Pedro Garcia Rosado é dos poucos autores portugueses de thrillers e, além de alguns livros independentes, começou há três anos uma série intitulada «Não Matarás», de que acaba de sair o terceiro título: Triângulo. Retomando as investigações do inspector da Judiciária Joel Franco sobre uma misteriosa morte a que assistiu na infância e nunca foi resolvida, vai precisar de ir a três sítios e falar com três pessoas, até porque um triângulo é composto de três lados (embora nem sempre tão perigosos). As fotografias e os documentos levá-lo-ão por caminhos insondáveis, e desta feita a coisa vai ser violenta e mexer com a memória e o futuro do herói, embora os cães da Serra lhe vão dar uma boa ajuda. A procura da verdade e a missão de castigar os culpados hão-de trazer-lhe, porém, ossos bem duros de roer e mortes de que não será fácil recuperar. Um belo livro para amantes do género.
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
A Muda Magazine gostou de "Triângulo"
Uma opinião de Bruno Chainho sobre "Triângulo" na revista cultural on line Muda Magazine, que se aqui se reproduz na íntegra:
Com Agosto chega o mais recente livro de Pedro Garcia Rosado. Depois de "A Cidade do Medo" e "Vermelho da Cor do Sangue", chega às lojas "Triângulo", o terceiro livro da colecção "Não Matarás".
Num país onde os policiais estão na moda, muito por culpa da trilogia "Millennium", e onde os autores estrangeiros são consumidos com regularidade, é bom perceber, e alertar os leitores, que em Portugal há quem o faça com muita qualidade.
"Triângulo" é um livro com menos acção do que os seus antecessores mas onde o enredo e o suspense estão num nível soberbo, de tal forma que a leitura do mesmo é feita de forma intensa, tal é a curiosidade de saber o que está na página seguinte, tudo isto devido à forma inteligente como está estruturado.
No centro da história temos Joel Franco, um inspector da Polícia Judiciária, que procura os assassinos de um amigo de infância mas que se vê envolvido num mundo onde a política, a corrupção e o crime andam de mãos dadas e onde nem todos são o que aparentam ser.
Por fim, ficamos com a sensação de que um livro por ano é pouco para um escritor que nos traz qualidade, qualidade essa que devoramos em dias e que nos sabe a pouco.
domingo, 9 de setembro de 2012
As Leituras do Corvo gostou de "Triângulo"
Carla Ribeiro, autora do blogue As Leituras do Corvo, gostou de "Triângulo". A sua opinião (publicada aqui) reproduz-se na íntegra:
Joel Franco entrou para a Polícia Judiciária como forma de assimilar (e talvez de vingar) a morte de um amigo de infância. E agora tem algumas pistas para seguir. A sua investigação leva-o a Viseu e aos homens que estavam por perto quando o cadáver foi encontrado. Mas o que poderá Joel fazer é algo que nem ele mesmo sabe, pois o crime, se crime foi, prescreveu há muito tempo. Ainda assim, precisa de respostas. Entretanto, na capital, um cadáver é encontrado e homens poderosos conspiram para depor um chefe de governo que, por múltiplas razões, deixou de agradar. Os casos parecem não ter qualquer relação... mas é possível que a investigação de Joel e dos seus colegas venha a provar que não é bem assim.
Terceiro volume da série "Não Matarás", este é, ainda assim, um livro que não exige a leitura dos anteriores para compreender o enredo. Há, ainda assim, um lado positivo em ter lido, pelo menos, o anterior, já que algumas personagens, e principalmente o protagonista, se tornam mais familiares tendo acompanhado parte do seu percurso anterior. Este é, aliás, um dos vários pontos fortes deste livro. A forma como, desde as primeiras páginas, a personalidade e a missão de Joel Franco são facilmente reconhecíveis para o leitor, sendo fácil, dadas as circunstâncias, compreender os actos e as motivações que o comandam.
Outros pontos fortes estão na fluidez da escrita e no ritmo compulsivo do enredo. Um estilo de escrita directo e uma história narrada em capítulos curtos, percorrendo o ponto de vista de diferentes personagens, mas sem nunca perder de vista a linha da narrativa, contribuem em muito para manter viva a curiosidade em saber mais. A isto, junta-se a teia de intrigas que, aos poucos, é desvendada, num enredo complexo, cheio de surpresas e que culmina num final de grande intensidade, quer a nível de revelações, quer de impacto emocional.
Há, portanto, muito de bom para descobrir neste livro. Desde a elaborada intriga política que parece estar na base dos acontecimentos à forma como esta se relaciona com a demanda pessoal de Joel, há, ao longo do enredo, uma aura de mistério que, aliada ao crescendo de intensidade que marca o ritmo da narrativa, torna a leitura simplesmente viciante. E, além disso, há a personalidade de Joel. Assombrado pelo passado, mas determinado nos seus objectivos, com uma base de valores bastante sólida (mas passível de ser abalada por questões pessoais) e uma cativante capacidade de agir em circunstâncias inesperadas, Joel Franco surge como uma figura carismática, forte e com aquela medida de empatia que o torna próximo do leitor.
Mistério e acção nas medidas certas, ritmo viciante e um protagonista carismático como base para um enredo rico em intriga, mas também com um toque de emoção, a impressão que fica deste Triângulo é, sem dúvida, a mais positiva. Surpreendente e de leitura compulsiva, um livro que não posso deixar de recomendar.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
De Vila Nova de Tazem à Lagoa de Óbidos
Quando, há mais de vinte anos, pensei pela primeira vez em escrever histórias que pudessem ser publicadas (e em géneros então ainda menos considerados, como o fantástico ou o "policial"), achei que não havia em Portugal cenários capazes de suportarem ficções que requerem, às vezes, ambientes mais sinistros.
Conhecendo melhor o país, e não querendo circunscrever-me ao ambiente lisboeta, fui encontrando esses cenários e "Triângulo" aproveita dois deles.
Em Vila Nova de Tazem (nas imediações da Serra da Estrela, no distrito de Viseu) existe o Santuário de Santa Eufémia, que é uma construção enigmática cuja origem nunca consegui descobrir.
Foi aí, nesse cenário onde a arquitectura imponente contrasta com a paisagem agreste, que coloquei o Seminário de São João Baptista, onde o inspector Joel Franco se depara pela primeira vez, em criança, com um assassínio. É aí que Joel Franco regressa em "Triângulo", passando tanbém pela própria cidade de Viseu e por um ambiente muito mais agradável em Nelas (a Quinta da Fata, em Vilar Seco).
A Lagoa de Óbidos (que já tinha utilizado em "O Clube de Macau") é outro cenário sugestivo, que serve de palco a duas sequências decisivas em "Triângulo".
Vista do lado do Nadadouro (Caldas da Rainha), a Lagoa de Óbidos é uma superfície aquática tranquila mas o lodo que se acumula no fundo da lagoa, onde o assoreamento não está a ser eficazmente combatido, dá-lhe um aspecto de águas negras... que podem encobrir muitos mistérios.
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| Seminário de São João Baptista (capa de "Triângulo", © Pedro Garcia Rosado) |
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| Aspecto do santuário (© Pedro Garcia Rosado) |
"Triângulo" é o terceiro título da série "Não Matarás", depois de "Triângulo" e de "Vermelho da Cor do Sangue" (edição Asa) e está à venda esta semana.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Um primeiro-ministro que bate na namorada, uma conspiração política, um assassínio desvendado, três amigos em rota de colisão
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| À venda, também em e-book |
O inspector Joel Franco esteve internado em menino num seminário de Vila Nova de Tazem, e o assassínio do seu melhor amigo levou-o, em adulto, a entrar na Polícia Judiciária, de cuja Secção de Homicídios faz parte.
Agora, de posse dos elementos necessários à descoberta dos culpados desse homicídio, Joel parte numa missão privada à procura dos três homens que poderão ter sido os assassinos.
Entretanto, em Lisboa, o primeiro-ministro José Garrido espanca a sua enigmática namorada num acesso de fúria onde a cólera se funde com o prazer, e uma conspiração política comandada pelo ministro da Justiça e por um empresário poderoso avança a todo o vapor. Deste grupo faz parte Jaime Paixão, um velho amigo e colega de faculdade de Joel Franco.
E com eles cruzar-se-á Rosa Custódio, a inspectora-coordenadora da PJ, também colega de ambos na faculdade, a quem é confiada uma "task force" encarregue de investigar potenciais crimes que possam estar associados ao primeiro-ministro.
É assim que se inicia "Triângulo", o terceiro título da série "Não Matarás", depois de "Triângulo" e de "Vermelho da Cor do Sangue" (edição Asa).
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
"Triângulo": à venda a partir de 20 de Agosto
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| O terceiro título da colecção "Não Matarás" depois de "A Cidade do Medo" e "Vermelho da Cor do Sangue" e o meu 7.º "thriller". Disponível também em e-book em www.leyaonline.com |
terça-feira, 31 de julho de 2012
"Triângulo": está quase...
... segundo anuncia a minha editora, Maria do Rosário Pedreira, no seu blog Horas Extraordinárias, no post "Works in progress".
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| As quatro obras, da selecção de Maria do Rosário Pedreira, que vão sair em breve (© Horas Extraordinárias) |
domingo, 11 de setembro de 2011
Depois de "Vermelho da Cor do Sangue": "Triângulo"
O número 3 da colecção Não Matarás, depois de "A Cidade do Medo" e de "Vermelho da Cor do Sangue", intitular-se-á "Triângulo".
A história terá entre as suas personagens um primeiro-ministro colérico e sequências passadas em alguns locais do distrito de Viseu e na Lagoa de Óbidos e ficará esclarecido o assassínio do amigo de infância do inspector Joel Franco. Regressarão uma das personagens de "A Cidade do Medo" e outra de "Vermelho da Cor do Sangue" e falar-se-á do "caso Casa Pia".
Em 2012.
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