sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Problemas de comprimento



«E, para lhe meter respeito, eu posso mostrar ao Putin que a minha é maior do que a dele. Vocês querem medi-la?»







(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

Ele que dê o exemplo








Se se acha cheio de testosterona, bem pode deixar de arrotar postas de pescada e ir ele para as trincheiras dar o exemplo!

Se não tem (e sabe que não tem...), era melhor ficar calado.







(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Já agora, elejam também o Presidente


Os debates, portanto. Que parecem ser, agora, o que determina o resultado de uma eleição. 

Não é mal pensado, aliás. É uma grande receita. 

Põem-se os candidatos, ou chefes das agremiações candidatas, a discutirem uns com os outros nas televisões. Põem-se umas quantas criaturas a dar-lhes notas escolares e com mais tempo de antena do que os candidatos para dizerem tudo, e mais um par de botas, o que lhes apetece. E por um qualquer processo técnico, das opiniões destas ilustres criaturas sairá o vencedor das eleições. É mais barato (mesas de votos, impressão de boletins de voto, etc.), não maça os eleitores (que são livres de nem seguirem os tais debates) e elimina qualquer conversa sobre a abstenção.

Cansei-me, já nem sei em que eleição, deste tipo de coisa vagamente informativa. E não sigo, não segui nem seguirei, a coisa televisiva.

Fá-lo-ia se tivesse um candidato que desejasse ver eleito? Acho que não. Neste caso, activamente alheado da eleição presidencial e abstencionista sem problemas de consciência, ignoro-os. Vejo os títulos, que me aparecem no ecrã do computador, e penso em coisas mais interessantes. O meu mundo não é o dos telejornais.




(Imagem de fonte aberta de acesso público.)


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Levam-nos o nosso dinheiro!

Os EUA e a Rússia já estão em conversações, enquanto os EUA tentam levar a Ucrânia a aceitar a derrota que a Rússia lhes vai gradualmente impondo. O regime de Kiev está em convulsão e já nem se consegue saber quem é que lá aproveita, ou vai tentando aproveitar, os milhões de euros e de dólares que eram atirados para lá.

E os miseráveis chefes não eleitos da União Europeia querem atirar ainda mais milhões para lá: 210 mil milhões de euros até 2027. 

Ou seja: 210 000 000 000€!

E nós pagamos...



A falência da União Europeia









(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

O drone no telhado

 


Esta casa de pedra, que parece uma habitação mais improvisada do que propriamente rústica e que não deve ser de edificação recente, fica na Moldova e foi em cima dela, parece, que caiu o drone que se vê na imagem. O drone, sabe-se lá porquê, está já identificado como sendo russo. 

Não há danos visíveis, no entanto. O telhado, que não parece ter tido sujeito a obras de manutenção há muito tempo, não mostra danos. Os vidros estão intactos.

O próprio drone não parece ter danos. Não explodiu. Não deslizou pelo telhado. Está onde pousou. Ou onde caiu, como nos dizem. Ou onde foi posto ou, melhor, depositado, que é o que me apetece escrever ao olhar para este quadro tão plácido. 

O drone é russo, garantiu já o governo da Moldova, que se pôs em bicos dos pés para protestar contra a Rússia, chegando, inclusivamente, a levar o perigosíssimo engenho aéreo ao encontro do embaixador russo no país. A coisa, afirmam, representa mais um ataque russo à Europa. E justifica, para eles, o frenesim bélico anti-russo do "partido da guerra" europeu. 

Um drone assim pousado num telhado intacto é um ataque russo? É isso? 

Já agora: se os russos não conseguem fazer melhor do que isto, porque é que os dirigentes europeus insistem em que eles querem atacar a Europa? Com drones destes, fofinhos e inofensivos?...

*

Em Portugal também já houve notícias de drones a sobrevoarem aeroportos. Depois deixou de haver. Mas ninguém se lembrou, nessa altura, de dizer que a culpa era dos russos. Sabe-se lá porquê.






Até em "Alcântra", segundo o "Expesso", caíram drones.






(Imagens de fonte aberta de acesso público.)

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

EDP/e-Redes: a Crónica das Trevas (124): mais do mesmo, sempre a mesma...


De repente chove com força, durante alguns minutos. 

Depois há um relâmpago e um trovão, ambos solitários. 

E a luz apaga-se. 

Não saímos disto!









segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Parece que está a nevar...

 


... mas não está. 

São apenas gotas de chuva, não muito intensa, a reflectirem a luz do sol num dia com nuvens de chuva. 





domingo, 30 de novembro de 2025

A realidade é uma coisa, a agenda deles é outra

 



Na Ucrânia há dois mundos: um país quase destruído a todos os títulos numa guerra para a qual foi empurrado pelos patrocinadores da sua elite política e uma agenda específica desses patrocinadores e da imprensa oficial que deles também depende.

Esta "notícia" da CNN nacional/Lusa é um exemplo perfeito: a Rússia não está nos "territórios" ucranianos por onde tem avançado, mas apenas diz que "ocupou" (por acaso, diz que os tem "libertado", aliás) ou "alega" ter "anexado". A realidade que é diariamente evacuada pela imprensa oficial é a de um mundo paralelo, de ficção, ou não fosse a política ocidental construída com lógicas de espectáculo audiovisual.




(Imagem de fonte aberta de acesso público.)

O fashionista das Caldas

 



Gloriosamente imparável, depois de ter ganho as eleições em Caldas da Rainha com 110 por cento dos votos com a ajuda do PS local, o empresário Vítor Marques está transformado num verdadeiro ícone da moda.

No certame de renome internacional Caldas Fashion, Marques desfilou, irrepreensível, no seu resplendoso fato de pele de tubarão, demonstrando uma invejável forma física.

No final ainda trauteou, com vibrato, o hino da candidatura presidencial de A. J. Seguro, "Música para Dormir Rápido e Relaxar Profundamente".

O público que ainda restava na sala aplaudiu-o muito.

O PS ainda não foi encontrado.






(Imagem de fonte aberta de acesso público.)



sábado, 29 de novembro de 2025

Ainda há marketeers? Não me parece...

 





Tive, em tempos, a possibilidade de conviver profissionalmente com um especialista de comunicação e marketing que era também professor num curso superior de Marketing. E, tendo visto de perto uma parte da formação e da actividade deste sector, até fiquei com boa impressão do que estava a ser feito nesta área.

Nos últimos tempos, porém, comecei a ter sérias dúvidas, mas não apenas como consumidor. Sou indiferente à publicidade que aparece na televisão generalista (que não frequento), não me deixo influenciar por campanhas e ainda vou suportando a publicidade que aparece nos sites da comunicação social (que os torna quase infrequentáveis). Já me custa mais aguentar os anúncios idiotas do YouTube, onde conseguem ser piores e mais miseráveis os anúncios das empresas que têm dinheiro para contratarem marketeers a sério.

É como destinatário directo que encontro exemplos de amadorismo, de falta de profissionalismo, de irracionalidade e de muitos outros disparates que só podem prejudicar as empresas de onde saem os e-mails reveladores que recebo.

Durante dez anos, e até 2021, fui sócio-gerente de uma micro-empresa criada com objectivos que cumpriu, e que encerrou a sua actividade de forma muito natural (beneficiando do apoio extraordinário de um contabilista certificado competentíssimo). O encerramento seguiu todos os trâmites legais e a empresa já não existe. 

Porém, como o meu endereço de e-mail lhe ficou associado, continuo a receber correspondência dirigida a essa empresa. De outras empresas que me querem vender as coisas mais extraordinárias e mais incompatíveis com a actividade da minha micro-empresa, que me aliciam para negócios decerto muito bons com fundos europeus e do Estado português, que me querem vender quantidades enormes de produtos que nem me interessam.

São, pelo que percebo, e-mails atirados à toa, sem qualquer tipo de trabalho de casa, tanto no que se refere aos produtos que me querem vender como na completa desadequação do destinatário. Porque estão a querer vender coisas a uma empresa que nem sequer percebem que está fechada e nem sequer se preocupam em tentar perceber, pelos códigos de actividade, que a empresa destinatária não poderia querer, por exemplo, paletes. 

Por exemplo:

















Não há muito tempo, uma empresa com sede no Alentejo quis vender-me cabazes de Natal com produtos alentejanos para eu depois oferecer a "colaboradores" e clientes e, no e-mail que me enviou, garantiu-me que a minha micro-empresa tinha, neste preciso momento, uma grande visibilidade e um grande êxito no concelho onde teve a sua sede. A coisa era completamente absurda porque a minha micro-empresa nunca teve nenhum cliente no concelho da sua sede, onde, no entanto, gastou dinheiro em bens e serviços e onde pagou todos os impostos devidos.

Um dos remetentes de uma coisa dessas reagiu ao meu e-mail padrão, com que respondo a essas propostas, que a informação sobre a minha empresa é a que existe on line e acho que me remeteu para um qualquer site dos que acumulam informações díspares sobre empresas.

Julgo que não é impossível encontrar um site estatal onde estejam as informações básicas sobre as empresas, cuja criação e extinção é controlada pelo próprio Estado. Mas foi em minutos que descobri um site de uma empresa que reúne dados sobre empresas (Racius). Nesse site, há duas informações contraditórias: a minha empresa é dada como estando a funcionar há 14 anos (quando, recordo, fechou em 2021) mas está registado que houve dissolução e liquidação. 

Suponho que qualquer actividade promoção de uma marca ou dos serviços e produtos de uma empresa requer um trabalho prévio de pesquisa e de recolha de informação. De qualquer modo, como é evidente, a pesquisa dá trabalho e enviar e-mais em massa é muito mais fácil. É o que fazem estes marketeers. Que haverá de errado na sua formação, ou na sua actividade profissional? Ou mesmo no seu raciocínio?