sexta-feira, 19 de junho de 2026

Já começou


Escrevi isto, aqui, no dia 12 de Fevereiro deste ano:




Tinha passado menos de uma semana sobre a segunda volta das eleições presidenciais quando escrevi isto.

E hoje, quatro meses depois da segunda volta das eleições presidenciais, temos o primeiro sinal, e em dose dupla.

Comecemos pelo que se viu logo de manhã: uma sondagem no "Correio da Manhã" que põe o PS em primeiro lugar, o Chega em segundo e a AD em terceiro:



Note-se que é natural a queda da AD e do primeiro-ministro Luís Montenegro. Em matéria de governo, este Governo do PSD e do CDS é pobre de ideias,de gestão de infraestruturas do próprio Estado e de políticas que beneficiem realmente o eleitorado. E nem vale a pena falar no modo como, sem o conseguir, Montenegro se quis livrar do caso Spinumviva pelo recurso a eleições: ganhou as eleições, mas nada ficou esclarecido.

O segundo sinal tivemo-lo depois na Assembleia da República, quando a proposta de lei do Governo sobre assuntos laborais (o "pacote laboral") foi rejeitada pelo PS e pelo Chega. Era importante para io Governo, mas caiu pela combinaçáo de votos das oposições que numericamente contam: o PS e o Chega.

Foi como se o PS e o Chega se tivessem guiado pela sondagem da manhã. Qualquer um destes partidos está pronto para ir para eleições e as suas direcções precisam de eleições nacionais para controlar as oposições internas (em especial no caso do PS).

E esse processo (para já, a perspectiva de novas eleições legislativas) já começou. O PSD (e esqueçam o CDS) dificilmente conseguirá recuperar, salvo se começar a atirar dinheiro, que não tem, para o eleitorado. E o PS e o Chega já sabem que, com este PSD e este primeiro-ministro, podem ganhar eleições.

Sobre eles paira também, como escrevi, a sombra do Presidente da República, de que tanto gostaram os eleitores do PSD. Ansioso por devolver o Governo ao seu PS.





(Imagens de fontes abertas de acesso público.)






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