quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Uma estranha entrega

Sendo comprador frequente on line, à falta de alternativa local, já conheço uma grande variedade de empresas distribuidoras, de serviços bons, maus e péssimos, de funcionários competentes e outros que nem por isso, em situações de todo o género. 
Mas isto assim é que nunca tinha visto. 
A encomenda veio da Amazon espanhola e chegou aqui por intermédio da empresa ASM, que nem sabia que existia e que parece ser uma subsidiária da GLS.
Não estava ninguém e a encomenda ficou pendurada no portão. É claro que alguém podia ter passado e levado, que nem sequer haverá registo da entrega (até podia, alegando que não houve entrega, pedir o reembolso à Amazon).
Mas chegou. Às vezes até me admiro…





quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Um bom exemplo que vem do Alentejo

Grândola, cuja capital foi "vila morena" sem que hoje ainda o pareça, é um concelho do interior. Pertence ao distrito de Setúbal, mas é em tudo alentejano.
Este concelho tem dez praias, entre Tróia e Melides, e são bastante frequentadas. Promove-as como deve ser: um folheto com pormenores sobre as suas praias, que designa por "Frente Atlântica".




Caldas da Rainha é também um concelho do interior e tem três praias e uma frente atlântica que, em termos paisagísticos, é soberba.
Promove-a? Não. Nada. 

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Os dias seguintes

O PS subiu pouco a votação, o BE e o PCP perderam votos, o PSD também, o CDS a mesma coisa, irromperam novos partidos e protagonistas: o PAN e o Livre querem ser clones do BE, o Chega revela uma assinalável capacidade de intervenção e a Iniciativa Liberal. O Aliança morreu, paz à sua alma.
O que vai sair daqui, nomeadamente pela intervenção que o Chega e a Iniciativa Liberal podem ter no sistema apodrecido dos partidos tradicionais, pode ser um período estimulante em termos de combate político. Uma boa e construtiva renovação da actual direcção do PSD também ajudaria.
Quanto a um futuro governo do PS com uns, sem outros, com aqueles ou talvez não… vamos ver até onde vai chegar.
Entretanto, a estimulante imagem (cuja autoria desconheço) junta, retirada do campo da batalha das redes sociais, diz muito sobre estes dias… e os que se seguem.



Genética

Na semana passada houve aqui uma ruptura numa conduta de abastecimento de água. Nada que surpreenda, quando se sabe que a rede está podre e do desprezo camarário pelas freguesias rurais de Caldas da Rainha.
A reparação foi feita, mas depois verifica-se que…


… o piso não foi só destruído no sítio onde existia a ruptura. 
Arranjá-lo, com repavimentação? Não se sabe.

… a via de escoamento de águas que vêm da pequena serra local já estava entupida
 com as canas cortadas e largadas no chão e agora ainda ficou mais bloqueada.

… o lixo ficou na rua. Parte da conduta (seria a que estava rebentada?) foi retirada
 e ficou no chão. Não se apanham os resíduos, não se leva o lixo. O ambiente que se lixe, não é?


Cada vez penso mais que o problema é genético. 
Ou, dito de outra maneira, não é defeito… mas feitio. 

domingo, 6 de outubro de 2019

Ler jornais já não é saber mais (64): criatividade morta a tiro

Uma das características do jornalismo nacional dos nossos dias é a tendência para uma escrita de onde estão ausentes o domínio da língua, a criatividade e a imaginação. 
É uma espécie de jornalismo que mistura, da pior maneira, o "pronto a vestir" com a "fast food". 
O uso do verbo "disparar" nos títulos do jornalismo estatístico será um dos melhores exemplos deste cinzentismo atroz.




















































quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Declaração de voto


Votarei no PSD no domingo — apesar de Rui Rio e do abominável grupo que domina politicamente o concelho onde resido — por considerar que é este o voto que maior utilidade tem contra o totalitarismo mafioso do PS, o radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista do BE, os eurocomunistas do PCP e o proto-fascismo do Pan.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

"Estão verdes, não prestam"





Na fábula "A raposa e as uvas", atribuída a Esopo e que foi reescrita por La Fontaine, passa uma raposa por uma videira, sem conseguir chegar às uvas. Estão muito acima, nada feito. E diz que as uvas "estão verdes, não prestam". Mas, ao ouvir um ruído que lhe soa como sendo um cacho de uvas a cair, logo muda de opinião: as uvas estão maduras, já se podem comer!
É o que faz, irresistivelmente, lembrar esta proclamação de Hugo Oliveira, vice-presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha. 
Não conseguiu suceder a Fernando Costa que, e há de estar arrependido, passou o ceptro a um burocrata de apelido Tinta Ferreira. Com este a segurar o cargo para mais um mandato além do actual, Hugo Oliveira já não tem a sucessão garantida. Em termos práticos, teria de ficar à espera mais seis anos. E, entretanto, Tinta Ferreira já parece ter um delfim em vista. 
A presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha ficou, assim, demasiado longe. Como as uvas da fábula. 
Hugo Oliveira vai agora para a Assembleia da República como segundo na lista do PSD por Leiria e, embora diga que vai continuar a acompanhar o que se passa no concelho de Caldas da Rainha e a ser vereador, percebe-se que o seu interesse está no Parlamento. 
Mas, como se diz, com um olho no burro e outro no cigano. Além disso, fica longe da vista (e do coração) dos eleitores locais do seu partido.
Apesar de tudo, o certo é que, no actual equilíbrio de poderes do PSD caldense, Hugo Oliveira ainda dá alguma esperança de poder ser um presidente de câmara melhor do que as nulidades existentes, a presente e a futura. Mas é tarde...

Dois anos de abandono e lixo




Dois anos depois das eleições autárquicas de 2017, a freguesia da Serra do Bouro (absorvida por uma freguesia da cidade capital do concelho, cuja sede é... na cidade), que o excitado candidato a presidente da junta queria "embelezar", está mais desprezada, mais entregue ao lixo e ao desmazelo e, como mostrarei em breve, praticamente desapareceu. É este o "rumo certo" desta gente, cuja grande "beleza" que conseguiram mostrar é o aumento do lixo público, que também é o que melhor ilustra a situação miserável desta freguesia.



Uma das "belezas" do Varela

terça-feira, 1 de outubro de 2019

A Câmara dos caixotes dos novos "patos bravos"




Já se sabe o que pensa a Câmara Municipal de Caldas da Rainha em matéria de urbanismo: pode haver algumas inconformidades, mas, na prática, tudo se pode fazer. Como este aborto, a que já me referi neste blogue:






E se isto é possível, a proliferação das casas de ângulos rectos e telhados lisos, com o aspecto de grandes caixotes, quase parece estimulada.
É uma invasão de uma arquitectura que não deve requerer grande ciência, a avaliar pelo modo como todas elas se parecem umas com as outras. E são um verdadeiro enjoo visual. Há dez ou quinze anos podiam ser uma grande inovação, mas o que é demais também cansa. 
Além disso, contrastam fortemente com edifícios de recorte mais clássico e que já compõem a paisagem natural portuguesa, correspondendo a uma tradição mais adequada ao clima.
Eis um exemplo na freguesia da Serra do Bouro, que até foge ao padrão dos "caixotes"... para pior:




Eis depois outro exemplo, em construção numa rua de casas tradicionais, com dois "caixotes" ao preço de 430 mil euros e 420 mil euros, um sobre o outro, numa concretização atamancada que inclui o aproveitamento despudorado daquilo que é público:









Pode ver-se o contraste com a casa mais próxima, na fotografia em baixo. 
A desconformidade de estilo e de visual não incomoda uma Câmara Municipal onde tudo parece ser possível, sabe-se lá a que preço, e uma Junta de Freguesia que condenou ao abandono a freguesia esquecida da Serra do Bouro.