brutal" é de 32 graus Fahrenheit. Ou seja, quando se faz a conversão (mas perceberão o que isso é, lá pela CNN tuga?), o que temos, segundo os valores que usamos, é um "calor brutal" de... zero graus centígrados/Celsius.












Tem lógica? Nenhuma. 

Mas é a CNN tuga e a sua campanha das "alterações climáticas", tão estribada em premissas sem lógica, como todas as suas outras campanhas.




quarta-feira, 3 de julho de 2024

Balcão 48: contas estranhas

 

Esta é daquelas experiências que me afastam de qualquer restaurante. Neste caso de uma cervejaria a armar ao elegante, com o nome de Balcão 48, na Benedita, onde fui com amigos e de onde saí pouco satisfeito e, agora, muito mais insatisfeito.

O local é aprazível, sem dúvida. Bem decorado, bem apresentado... e caro. Passo ao lado dos mariscos, que não como, e detenho-me nos vinhos. A oferta não é variada e a sua principal característica é, logo à partida, a tendência para os preços muito elevados. Ou, melhor, desproprocionadamente elevados. Já aceito que um vinho possa ter o PVP de 5€ e ser vendido, à mesa do restaurante, a 10€. Aceito pagar um preço elevado por um vinho que queira mesmo conhecer ou que me pareça inultrapassavelmente adequado ao que vou comer. Mas começa a irritar-me encontrar vinhos que, como aconteceu neste caso, têm um PVP de 4.50€ e cheguem à mesa a 16€! 

Comecemos, aliás, pelo vinho. Calhou-me, por simpatia dos convivas, escolher o vinho sem seguir a sugestão do funcionário. Escolhi-o e optei pela entrada de gama. 

O funcionário trouxe esse e trouxe, da mesma marca, o "reserva", mais caro, numa insistência insólita. Quando o serviu, para prova, ignorou quem escolhera o vinho (que devia provar, salvo se o próprio convidasse outra pessoa a prová-lo, como muitas vezes faço por deferência) e serviu as duas convivas, primeiro, e o outro conviva. Eu fiquei para o fim. Quando pedimos segunda garrafa (do mesmo), voltou a insistir num mais caro.

O problema das contas não ficou por aqui. Foi pedido um prato de arroz de lingueirão, que achei muito bom e servido de forma adequada e inteligente. Mas depois... o arroz de lingueirão apareceu na conta a 36€, quando na ementa estava a 32€!

Compreendo muito bem as dificuldades económicas do sector da restauração, e posso ser perfeitamente solidário. Respeito os seus profissionais e admiro os que sobrevivem com denodo e qualidade. Mas isto, assim, é que não.

Parecendo simpático, o Balcão 48 entra na minha lista negra. O saldo desta visita foi claramente negativo e não convida a que lá volte.



Na conta, 36€; na ementa, 32€.






terça-feira, 2 de julho de 2024

Três maus exemplos da gestão municipal do "Vamos Mudar": 3 respostas bizarras a 4 perguntas sobre 3 assuntos (3)


Tem ferrugem, mas não faz mal

 


A informação oficial sobre o "evento de notável importância"


Em Agosto de 2023 foi instalado um objecto escultórico em ferro negro na Rotunda da Granja (Serra do Bouro), numa cerimónia oficial a que presidiram o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha e um representante da Igreja Católica e que se pode ver na imagem em cima. 

A obra terá custado 24 mil euros à União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, sem qualquer tipo de consulta pública, segundo informação dada pelo presidente da União de Freguesias a um jornal. (Ver aqui o que já escrevi sobre este assunto.)

A coisa foi considerada muito importante e a pompa e a circunstância que a rodearam assim o demonstram. Mas, passados apenas três meses, em Novembro do ano passado, a dita escultura estava coberta de ferrugem, tendo ficado castanha quando, na origem, era preta.






Passados dez meses sobre o "evento de notável importância", a escultura continua castanha de ferrugem e com um aspecto ainda mais degradado. O que, independentemente de considerações estéticas, até pôde ter tido alguma dignidade há dez meses está agora transformado num símbolo de desleixo.

Fiz duas perguntas à União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro: se o material da escultura teve algum tipo de tratamento para evitar a sua degradação num período tão curto (3 meses!) e se a escultura vai ser objecto de algum tipo de limpeza e de preservação.

A resposta, não demorando, foi curta, muito curta, e foi só esta:

"Na década de 1930, a empresa U.S Steel desenvolveu um produto a que chamaram de Corten Steel. Foi originalmente projetado para construir vagões de carvão ferroviário, e depois disso, rapidamente se tornou nummaterial popular para projetos de arte ao ar livre nas décadas de 1950 e 1960. O aço Corten é uma categoria de aços que contêm cobre, cromo e fósforo nas suas ligas. Este material desenvolve naturalmente uma camada de óxido na sua superfície quando exposto a fatoresambientais. Uma vez desenvolvida, essa camada de óxido protege o metal contra a corrosão e oxidação adicionais,deixando apenas o acabamento de oxidação na superfície."





Se a resposta foi rápida, ela revelou-se estranhamente insuficiente, perante o estado a que o objecto está a chegar.





Porque, afinal, omite uma questão fundamental, a que eu já me referi: a limpeza e a manutenção do material. Há ou não? 

A empresa Tratinox, por exemplo, recomenda aqui o seguinte procedimento para este tipo de material:




Portanto, a dúvida mantém-se: a escultura vai ser objecto de algum tipo de limpeza e de preservação?

Conhecendo, como já conheço, o estilo do grupo "Vamos Mudar", digo já que não: não há, nem houve nem haverá limpeza e manutenção. A "mudança" deles é isto.



segunda-feira, 1 de julho de 2024

Fausto e "Por Este Rio Acima"


A música portuguesa que nasceu antes do 25 de Abril, enquadrada na contestação política, social e cultural ao regime que caíria nesse data, em 1974, tem muitas composições de alta qualidade e, para mim, cabem nela grandes compositores e autores como Fernando Lopes Graça com as suas "Canções Heróicas", Luís Cília, José Mário Branco, José Afonso e Fausto (Fausto Bordalo Dias).

Neste quadro, a obra mais importante deste movimento musical, transcendendo-o, é, para mim, o álbum "Por Este Rio Acima", de 1982, uma criação magnífica de Fausto. 

Como muitas vezes acontece, "Por Este Rio Acima" foi uma obra-prima que o seu autor já não conseguiu igualar. Desaparecido hoje, Fausto Bordalo Dias (1948 - 2024) merece ser recordado não apenas pelas suas canções mas, muito em especial, por essa obra. 

As composições de "Por Este Rio Acima" podem ser escutadas ainda hoje com a mesma emoção e com o mesmo prazer com que foram apreciadas em 1982 e isso basta, além do retrato que compõem da expansão africana dos portugueses, para recordar e homenagear o seu autor.